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BMX Flatland

O BMX se popularizou nas décadas de 60 e 70 na Califórnia, onde as crianças imitavam seus ídolos do motocross com as suas bicicletas. Com o surgimento e crescimento desse novo esporte, ele se dividiu em duas modalidades, o BMX Racing e o BMX Freestyle.

O Racing são as competições do esporte focadas na parte das corridas, onde o competidor tem que fazer o percurso no menor tempo.

Já o Freestyle é o estilo livre, onde a performance do atleta é voltada para a realização de manobras. Essa modalidade é subdividida em outras cinco modalidades: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.

O que é o BMX Flatland

Flatland significa, em inglês, piso plano, pois remete ao tipo de localidade onde essa modalidade é praticada.
Sendo praticado em áreas planas e sem obstáculos, as manobras são um desafio de equilíbrio, criatividade e agilidade, onde os atletas buscam executar varias combinações e variações seguidamente sem interrupção do movimento entre uma manobra e outra.

Confira nosso post sobre as Modalidades do BMX

A Bicicleta usada no Flatland

A bicicleta utilizada no Flatland é a mais diferenciada entre as usadas nas outras modalidades do Freestyle, possuindo design específicos de quadro e sistema que permite que o guidão seja girado quantas vezes o piloto quiser sem o travamento dos cabos de freios.

O cubo traseiro também tem um mecanismo diferenciado para permitir o giro da roda de trás no sentido contrário sem causar a rotação simultânea do pedal, o que se faz muito necessário em alguns tipos de manobras.

Como cuidar da Corrente da sua bicicleta

Cuidar bem da corrente da sua bicicleta é fundamental para manter a segurança, o desempenho e evitar voltar para casa empurrando a bike.


A corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta pois é ela que vai transformar a força das pedaladas em energia para as rodas. Muitas vezes alguns erros básicos ou a falta de simples cuidados vão acelerar o desgaste da corrente e todo o sistema de transmissão.

Limpeza da Corrente

Uma corrente suja, com partículas de areia, poeira ou terra, vai piorar as trocas das marchas, desgastar e reduzir a vida útil do conjunto e também vai trazer barulhos e rangidos bastante incômodos para a pedalada.

Deixar a corrente limpa e lubrificada é a maneira mais simples de conservá-la.

O processo de limpeza é bastante simples, bastando passar um desengraxante de qualidade em toda corrente, esfregar com uma escova , enxaguar com água e deixar secar. Vale lembrar que não é necessário lavar a corrente após todo pedal, pois em pedais secos ou no asfalto, um pano seco já resolve para tirar a sujeira.

Para facilitar o processo de limpeza, existe um lavador especializado (máquina de lavar corrente manual) que torna todo o processo muito mais prático. Com esse equipamento, basta acoplar o lavador na corrente, aplicar o desengraxante no reservatório específico e girar a corrente que a própria máquina realiza a limpeza dos elos de uma forma muito mais rápida.

Lubrificação da Corrente

Após a limpeza é muito importante que você faça a lubrificação da corrente. Escolha um óleo lubrificante de qualidade e aplique uma gota em cada elo da corrente, girando os pedais para espalhar bem o óleo, sem esquecer de retirar o excesso.

Aplicar muito lubrificante também pode atrapalhar o desempenho do conjunto, pois o excesso acabará grudando partículas de sujeira.
Existem também óleos específicos para condições molhadas, secas ou ambas as situações. Escolha sempre o que se adequar melhor ao seu tipo de pedalada.

E quando devo trocar a Corrente?

Quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.

O desgaste da corrente não tem um padrão e muito dependendo do estilo de cada ciclista, por isso é necessário sempre acompanhar com uma ferramenta para medir o desgaste.
Com essa ferramenta fica fácil saber quando é a hora de trocar. Veja abaixo como é feita a checagem com a ferramenta.

O medidor de desgaste é o método mais indicado e preciso, mas também é possível checar no método caseiro, que é o método é levantar a corrente na parte da frente da coroa (veja a foto abaixo).

Levante em um intervalo entre os pinos e veja quantos dentes são revelados. Se aparecerem 3 ou 4 sua corrente pode estar desgastada. Uma alternativa é remover a corrente da bicicleta e coloca-la no chão, na mesma posição que ela estaria na bicicleta. Então a estique, pegue as duas pontas e torça a corrente, como se fosse juntar as duas pontas. Quanto mais perto você chegar de fazer um círculo completo, mais gasta está sua corrente. Correntes novas são mais difíceis de torcer.

