Como Passar a Marcha Corretamente

As marchas facilitam a vida dos ciclistas!
Saiba o funcionamento delas, pratique e ganhe desempenho no seu pedal.

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Antes de termos a possibilidade de trocar as marchas da bicicleta, somente atletas preparados conseguiam encarar subidas muito íngremes, obter mais velocidade e distância sem muito cansaço. Após essa revolução, um número muito maior de pessoas pode entrar de cabeça nesse mundo.

Sistema de Transmissão

O sistema de transmissão é o sistema que efetivamente é usado para transmitir a força do ciclista para que a roda da bicicleta gire.

A transmissão de uma bicicleta convencional, é composta por algumas peças. Sendo elas: movimento central, pedivela, coroas, corrente e cassete.

Os câmbios e passadores não entram neste grupo, apesar de serem fundamentais e necessários para o funcionamento do sistema. Pois não sofrem a força direta vinda da perna do ciclista.

O cassete nada mais é que várias engrenagens de diferentes tamanhos, colocados na roda traseira e que, através do câmbio traseiro, se pode alterar em qual catraca a corrente estará girando.
No pedivela são usadas diferentes coroas, com exatamente a mesma função e acionadas pelo câmbio dianteiro. Nesse sistema é possível ter diferentes marchas sem a necessidade de trocar a roda inteira da bicicleta.

Conhecendo o Sistema

Para realizar a troca das marchas é necessário acionar o passador (ou trocador), que está no guidão. Dependendo do seu sistema, as mudanças de marcha são feitas através de uma ou duas alavancas, ou até mesmo girando o passador.
É muito importante que você conheça o funcionamento do seu passador para poder diminuir e aumentar a marcha. Esse procedimento deve se tornar automático na sua cabeça.

Um fato comum em todos os sistemas é que o lado direito controla a mudança de marcha no cassete (roda de trás) e o lado esquerdo controla a mudança de marchas no pedivela.

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A Marcha Certa

Não existe a “marcha certa”, existe a combinação mais adequada entre: você, a situação e a posição da corrente em relação à coroa.

Um erro comum entre os ciclistas iniciantes é querer “decorar” qual a marcha correta para um tipo específico de situação.

Querer saber qual é a marcha certa para ladeiras é um erro.
Podemos comparar com um carro, que realizamos a troca das marchas quando o carro está tendo dificuldade ou facilidade para rodar. A única diferença na bike é que o motor é o próprio ciclista, ou seja, cada um saberá a necessidade de trocar de marcha em cada situação. Um ciclista pode se sentir confortável subindo com uma marcha mais pesada ou mais leve que outro, em uma mesma ladeira.

Também não é preciso esperar a ladeira para trocar a marcha. Lembre-se que elas foram feitas para serem trocadas com frequência, dependendo da sua cadência, velocidade, cansaço e/ou inclinação do terreno.

Faça a troca suavemente

Em uma bicicleta, o sistema de transmissão é o que mais sofre desgaste. É preciso deixa-lo sempre limpo e lubrificado, além de estar atento para a mudança de marchas. É necessário estar pedalando para trocar de marcha, pois apenas acionar a alavanca não faz com que a marcha seja alterada.
Evite mudar se marcha quando estiver fazendo muita força no pedivela. Quando isso acontece, é comum ouvir um estalo alto e isso, além de prejudicial, pode até estourar a corrente. A dica é que, se for necessário mudar nessa situação, tente aliviar por um momento a força feita nos pedais até que a mudança seja efetivada. Em uma subida, pode-se também alterar a direção da bike para a diagonal/perpendicular à subida, para que o pedalar seja mais leve apenas para a mudança da marcha.

Tente sempre antecipar as mudanças de marchas para evitar essa situação. Com a experiência no pedal, isso será feito de forma automática.

Evite cruzar a corrente

As combinações de marchas também dependem de cada situação. Para evitar o desgaste no sistema de transmissão evite cruzar a corrente!

Quando a corrente está na maior coroa e maior catraca do cassete e vice-versa, ela não está mais trabalhando em linha reta e essa situação é indesejável, pois quanto mais fora de linha reta, maior desgaste na transmissão.
Para não “cruzar” a corrente, é preciso se habituar com a regra geral que diz que ao usar a coroa pequena, você não deve usar nenhuma catraca abaixo da 4ª maior. No caso da coroa do meio, é aceitável usar todas as marchas do cassete, exceto as duas últimas de cada lado, e no caso da coroa grande, o ideal é que não se passe da 4ª menor. Veja o diagrama para entender melhor.

Veja a imagem para entender melhor.
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Temos todas as peças necessárias para a manutenção da sua companheira de pedal. Aproveite!

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