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Avancini vence etapa de XCO pela primeira vez e faz história

Atleta brasileiro conquistou vitória inédita na segunda etapa da Copa do Mundo de MTB no XCO

Instagram Henrique Avancini | @avancinimtb – Foto: Michele Mondini

Ontem (4) foi um dia HISTÓRICO para o ciclismo brasileiro!

Henrique Avancini conquistou o primeiro lugar na prova de cross country olímpico (XCO) na Copa do Mundo de MTB, título inédito na carreira dele!

Atual número 2 do ranking mundial, Avancini já vinha de vitória na prova de short track (XCC) realizada na última sexta feira (2).
As etapas foram na pista de Nové Mesto na República Tcheca.

Por ter vencido o short track, Avancini largou na primeira posição e se manteve na ponta. As provas de XCC contam a metade da pontuação para o título da Copa do Mundo ainda define a posição de largada para a prova de XCO. 

Instagram Henrique Avancini | @avancinimtb – Foto: Michele Mondini

O destaque da largada ficou com o outro brasileiro, Luiz Henrique Cocuzzi, que largou da sexta fileira e assumiu a liderança da prova, porém teve um problema mecânico e acabou perdendo posições.
Mantendo sempre entre os cinco primeiros colocados, Avancini tomou a primeira colocação na última volta para conquistar a vitória, como o tempo de 1h25mim03, em uma disputa acirrada como o suíço Nino Schurter e o holandês Milan Vader.

Milan Vader terminou a disputa na segunda colocação seguido pelo líder do ranking mundial, Nino Schurter. Entre os brasileiros, Guilherme Muller ficou em 53º, Luiz Henrique Cocuzzi em 75º e Edson Rezende em 92º.

Disputa no Feminino

A prova do XCO feminino foi conquistada pela francesa Pauline Ferrand-Prévot com o tempo de 1h14min07, colocando 21s de vantagem sobre a segunda colocada, a holandesa Anne Terpstra. A terceira posição ficou com a também francesa Loana Lecomte.

Entre as brasileiras, Raiza Goulão ficou em 44º com o tempo de 1h23min37. Letícia Cândico ficou em 61º.

Henrique Avancini vence etapa XCC da Copa do Mundo de MTB em Nove Mesto

O brasileiro Henrique Avancini conquistou hoje (2) a sua quarta vitória em uma etapa da Copa do Mundo UCI de MTB.

Instagram Henrique Avancini | @avancinimtb


A conquista foi realizada na segunda etapa da Copa do Mundo realizada na pista de Nove Mesto na República Tcheca. Depois de oito meses de pausa, a Copa do Mundo de MTB retornou em Nove Mesto com as provas de Cross Country e no total serão realizadas duas etapas com quatro provas nessa pista, sendo duas no Short Track (XCC) e duas no Olímpico (XCO).

No começo da semana, o brasileiro após liderar a prova da primeira etapa do XCC, sofreu uma queda e precisou fazer uma corrida de recuperação para terminar na 12º colocação.

Na etapa de hoje, Avancini pedalou forte no sprint final e deixou pra trás o suíço Thomas Litscher, o alemão Maximilian Brandl e o holandês Milan Vader.

“Depois de terça-feira, eu revi meus objetivos e sabia que precisava ir com tudo para cima. Com esse pelotão de alto nível, tudo pode acontecer. Não é fácil para ninguém. Mas estou preparado para a vitória. Fui controlando a prova e no final fiz de tudo para me manter em uma posição boa. Isso revigora minhas energias”, disse ele após a prova.

As provas de XCC contam a metade da pontuação para o título da Copa do Mundo ainda define a posição de largada para a prova de XCO. As etapas desse ano não somarão pontos, sendo válidas apenas como vitórias individuais.

Primeira Etapa do Cross Country Olímpico (XCO)

Red Bull TV – Reprodução

Em prova realizada nessa quinta (1), o jovem dinamarquês Simon Andreassen, de 22 anos, venceu a etapa depois de largar na quadragésima primeira colocação. Esta foi a segunda prova que ele correu pela elite, e a segunda colocação ficou Maxime Marotte, seguido de Milan Vader.

Henrique Avancini liderou as primeiras voltas mas acabou caindo algumas posições e fez disputa acirrada com o suíço Nino Schurter, rodando juntos por toda a última volta. No sprint final, Nino superou Avancini no photo finish.

