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Manoplas: O que são e para que servem?

Toda bicicleta possui esse acessório, mas você sabe realmente para o que elas servem e se a que você usa é a ideal para o seu tipo de pedalada?

Vamos explicar um pouco delas nessa matéria!
Vamos nessa?


Confira nessa outra matéria, o motivo dos óculos de ciclismo serem coloridos

O que são manoplas para bicicleta?

As manoplas são acessórios usados para garantir um maior controle da bicicleta, além de aumentar o conforto e a segurança do ciclista durante a pedalada.

Sua principal finalidade é garantir a aderência das mãos do ciclista no guidão, trazendo uma “pegada” mais firme e confortável.
Elas são instaladas nas extremidades do guidão e possuem dezenas de modelos diferentes, podendo ser finas, grossas, de espuma, de trava, ergonômicas, retrôs, com bar end, entre outras opções.

Principais modelos das manoplas

Manoplas mais finas

Manoplas Calypso Arapua e High One MTB

Permitem uma pegada mais firme e um maior controle do guidão. Ideal para uma pilotagem mais agressiva e em provas curtas.

Manoplas mais grossas

Manoplas Calypso Gruna e Calypso Garm em Silicone

Possuem uma pegada maior e mais confortável. Ideal para pedaladas mais longas.
Podem ser de materiais diversos como borracha, silicone, espuma, entre outros.

Manoplas de Espuma

Manoplas Venzo MTB e Calypso

Mais utilizadas para passeio e lazer, elas são mais fáceis de serem instaladas na bicicleta e como a pegada da mão envolve completamente o entorno da manopla, traz um ótimo controle para a direção.

Manoplas com Trava

Manoplas Keyboard e Calypso Tachi

Muito utilizadas no MTB (mountain bike), as travas servem para evitar que a manopla deslize no guidão durante a pilotagem, promovendo assim ainda mais segurança.

Manoplas com Bar End

Manopla Cly Centaurus

Os Bar Ends são barras acopladas nas extremidades do guidão da bicicleta para dar uma maior variedade de posições na pegada do ciclista. Com essas variações de posição na bike, evitamos dores causadas principalmente quando passamos muitas horas pedalando.
Alguns modelos de manoplas já possuem um bar end integrado ao corpo da própria manopla, desse modo, não é preciso a instalação das barras em separado.
Esse tipo de acessório é muito útil nas subidas pois a pegada mais larga ajuda no equilíbrio do corpo.

Saiba mais sobre as outras partes da bicicleta na nossa matéria sobre a Anatomia da Bicicleta

Manoplas Convencionais

Manoplas Maxxis e Calypso Baitaca

São os modelos mais tradicionais, onde encontramos diversas cores, tamanhos e grafismos diferentes.
As manoplas convencionais são as com mais variedades para todos os tipos de ciclistas.

Manoplas Ergonômicas/Anatômicas

Manoplas Calypso Kraton e Cly Anatômica

Esses modelos estão se tornando os mais populares entre os ciclistas amadores, pois proporcionam um apoio melhor para as mãos.

Como você pode notar no desenho, quando usamos as manoplas convencionais forma-se um ângulo que pode “forçar” o pulso pra baixo do guidão.
Além do desconforto pós-pedal, há também o risco de ocasionar acidentes e fraturas.
O papel das manoplas anatômicas é exatamente ajustar esta angulação, reduzindo dores, impacto e trazendo mais conforto para o pedal.

Manopla de BMX

Manoplas Calypso Hirta e Calypso BMX

São as manoplas com as “orelhas” altas.
As flanges da borda interna (que são essas orelhas) são mais altas para proporcionar mais aderência e evitar que as mãos escorreguem na pilotagem.

Manoplas Retrô

Manopla Calypso Retrô e Retrô Marrom

São manoplas mais utilizadas em bicicletas de modelos clássicos e artesanais.
Como são feitas com materiais pouco convencionais, como couro e madeira, não são recomendadas para praticantes assíduos do ciclismo, pois não tem boa aderência para atividades mais intensas e radicais .


Com centenas de modelos diferentes, fica difícil saber por onde começar a escolher a sua manopla.