Cada marca de corrente pode ter seu próprio esquema de remoção ou instalação. Na maioria dos casos, correntes são intercambiáveis entre marcas, mas nunca entre velocidades – uma corrente de 10v só pode ser substituída por uma 10v.

Mesmo com os métodos manuais, um medidor de corrente custa pouco e recomendamos que você sempre tenha um em mãos.

Trocar a corrente exige uma ferramenta e uma boa dose de paciência. É relativamente fácil e não se faz com frequência. Consiste basicamente em usar um extrator para remover um pino, que abrirá a corrente, colocar uma corrente nova, colocar o pino e introduzi-lo entre os elos da corrente. Muitos modelos de corrente possuem um pino próprio para isso.

Confira 4 procedimentos de manutenção que todo ciclista deveria saber

Tipos de Correntes

É preciso que você saiba qual é o tipo de corrente da sua bicicleta para não adquirir um modelo que não encaixe.

As correntes possuem duas larguras: 1/8” e 3/32”. O tipo 1/8” são as mais grossas e geralmente utilizadas em bicicletas MTB, enquanto as 3/32” são mais finos e usadas nas bikes que possuem mais marchas.

Peças das mesmas marcas (ou modelos) tem uma compatibilidade melhor entre si, por isso saiba qual fabricante da sua corrente, coroa e cassete. Mesmo correntes da mesma marca podem ter modelos diferentes, o que pode não ser compatíveis com a coroa e cassete.

Coroas e Cassete

Com o passar do tempo, os dentes das coroas e do cassete também vão se desgastando e uma hora será necessário substituí-los também. Evite colocar peças novas com outras que estão muito desgastadas, pois essas peças poderão atrapalhar a troca de marcha e danificar a corrente nova.

Quando realizar a troca da corrente por uma nova verifique se as marchas não estão escapando ou se a transmissão não está fazendo barulhos, pois esses são sinais que podem indicar coroas e cassetes gastos.

Essas medidas simples irão manter a sua corrente e todo o conjunto em ordem por muito mais tempo e não te deixar a pé no meio do pedal.

Fat Bike: a bicicleta que encara qualquer terreno

Já ouviu falar das FAT Bikes?

O nome tem origem nos tamanhos dos pneus que deixam as “bicicletas gordas”, pois a largura dos pneus é muito maior que os de uma bicicleta comum. Enquanto uma MTB normalmente tem pneus com 2 polegadas de largura, as Fat Bikes possuem entre 3,7 e 4,8 polegadas.

Elas surgiram na década de 80 inicialmente para os desertos, mas essa modalidade também ganhou adeptos nos climas frios, pois essas bikes se adaptaram muito bem à neve.
Com seus pneus enormes, qualquer obstáculo no trajeto é facilmente vencido.

Os pneus mais largos delas permitem que a bike supere terrenos mais instáveis, como pisos arenosos, onde as MTB tem dificuldades.
Esse tipo de bicicleta ganhou muitos adeptos no Brasil que possui uma costa litorânea com mais de 7 mil quilômetros de areia. As Fat Bikes encaram as dunas das praias brasileiras com facilidade, até mesmo as piores condições de lama, pois sua área de contato com o solo é maior, trazendo mais tração e não permitindo que o pneu afunde nesses terrenos.

Vantagens das Fat Bikes

– Encaram os mais variados terrenos: Com as Fat Bikes você poderá pedalar em praticamente todo tipo de terreno, dos arenosos aos lamacentos.

Supere os obstáculos: Os pneus largos desse tipo de bicicleta fará você superar qualquer obstáculo com facilidade, além de trazer maior segurança nos terrenos instáveis com muitas raízes e pedras ou em descidas íngremes.

Maior Aderência: Esse tipo de pneu trabalha com calibragem muito baixa (entre 5 a 10 psi), o que traz muito mais aderência ao solo. Devido aos pneus as bikes ficam mais pesadas em relação as mountain bikes de competição, o que pode ser uma desvantagem para alguns ciclistas.

Você sabe o que é uma Mountain Bike 27.5+? Confira a nossa matéria sobre essa versão “leve” das Fat bikes

As Fat Bikes são mais reconhecidas por serem aro 26, mas também existem pneus “Fat” para as aros 27.5 e 29. Os chamados pneus “PLUS” ou simplesmente usam o sinal de “+”, são os ideais para transforarem as 27,5 e 29 em Fat Bikes.

