Jaqueline Mourão iguala recorde de participações olímpicas pelo Brasil em prova de ciclismo

A brasileira Jaqueline Mourão entrou no hall dos atletas com mais participações olímpicas do país ao completar a prova de ciclismo mountain bike em Tóquio, nesta terça-feira. Entre jogos de verão e inverno, são sete participações.

Assim, o recorde foi alcançado junto com outros dois atletas: o velejador Robert Scheidt e a jogadora de futebol Formiga. O cavaleiro Rodrigo Pessoa também deve igualar esse recorde nesta Olimpíada.

Jaqueline terminou a prova em 35º lugar, com duas voltas a menos do que a medalhista de ouro, a suíça Jolanda Neff.

A estreia da brasileira de 45 anos foi em Atenas, na Grécia, 2004, no ciclismo mountain bike. Depois, participou de Torino, na Itália, em 2006, no esqui cross-country. Em Pequim, na China, no ano de 2008, voltou a competir nos Jogos de verão, no ciclismo. Aí uma sequência de três Jogos de Inverno: Vancouver, no Canadá, 2010, Sochi, na Rússia, 2014, em que participou de duas modalidades: no biablo e no cross country, e em PyeongChang, na Coreia do Sul, em 2018.

Jaqueline Mourão, atleta do ciclismo brasileiro — Foto: COB/Divulgação

Suíça emplaca pódio triplo

As atletas da suíça emplacaram um pódio triplo, pegando o primeiro, segundo e terceiro lugar da prova. A medalha de ouro foi para Jolanda Neff, a prata para Sina Frei e o bronze para Linda Indegrand.
A vencedora da prova fez um tempo de 1:15:46

Matéria originalmente publicada em Globo Esporte

Avancini consegue melhor resultado do Brasil na história do mountain bike das Olimpíadas

Avancini lidera no início, mas fecha em 13º no mountain bike das Olimpíadas

Número 3 do mundo, brasileiro perde o fôlego depois de começo forte, mas ainda consegue melhor resultado do Brasil na história do mountain bike das Olimpíadas

Henrique Avancini nas Olimpíadas de Tóquio — Foto: REUTERS/Matthew Childs

Por uma volta, Henrique Avancini puxou o pelotão do mountain bike das Olimpíadas de Tóquio. Atual número 3 do mundo, o brasileiro buscava uma medalha inédita no ciclismo dos Jogos Olímpicos, mas perdeu fôlego e fechou a prova na 13ª colocação. Apesar de ter ficado longe do pódio, foi a melhor posição de um brasileiro no mountain bike das Olimpíadas, superando o 18º posto de Jaqueline Mourão, em Atenas 2004. Ainda assim, Avancini saiu frustrado.

– Não estou aqui para ser o melhor brasileiro em prova nenhuma. Trabalhei para alcançar os melhores do mundo. Estava aqui para buscar uma medalha inédita. Arrisquei muito para isso É muita frustração. A satisfação é pelo que trabalhei para estar aqui. Mas fico decepcionado, busquei defender o país da forma mais honrosa possível. Infelizmente não consegui transferir em performance na pista o que treinei. A prova foi bastante pesada. Comecei bem. Mas na segunda volta o Nino lançou um ataque e respondi. Ali eu comecei a me perder na prova. Me perdi bastante dentro da corrida e não consegui me achar – disse o ciclista.

Segundo brasileiro na prova, Luiz Henrique Cocuzzi terminou a prova na 27ª posição.

– Eu levo muita coisa dos Jogos Olímpicos. Nessa prova você aprende no que tem que melhorar. Com a pandemia, eu perdi muito no ranking e acabei largando um pouco atrás. O que eu levo desses Jogos é que por mais que você treine, trabalhe, sempre tem algo a melhorar, um detalhe para acertar. Quando você chegar num evento desse, que é uma chance só, não cometer erros e conseguir chegar no melhor resultado – disse Luiz.

Com a presença de público no Percurso de Mountain Bike Izu, cerca de 130km ao sul de Tóquio, o britânico Thomas Pidcock faturou o ouro logo em seu primeiro ano na categoria adulta, aos 21 anos. O suíço Mathias Flueckiger levou a prata. O espanhol David Valero Serrano completou o pódio crescendo muito na última volta.

Tomas Pidcock dominou o mountain bike das Olimpíadas — Foto: REUTERS/Christian

A Prova

Henrique Avancini saiu bem do bolo na parte inicial do percurso, figurando já na sexta posição. Logo no início da primeira volta, ele assumiu liderança e evitou a poeira e as brigas por posicionamento no meio do pelotão.