Antes de tudo, é importante saber o tipo de utilização, a frequência e a modalidade que você irá praticar.
Com essas informações você conseguirá escolher o modelo que mais agrada, buscando ter o melhor desempenho e performance.

Bicicletas diferentes para cada modalidade?

Escolher a bicicleta correta para a modalidade que mais se encaixa no seu tipo de perfil será essencial para que tenha um bom desempenho e evolua com facilidade no esporte.

O tipo de terreno e outras especificações também vão ser determinantes para a escolha da sua companheira de pedal.

Vamos falar um pouco sobre a bicicleta das principais modalidades:

Mountain Bike

Uma das modalidades mais conhecidas e praticadas no mundo todo, acontecendo em terrenos terra e com percursos que possuem vários obstáculos como buracos, subidas e descidas.

Os pneus desse tipo de bicicleta são mais largos, proporcionando mais estabilidade nos terrenos acidentados. Devido à largura, permitem maior aderência dando mais segurança e controle de tração.

As marchas das bicicletas de MTB, variam entre 18 e 27 (bikes para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais).

O tipo de terreno onde são utilizadas, fazem com que os quadros das mountain bikes sejam mais reforçados para suportarem os impactos, sendo fabricados em alumínio ou fibra de carbono.

Road Bikes

Totalmente oposto às mountain bikes, as bicicletas de estrada são mais leves e possuem menos marchas.
São resistentes mas sem a necessidade de terem quadros reforçados, também sendo fabricados em alumínio e carbono, por serem materiais mais leves e auxiliam na velocidade da bicicleta.

BMX

Esse tipo de bicicleta tem a característica de ser mais baixa, com quadro mais comprido e guidão móvel para as manobras.

O BMX se divide em duas modalidades, o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (Manobras).

O Racing consiste em competições do esporte mais focado na parte de corrida, onde o competidor tem que fazer o percurso no menor tempo.
As baterias das provas são feitas em circuitos com rampas e curvas de alto nível de dificuldade.

O estilo livre, ou freestyle, é subdividido em outras cinco modalidades: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.
Assim como o MTB, cada modalidade do BMX requer pneus, peças e acessórios específicos para melhorar a performance.

Velódromo

São bicicletas com design mais arrojado e específico para o tipo de circuito em que são utilizadas. Para fins exclusivos de competição, as provas são realizadas em locais fechados e com pistas ovais.
Esse tipo de bicicleta não possui roda livre (pois não possui catraca), possuem apenas uma marcha e não possuem freios. Para parar, o atleta precisa deixar de pedalar para desacelerar.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Por que os óculos de ciclismo são coloridos?

Muita gente não dá a devida atenção aos óculos, mas são muito importantes na proteção de todo ciclista.

Nas trilhas eles protegem a visão do ciclista contra cascalhos soltos e detritos. Já no asfalto, eles evitam as irritações causadas pela fuligem e poeira das pistas e estradas.
Além de protegerem os olhos dos raios UV, eles precisam ajustar os olhos a luz do ambiente e às sombras.

Mas e as cores?

Existem diversos tipos de lentes e cada uma possui uma função e cor diferente. É muito importante saber a função de cada cor para comprar o que atenda à sua necessidade.

Confira as cores e a função indicada:

Lente Amarela: Dias nublados ou com neblina
Também tem ótimo desempenho em pedais noturnos. Ampliam o campo de visão e a cor amarela transmite o máximo de luminosidade possível.

– Lente Rosa e Âmbar: Dias com pouca luz solar
Aumentam a precisão visual e tem grande poder de contraste. Fornecem um campo de visão mais claro.

– Lente Cinza: Qualquer condição climática
Reduzem o brilho e deixam as cores mais próximas da realidade.


– Lente Transparente: Dias nublados com pouca luz.
Também podem ser usadas durante a noite, mas não tem a mesma efetividade das lentes amarelas.


– Lente Escura: Dias com muita claridade
Trabalham muito bem com bastante claridade, e se forem espelhadas, filtram os raios solares de forma mais eficaz.

– Lente Fotocromática: Diversas condições climáticas
Escurecem ou clareiam com as variações da luz. Boa opção para trilhas onde se passa por lugares abertos e com sombras de arvores.