Gravel Bike: uma bicicleta ágil

Elas se parecem muito com uma bike de estrada mas se repararmos bem, vemos que ela possui pneus mais largos e freio a disco.

Gravel significa cascalho em inglês, ou seja, essas bicicletas são desenvolvidas para encarar longas distâncias com velocidade em estradas de cascalho, terra, terrenos acidentados e até mesmo lama.

As Gravel possuem uma geometria e configuração de peças que favorecem a utilização no asfalto e em trilhas com mais conforto que as bicicletas de estrada. Não são todo o tipo de trilhas que elas encaram, mas essas mesmas trilhas seriam impossíveis de enfrentam com uma road bike, e por serem mais leves que as MTB, possuem respostas rápidas nas pedaladas agressivas na terra.

Ciclocross: Uma modalidade diferente de tudo o que você já viu!

Como é uma Gravel bike?

Elas são muito parecidas com as bikes de ciclocross, mas possuem diferenças para trazer mais conforto, estabilidade e velocidade seja no asfalto, no cascalho ou na terra.

A distância entre eixos é maior, chainstays compridos, garfo rígido, freios a disco e pneus mais largos que chegam até à medida de 700×42. Seu guidão é um drop, aberto na área dos manetes e a relação de marchas pode ser 2×10, 2×11, 1×11, sem ter uma específica, desde que seja funcional para desempenhos em terrenos acidentados, sejam íngremes, descidas ou circuitos mais técnicos.
As furações no quadro também são diferenciadas pois elas são feitas para terem muitos acessórios, bagageiros, alforjes e suportes de caramanholas, sendo perfeitas para cicloviagens.

Vantagens das Gravel Bike

– Versatilidade para encarar asfalto e trilhas.
– Perfeitas para cicloviagens.
– Possibilidade de levar muitos bagageiros, alforjes e suportes de caramanholas.
– Excelente custo-benefício comparado com bicicletas exclusivas para mountain bike e estrada.
– Desempenho e conforto pois são mais robusta que as bicicletas de estrada e mais leves que que as bicicletas MTB
.

As Gravel Bike são uma tendência que cresce a cada dia em todo mundo, sendo um fenômeno em vários países e estão ganhando cada vez mais espaço no Brasil.

Matéria adaptada de Bike Registrada

O que é o Sistema de Suspensão da Bike?

A suspensão é um item essencial para a bike de ciclistas que vão encarar terrenos acidentados e não querem perder performance.

Mas afinal de contas, o que é a Suspensão da Bike?

Suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.

E quais são as partes de uma Suspensão?

Falando de forma simplificada, as suspensões são compostas de quatro partes: espiga, coroa, canelas e monobloco.

Espiga

A espiga integra a suspensão ao quadro da bike e é a parte cilíndrica que vai por dentro da caixa de direção, junto com a mesa ou avanço. Já é muito comum que as bikes saiam de fábrica com o padrão oversize aheadset de espiga, sendo um sistema sem rosca e de maior diâmetro.
A maioria das suspensões usam a medida de 1-1/8” (uma polegada e um oitavo) para as espigas, onde podemos notar visualmente que é um padrão nivelado, sem ter uma ponta mais larga que a outra.
Mas também existem as suspensões com espiga tapered (tipo cônica), tendo medida de 1.5”  (uma polegada e meia) em sua parte inferior e são feitas para uso exclusivo em quadros com tubo e caixa de direção cônicos.
O material utilizado nas espiga mais simples, normalmente é o aço e nos modelos mais tecnológicos, costumam usar alumínio ou fibra de carbono para reduzir o peso e ter mais performcance.

Coroa

A coroa é a base onde a espiga está fixada e na maioria dos modelos é feita de aço, porém da mesma maneira que a espiga, nos modelos mais tecnológicos, pode-se usar alumínio ou fibra de carbono para confeccionar essa parte, fazendo com que a rigidez do conjunto fique maior.

Canelas (ou Bengalas)

São as hastes que estão em cada lado da coroa e que abrigam o sistema de amortecimento da suspensão.

Monobloco

Parte inferior da suspensão onde as canelas são encaixadas e que fazem a ligação do conjunto com as rodas e eixo dianteiros.
É uma peça única ligada por um arco que busca dar maior rigidez à estrutura e evitar que a suspensão torça e chegue a se romper.