Os demais brasileiros na prova foram Guilherme Muller que ficou na 47º, Luiz Cocuzzi em 77º e Edson Gilmar de Rezende em 84º.

Instagram Loana Lecomte | @loanalecomte

No feminino, a francesa Loana Lecomte venceu a prova com Anne Terpstra na segunda colocação e Pauline Ferrand Prevot em terceiro.

A brasileira Raiza Goulão ficou com a 43º colocação e Letícia Cândido ficou em 65º.

A segunda etapa do XCO acontece nesse próximo domingo (4) na mesma pista de Nove Mesto.

Mountain Bike Enduro?

Antes de falarmos sobre o Enduro temos que explicar um pouco do All Mountain, pois o Enduro é a versão competitiva do AM.
No Mountain Bike, podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.


As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos do XC e do Downhill. Elas têm que aguentar algumas descidas e saltos do DH/Freeride, não precisando descer e empurrar sempre que tiver uma subida.

Saiba a diferença entre Cross-Country, Downhill e All Mountain

All Mountain, Trail e Enduro

Aqui temos uma separação de termos usados para diferentes tipos de configurações das bicicletas dessa modalidade.
As bicicletas chamadas de Trail, nos EUA e Canadá, são as que tem curso de suspensão de até 140mm, com uma configuração leve que favorece as subidas. Já as All Mountain são as mais agressivas que possuem curso acima de 140mm. Entretanto, se formos para a Europa, as All Mountain são as bicicletas de uso mais leve, enquanto as de Enduro é usado para as agressivas.

Enduro

O termo Enduro vem de Endurance, que significa “resistência”.
Nas provas de MTB Enduro, se cronometra apenas os trechos de DH e um tempo limite para chegar na outra descida. Nesses circuitos também são comuns subidas longas e íngremes, muito familiares ao XC e descidas técnicas e longas, características do Downhill.

Como são as provas

A prova tem de quatros ou mais estágios que são as tomadas de tempo nas descidas cronometradas. Um piloto de cada vez faz a descida e os trechos de ligação, que são os deslocamentos entre os estágios de descidas, devem ser percorridos dentro de um tempo limite e não contam para a somatória final de tempo.
O piloto deve carregar ferramentas e demais acessórios que possa utilizar no percurso pois não tem uma equipe de apoio durante a prova. Os eventos do Enduro World Series são realizados em dois dias de competição, porém é possível realizar os quatro estágios em um único dia. O piloto vencedor será o que tiver o menor tempo na somatória de todos os trechos cronometrados.

Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country

As bikes dessa modalidade precisam ser resistentes e seguras. Algumas de suas características são:

– Geometria mais aberta;
– Guidão mais largo e mesa mais curta para dar mais dirigibilidade à bike;
– Cassetes Maiores para ter maior força de aceleração inicial pois as bicicletas são mais pesadas;
– Coroa Única retira a necessidade de câmbio e passador dianteiro;
– Canotes ajustáveis tendo a possibilidade de subir e baixar o banco sem precisar desmontar da bike;
– Full Suspensions. Sendo que as suspensões dianteira e traseira são de cursos maiores;
– Pneus mais largos para ter muita aderência.

Mantenha a manutenção da bike em dia

É muito importante que você leve regularmente a sua companheira de pedal a um mecânico especializado para fazer uma revisão completa, mas você pode fazer uma manutenção básica em casa mesmo. Observar sinais que a bicicleta dá e realizar pequenos ajustes irão diminuir as chances de ter problemas durante a pedalada e aumentar a vida útil dela.

Separamos algumas dicas para manter a manutenção da bicicleta sempre em dia.

– Confira o estado dos Pneus

Sempre verifique se existem fissuras, furos e se o desgaste dos cravos ou ranhuras dos pneus não está elevado (o famoso pneu careca). Além de atrapalharem a qualidade dos passeios de lazer, esses fatores influenciam na segurança e podem trazer sérios riscos para o seu próximo pedal.

– Mantenha a Pressão dos Pneus

A pressão correta dos pneus é fundamental para o bom funcionamento dos mesmos. Se os pneus estiverem murchos, a resistência com o solo será maior, dificultando as pedaladas e ficando mais suscetíveis a furos.
Cada ciclista costuma regular a pressão de acordo com o seu peso e o tipo de terreno que irá pedalar, porém sempre respeite o máximo recomendado pelo fabricante. A pressão máxima (PSI) está descrita na lateral do pneu.