– Lente Polarizada: Reduz o excesso de brilho
A visão fica mais confortável, ajudando a identificar os riscos da estrada, por exemplo, pois reduzem as luzes ofuscantes.

– Lentes com Tratamento Antirreflexivo: Minimiza os reflexos na lente que podem causar distrações.

– Lentes com Tratamento Hidrofóbico: Evita a acumulação de manchas de água, suor e outros resíduos na lente.

Dicas para comprar seu óculos

Os óculos precisam se encaixar perfeitamente no seu rosto. Verifique a curvatura da lente, se ela tem um bom encaixe no rosto e se oferece um bom campo de visão e proteção.

Ao ir comprar os óculos, se possível leve junto o seu capacete também. Com os dois juntos conseguirá ver o encaixe ideal e fazer a melhor escolha.
Se você transpira muito, opte por modelos mais ventilados.

Os óculos não são simplesmente acessórios e devem proteger os olhos e a nossa visão. Vá em lojas especializadas e não compre de lugares que não tem marcas e produtos confiáveis.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Alguns mitos do MTB

Ao longo dos anos o ciclismo vem evoluindo constantemente e novas informações e tecnologias são agregadas ao esporte, causando muita confusão e gerando vários mitos.

Vamos ver alguns e porque eles não fazem tanto sentido assim:

1 – O aro 26” não serve mais

MITO

A discussões que mais ocorrem são sobre qual é o tamanho de aro é melhor, o que acaba sempre com a afirmação de que aro 26” não presta e que não serve mais para o ciclismo atual. Essa afirmação pode ser bastante equivocada.

O controle e a facilidade em realizar curvas mais técnicas fazem da aro 26” uma excelente opção para quem pedala em percursos mais técnicos como all mountain/enduro e o downhill (modalidade que muitos pilotos profissionais ainda usam a 26”)

Confira nosso matéria sobre as diferenças entre uma bicicleta 29” e uma 26”

2 – O aro 29” é só para pessoas altas

MITO

Há ciclistas mais baixos que preferem e se adaptam muito bem em uma aro 29”.
Tudo é uma questão de estilo, de procurar o modelo que tem mais a ver com você e qual tipo de terreno onde costuma pedalar.

Há menos de 20 anos não existiam as 29” e há menos de uma década era muito raro encontrar ciclistas com as 29” no dia a dia, o que mostra que o assunto é bem recente.
Quanto mais experimentarmos tamanhos diferentes, poderemos chegar na melhor opção para o seu tipo de pedalada. Antes de escolher a sua bike, procure pedalar com todos os tamanhos para ver qual se sente mais confortável.

3 – Para calibrar é só olhar na lateral do pneu para saber a pressão “ideal”

MITO

A informação que consta na lateral do pneu é apenas uma sugestão de pressão que deve ser utilizada.
A pressão máxima deve ser obedecida mas a pressão usada vai depender do tipo de terreno, do percurso, do peso do ciclista e outros fatores.

Temos uma matéria explicando “como calibrar os pneus da sua mountain bike

4 – Ao pedalar clipado tem que puxar o pedal pra cima

MITO

Desde a introdução e popularização dos pedais de clip, muito se discute sobre a necessidade de puxar o pedal para cima com a ajuda do pé clipado para produzir mais potência.

Há diversos estudos científicos mostrando que essa “puxada” não gera nenhum ganho ao ciclista.
Não conseguimos manter esse ritmo de raciocínio numa cadencia de 100 rotações por minuto ou em provas muito longas, onde algumas duram mais de 5 horas.

No site Road Cycling UK há um ótimo artigo detalhando os motivos que a “puxada” não deve ser feita.

Mas existem ciclistas que defendem essa técnica para treinamentos de preparação.

Explicamos nessa matéria como são os chamados Treinos de ‘Potenciamento’

5 – Quem tem pernas compridas precisam de um pedivela mais longo

MITO

Não existem estudos que comprovem que o comprimento da perna é o que dita o comprimento do pedivela.

