Arquivo da categoria: dicas

Freios para bike de estrada: Side Pull ou a Disco?

Os freios são de extrema importância em todas as bicicletas e são peças que devem ter atenção dos ciclistas. Esses componentes atingiram um alto nível tecnológico e os freios para as bicicletas de estrada são peças que dividem a opinião dos ciclistas. Diferente de algum tempo atrás que onde só existiam os freio side pull (ferraduras) para as road bikes, atualmente os freios a disco se popularizaram nessa categoria e estão ganhando cada vez mais espaço.

Mas qual a diferença entre eles?

Freios Side Pull

Este é um dos freios mais usados nas bicicletas de entrada no mundo, por ser simples e relativa eficiência, possuindo diversos tamanho em modelos de ferro (mais antigos) e alumínio e utiliza sapatas feitas para brecar os aros.
O acionamento é feito por cabo que é puxado pelo lado da peça, sendo necessário aplicar muita força nas manetes para que as sapatas pressionem o aro e brequem a bicicleta. Por exigir mais força nos manetes, o poder de frenagem acaba sendo comprometido, o que pode também acontecer em dias chuvosos ou terrenos com muita sujeira, pois a sapata no aro molhado ou sujo não terá tanta eficiência na frenagem.
Esse modelo vem sendo deixado de lado nas bicicletas de estrada devido ao uso de pneus mais largos nessa categoria, mas o uso ainda é bastante difundido nesse tipo de bicicleta.

Vantagens:
– Leveza
– Ótimo custo-benefício
– Diversidade de modelos
– Simples manutenção e reposição de peças

Desvantagens:
– Potência comprometida por conta do acionamento via cabo
– Perda de aderência e eficiência no aro molhado ou sujo
– Manutenção mais frequente
– Impossibilita a utilização de pneus mais largos
– Resposta de frenagem mais lenta

Saiba como manter a manutenção da sua bike em dia

Freios a Disco

Os freios a discos são comuns e bastantes utilizados nas mountain bikes e as road bikes foram as últimas a utilizarem este componente. São freios eficientes e com excelente recuperação após ser molhado.
Os modelos de freios a disco são mecânicos (a cabo) e hidráulicos (a óleo). No sistema hidráulico, a vantagem é o sistema ser selado, que dificilmente terá problemas a curto prazo. Também temos a vantagem de maior poder de frenagem com pouco esforço no manete.
Os freios a disco podem ser de ferro ou alumínio, podendo ter rotores de 140 a 203mm de diâmetro. Eles são mais pesados, pois o sistema é composto de cubos, suportes de freio no quadro da bike, pinças e discos.

Vantagens:
– Maior poder de frenagem com pouco esforço no manete
– Utilização de pneus mais largos, possibilitando a utilização da bike em diferentes tipos de terrenos
– Menos manutenção
– Maior poder de frenagem em situação climáticas severas
– Sem comprometimento de frenagem mesmo com o aro desalinhado ou amassado

Desvantagens:
–  Mais pesado que os freios side pull
– Poucos modelos no mercado e com custo elevado
– Necessidade que a bicicleta tenha o suporte para esse tipo de freio
– Manutenção precisa ser realizada por profissional especializado
– Peças de reposição com maior custo

Mantenha a manutenção da bike em dia

É muito importante que você leve regularmente a sua companheira de pedal a um mecânico especializado para fazer uma revisão completa, mas você pode fazer uma manutenção básica em casa mesmo. Observar sinais que a bicicleta dá e realizar pequenos ajustes irão diminuir as chances de ter problemas durante a pedalada e aumentar a vida útil dela.

Separamos algumas dicas para manter a manutenção da bicicleta sempre em dia.

– Confira o estado dos Pneus

Sempre verifique se existem fissuras, furos e se o desgaste dos cravos ou ranhuras dos pneus não está elevado (o famoso pneu careca). Além de atrapalharem a qualidade dos passeios de lazer, esses fatores influenciam na segurança e podem trazer sérios riscos para o seu próximo pedal.