– Verifique o Desgaste da Corrente

Se você está ouvindo algum estalo ou barulhos vindo da corrente enquanto pedala, pode significar um encaixe indevido das marchas e consequentemente o desgaste da corrente.
Não ignore esses avisos pois quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.
Existem ferramentas para medir o desgaste da corrente que são muito práticas, de fácil uso e baratas.

Saiba como cuidar da corrente da sua bicicleta

– Atenção aos Freios

Se os seus freios estão fazendo ruídos e barulhos muito altos quando acionados, melhor dar uma atenção maior a esses componentes pois provavelmente chegou a hora de a uma manutenção ou troca das pastilhas ou fluídos. Se você não estiver familiarizado com a substituição dessas peças, procure uma oficina especializada para que a manutenção seja feita corretamente.

– Confira a situação dos Raios e Cabos

Se um raio quebrar certamente você terá muitos problemas para removê-lo e rodar com raios quebrados podem danificar o aro da roda. Antes de sair para pedalar, faça uma checagem rápida para verificar qualquer avaria.
Os cabos também merecem uma atenção especial, pois eles precisam funcionar perfeitamente para que você não tenha problemas durante a trilha ou passeio. Observe as condições deles, se estão enferrujados ou com desgastes aparentes.

– Mantenha a limpeza em dia

O acúmulo de sujeira vai causar o desgaste precoce das peças e componentes da sua bicicleta.
Após voltar de um pedal longo, faça uma limpeza rápida para evitar futuros problemas. Se tiver feito uma trilha e principalmente se pegar chuva e lama, faça uma limpeza mais profunda para deixar a bicicleta pronta para o próximo pedal

Confira 5 dicas de como limpar a sua bike

– Programe uma Revisão Periódica

Leve a sua bicicleta para uma revisão especializada a cada 3 ou 6 meses, dependendo do tipo de uso que você faz. Um check-up realizado por um profissional vai garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.




Como entender o tamanho dos pneus de bicicleta

Apesar de parecer complicado, as medidas dos tamanhos dos pneus não são difíceis de entender e essenciais para que o ciclista escolha o modelo adequado para a sua bicicleta.

As medidas antigas que eram muito difíceis de entender, com números fracionados, foram substituídas por formas de mais fácil compreensão.
Elas são reguladas pela ISO (International Organization for Standardization) que é a Organização Internacional de Normalização e essa instituição criou a Norma Europeia de Pneus e Aros, ETRTO (European Tire and Rim Technical Organization), que nada mais é que o método para definir as medidas dos pneus e aros das bicicletas.
Você também encontrará medidas americanas e francesas na maioria dos pneus, mas a medido ETRTO sempre estará presente neles.

Podemos ver na imagem que a medida ETRTO 37-622, informa a largura do pneu (37mm) e o diâmetro interno da roda (622mm). Com essa medida, temos uma classificação bem precisa do tamanho do aro e pneu.

A classificação por polegadas em forma de frações é muito confusa de ser entendida e é pouco utilizada atualmente. Na imagem temos a medida 28 x 1 5/8 x 1 3/8 que correspondem ao diâmetro externo x tamanho do pneu x largura do pneu.
Essa medida está sendo substituída, principalmente no MTB, pela denominação mais simples, apenas na forma decimal, como por exemplo 26×2.10, onde 26” é o diâmetro total e 2.10 a largura do pneu.

Já na medida francesa de tamanho, na imagem temos o pneu 700x35c, onde temos o diâmetro externo (700mm) e a largura do pneu (35mm). A letra no final vai corresponder ao diâmetro interno do pneu e a letra “C” corresponde ao diâmetro de 622mm. Essa medição não existe para todos os tamanhos de pneus e é pouco utilizada no MTB.

Uma curiosidade que nem todos os ciclistas sabem, as MTB aro 29 são aro 28 pois possuem o mesmo diâmetro de aro das bikes de estrada. Confira na tabela abaixo.

Os pneus MTB de 29 polegadas tem o mesmo diâmetro interno que os pneus para as bikes de estrada de 28 polegadas (622mm), sendo que para as de estrada é mais comum utilizar a medida 700c (lembre que na medida francesa o “C” significa 622mm).
Já as rodas de 27,5 polegadas (27.5”) têm o diâmetro interno de 584mm que é a mesma medida francesa de 650B.