Agora que sabemos das partes, vamos falar do Sistema de Suspensão

Existem 3 tipos de sistemas de suspensão para bike e elas são classificas conforme o seu sistema de amortecimento: Elastômero, Mola e Ar/Óleo

Elastômero

Suspensão mais básica e o seu funcionamento é feito com um elastômero.
Os elastômeros são tubos de poliuretano que podem ter diferentes densidades, fazendo com que a suspensão seja mais macia (menor densidade) ou mais dura.

Apesar do elastômero ser muito leve, o conjunto desse tipo de suspensão pode ser mais pesado devido à qualidade dos demais materiais.

Custo de manutenção é bem baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Molas

São mais acessíveis e muito pesadas. Utilizam uma mola em cada bengala o que faz com que a bicicleta “pule” muito.
É necessária a lubrificação do conjunto regulamente com uma graxa específica para ajudar no funcionamento.

Custo de manutenção baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Ar e Óleo (hidráulico-pneumático)

É o sistema de melhor funcionamento, pois é possível realizar muitos ajustes nele para cada tipo de pilotagem de cada ciclista.
Utiliza materiais de alta tecnologia, como carbono, titânio, alumínio e etc, sendo mais leves que os demais modelos, pesando de 700g a 2kg.
Na bengala esquerda fica a câmara de ar, que é calibrada de acordo com o peso do ciclista, e do lado direito fica o sistema hidráulico, com os ajustes de compressão e trava.
A trava deixa a suspensão mais rígida, o que otimiza a energia das pedaladas em subidas e sprints em retas.
Nesse sistema também é possível ajustar o retorno da suspensão ao seu curso total, podendo ajustar o controle de retorno em maior ou menor velocidade. Esse ajuste fica na bengala direita, embaixo do monobloco.

Custo de manutenção é um pouco elevado.
Indicada para trilhas, competições e passeios.

Uma dica importante é que você sempre leia o manual de instruções do fabricante para saber as instruções corretas de manutenção.
Nele você encontrará as orientações sobre a periodicidade da realização de uma manutenção preventiva, pois quando o ciclista começar a ouvir algum barulho estranho ou algum vazamento é sinal que o sistema já está prejudicado.

Matéria adaptada de Bike Registrada

Saiba como frear corretamente a bike

Uma das coisas que mais erramos ao andar de bicicleta é utilizar os freios corretamente.
O tipo de bicicleta, tipo de freio usado, tipo e condição de terreno são fatores que influenciam na maneira que devemos frear.

Manter o conjunto de freio sempre limpo e regulado irá ajudar a manter a eficiência de todo o processo de frenagem.

Busque frear sempre nas retas, pois terá a melhor tração possível e sempre dar prioridade para terrenos mais secos e firme. Em dias chuvosos, busque diminuir a velocidade para não fazer uma frenagem brusca e sempre antecipar as reações dos demais veículos ao seu redor.
Se estiver em trilhas, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação para evitar justamente a perda de tração para frear.

O ideal é trabalhar alternando as marchas e velocidade, freando o mínimo possível, pois cada tipo de situação tem a sua velocidade ideal e que o excesso de frenagem também pode provocar acidentes.

A posição dos manetes dos freios também é importante e deve estar o mais próximo possível do avanço do guidão.

Saiba a posição ideal dos dedos no manete do freio

Tenha eficiência ao frear

Um bom conjunto de frenagem deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo e nas emergências com os dois dedos. Se tiver que fazer mais esforço que este é um sinal que o sistema de freios pode estar com algum problema.

O freio dianteiro é o mais eficiente na bicicleta pois sempre trabalhamos em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. É necessário fazer os freios trabalharem “em conjunto” pois, apesar do dianteiro ser mais eficiente, é o traseiro que traz a firmeza no trajeto e na direção da bicicleta, garantindo também a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Evite causar o travamento das rodas pois isso irá ocasionar uma derrapagem e muitas vezes uma queda. Em uma frenagem brusca, se precisar trave a roda traseira e deixe a dianteira livre, jogando o seu corpo para trás como se fosse “puxar” a bike.