Um dos favoritos à medalha, o holandês Mathieu van der Poel deve uma queda na primeira volta.

No início da segunda volta, o suíço Nino Schurter, campeão na Rio 2016 e atual campeão mundial, puxou uma arrancada e foi seguido pelo compatriota Mathias Flueckiger. Henrique foi perdendo posições na volta, caindo para sexto lugar, mas ainda na cola dos líderes.

O brasileiro caiu de ritmo e foi perdendo um posto a cada volta. Na ponta, o britânico Tom Pidcock atacou e desgarrou, com Flueckiger na cola. Pidcock só aumentou a vantagem, e o suíço não tinha o segundo posto ameaçado.

A surpresa no final foi a briga pelo bronze. O espanhol David Valero Serrano arrancou na última volta, ganhou muitas posições e conseguiu chegar ao pódio. Avancini, por outro lado, perdeu mais posições e acabou na 13ª colocação.

Henrique Avancini nas Olimpíadas — Foto: REUTERS/Matthew Childs

Matéria originalmente publicada em Globo Esporte

Dicas para melhorar a sua Performance na Bike

Se você pratica ciclismo regularmente sabe que a motivação para pedalar muitas vezes vem do desejo de aprimorar a técnica e obter melhores resultados. Mas com o passar do tempo e dos treinamentos realizados, melhorar a performance na bike passa a ser um desafio que exige muita paciência e persistência para conquistar o resultados cada vez melhores, seja nos treinamentos ou nas competições.

Para ter uma evolução constante, algumas dicas vão auxiliar no alcance dos resultados desejados para que você fique cada vez melhor na modalidade escolhida.

– ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA

O consumo de consumo de proteínas, verduras, legumes e carboidratos complexos ajudam o corpo na recomposição e fortalecimento dos músculos. Quando temos uma alimentação equilibrada conseguimos fazer a manutenção do peso, fator imprescindível para conseguir uma boa aerodinâmica na hora de ganhar velocidade nas provas.

Se for realizar provas curtas, o consumo de cafeína é válido pois ao consumir a substância uma hora antes da prova, o sistema nervoso central é ativado, oferecendo uma melhor performance nos exercícios aeróbicos e de força.

– REALIZE EXERCÍCIOS PLIOMÉTRICOS

As atividades pliométricas são aquelas de alta intensidade usando o próprio peso corporal ou feito com cargas leves. Esse tipo de atividade é muito importante para todo ciclista, pois dessa maneira aprendemos como economizar movimentos, o que é essencial na performance da aerodinâmica da bike, garantindo um desempenho mais ágil e rápido nos pedais.

Exercícios como agachamento com barras, salto sobre o caixote e salto no quadrado (saltando dentro e fora de um quadro desenhado no chão em todos os seus lados) são alguns dos mais indicados para os ciclistas que desejam aperfeiçoar suas técnicas de economia de movimento.

– CONHEÇA BEM A PROVA QUE IRÁ REALIZAR

Os melhores ciclistas não são apenas aqueles que estão bem preparados fisicamente, mas aqueles que procuram novas táticas e estratégias em seus treinos e provas. Vai fazer toda a diferença se conhecer bem o percurso, descobrindo e entendendo onde estão os pontos de aceleração, os locais que exigem maior esforço e onde podemos nos poupar.

Conhecer os outros atletas que irão competir com você é outra dica muito importante que pode te ajudar a conquistar melhores resultados. Saiba os pontos fortes e fracos de cada um deles e faça treinos tendo como base superá-los.

– APOSTE EM BONS EQUIPAMENTOS

Mesmo sendo um dica clichê, sabemos que cada equipamento e componente tem uma função imprescindível no sucesso de uma prova de ciclismo. Bicicletas mais leves, de carbono, peças de boa qualidade, vestuário confortável e especial para a prática de cada modalidade e adequados para a condição meteorológica do dia da prova podem fazer toda a diferença.

Para melhorar a sua performance no ciclismo é preciso prestar muita atenção em tudo o que envolve o esporte, desde as estratégias para alcançar os outros competidores até o empenho para aprender como economizar movimentos. Com muito treino e estudo, os resultados melhoram ao longo do tempo e a prática do ciclismo se torna ainda mais prazerosa.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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Troy Brosnan vence etapa de Downhill em Leogang pela Copa do Mundo UCI!