As medidas em polegadas, apesar de serem de fácil compreensão, podem causar muita confusão ao se adquirir um pneu, pois os diâmetros internos de 559mm (MTB), 571mm (Triathlon) e 590mm (algumas bicicletas de passeio) são todos classificados como 26”. Já pneus de 622mm e 635mm são classificados como 28”, porém a medida de 630mm é classificada como 27”.
Por esse motivo é extremamente importante você saber o diâmetro do aro da sua bicicleta para poder comprar o pneu correto.

A escolha da largura do vai influenciar em todas as situações durante a sua pedalada. Um pneu mais largo será mais confortável e mais estável nas curvas, podendo perder desempenho devido ao aumento da aderência com o solo. Um pneu mais estreito precisará de uma pressão maior e traz mais velocidade.

Os pneus possuem, em sua lateral, uma marcação de máximo PSI (pound force per square inch) ou libra-força por polegada quadrada, que é a pressão máxima recomendada e esses valores devem ser respeitados para o bom desempenho e garantia da vida útil do pneu.

Bagageiro para bike

Quem está pensando em começar a fazer viagens de cicloturismo, ou mesmo pedais mais longos, deve considerar usar bagageiros na bicicleta.
Conhecer novos lugares, pessoas e culturas é uma das melhores sensações que podemos ter enquanto pedalamos, mas para isso é necessário preparar adequadamente a nossa companheira de pedal.
Os bagageiros, ou alforjes,  são excelentes quando precisamos levar muitos acessórios e são feitos para aguentarem um peso maior do que suportaríamos nas costas com uma mochila.
Vamos ver alguns usos dos bagageiros com a bike:

– Cicloviagens

Nesse tipo de uso, você irá utilizar tudo o que os alforjes e bagageiros podem oferecer, pois normalmente transportamos cargas pesadas para encarar muitos dias de viagem.
Dependendo da quantidade de bagagem e acessórios que irá levar, opte por bagageiros

– Uso Urbano

Quem já usa a bike como meio de transporte principal para ir ao trabalho, sabe a importância e de levarmos roupas e equipamentos da bicicleta. Os alforjes são uma melhor escolha para armazenar os itens que não caberiam nas bolsas de quadro, guidão e selim.

– Em passeios

Mesmo para passeios curtos, os bagageiros também são muitos úteis, pois com eles podemos transportar itens que adquirirmos durante o percurso, como por exemplo, as compras de uma ida ao mercado ou padaria.
Para s ciclistas com filhos pequenos, existem cadeirinhas que são específicas para se acoplar nos bagageiros da bike.

Confira 10 equipamentos essências para o seu próximo cicloturismo

Modelos de Bagageiros de bicicleta

Dianteiro

Os modelos dianteiros são fixados pela blocagem ou mesmo por hastes na suspensão ou no garfo.
Os bagageiros dianteiros possuem a capacidade de carga um pouco superior de uma bolsa, mas também existem alforjes específicos para serem usados na lateral do garfo.
A maioria desses modelos tem um limite de carga em torno de 15kg no máximo para não prejudicar a pilotagem.

Traseiros

Os modelos traseiros são os mais variados e comuns, podendo ser removíveis ou não, e são subdivididos em: para quadros e para canote.
– Quadros: Esses modelos são bem reforçados para suportarem até 25kg, necessitando que o quadro tenha furação para que sejam fixados. Também existem modelos próprios para quadros com freios v-brake ou disco e específicos para o tipo de aro da bicicleta.
– Canote: É fixado diretamente no canote e possuem baixa capacidade de carga, sendo muito utilizado em pedais urbanos e de passeio.

Lembre-se sempre de saber todas as especificações da sua bicicleta para poder adquirir um bagageiro adequado que se encaixe na bike e nas suas necessidades de uso.

Vai fazer um pedal urbano? Pedale com a roupa certa!

Cada vez mais pessoas estão escolhendo a bike como seu principal meio de transporte urbano, seja para ir trabalhar ou para o lazer.

Mas nem sempre é possível usar as famosas e já conhecidas “roupas de ciclismo”, seja por não ter um vestiário adequado no local de trabalho ou por esse visual mais atlético não combinar com uma atividade leve de lazer.