A posição do corpo também influencia na frenagem da bicicleta, pois quanto mais peso houver na parte traseira, maior será a tração e você irá parar com mais eficiência.
Em descidas técnicas das trilhas, por muitas vezes, deslocamos o corpo para a parte de trás do selim para modificar o centro de gravidade da bicicleta e assim frear com mais desempenho. Nos pedais do dia não é necessário utilizar essa técnica.

Se você é iniciante no mundo do ciclismo, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo e o traseiro do direito.

Uma dica importante é sempre manter seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no seu entorno e as reações dos outros veículos e pedestres.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Válvulas das câmaras de ar de bicicleta

Você sabe quais são os tipos de válvulas existentes para as câmaras de bicicletas e quais as vantagens e desvantagens delas?

Mas antes de tudo, você sabe o que são as válvulas?

A válvula é um dispositivo que possibilita o enchimento da câmara de ar (ou de um pneu tubeless) com ar comprimido e impede que o ar saia após ter sido inserido.

Nas bicicletas são utilizadas 2 tipos de válvulas para as câmaras de ar: a Americana (Schrader) que é mais conhecida por ser também utilizada nos automóveis e a Presta, que é exclusiva para as bicicletas.

Vamos explicar um pouco de cada uma:

Válvula Presta

A válvula presta, também conhecida como francesa ou simplesmente “bico fino”, é exclusivamente utilizada no ciclismo, sendo encontrada com facilidade nos modelos de mountain bike e de estrada.

Ela foi desenvolvida em 1900 pelo francês M. Sclaverand e possui um mecanismo simples onde um tubo metálico de 6mm possui um eixo com tampa rosqueada que impede a passagem do ar.
Por não possuir nenhuma mola no seu interior, a própria força do ar comprimido no interior da câmara que força a válvula a permanecer fechada.

Existem vários tamanhos de bicos para a válvula presta, os mais comuns são os de 32mm, 35mm, 42mm, 48mm, 60mm e 80mm, sendo esses dois últimos utilizado nas rodas aero com perfil alto.
Se você adquiriu um bico no tamanho errado, ele pode ser aumentado com prolongadores de tamanho que você insere por sobre a válvula.

Vantagens
Leveza: por possuir menor diâmetro e nenhum mecanismo interno, essa válvula é mais leve que o outro modelo.

Facilidade de encher: Por não ter uma mola interna, a resistência do mecanismo é menor e consequentemente mais fácil de encher a câmara.

Desvantagens
– Fragilidade: é muito fácil ocasionar a quebra do bico dessa válvula principalmente com a utilização de bombas manuais, sendo o ideal a utilização de bombas com mangueiras para que a força não seja aplicada no bico.
– Necessidade de adaptador: sem um adaptador para a medida da válvula Schrader é praticamente impossível que você encha a câmara em um posto de gasolina por exemplo.

Válvula Americana

A válvula Schrader, também conhecida como “bico grosso”, é usada em alguns modelos de bicicletas e nos pneus de automóveis e motocicletas.
Criada em 1893 por August Schrader que se associou com o empresário Charles Goodyear, o que popularizou o modelo e se tornou o mais utilizado no mundo atualmente.
O mecanismo interno da válvula possui uma mola com haste para o acionamento da vedação.

Em sua posição normal essa válvula estará fechada por conta da força da mola que impede a saída do ar. Quando o ar é injetado pela pressão da bomba, a força exercida vence a resistência da mola e permite a entrada e a saída do ar.

A válvula Schrade possui um diâmetro de 8mm.

Vantagens
– Resistência: por ser revestida de borracha e com maior resistência, pode ser utilizada por qualquer tipo de bomba de ar.
– Substituição: Em caso de vazamento, em alguns casos, é possível substituir a válvula pois o sistema não é lacrado igual ao da Presta.

Desvantagens
– Peso: o peso desse modelo é maior pois o seu diâmetro é maior.
– Mais difícil de encher: por ter um dispositivo com mola, você encontrará mais resistência desse mecanismo para conseguir encher a câmara com uma bomba comum sem trava.

Vai encarar uma subida com a bike?

Saiba como superar esse desafio

Não importa se você é um ciclista amador ou profissional, uma hora ou outra terá que encarar uma subida durante a sua pedalada.
Superar esse desafio não é fácil mas você pode melhorar o seu desempenho com treinamentos e treinar nas subidas é excelente para ganho de força, resistência e controle da respiração.