Depois de um atraso de várias semanas devido à Covid-19, a temporada de Downhill da Copa do Mundo UCI de 2021 começou e os atletas da Maxxis finalmente conseguiram o merecido destaque no último fim de semana em Leogang, na Áustria.

A chuva forte durante os treinos e qualificação tornou a pista lenta e desleixada, particularmente na parte inferior decisiva do bosque. 

Os pilotos da Maxxis, Troy Brosnan (Canyon Collective) e Vali Höll (Rockshox Trek Race Team) qualificaram-se em primeiro em suas respectivas categorias na sexta-feira em uma pista muito lamacenta.

O sol saiu na manhã de sábado para as finais, o que significava que os pilotos estavam lidando com condições totalmente diferentes daquelas em que haviam treinado durante toda a semana. 
A pista ainda estava lamacenta, mas secando quando a corrida de Elite Feminina começou no início do dia. 

Como a qualificatória mais rápida, Höll (que estava fazendo sua estreia na categoria Elite) foi a última mulher na pista. 
Correndo suavemente e com controle, Höll estava à frente em cada seção da pista. Ao contornar a última curva à esquerda para a reta final, ela sofreu uma pequena queda que colocou a vitória fora de alcance.

Vali Höll em sua descida em Leogang

Mesmo com a queda, Höll terminou com um notável segundo lugar, apenas 1,412 segundos atrás da vencedora, Camille Balanche. 
A companheira da Maxxis, Marine Cabirou (SCOTT Downhill Factory), juntou-se a Vali no pódio, conquistando o quarto lugar.

Com o sol continuando a brilhar e a pista secando ainda mais, Brosnan tomou a decisão de última hora de trocar os pneus de lama por pneus de seco. Os pneus Maxxis Shorty que ele pilotou na qualificação foram trocados por um par de Minion DHRs, e a aposta valeu a pena para Troy, que conquistou a vitória por meros 1,235 segundos.

Troy Brosnan durante o final de semana de competição em Leogang

Fechando o fim de semana, Jackson Goldstone (Miranda Factory Team), em sua primeira Copa do Mundo UCI, ficou em segundo lugar no Junior Masculino, enquanto Sophie Gutohrle (Bike Republik Gravity Team) e Izabela Yankova (Riders United) ficaram em primeiro e terceiro no Junior Feminino.

A temporada da Copa do Mundo de 2021 continua em Les Gets, França, de 3 a 4 de julho.

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Diferença entre treinar e pedalar!

Desde a preparação para sair para o pedal, até à chagada em casa, existem muitas diferenças entre uma prática e outra, desde as mais sutis às muito nítidas. Mas o que realmente significa treinar e pedalar?

Para entendemos as diferenças de cada prática, podemos comparar o “treino” como ir trabalhar, enquanto que pedalar é como um hobby. No treino temos metas, prazos, pressões, frustações, e na pedalada, normalmente realizamos por diversão, passatempo, sento mais prazeroso e sem compromisso.

O que é Pedalar?

Podemos dizer que é uma atividade descompromissada, sem toda a pressão de atingir alto desempenho, sem ter que manter um ritmo definido, velocidade média etc. Pode ser feito na cidade, parque ou praia, com a família, amigos ou sozinho mesmo.

Quando saímos de bicicleta, seja para ir ao trabalhou ou para andar nas ciclovias e ciclofaixas aos finais de semana, estamos pedalando. Quando uma criança está se divertindo em cima de uma bicicleta, também está pedalando.

Esses são exemplos mais corriqueiros do uso da bicicleta como forma de lazer ou atividade que não tenha uma meta definida, que podemos considerar como “pedalar”.

O que é Treinar?

Quando estamos pedalando em busca de um objetivo de performance, ou objetivos muito específicos como para aumentar o giro, a capacidade respiratória, melhorar a resistência, entre outros, podemos falar que estamos treinando. O treino envolve metas a serem atingidas e por isso pode ser comparado a um trabalho.

O treino inclui desde a parte do planejamento, organização das séries de treinos, tempos, intervalos, alimentação, descanso e treinos regenerativos. Para cada objetivo existe um tipo de treino, devendo ter hora, prazo, tempo e forma correta que deve ser feita.

Ciclistas podem treinar especificamente para melhorar em subidas, outros realizam treinos de tiros etc.
Os treinos devem ser constantes pois as metas são sempre alcançadas sempre a médio e a longo prazo.

Mas onde essas duas atividades se unem?