– Mantenha a Pressão dos Pneus

A pressão correta dos pneus é fundamental para o bom funcionamento dos mesmos. Se os pneus estiverem murchos, a resistência com o solo será maior, dificultando as pedaladas e ficando mais suscetíveis a furos.
Cada ciclista costuma regular a pressão de acordo com o seu peso e o tipo de terreno que irá pedalar, porém sempre respeite o máximo recomendado pelo fabricante. A pressão máxima (PSI) está descrita na lateral do pneu.

– Verifique o Desgaste da Corrente

Se você está ouvindo algum estalo ou barulhos vindo da corrente enquanto pedala, pode significar um encaixe indevido das marchas e consequentemente o desgaste da corrente.
Não ignore esses avisos pois quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.
Existem ferramentas para medir o desgaste da corrente que são muito práticas, de fácil uso e baratas.

Saiba como cuidar da corrente da sua bicicleta

– Atenção aos Freios

Se os seus freios estão fazendo ruídos e barulhos muito altos quando acionados, melhor dar uma atenção maior a esses componentes pois provavelmente chegou a hora de a uma manutenção ou troca das pastilhas ou fluídos. Se você não estiver familiarizado com a substituição dessas peças, procure uma oficina especializada para que a manutenção seja feita corretamente.

– Confira a situação dos Raios e Cabos

Se um raio quebrar certamente você terá muitos problemas para removê-lo e rodar com raios quebrados podem danificar o aro da roda. Antes de sair para pedalar, faça uma checagem rápida para verificar qualquer avaria.
Os cabos também merecem uma atenção especial, pois eles precisam funcionar perfeitamente para que você não tenha problemas durante a trilha ou passeio. Observe as condições deles, se estão enferrujados ou com desgastes aparentes.

– Mantenha a limpeza em dia

O acúmulo de sujeira vai causar o desgaste precoce das peças e componentes da sua bicicleta.
Após voltar de um pedal longo, faça uma limpeza rápida para evitar futuros problemas. Se tiver feito uma trilha e principalmente se pegar chuva e lama, faça uma limpeza mais profunda para deixar a bicicleta pronta para o próximo pedal

Confira 5 dicas de como limpar a sua bike

– Programe uma Revisão Periódica

Leve a sua bicicleta para uma revisão especializada a cada 3 ou 6 meses, dependendo do tipo de uso que você faz. Um check-up realizado por um profissional vai garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.




Como entender o tamanho dos pneus de bicicleta

Apesar de parecer complicado, as medidas dos tamanhos dos pneus não são difíceis de entender e essenciais para que o ciclista escolha o modelo adequado para a sua bicicleta.

As medidas antigas que eram muito difíceis de entender, com números fracionados, foram substituídas por formas de mais fácil compreensão.
Elas são reguladas pela ISO (International Organization for Standardization) que é a Organização Internacional de Normalização e essa instituição criou a Norma Europeia de Pneus e Aros, ETRTO (European Tire and Rim Technical Organization), que nada mais é que o método para definir as medidas dos pneus e aros das bicicletas.
Você também encontrará medidas americanas e francesas na maioria dos pneus, mas a medido ETRTO sempre estará presente neles.

Podemos ver na imagem que a medida ETRTO 37-622, informa a largura do pneu (37mm) e o diâmetro interno da roda (622mm). Com essa medida, temos uma classificação bem precisa do tamanho do aro e pneu.

A classificação por polegadas em forma de frações é muito confusa de ser entendida e é pouco utilizada atualmente. Na imagem temos a medida 28 x 1 5/8 x 1 3/8 que correspondem ao diâmetro externo x tamanho do pneu x largura do pneu.
Essa medida está sendo substituída, principalmente no MTB, pela denominação mais simples, apenas na forma decimal, como por exemplo 26×2.10, onde 26” é o diâmetro total e 2.10 a largura do pneu.

Já na medida francesa de tamanho, na imagem temos o pneu 700x35c, onde temos o diâmetro externo (700mm) e a largura do pneu (35mm). A letra no final vai corresponder ao diâmetro interno do pneu e a letra “C” corresponde ao diâmetro de 622mm. Essa medição não existe para todos os tamanhos de pneus e é pouco utilizada no MTB.