– Controle a sua respiração

Para que você melhore a sua força e resistência enquanto pedala é indispensável que exercite o controle da sua respiração.
Durante as subidas, busque respirar de forma mais lenta, sempre expirando e inspirado no mesmo ritmo. Os treinos casuais são importantes nesse quesito pois com eles você poderá treinar o controle respiratório de maneira que o mesmo não seja alterado mesmo com o aumento da velocidade ou esforço.
Se você respirar de forma muito rápida, sua força acabará mais rápido e a fadiga aumentará no mesmo ritmo.

– Concentre-se em manter a postura

Mudar a postura logo no começo da subida fará com que você aumente a força aplicada mas isso também fará você cansar na metade do tempo. Isso será agravado caso você também não tenha um controle respiratório adequado.
O ideal é que você tente manter a mesma postura durante toda a subida, sendo que o ideal é que faça o mínimo de força possível no inicio.

Se a subida for muito íngreme ou muito extensa, no final você poderá se levantar para alcançar o topo mais rápido, porém não faça isso durante toda a subida pois esse esforço durante muito tempo poderá ocasionar lesões.

Confira outras 7 dicas para melhorar o seu tempo nas subidas

– Ritmo

Manter o ritmo é outro ponto importantíssimo para melhorar o seu desempenho nas subidas. Você evita a fadiga ao manter o mesmo ritmo de força e velocidade que já está acostumado nos treinos.
Dependendo da ocasião e do terreno pode ser necessário alterar o ritmo, mas sempre tente manter a velocidade e força que já usa nos treinos.

– Treinamento

Treine em subidas pequenas e íngremes: O ideal é realizar sprints curtos para subir toda a ladeira e ter um momento de descanso após o esforço.

Treine em subidas extensas: Nessas o objetivo é treinar a manutenção do ritmo o maior tempo possível, podendo realizar um sprint curto para chegar ao topo da subida.
Evite se esforçar demais no início da subida e aproveite para treinar a respiração e postura também.

Conta pra gente como foi a sua experiência ao tentar encarar a sua primeira subida!
Se precisar de peças e acessórios para a sua bike, você encontra aqui na Azupa

Alguns cuidados que você deve ter com a sua bicicleta

Conservar a sua bicicleta é fundamental para ter a segurança de poder sair para pedalar sem se preocupar e ter surpresas que poderiam ser facilmente evitadas.

Vamos mostrar alguns cuidados com a manutenção que você deve ter para deixar a sua bicicleta sempre em dia!

Limpeza

Sempre faça uma limpeza periódica para conservar ainda mais a sua companheira de pedal.
O ideal é realizar uma vez por semana, mas dependendo da intensidade do passeio, ou trilha, a limpeza deve ser feita imediatamente após o retorno.

– Guarde em lugares adequados

Uma dica é guardar a bicicleta suspensa na parede ou no teto, presa por suportes apropriados. E sempre busque por lugares fechados e sem umidade, onde ela fique longe da ação do sol, chuva e agentes corrosivos.

Lubrificação

Após realizar a limpeza periódica e secar a bike, faça a lubrificação dos componentes móveis, ou seja, a catraca, a corrente, pedais e rolamentos externos para evitar a oxidação.
Opte sempre por lubrificantes específicos e apropriados para utilização em bicicletas.


– Cuidado com a Ferrugem

Bastam apenas três ingredientes para que a ferrugem comece: ferro, água e ar. Nem é preciso jogar água no ferro para criar corrosão, o próprio ar da atmosfera já vem carregado de umidade. Ela começa pequena, mas rapidamente cresce e consome grandes porções de metal.
Nas partes pintadas, a pintura evita que a oxidação ocorra e se espalhe. Sempre que perceber sinais de arranhões ou danos nas partes pintadas, faça o retoque imediatamente.

Veja nessa matéria, como parar a ferrugem na sua bicicleta em 3 simples passos

– Ajustes em peças desreguladas

Algumas peças e componentes podem provocar acidentes, desconforto ao pedalar e desgastar outras partes se não estiverem devidamente ajustadas.
Verifique e sempre faça os ajustes e alinhamentos necessários no guidão, câmbios, selim, freios e suas pastilhas.

– Leve a bicicleta para uma revisão

Se barulhos começarem a aparecer e você não souber identificar a causa, é recomendável que leve a sua bicicleta para uma revisão adequada em uma oficina especializada.
Além dos barulhos, trepidações diferentes e qualquer outro tipo de anormalidade já são sinais para que encoste a bike e a leve para um check-up.
Agende também uma revisão periódica para garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.