A forma como você pedala é o que vai definir se você treina ou apenas está se divertindo. Realizar as duas práticas irá aumentar o desempenho físico, permitindo um equilíbrio entre cada exercício e tendo uma rotina mais diversificada, produtiva e prazerosa.

Ambas práticas se complementam e cada ciclista que consegue treinar e pedalar de forma organizada, obtém vantagens no desempenho e na própria saúde.

Se intercalar a semana com três a quatro dias de pedal, com treinos e pedais de descanso, uma atividade vai ajudar a outra, pois é essencial que após treinos exaustivos, tenha um descanso, sendo que pedalar é uma excelente maneira de fazer isso.

Os “ciclistas de final de semana” que almejam entrar em um grupo de pedal, devem começar a treinar pois só assim irão adquirir resistência e fôlego para acompanhar ritmos mais fortes que os grupos alcançam.
Já os ciclistas de performance devem reservar alguns dias para pedalar com os amigos por diversão, pois será de grande ajuda para relaxar.

Dessa maneira uma atividade quanto a outra se colaboram, mesmo sendo para diferentes fins!

Conhecer cada parte desse mundo esportivo ajudará suas pedaladas e treinos a ficarem melhores.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada
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A história da Camisa Arco-Íris

Quem já acompanhou alguma competição de ciclismo profissional certamente percebeu a quantidade de cores diferentes que os ciclistas utilizam em suas camisas.
Algumas se destacam por serem padrão aos líderes do ranking nos Grand Tours e dos diferentes campeões nacionais. Mas a que possui mais destaque e reconhecimento em qualquer lugar do mundo é a Camisa Arco-Íris, a famosa Rainbow Jersey, com sua listras coloridas distintas representando o maior símbolo de conquista dentro do universo ciclístico.

Significado das cores

A camisa arco-íris é o símbolo do atual campeão mundial da UCI e tem o mesmo design em todas as diferentes disciplinas do ciclismo: estrada, pista, ciclismo, mountain bike, BMX Racing, BMX Freestyle, ciclismo indoor e trial.

É extremamente fácil de reconhecer, com fundo branco e cinco faixas coloridas horizontais característicos, de cima para baixo: azul, vermelho, preto, amarelo e verde.
São as mesmas cores da bandeira olímpica imaginadas pelo Barão de Coubertin em 1913 e representam os cinco continentes da Europa, Ásia, África, Oceania e América.

No ciclismo de estrada, a camisa arco-íris é concedida na corrida e contra-relógio individual aos vencedores da Elite, Sub-23 (apenas homens) e Júnior. O país mais rápido no revezamento misto de contra-relógio também recebe a camisa.
Recebem também os campeões no Campeonato Mundial de Para-ciclismo de Estrada da UCI nas diferentes modalidades da corrida de estrada e contra-relógio individual, bem como no revezamento misto da equipe de handbike.

A marca responsável pela produção das camisas é a italiana Santini, que possui parceria com a UCI desde 1994.

Todos os atuais campeões mundiais da UCI têm o direito de usar a camisa arco-íris durante todo o ano até o próximo campeonato, mas somente quando competirem na categoria e especialidade pela qual foram campeões. Por exemplo: o atual campeão mundial UCI da corrida de estrada Men Elite não pode usar a sua camisa arco-íris na prova do contra-relógio individual quando esta foi vencida por outro competidor no campeonato anterior.

Já os ex-campeões mundiais da UCI têm o privilégio de usar faixas arco-íris nas mangas e na gola da sua camisa atual como forma de reconhecimento da vitória passada, mas somente na especialidade em que foi conquistada.

Alfredo Binda, o primeiro vencedor da camisa arco-íris

O italiano Alfredo Binda foi o vencedor da primeira camisa do arco-íris, em 1927, ano em que o Campeonato Mundial da UCI foi aberto a ciclistas profissionais.
Até aquele ano, o campeonato era reservado apenas para amadores e a UCI decidiu realizar uma única corrida com duas classificações: amadores e profissionais.

A corrida foi organizada na Alemanha, em 21 de julho, no lendário circuito de Nürburgring com um percurso extremamente difícil: oito voltas de 22,8 km – para um total de 182,4 km – repleto de subidas, descidas e curvas.

O dia da corrida foi frio e úmido. Um vento forte soprou e não demorou muito para que os pilotos estivessem caindo de costas e se retirando. Binda lançou a sua jogada a cerca de 30 quilómetros, na subida para Karussell. No espaço de 6 quilômetros, ele abriu uma vantagem de mais de dois minutos.