E para a maioria dos ciclistas amadores de MTB, uma diferença de 5mm entre um pedivela de 175mm ou 170mm dificilmente será notada ou trará muitos ganhos de desempenho.
Somente nos mais altos níveis de performance, no caso das competições de alto nível, é que essa diferença se torna significativa.

8 – O tamanho do quadro depende da minha altura

MITO

O tamanho do quadro tem a ver com a altura, porém existem diversos outros fatores que influenciam como a altura do cavalo (distância entre o chão e sua virilha) e comprimento dos braços.

Separamos uma matéria onde tratamos do “tamanho do quadro ideal

Matéria originalmente publicada em Aventrilha

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5 tecnologias inovadoras no MTB que dividem opiniões

As fabricantes de bicicletas estão sempre inovando e desenvolvendo novas tecnologias, que nem sempre são bem vistas por alguns ciclistas.
Confira algumas que dividem opiniões.

1. Rodas 29 ou 27.5 polegadas

Durante a Copa do Mundo UCI de Downhill 2017, alguns pilotos prós, como os da equipe Santa Cruz, começaram a utilizar rodas maiores. Isso fez com que outras equipem “abandonassem” as 27.5 e optassem pelas 29ers.

Esse é um assunto que divide opiniões pois, para circuitos mais técnicos das provas de Downhill, nem todos estão convencidos. 

Durante aquela temporada, o atleta da Santa Cruz, Loris Vergier melhorou os tempos nas descidas após trocar as rodas para as aro 29.
Já a francesa Myriam Nicole começou com as 29 e voltou para as rodas aro 27.5: “Testei uma bike com rodas 27.5 na pista técnica de Les Gets (França) e achei mais fácil de pilotar e mais divertido. É claro que tem lugares que a “29” anda melhor. No geral estou mais adaptada na 27.5.”

Será que as rodas grandes são mais velozes, divertidas e fáceis de pilotar, ou apenas mais uma forma de vender mais bikes?

2. Pedal Flat ou Clip?

Esse debate tem muita relação com as modalidades movidas a gravidade, pois a maioria dos pilotos tem a sua preferência e as opiniões são divididas.

Todos os atletas deveriam aprender a andar de bike muito bem com pedais flats antes de migrarem para outro modelo.

Atletas que começam usando pedais de encaixe progridem rápido, mas acabam não desenvolvendo a parte técnica. Pedais flats ajudam os pilotos a aprenderem a ter controle e equilíbrio sobre a bike com maior eficiência.

Veja o controle de uma bike usando pedal flat nesse vídeo do piloto Sam Hill no Mundial de Downhill em 2008 em Val di Sole, que parece que a volta vai dar errado, mas transformou-se numa grande pilotagem.

Pedais de encaixa (clip), em teoria, deixam a pilotagem mais rápida, pois quando o ciclista está com a sapatilha clipada no pedal, a transferência de potência é mais rápida e suave.
Um bom exemplo de pilotagem clipada é a do piloto Aaron Gwin, que mesmo sem corrente manteve o controle da bike para conqusitar uma vitória histórica na etapa da Copa do Mundo UCI DH em Leogang.

A decisão de qual pedal é mais eficiente ficará a critério de cada piloto, dependendo do seu estilo de pilotagem.

3. Bermudão no XC

© Sven Martin – Red Bull Content Pool

Essa não é bem uma tecnologia, mas sim uma questão de gosto.
Lycra é o padrão de uniforme para ciclistas no XCO e XCM, preferencialmente bem justo no corpo. Mas atletas como Marco Fontana e Manuel Fumic começaram a utilizar bermudas largas, saindo do convencional, sem perder qualquer rendimento.

Essas bermudas usadas no XC não é totalmente solta no corpo, ela é chamada de “semi-baggie” com belo revestimento interno de Lycra, oferecendo conforto e rendimento.
Na real, no mountain bike não importa muito o estilo do seu vestuário, mas se você quiser sair do convencional, use bermuda no XC.

4. E-Bikes

Esse é o tema que mais divide opiniões no MTB.
As e-bikes (bikes eletronicamente assistidas) estão ganhando cada vez mais adeptos.
Alguns dizem que é a “revolução do ciclismo”, outros dizem que “não é uma bike, é um presente para gente preguiçosa”.