Para pedalar nas cidades e áreas urbanas é necessário muita mobilidade e a vestimenta usada deve ser confortável e leve.
Vamos ver alguns tipos de roupas para um pedal urbano.

Camisetas

As camisetas devem ser de material leve e preferencialmente de tecidos sintéticos. As camisetas de corrida/caminhada ou as de futebol são perfeitas para isso.
Esse tipo de material faz com que as camisetas não esquentem seu corpo em dias ensolarados, não amassem e não fiquem encharcadas com a transpiração.

Quer ir pedalando ao trabalho? Confira nossas dicas

Bermudas

As bermudas são os principais itens de vestuário que um ciclista precisa ter um pedal urbano. Elas permitem uma mobilidade maior e devem ser de material leve e flexível, como o tactel, evitando modelos que precisem de cinto pois esse acessório pode incomodar durante o pedal.
Uma dica é utilizar as bermudas tradicionais de ciclismo (aquelas sintéticas, justas, flexíveis e com forro) embaixo da bermuda que você escolher. As bermudas de ciclismo são feitas especificamente para proporcionar mais conforto, não deixam acumular suor e evitam assaduras.

Calças

Opte por calças de materiais flexíveis e que permitam a maior movimentação das pernas. Materiais leves e finos evitam que as suas pernas esquentem demais com a transpiração e que o tecido fique encharcado de suor.
Modelos de calças mais estreitas e com boca mais fina são melhores pois correm o risco de ficar presas à coroa ou corrente. Se o modelo for mais largo, lembre-se sempre de dobrar a barra para evitar possíveis acidentes.

Sapatilhas Urbanas

Você pode pedalar com um tênis comum, mas se utilizar pedais de encaixe, as sapatilhas urbanas são as mais indicadas. Elas são parecidas com tênis de caminhada e o sistema de fechamento é por cadarço, garantindo um visual urbano e não precisa trocar quando chegar ao trabalho por exemplo.
O uso da sapatilha é uma ótima maneira para melhorar o seu desempenho no pedal.

Confira dicas para iniciantes começarem a pedalar com sapatilha

Óculos

Muita gente não dá a devida atenção aos óculos, mas são muito importantes na proteção de todo ciclista e devem ser usados mesmo em pedais urbanos. Eles evitam as irritações causadas pela poeira e fuligem das pistas e carros, além de protegerem os olhos dos raios UV.
Você tem a opção de usar os modelos casuais, de lentes claras ou escuras, ou os óculos esportivos de ciclismo que possibilita a troca das lentes para cada tipo de iluminação do dia.

Sabe por que os óculos de ciclismo são coloridos? Explicamos aqui

Lembre-se de sempre procurar usar roupas claras e chamativas para que você fique visível no trânsito e usar os sinais de sinalização do ciclista e os itens de iluminação da bicicleta.

Sou iniciante no pedal, qual bicicleta devo escolher?

São várias opções de bicicletas que o ciclista iniciante vai encontrar antes de escolher a sua primeira bike, mas qual é a melhor opção?
A escolha da bicicleta vai depender do tipo de modalidade que você pretende praticar, sem deixar de contar com o tipo de terreno e uso dela.

Separamos 4 categorias de bicicletas que são bastante comuns para os modelos de entrada e vamos explicar um pouco das vantagens de desvantagens de cada uma.

Bicicletas Mountain Bike

Esses modelos são feitos para encarar todos os tipos de terrenos. Seu design é mais robusto e são equipadas com suspensão, freios a disco e rodas que podem ser aro 26”, 27.5” ou 29”.

Nesse tipo de bike, devido ao tipo de terreno em que são utilizadas, a posição de pedalada é mais inclinada, trazendo mais agressividade ao pedal.

Vantagens:
– Resistência
– Encaram qualquer tipo de terreno
– Melhor indicada para trajetos off-road

Desvantagens:
– Mais pesadas que os demais modelos
– Peças e componentes são mais caros
– Não são muito confortáveis

Bicicletas de Estrada

São os modelo que são desenvolvidos para ter melhor performance no asfalto e pisos pavimentados.

O aro padrão dessa bicicleta é o 700c, que além de serem extremamente leves, trazem mais eficiência e velocidade.
Como os quadros são projetados para ganhar velocidade, a posição de pedalada tem que ser muito agressiva e aerodinâmica, onde o ciclista fica totalmente curvado à frente do guidão.