A corrida estava praticamente encerrada. A margem de vitória de Binda sobre o Girardengo foi de mais de sete minutos. 

A Itália dominou a corrida. Depois de Binda vieram Girardengo, Domenico Piemontesi e Gaetano Belloni, com Jean Aerts sendo o primeiro não italiano, quase 20 minutos atrás. 

O belga Jean Aerts participava da classificação amadora e terminou em quinto no geral, à frente do alemão Rudolf Wolke e do italiano Michele Orecchia. Dos 55 pilotos que começaram, apenas 18 terminaram.

Elsy Jacobs, a primeira mulher a usar a camisa do arco-íris

Somente em 1958 a camisa do arco-íris entrou oficialmente no mundo do ciclismo feminino. A primeira ciclista a usá-la foi Elsy Jacobs, de Luxemburgo, após seu sucesso na corrida de estrada em Reims, na França, em 3 de agosto de 1958.

Nessa prova, Jacobs terminou na frente de duas ciclistas soviéticas Tamara Novikova e Mariya Lukshina.
Em 9 de novembro do mesmo ano, ela quebrou o recorde de mulheres com uma marca de 41.347m no velódromo Vigorelli em Milão – um recorde que durou 14 anos.

Elsy veio de uma família de ciclistas, e seus irmãos Roger, Raymond e Edmond se tornaram profissionais e correram no Tour de France.
Em sua homenagem, há uma corrida chamada Festival Elsy Jacobs, realizada em sua cidade natal, em Garnich, que faz parte do calendário de corridas da UCI Women’s Elite desde 2008.

O desempenho de Jacobs pode ser considerada como evidências contra a teoria da “maldição da camisa do arco-íris”, que sugere que, depois de se tornar campeão mundial da UCI, o piloto sofre de pouca sorte no ano seguinte.
É verdade que alguns vencedores ficaram gravemente feridos – de Tom Simpson em 1966 a Stephen Roche em 1988, Luc Leblanc em 1995 e Alessandro Ballan em 2009. Houve também algumas tragédias, incluindo a morte do jovem Jean-Pierre Monseré em 1971.

Mas não é justo sugerir que a culpa está na camisa arco-íris. Eddy Merckx, Bernard Hinault e Greg LeMond venceram o Tour de France enquanto Campeões Mundiais da UCI. Também Thor Hushovd, Mark Cavendish, Tom Boonen e Peter Sagan tiveram um desempenho muito bom nos anos seguintes às vitórias.

Records da camisa arco-íris

Existem alguns homens que conquistaram o título de campeão mundial da estrada da UCI em dois anos consecutivos: os belgas Georges Ronsse (1928-29), Rik Van Steenbergen (1956-57) e Rik Van Looy (1960-61); os italianos Gianni Bugno (1991-92) e Paolo Bettini (2006-07).
O eslovaco Peter Sagan é o único homem na história com três títulos consecutivos de 2015 a 2017.

Outros homens com vitórias triplas são o italiano Binda (1927, 1930, 1932), Van Steenbergen (1949, 1956, 1957), o espanhol Óscar Freire (1999, 2001, 2004) e o canibal Eddy Merckx (1967, 1971) 1974).
A Bélgica é o país de maior sucesso na história do Campeonato Mundial Masculino de Estrada da UCI, com 26 vitórias, à frente da Itália com 19 e da França com 8.

Já no feminino não há dúvida de quem é a mais bem-sucedida entre as Campeãs Mundiais de UCI de corrida de estrada: a francesa Jeannie Longo venceu cinco vezes (1985-87, 1989, 1995), incluindo quatro seguidas, pois em 1988 a corrida não foi realizada.
A belga Yvonne Reynders venceu quatro vezes (1959, 1961, 1963, 1966) e a holandesa Marianne Vos três vezes (2006, 2012, 2013), incluindo dois títulos consecutivos como a soviética Anna Konkina (1970-71), a holandesa Leontien van Moorsel ( 1991 e 1993, não havendo corrida em 1992), a sueca Susanne Ljungskog (2002-03) e a italiana Giorgia Bronzini (2010-11).
A Holanda é o país de maior sucesso no Campeonato Mundial Feminino de Estrada da UCI, com 12 vitórias, à frente da França com 10 e da Bélgica com 6.

Em relação aos contra-relógios individuais, entre os homens, o suíço Fabian Cancellara (2006, 2007, 2009 e 2010) e o alemão Tony Martin (2011, 2012, 2013 e 2016) venceram o maior número de eventos.
Enquanto isso, Jeannie Longo, da França, venceu quatro vezes como Elite Woman (1995, 1996, 1997 e 2001).