Uma curiosidade que nem todos os ciclistas sabem, as MTB aro 29 são aro 28 pois possuem o mesmo diâmetro de aro das bikes de estrada. Confira na tabela abaixo.

Os pneus MTB de 29 polegadas tem o mesmo diâmetro interno que os pneus para as bikes de estrada de 28 polegadas (622mm), sendo que para as de estrada é mais comum utilizar a medida 700c (lembre que na medida francesa o “C” significa 622mm).
Já as rodas de 27,5 polegadas (27.5”) têm o diâmetro interno de 584mm que é a mesma medida francesa de 650B.

As medidas em polegadas, apesar de serem de fácil compreensão, podem causar muita confusão ao se adquirir um pneu, pois os diâmetros internos de 559mm (MTB), 571mm (Triathlon) e 590mm (algumas bicicletas de passeio) são todos classificados como 26”. Já pneus de 622mm e 635mm são classificados como 28”, porém a medida de 630mm é classificada como 27”.
Por esse motivo é extremamente importante você saber o diâmetro do aro da sua bicicleta para poder comprar o pneu correto.

A escolha da largura do vai influenciar em todas as situações durante a sua pedalada. Um pneu mais largo será mais confortável e mais estável nas curvas, podendo perder desempenho devido ao aumento da aderência com o solo. Um pneu mais estreito precisará de uma pressão maior e traz mais velocidade.

Os pneus possuem, em sua lateral, uma marcação de máximo PSI (pound force per square inch) ou libra-força por polegada quadrada, que é a pressão máxima recomendada e esses valores devem ser respeitados para o bom desempenho e garantia da vida útil do pneu.

Bagageiro para bike

Quem está pensando em começar a fazer viagens de cicloturismo, ou mesmo pedais mais longos, deve considerar usar bagageiros na bicicleta.
Conhecer novos lugares, pessoas e culturas é uma das melhores sensações que podemos ter enquanto pedalamos, mas para isso é necessário preparar adequadamente a nossa companheira de pedal.
Os bagageiros, ou alforjes,  são excelentes quando precisamos levar muitos acessórios e são feitos para aguentarem um peso maior do que suportaríamos nas costas com uma mochila.
Vamos ver alguns usos dos bagageiros com a bike:

– Cicloviagens

Nesse tipo de uso, você irá utilizar tudo o que os alforjes e bagageiros podem oferecer, pois normalmente transportamos cargas pesadas para encarar muitos dias de viagem.
Dependendo da quantidade de bagagem e acessórios que irá levar, opte por bagageiros

– Uso Urbano

Quem já usa a bike como meio de transporte principal para ir ao trabalho, sabe a importância e de levarmos roupas e equipamentos da bicicleta. Os alforjes são uma melhor escolha para armazenar os itens que não caberiam nas bolsas de quadro, guidão e selim.

– Em passeios

Mesmo para passeios curtos, os bagageiros também são muitos úteis, pois com eles podemos transportar itens que adquirirmos durante o percurso, como por exemplo, as compras de uma ida ao mercado ou padaria.
Para s ciclistas com filhos pequenos, existem cadeirinhas que são específicas para se acoplar nos bagageiros da bike.

Confira 10 equipamentos essências para o seu próximo cicloturismo

Modelos de Bagageiros de bicicleta

Dianteiro

Os modelos dianteiros são fixados pela blocagem ou mesmo por hastes na suspensão ou no garfo.
Os bagageiros dianteiros possuem a capacidade de carga um pouco superior de uma bolsa, mas também existem alforjes específicos para serem usados na lateral do garfo.
A maioria desses modelos tem um limite de carga em torno de 15kg no máximo para não prejudicar a pilotagem.

Traseiros

Os modelos traseiros são os mais variados e comuns, podendo ser removíveis ou não, e são subdivididos em: para quadros e para canote.
– Quadros: Esses modelos são bem reforçados para suportarem até 25kg, necessitando que o quadro tenha furação para que sejam fixados. Também existem modelos próprios para quadros com freios v-brake ou disco e específicos para o tipo de aro da bicicleta.
– Canote: É fixado diretamente no canote e possuem baixa capacidade de carga, sendo muito utilizado em pedais urbanos e de passeio.