Vantagens:
– Leveza
– Eficientes em terrenos planos
– Ideal para treinos e competições de velocidade

Desvantagens:
– Mais caras em relação aos demais modelos
– Peças e componentes são mais caros
– Não são confortáveis pois não possuem suspensão

Confira nossas Dicas para ir pedalar sozinho e com segurança

Bicicletas Urbanas

São os modelos voltados para o uso em cidades e ambientes urbanos.

Apresentam boa versatilidade e o ciclista pedala de forma mais confortável, sentado numa posição mais ereta e com os braços mais relaxados, normalmente utilizando selins mais largos.

Vantagens:
– Leves
– Ideais para ambientes planos
– Conforto
– Mais opções para acessórios como suportes de caramanholas, bagageiros, alforjes, etc

Desvantagens:
– Não são adequadas para terrenos acidentados
– Seu design não possibilita uma pedalada de alto desempenho

Bicicletas Elétricas

A grande maioria desses modelos são indicadas para o uso urbano, mas já é possível encontrar modelos para trilhas e estrada.

O funcionamento é praticamente igual ao de uma bike convencional, porém elas possuem compartimento para a bateria e o motor, que pode ser na roda dianteira ou traseira.

O motor pode funcionar de forma assistida, onde o motor auxilia enquanto você pedala e no modo acelerador, onde o motor impulsionará sozinho a roda e o ciclista não precisa pedalar.

Vantagens:
– Ideal para uso urbano
– Bom rendimento em subidas e retas
– Pessoas com dificuldades físicas podem utilizar com facilidade

Desvantagens:
– Mais pesada que a bicicleta de um modelo urbano
– requer assistência técnica especializada para a manutenção
– Dificuldade e limitações para terrenos acidentados

Ao buscar a sua primeira bicicleta, lembre-se de procurar uma que atenda as suas necessidades, a localidade em que irá pedalar e o estilo de pedalada que busca.

Recomendamos que faça um bikefit para saber o tamanho certo do quadro que é compatível com a sua altura, além de já saber quais outras peças e componentes são ideais para o seu biótipo, como por exemplo, o selim.

BMX Flatland

O BMX se popularizou nas décadas de 60 e 70 na Califórnia, onde as crianças imitavam seus ídolos do motocross com as suas bicicletas. Com o surgimento e crescimento desse novo esporte, ele se dividiu em duas modalidades, o BMX Racing e o BMX Freestyle.

O Racing são as competições do esporte focadas na parte das corridas, onde o competidor tem que fazer o percurso no menor tempo.

Já o Freestyle é o estilo livre, onde a performance do atleta é voltada para a realização de manobras. Essa modalidade é subdividida em outras cinco modalidades: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.

O que é o BMX Flatland

Flatland significa, em inglês, piso plano, pois remete ao tipo de localidade onde essa modalidade é praticada.
Sendo praticado em áreas planas e sem obstáculos, as manobras são um desafio de equilíbrio, criatividade e agilidade, onde os atletas buscam executar varias combinações e variações seguidamente sem interrupção do movimento entre uma manobra e outra.

Confira nosso post sobre as Modalidades do BMX

A Bicicleta usada no Flatland

A bicicleta utilizada no Flatland é a mais diferenciada entre as usadas nas outras modalidades do Freestyle, possuindo design específicos de quadro e sistema que permite que o guidão seja girado quantas vezes o piloto quiser sem o travamento dos cabos de freios.

O cubo traseiro também tem um mecanismo diferenciado para permitir o giro da roda de trás no sentido contrário sem causar a rotação simultânea do pedal, o que se faz muito necessário em alguns tipos de manobras.

Como cuidar da Corrente da sua bicicleta

Cuidar bem da corrente da sua bicicleta é fundamental para manter a segurança, o desempenho e evitar voltar para casa empurrando a bike.


A corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta pois é ela que vai transformar a força das pedaladas em energia para as rodas. Muitas vezes alguns erros básicos ou a falta de simples cuidados vão acelerar o desgaste da corrente e todo o sistema de transmissão.

Limpeza da Corrente

Uma corrente suja, com partículas de areia, poeira ou terra, vai piorar as trocas das marchas, desgastar e reduzir a vida útil do conjunto e também vai trazer barulhos e rangidos bastante incômodos para a pedalada.

Deixar a corrente limpa e lubrificada é a maneira mais simples de conservá-la.