Poucos pilotos conseguiram se tornar campeões mundiais da UCI em diferentes disciplinas. Pauline Ferrand-Prévot escreveu uma página da história do ciclismo durante a temporada de 2015, quando, com apenas 23 anos, se tornou a primeira pessoa – homem ou mulher – a ter simultaneamente três títulos: estrada, cyclo-cross e mountain bike. Nessa façanha única, a ciclista francesa superou até os outros atletas extremamente talentosos que ganharam diferentes camisetas de arco-íris como Marianne Vos (estrada, ciclismo, MTB e pista) ou Mathieu Van der Poel (ciclismo e MTB).

Matéria base originalmente publicada em UCI (Union Cycliste Internationale)

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Como a bike pode te ajudar em tempos de Pandemia

O momento atual trouxe uma séries de impactos na nossa vida e precisamos nos adaptar ao “novo normal”. Todos tivemos que mudar e usar máscara, passar álcool em gel nas mãos e manter o isolamento social são hábitos que tiveram que ser inseridos no nosso cotidiano.
O meio de se locomover também sofreu adaptações e a bicicleta se mostrou uma excelente solução para esses tempos.

A bicicleta sempre foi um meio de transporte. Esse foi o objetivo da sua criação, muito antes das competições existirem ou utilizarmos ela para lazer. No atual contexto de pandemia, a utilização da bicicleta traz muitas vantagens.

Vamos ver as vantagens de usar a bike na pandemia:

– Ela é usada apenas por você

Transporte público não é o ideal para se locomover numa pandemia onde o distanciamento social é importante.
São centenas de milhares de passageiros que usam esse sistema diariamente e o distanciamento é quase impossível de ser feito de forma efetiva.

A bike certamente será a sua melhor companheira de viagens nesse período conturbado.

– Chegue a locais próximos com rapidez

Se a sua necessidade diária de locomoção não envolve grandes distâncias, a bicicleta é a melhor opção. Ela te leva e traz com rapidez a lugares que você demoraria muito mais tempo se fosse a pé.

Para ir a locais mais distantes, você deve ter um melhor preparo físico e equipamentos que garantam segurança e eficiência, mas mesmo em locais distantes você poderá chegar pedalando.

– Menos trânsito na pandemia, ficou mais seguro usar a bike

Com as medidas de isolamento adotadas pelas autoridades, as ruas estão com um volume de veículos muito menor, fazendo que seja mais seguro pedalar caso você tenha necessidade de sair.

Por enquanto, existe uma maior segurança para pedalar por vários locais e a bike pode ser mais utilizada como transporte ao trabalho.
Mas continue atento aos locais por onde for pedalar e dê preferência por aqueles que são mais seguros, tanto em questão de trânsito quanto sobre roubos e furtos.

Também não esqueça de usar capacete e todos os itens de segurança e nunca pedale na contramão do trânsito.

– Pedalar promove a saúde do corpo de da mente.

As vantagens da bike na pandemia só aumentam pois a bike é um exercício anaeróbico, que promove a oxigenação das células, melhora a circulação sanguínea e traz aquela carga de serotonina e endorfina. Estes dois últimos são os hormônios do bem-estar e prazer, que somados aos benefícios de melhor circulação de sangue pelo corpo, garantem muita saúde.

Os impactos positivos dos exercícios no seu bem-estar, podem ser percebidos logo nos primeiros pedais. Cerca de 15 minutos de pedalada já são suficientes para trazer uma dose generosa de boas sensações.

– A bike é uma alternativa mais econômica que o carro

Com os reflexos econômicos da pandemia trouxeram perdas a milhões de pessoas no Brasil e no munfo. Com a redução de renda das famílias, foi necessário cortar gastos e o automóvel é um gasto mensal considerável para qualquer família.

Se você colocar os custos de IPVA, combustível e estacionamento, a economia que a bike traz é muito grande.

Em relação ao transporte público, usar a bicicleta também traz economia e ainda evita uma possível contaminação.

– Bagageiro da bike é muito útil

Compras pequenas podem ser feitas com uma bicicleta.

Para fazer compras de bike, basta colocar um bom bagageiro que suporte pelo menos 5kg. Então, o resto, é com a sua escolha de modelo, desde que acomode bem os produtos.

Você ainda pode usar uma caixa de feira adaptada no bagageiro ou alforjes, para aumentar a capacidade de carga.