O fato é que as e-MTB chegaram para ficar e assim como os pedais Flat ou Clip, cada pessoa vai se adequar de um jeito com essa novidade. Se você ainda não pedalou, faça um teste e tire suas conclusões.

5. Canote com altura ajustável

© Bartek Wolinski – Red Bull

Algumas pessoas ainda não aprovam os canotes com altura ajustável por mola ou por sistema hidráulico, talvez pela questão do preço, poucos modelos disponíveis ou pelo peso com conjunto.

Mas não podemos negar a praticidade de ter um canote que permite que o ajuste de altura seja feito sem precisar sair de cima da bike.

O “Dropper post” (como é chamado em inglês) é realmente mais pesado, mas não chega a comprometer o rendimento.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country (XC)

Cross-Country é a prova disputada em estradas de terra, que possuem um alto nível de decidas e subidas técnicas em diferentes tipos de terreno e obstáculos naturais como pedras e raízes.
Essa modalidade do MTB é a mais praticada no Brasil, devido a sua versatilidade e custo do equipamento, além da facilidade de encontrar locais para praticar.

Da mesma maneira que as outras modalidades do MTB, o cross-country também possui diferentes tipos de provas, com formatos bastante variados. Vamos ver as características de cada uma.

Conheça os tipos de prova Cross CountryC

Cross-Country Olímpico (XCO)

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São provas disputadas em um circuito fechado, com voltas entre 5km e 9km.  Os circuitos são uma mescla de trilhas e alguns trechos de estrada, com descidas e subidas técnicas com raízes e outros obstáculos.
As provas de XCO tem duração de 1h30 a 2h percorrendo uma distância total entre 30 e 40km. A largada é realizada em grupo e o vencedor será o atleta que completar as voltas em menor tempo.

Cross-Country Maratona (XCM)

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Realizadas em estradões e trilhas, as provas podem apresentar diferentes tipos de terreno com variações de desnivelamentos. Nesse tipo de prova, o percurso não pode ter nenhum trecho em que os atletas passem duas vezes pelo mesmo local e as distâncias sobre o asfalto, ou rotas pavimentadas, não podem superar 15% do percurso total.
As provas de XCM tem duração de 3 a 6 horas e um percurso percorrido de 60 a 120km.

Cross-Country Ponto a Ponto ou Cross-Country em Linha (XCP)

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Como o próprio nome diz, no cross-country ponto a ponto, as provas têm largadas em um local e a chegadas em outro, geralmente entre cidades diferentes.

O tipo de prova e as condições do terreno são semelhantes ao cross-country maratona, porém predominância de estradas de terra e com percurso menor, com no mínimo 25km e no máximo 60km.

Cross Country Eliminator (XCE) 

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As provas do XCE são curtas e rápidas, disputadas em percursos de 500m a 1km, com obstáculos naturais e/ou artificiais como troncos, drops, escadas, pontes e construções de madeira que obrigam os atletas a fazerem muita força para conseguirem os melhores tempos.
As disputas são realizadas em baterias de 4 atletas, classificando os dois mais rápidos, até que se dispute a final com quatro competidores.

Cross-Country Short Circuit ou Short Track (XCC)

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São provas rápidas, disputadas em circuitos curtos de 2 a 5km, com duração entre 30 e 60 minutos. As largadas são em grupos de no mínimo 15 atletas.

Além do circuito menor, os obstáculos naturais são de baixo nível técnico e, geralmente, são utilizados todos os tipos de mountain bikes pelos participantes.

Cross Country Time Trial ou Contra o Relógio (XCT) 

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Consiste em largadas individuais contra o relógio, onde os atletas buscam fazer o menor tempo possível em percursos que podem variar de 5 a 25km.
Em algumas provas, a etapa do Time Trial tem largada com duas equipes. As colocações são definidas conforme o tempo dos competidores.
Esse tipo de prova só pode ser disputada como etapas de provas de XCS.