O processo de limpeza é bastante simples, bastando passar um desengraxante de qualidade em toda corrente, esfregar com uma escova , enxaguar com água e deixar secar. Vale lembrar que não é necessário lavar a corrente após todo pedal, pois em pedais secos ou no asfalto, um pano seco já resolve para tirar a sujeira.

Para facilitar o processo de limpeza, existe um lavador especializado (máquina de lavar corrente manual) que torna todo o processo muito mais prático. Com esse equipamento, basta acoplar o lavador na corrente, aplicar o desengraxante no reservatório específico e girar a corrente que a própria máquina realiza a limpeza dos elos de uma forma muito mais rápida.

Lubrificação da Corrente

Após a limpeza é muito importante que você faça a lubrificação da corrente. Escolha um óleo lubrificante de qualidade e aplique uma gota em cada elo da corrente, girando os pedais para espalhar bem o óleo, sem esquecer de retirar o excesso.

Aplicar muito lubrificante também pode atrapalhar o desempenho do conjunto, pois o excesso acabará grudando partículas de sujeira.
Existem também óleos específicos para condições molhadas, secas ou ambas as situações. Escolha sempre o que se adequar melhor ao seu tipo de pedalada.

E quando devo trocar a Corrente?

Quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.

O desgaste da corrente não tem um padrão e muito dependendo do estilo de cada ciclista, por isso é necessário sempre acompanhar com uma ferramenta para medir o desgaste.
Com essa ferramenta fica fácil saber quando é a hora de trocar. Veja abaixo como é feita a checagem com a ferramenta.

O medidor de desgaste é o método mais indicado e preciso, mas também é possível checar no método caseiro, que é o método é levantar a corrente na parte da frente da coroa (veja a foto abaixo).

Levante em um intervalo entre os pinos e veja quantos dentes são revelados. Se aparecerem 3 ou 4 sua corrente pode estar desgastada. Uma alternativa é remover a corrente da bicicleta e coloca-la no chão, na mesma posição que ela estaria na bicicleta. Então a estique, pegue as duas pontas e torça a corrente, como se fosse juntar as duas pontas. Quanto mais perto você chegar de fazer um círculo completo, mais gasta está sua corrente. Correntes novas são mais difíceis de torcer.

Cada marca de corrente pode ter seu próprio esquema de remoção ou instalação. Na maioria dos casos, correntes são intercambiáveis entre marcas, mas nunca entre velocidades – uma corrente de 10v só pode ser substituída por uma 10v.

Mesmo com os métodos manuais, um medidor de corrente custa pouco e recomendamos que você sempre tenha um em mãos.

Trocar a corrente exige uma ferramenta e uma boa dose de paciência. É relativamente fácil e não se faz com frequência. Consiste basicamente em usar um extrator para remover um pino, que abrirá a corrente, colocar uma corrente nova, colocar o pino e introduzi-lo entre os elos da corrente. Muitos modelos de corrente possuem um pino próprio para isso.

Confira 4 procedimentos de manutenção que todo ciclista deveria saber

Tipos de Correntes

É preciso que você saiba qual é o tipo de corrente da sua bicicleta para não adquirir um modelo que não encaixe.

As correntes possuem duas larguras: 1/8” e 3/32”. O tipo 1/8” são as mais grossas e geralmente utilizadas em bicicletas MTB, enquanto as 3/32” são mais finos e usadas nas bikes que possuem mais marchas.

Peças das mesmas marcas (ou modelos) tem uma compatibilidade melhor entre si, por isso saiba qual fabricante da sua corrente, coroa e cassete. Mesmo correntes da mesma marca podem ter modelos diferentes, o que pode não ser compatíveis com a coroa e cassete.

Coroas e Cassete

Com o passar do tempo, os dentes das coroas e do cassete também vão se desgastando e uma hora será necessário substituí-los também. Evite colocar peças novas com outras que estão muito desgastadas, pois essas peças poderão atrapalhar a troca de marcha e danificar a corrente nova.

Quando realizar a troca da corrente por uma nova verifique se as marchas não estão escapando ou se a transmissão não está fazendo barulhos, pois esses são sinais que podem indicar coroas e cassetes gastos.

Essas medidas simples irão manter a sua corrente e todo o conjunto em ordem por muito mais tempo e não te deixar a pé no meio do pedal.