Aqui, o que vale é o que fica seguro para usar e que tenha espaço e comodidade para acomodar as suas compras, sejam elas de supermercado, farmácia, feira etc.

A bicicleta tem suas limitações, mas, se você usá-la para os fins que ela atende bem, vai comprovar todas as vantagens da bike na pandemia.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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Copa América de Downhill 4X – Julia Alves e Gabriel Giovannini confirmam o favoritismo

Brasileiros confirmam o favoritismo e são campeões de torneio em São Roque

Na Copa América de Ciclismo Downhill 4X, disputada neste domingo, em São Roque, no interior de São Paulo, a atleta Julia Alves conquistou pela quinta vez a competição (já tinha sido campeã nas edições 2014/15/16/19), enquanto Gabriel Giovannini levantou o seu terceiro troféu (campeão em 2018/19).

O percurso montado em São Roque tinha 600 metros de descida, com 12 curvas. No caminho, jardim de pedras, túnel, ponte e uma reta final para fechar a pista.

Copa América de Downhill – Foto Reprodução

A primeira final foi a das mulheres, onde Julia Alves já pulou na frente fazendo a primeira curva em primeiro.
A partir desse momento só aumentou a distância e chegou com o tempo de 55s677. O segundo lugar ficou com a Bruna Ulrich, que não largou muito bem, mas se recuperou bem durante o percurso e chegou com 1m00s309. Mariana Lopes foi terceira colocada.

Esse ano eu vim com mais vontade, por estar há muito tempo sem competir. Vim para curtir, para me divertir. Deu tudo certo – disse Julia.

Não posso negar que fiquei bem ansiosa com a volta, pois foi muito tempo sem competir, mas deu tudo. Estava preocupada com minha bike dar problema no meio da pista e isso aconteceu (escapou a corrente), mas consegui manter a velocidade e conseguir mais um titulo aqui, o que eu considero muito importante – destacou a piloto, de 24 anos.

Ciclismo Downhill, imagens aéreas da pista – Foto Reprodução

Já na final masculina, Gabriel Giovannini largou melhor, com Renato Rezendo colado durante o início no percurso.
Essas posições se mantiveram e Giovannini passou pela linha de chegada com o tempo de 47s208. A segunda posição foi de Renato Rezende, com 47s812. Kaique Milani foi terceiro e Guilherme Ribeiro o quarto.

No ano passado eu não me dediquei muito, então esse ano eu estava com mais gana e vontade de ganhar. Eu treinei muito, não foi pouco não. Sabia que os caras iam vir com tudo, eu treinei muito mesmo – disse o campeão.

Essa conquista foi bem dura, pois estava ao lado de três feras do BMX e que largam demais. Felizmente, também tenho uma base boa do BMX. Não sou profissional como eles, mas treinei bastante, especialmente sprint. É uma sensação muito gratificante, com todo o esforço e dedicação sendo recompensados e se transformarem em vitória. Tudo isso é muito engraçado, uma vez que antigamente eu estaria feliz por estar na final. Hoje, é só a vitória que importa – afirmou Gabriel.

Matéria base originalmente publicada em Globo Esporte e Olimpíada Todo Dia

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Cuidados para pedalar na chuva

Pedalar debaixo de chuva requer muito mais cuidado por parte do ciclista do que ele teria em um dia ensolarado.
Devemos sempre prezar pela nossa segurança e alguns cuidados são essenciais.

Confira algumas dicas para pedalar na chuva:


– Roupas

Nos tempos chuvosos devemos optar por roupas frescas e leves, que facilitem a transpiração, pois assim secam com mais facilidade.

Também é importante que tenha uma capa de chuva de boa qualidade, de preferência os modelos estilo poncho. Dessa maneira você irá proteger a cabeça, tronco e parte das pernas.

– Mantenha os pés secos

Se os seus pés estiverem molhados, você poderá derrapar do pedal com mais facilidade. Uma medida rápida de evitar isso é colocar uma sacola plástica em volta de cada pé para impedir o contato com a água.

Para quem quiser fazer um investimento maior nesse ponto, poderá investir em um overshoes, que é uma cobertura impermeável para proteger o seu calçado.

– Para-Lamas

Em termos de equipamentos de proteção temos os para-lamas, que é uma excelente maneira de se proteger da água que sobe do chão pelo movimento das rodas.

Se a sua bike não tiver suporte para para-lamas, opte por um modelo que possa ser fixado embaixo do garfo e no canote.
Para os ciclistas que utilizam bagageiros deve-se colocar um para-lama nessa parte também, para que sua bagagem fique preservada.