Cross Country Stage Race ou Por Etapas (XCS) 

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É constituída de uma série de provas de cross-country, com no mínimo 3 e no máximo 9 etapas, realizadas em dias consecutivos. Essas etapas podem ter provas em diferentes formatos, exceto XCE, onde o atleta e/ou equipe deve terminar cada etapa respeitando o regulamento do evento para poder se qualificar para a próxima etapa.

Cross Country Team Relay ou Revezamento por Equipes (XCR)

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São realizadas em um único evento, durante os campeonatos mundias, onde cada país participa com quatro competidores, sendo um Júnior, um Sub-23, um Elite e uma Elite.
Cada atleta corre uma volta no circuito de cross-country e depois passa para o próximo membro da equipe. Consiste em uma prova de estratégia.

Ultramaratona de MTB

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A principal diferença da maratona e da ultramaratona é a distância no percurso. As ultramaratonas devem ter percursos acima de 160km em uma etapa contínua.

Endurance

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São provas que duram de 6 a 24 horas, com voltas em circuitos de XCO ou de XCT. São disputadas individualmente ou por equipes de revezamento, sendo considerado o vencedor o atleta/equipe que fizer o maior número de voltas durante a prova.

Qual dessas modalidade é a sua?
Conta pra gente a sua história com o XC!
Queremos saber da sua #vidacombike!

E se precisar deixar a sua bike pronta para encarar um XCT ou um XCC, pode contar conosco!
Tudo o que você precisa para a sua bike está aqui na Azupa!

Dicas para comprar a Bike das crianças

Dentre os vários modelos existentes de bicicletas infantis, a escolha do modelo ideal para os filhos não é uma tarefa fácil.
Separamos algumas dicas importantes na hora de escolher a melhor bike para a criançada.

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Analise o tamanho ideal da bike

Muitas pessoas erram na hora de comprar a bike infantil, pois só se preocupam em saber o tamanho indicado da bicicleta de acordo com a idade das crianças, mas o correto é ficar atento à relação Altura X Peso da criança.

Na tabela abaixo você poderá ver a relação Tamanho Bike X Altura Criança X Peso Criança:

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Escolha a bike que tiver melhor custo-benefício

As crianças estão em constante crescimento, por esse motivo, você deve procurar a melhor bike para a atual fase do seu filho(a).
Uma bicicleta grande demais pode frustrar o aprendizado da criança e fazer com que ela perca total interesse em começar a andar de bike.
Da mesma maneira acontecerá se você comprar uma bicicleta pequena demais, onde a criança vai ficar desconfortável e sentirá dificuldade para andar na bike.
Opte por uma bicicleta em que a criança possa aproveitar o máximo possível, sem se sentir frustrada ou mesmo desconfortável ao pedalar.

O tamanho da bike e a qualidade do seu material influenciam no preço da bicicleta, por esse motivo, alguns fabricantes colocam materiais mais em conta, como o plástico por exemplo, em várias peças da bicicleta. Esse procedimento deixa a bike com valor menor, porém acabam ficando mais frágeis.

Atenção com a temática das bicicletas

Fique atento à temática das bicicletas, pois alguns fabricantes procuram utilizar personagens infantis e de desenhos animados para tematizar às bikes e com isso as crianças se interessam mais pelo personagem do que pela própria bicicleta em si.

Essas bicicletas podem ser de qualidade inferior e é importante que os pais optem pela bicicleta que seja mais funcional e não se deixem levar apenas pelo tema estampado na bike.

Segurança em primeiro lugar

Não adquira bicicletas que você não conheça a procedência. As bikes infantis apresentam alguns itens de segurança que são inspecionadas e certificadas pelo selo de qualidade do INMETRO.
Antes de comprar, procure pelo selo de qualidade. Desse jeito, você está garantindo a compra de um produto com qualidade comprovada.
Verifique também a garantia do produto, pois em geral as bikes infantis possuem em torno de 3 meses de garantia.

Fique atento ao local onde você está comprando a bike infantil

É preciso ressaltar que a qualidade do local onde você vai comprar a bicicleta da criança também é um fator a ser considerado, tendo em vista que se o local não tiver uma boa procedência, provavelmente os produtos fornecidos também não terão e o preço reduzido acabará não compensando ao final da compra.