Manoplas: O que são e para que servem?

Toda bicicleta possui esse acessório, mas você sabe realmente para o que elas servem e se a que você usa é a ideal para o seu tipo de pedalada?

Vamos explicar um pouco delas nessa matéria!
Vamos nessa?


Confira nessa outra matéria, o motivo dos óculos de ciclismo serem coloridos

O que são manoplas para bicicleta?

As manoplas são acessórios usados para garantir um maior controle da bicicleta, além de aumentar o conforto e a segurança do ciclista durante a pedalada.

Sua principal finalidade é garantir a aderência das mãos do ciclista no guidão, trazendo uma “pegada” mais firme e confortável.
Elas são instaladas nas extremidades do guidão e possuem dezenas de modelos diferentes, podendo ser finas, grossas, de espuma, de trava, ergonômicas, retrôs, com bar end, entre outras opções.

Principais modelos das manoplas

Manoplas mais finas

Manoplas Calypso Arapua e High One MTB

Permitem uma pegada mais firme e um maior controle do guidão. Ideal para uma pilotagem mais agressiva e em provas curtas.

Manoplas mais grossas

Manoplas Calypso Gruna e Calypso Garm em Silicone

Possuem uma pegada maior e mais confortável. Ideal para pedaladas mais longas.
Podem ser de materiais diversos como borracha, silicone, espuma, entre outros.

Manoplas de Espuma

Manoplas Venzo MTB e Calypso

Mais utilizadas para passeio e lazer, elas são mais fáceis de serem instaladas na bicicleta e como a pegada da mão envolve completamente o entorno da manopla, traz um ótimo controle para a direção.

Manoplas com Trava

Manoplas Keyboard e Calypso Tachi

Muito utilizadas no MTB (mountain bike), as travas servem para evitar que a manopla deslize no guidão durante a pilotagem, promovendo assim ainda mais segurança.

Manoplas com Bar End

Manopla Cly Centaurus

Os Bar Ends são barras acopladas nas extremidades do guidão da bicicleta para dar uma maior variedade de posições na pegada do ciclista. Com essas variações de posição na bike, evitamos dores causadas principalmente quando passamos muitas horas pedalando.
Alguns modelos de manoplas já possuem um bar end integrado ao corpo da própria manopla, desse modo, não é preciso a instalação das barras em separado.
Esse tipo de acessório é muito útil nas subidas pois a pegada mais larga ajuda no equilíbrio do corpo.

Saiba mais sobre as outras partes da bicicleta na nossa matéria sobre a Anatomia da Bicicleta

Manoplas Convencionais

Manoplas Maxxis e Calypso Baitaca

São os modelos mais tradicionais, onde encontramos diversas cores, tamanhos e grafismos diferentes.
As manoplas convencionais são as com mais variedades para todos os tipos de ciclistas.

Manoplas Ergonômicas/Anatômicas

Manoplas Calypso Kraton e Cly Anatômica

Esses modelos estão se tornando os mais populares entre os ciclistas amadores, pois proporcionam um apoio melhor para as mãos.

Como você pode notar no desenho, quando usamos as manoplas convencionais forma-se um ângulo que pode “forçar” o pulso pra baixo do guidão.
Além do desconforto pós-pedal, há também o risco de ocasionar acidentes e fraturas.
O papel das manoplas anatômicas é exatamente ajustar esta angulação, reduzindo dores, impacto e trazendo mais conforto para o pedal.

Manopla de BMX

Manoplas Calypso Hirta e Calypso BMX

São as manoplas com as “orelhas” altas.
As flanges da borda interna (que são essas orelhas) são mais altas para proporcionar mais aderência e evitar que as mãos escorreguem na pilotagem.

Manoplas Retrô

Manopla Calypso Retrô e Retrô Marrom

São manoplas mais utilizadas em bicicletas de modelos clássicos e artesanais.
Como são feitas com materiais pouco convencionais, como couro e madeira, não são recomendadas para praticantes assíduos do ciclismo, pois não tem boa aderência para atividades mais intensas e radicais .


Com centenas de modelos diferentes, fica difícil saber por onde começar a escolher a sua manopla.

Antes de tudo, é importante saber o tipo de utilização, a frequência e a modalidade que você irá praticar.
Com essas informações você conseguirá escolher o modelo que mais agrada, buscando ter o melhor desempenho e performance.