– Luvas

O uso de luvas é indicado em todas as situações e não somente em dias de chuva. Elas protegem suas mãos em quedas e garantem a aderência necessária para pedalar com mais segurança.

Existem modelos diferentes que podem ser utilizados no frio e no calor. No frio opte pelos modelos fechados e o calor escolhas as com os dedos para fora.

– Roupa Extra

Enquanto estamos andando de bicicleta corremos o risco de pegarmos uma chuva inesperada e ninguém gosta de ficar molhado.

Sempre é bom ter uma roupa de reserva para trocar nessas situações. Leve tudo em uma sacola na mochila (para que a roupa extra não fique molhada também) e troque tudo quando puder.

Com esses cuidados, a sua aventura debaixo de chuva vai ficar muito mais agradável. Cuide da sua segurança e aproveite ainda mais o pedal!

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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MTB, BMX e Estrada! Saiba mais sobre essas modalidades

Mesmo sendo um dos esportes mais praticados no Brasil, muitos daqueles que possuem uma bicicleta não conhecem bem as principais modalidades do ciclismo.

Pensando nisso, vamos explicar um pouco sobre as 3 principais modalidades e suas características.

MTB (Mountain Bike)

O mountain bike, ou simplesmente MTB, é uma das modalidades mais emocionantes do ciclismo e nele você encontrará momentos de muita emoção.

O MTB é dividido em várias categorias, entre elas temos:

– Cross country
– Downhill
– Freeride
– Trip Trail

Sendo praticado em pistas e trilhas de terra batida com subidas e descidas, com ou sem obstáculos, esse tipo de modalidade garante momentos de emoção e belas imagens tanto para quem pratica quanto para quem assiste.

Existem inúmeras competições diferentes dentro do MTB e você encontrará provas em que os atletas fazem a largada juntos e o vencedor é aquele que cruzar em primeiro a linha de chegada, mas também teremos provas contra o relógio, onde o competidor corre sozinho e a vitória fica com o atleta que fizer o percurso em menor tempo.

Para praticar essa modalidade é necessário o uso de bicicletas resistentes e com penus mais largos devido a necessidade que a bicicleta tenha a maior estabilidade possível nos terrenos acidentados.

Saiba mais sobre o MTB Cross Country e a diferença entre XCO e XCM

BMX (Bicicross)

Essa sem dúvidas é a modalidade que mais exige habilidade e, por muitas vezes, a mais bonita de se assistir. As manobras são a alma dessa modalidade, garantindo sempre um espetáculo em cada competição.

Para essa modalidade é importante o uso de bicicletas que possuam pneus menores, normalmente com 20 polegadas de diâmetro (a famosa aro 20”) e é dividida em 2 outras categorias: o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (manobras).

No BMX Racing, os competidores disputam uma corrida em uma pista circular com diversos obstáculos e o vencedor é o competidor que concluir o percurso primeiro.

No BMX Freestyle, o objetivo é realizar manobras e o vencedor é o atleta que conseguir as notas mais altas na avaliação dos juízes.
Essa categoria é subdividida em outras cinco: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.

Confira nossa matéria onde falamos um pouco mais sobre as modalidades do BMX

CICLISMO DE ESTRADA

As competições mais famosas desse esporte em todo o planeta são dessa modalidade. Podemos dizer que talvez essa seja a modalidade desse esporte mais praticada em todo o mundo.

Os campeonatos geralmente são disputados de forma individual ou por equipe, podendo ser divididos em provas de resistência e de tempo.
Nas provas de resistência, os competidores largam juntos e o vencedor é aquele que concluir o percurso em primeiro lugar. Normalmente são provas longas que podem variar de 150 a 200km para as provas masculinas e entre 60 e 100km para as femininas.

Nas provas contra o tempo, os atletas largam em horários diferentes e o vencedor é o que concluir o percurso no menor tempo possível. Nessas competições os trajetos são em torno de 40km para os homens e 20km para as mulheres.

O ciclismo de estrada é praticado com as Road Bikes, as chamadas “Speed”, que são bicicletas que possuem pneus muito finos e são bem mais leves que uma bicicleta tradicional. Sua aerodinâmica favorece o ganho de velocidade e estabilidade nas estradas.

Não importa a modalidade que você pratique, é extremamente importante que se faça uma boa manutenção na bicicleta sempre que perceber alguma anormalidade e também de maneira preventiva.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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