Essas dicas serão de grande utilidade para você não cometer alguns erros comuns no momento da escolha e compra da bike infantil. Apesar dos fatores qualidade e segurança serem primordiais não deixe de levar em conta o gosto e o estilo de quem realmente irá usar a bike para pedalar, as crianças.
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Fonte: Bikeloko

E qual foi a sua primeira bicicleta?
Ainda se lembra dela?
Conta pra gente como foi!

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Balance Bike – A forma certa de aprender a andar de bicicleta

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A balance bike, também chamada de bicicleta de equilíbrio, é uma bicicleta de treinamento que ajuda a criança a aprender o equilíbrio e direção. Esse modelo não possui pedais, pedivela, corrente ou rodinhas laterais, e poder ser uma bicicleta convencional adaptada, ou uma bicicleta especialmente desenvolvida para essa finalidade (para crianças muito pequenas para quais as bicicletas normais não estão disponíveis).
Esse modelo pode não ter freio, ou pode ter um ou dois freios de aro manuais.

As balance bikes são tão especiais e procuradas pois oferecem uma série de benefícios de desenvolvimento às crianças.
Crianças com até mesmo 18 meses de idade, podem aprender a andar com uma bicicleta de equilíbrio com algumas horas de prática.
A utilização da bicicleta de equilíbrio por 20 ou 30 minutos, duas vezes por semana, traz as seguintes melhorias para a criança:

  • Melhorias substanciais tanto no equilíbrio dinâmico quanto estático.
  • Melhorias substanciais na coordenação bilateral.
  • Melhorias observáveis no auto-conhecimento físico.

Por que usar uma balance bike?

Com uma bicicleta de equilíbrio, a criança aprende primeiro a equilibrar-se, e por último a pedalar. Já numa bicicleta normal, essa curva de aprendizado é inversa.
Uma bicicleta com pedais geralmente é muito difícil para a maioria das crianças muito jovens e que as rodinhas laterais podem encorajar a criança a aprender alguns comportamentos que mais tarde precisarão ser desaprendidos.

Qual a idade para trocar a bicicleta de equilíbrio por uma bicicleta de pedais?

Se a criança estiver dominando a balance bike, com idade entre 4 e 6 anos já poderá introduzir uma bicicleta de pedais aro 16” e sem rodinhas, pois o principal propósito das rodinhas é manter o equilíbrio, coisa que a criança já dominou com a bicicleta de equilíbrio.

Demora muito para aprender a andar na balance bike?

A maioria das crianças conseguem andar na primeira vez que sentam em uma bicicleta de equilíbrio. A introdução dessa bicicleta poderá ser feita logo após elas aprenderem a andar.
A curva de aprendizado não é a mesma para todas as crianças e elas progridem no seu próprio ritmo e aprendem a se equilibrar, fazer curvas, etc.

Por que as bicicletas de equilíbrio não tem pedais?

O objetivo principal é permitir que as crianças desenvolvam suas habilidades motoras básicas e aprender a se equilibrar e a fazer curvas é muito mais fácil sem pedais.
Nas bicicletas convencionais, o movimento de “sobe e desce” da pedalada faz com que a criança jogue o peso do corpo de um lado para o outro, o que prejudica o equilíbrio, perdendo a estabilidade e senso de direção.
As balance bikes permitem que as crianças coloquem os pés no chão quando sentirem que vão perder o equilíbrio, se firmando rapidamente e prevenindo uma queda.

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Fonte: Cia do Pedal

E como você aprendeu a andar de bicicleta?
Conta pra gente como foi!

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O Mito da Pedalada Redonda

Um assunto polêmico: O Mito da Pedalada Redonda

Algumas pesquisas já mostraram que a chamada “pedalada perfeita” é irrelevante na geração de força e desempenho do ciclista.
Não conseguimos manter esse ritmo de raciocínio numa cadencia de 100 rotações por minuto ou em provas muito longas, onde algumas duram mais de 5 horas.

Mas existem ciclistas que defendem essa técnica para treinamentos de preparação.
São os chamados Treinos de ‘Potenciamento’

Treinos específicos em subidas, com tempo curto, com cadencia muito baixa de 40/50 rotações por minuto e com marchas pesadas para fazer força em todo pedal.
Nesse treinamento, onde uma perna empurra e a outra puxa o pedal, você faz força durante todo o ciclo do pedal com ambas as pernas.
Ao trabalhar a musculatura da perna no movimento de “puxar o pedal”, você alivia o peso da pedalada e favorece o trabalho da outra perna que está “empurrando o pedal”.
A intenção não é puxar o pedal, mas sim, não deixar que essa perna faça peso no ciclo da pedalada e assim, deixando que a perna que empurra tenha mais potencia e desempenho. É fazer com que esse movimento seja intuitivo, natural.

Já viu o nosso post explicando os tipos de pedais utilizados no ciclismo? Conheça os tipos de Pedais

E como é esse treino?

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Se o selim estiver posicionado corretamente, a movimentação dos tornozelos será mais natural, sem causar sobrecargas na região. O ideal é que os pés fiquem paralelos ao chão na fase de maior pressão nos pedais (Fase 1 – Pressão) e levemente apontados para baixo (em torno de 20º) durante o restante da pedalada.

Fase 1: Pressão
Fase em que é produzida a maior parte da potência, uma vez que são usados quase todos os músculos das pernas em um movimento de extensão de quadril. Pise nos pedais com força constante, mantendo os pés paralelos ao chão.

Fase 2: Transição para a puxada
Primeiro ponto morto da pedalada, quando o pedal atinge a posição vertical para baixo.

Fase 3: Puxada
Mesmo ciclistas profissionais pouco produzem potência nessa fase, exceto durante subidas ou quando pedalam de pé. Pense apenas em retirar o peso da perna, puxando-a na direção do tronco, para que não atrapalhe o trabalho do lado oposto.

Fase 4: Chute
Segundo ponto morto da pedalada, no nível mais alto. O objetivo é passar por essa fase rapidamente: leve o joelho para frente, na direção do guidão, evitando que o pé fique excessivamente apontado para baixo. Quanto menor a flexão de quadril, maior a facilidade de movimento.

E você?
O que acha esse desse tipo de técnica?

Seja pedal com clip ou sem, nós temos diversos modelos pra você aqui na Azupa!

Você sabe o que é uma Mountain Bike 27.5+?

Bartek Wolinski-Red Bull Content Pool
© Bartek Wolinski-Red Bull Content Pool

Novos modelos de mountain bike surgiram nos últimos tempos. Antigamente, ao comprar uma bike nova, era necessário se questionar apenas qual seria a melhor escolha: quadro hardtail (suspensão dianteira) ou full suspension (amortecimento integral).
Depois a escolha passou para o tamanho ideal para as rodas: aros 26” (até então o padrão MTB), as 27.5” (650b) ou as grandes 29”.
Recentemente, essa escolha teve mais uma opção: as 27.5+ (vinte e sete polegadas e meia plus).

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Alguns modelos de bikes 27.5+

Presente desde 2016 nas grandes marcas, essas bikes possuem a versão “plus” do aro 27.5”, que é um pneu tipo balão com dimensões entre 2.8 até 3 polegadas de largura.
O conceito das rodas 27.5+ é oferecer um tamanho de roda intermediário comparado à “Fat Bike”, que geralmente montadas com rodas 26” e pneus de 4 até 5 polegadas.

Assim podemos considerar as 27.5+ como uma versão “leve” das “Fat bikes”, mas com a vantagem de ser mais ágil e dispensar o uso de rodas apropriadas para acomodar pneus super dimensionados.

 

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© Bartek Wolinski-Red Bull Content Pool

As “Fat Bikes” são populares pelo fato da alta capacidade de transpor obstáculos, grande aderência e conforto dos pneus super largos de grande volume. Eles usam baixa pressão de ar (calibragem), aumentando a tração, como em condições extremas, como neve ou areia.

Já as bikes com o conjunto de rodas 27.5+ oferecerem um desempenho superior, comparado as Fat Bikes, e muito mais conforto do que modelos convencionais, graças ao pneu mais largo e alto que funciona como um amortecedor.

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© Bartek Wolinski-Red Bull Content Pool

Matéria publicada originalmente em Red Bull

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