Lembre-se sempre de saber todas as especificações da sua bicicleta para poder adquirir um bagageiro adequado que se encaixe na bike e nas suas necessidades de uso.

Vai fazer um pedal urbano? Pedale com a roupa certa!

Cada vez mais pessoas estão escolhendo a bike como seu principal meio de transporte urbano, seja para ir trabalhar ou para o lazer.

Mas nem sempre é possível usar as famosas e já conhecidas “roupas de ciclismo”, seja por não ter um vestiário adequado no local de trabalho ou por esse visual mais atlético não combinar com uma atividade leve de lazer.

Para pedalar nas cidades e áreas urbanas é necessário muita mobilidade e a vestimenta usada deve ser confortável e leve.
Vamos ver alguns tipos de roupas para um pedal urbano.

Camisetas

As camisetas devem ser de material leve e preferencialmente de tecidos sintéticos. As camisetas de corrida/caminhada ou as de futebol são perfeitas para isso.
Esse tipo de material faz com que as camisetas não esquentem seu corpo em dias ensolarados, não amassem e não fiquem encharcadas com a transpiração.

Quer ir pedalando ao trabalho? Confira nossas dicas

Bermudas

As bermudas são os principais itens de vestuário que um ciclista precisa ter um pedal urbano. Elas permitem uma mobilidade maior e devem ser de material leve e flexível, como o tactel, evitando modelos que precisem de cinto pois esse acessório pode incomodar durante o pedal.
Uma dica é utilizar as bermudas tradicionais de ciclismo (aquelas sintéticas, justas, flexíveis e com forro) embaixo da bermuda que você escolher. As bermudas de ciclismo são feitas especificamente para proporcionar mais conforto, não deixam acumular suor e evitam assaduras.

Calças

Opte por calças de materiais flexíveis e que permitam a maior movimentação das pernas. Materiais leves e finos evitam que as suas pernas esquentem demais com a transpiração e que o tecido fique encharcado de suor.
Modelos de calças mais estreitas e com boca mais fina são melhores pois correm o risco de ficar presas à coroa ou corrente. Se o modelo for mais largo, lembre-se sempre de dobrar a barra para evitar possíveis acidentes.

Sapatilhas Urbanas

Você pode pedalar com um tênis comum, mas se utilizar pedais de encaixe, as sapatilhas urbanas são as mais indicadas. Elas são parecidas com tênis de caminhada e o sistema de fechamento é por cadarço, garantindo um visual urbano e não precisa trocar quando chegar ao trabalho por exemplo.
O uso da sapatilha é uma ótima maneira para melhorar o seu desempenho no pedal.

Confira dicas para iniciantes começarem a pedalar com sapatilha

Óculos

Muita gente não dá a devida atenção aos óculos, mas são muito importantes na proteção de todo ciclista e devem ser usados mesmo em pedais urbanos. Eles evitam as irritações causadas pela poeira e fuligem das pistas e carros, além de protegerem os olhos dos raios UV.
Você tem a opção de usar os modelos casuais, de lentes claras ou escuras, ou os óculos esportivos de ciclismo que possibilita a troca das lentes para cada tipo de iluminação do dia.

Sabe por que os óculos de ciclismo são coloridos? Explicamos aqui

Lembre-se de sempre procurar usar roupas claras e chamativas para que você fique visível no trânsito e usar os sinais de sinalização do ciclista e os itens de iluminação da bicicleta.

Sou iniciante no pedal, qual bicicleta devo escolher?

São várias opções de bicicletas que o ciclista iniciante vai encontrar antes de escolher a sua primeira bike, mas qual é a melhor opção?
A escolha da bicicleta vai depender do tipo de modalidade que você pretende praticar, sem deixar de contar com o tipo de terreno e uso dela.

Separamos 4 categorias de bicicletas que são bastante comuns para os modelos de entrada e vamos explicar um pouco das vantagens de desvantagens de cada uma.

Bicicletas Mountain Bike

Esses modelos são feitos para encarar todos os tipos de terrenos. Seu design é mais robusto e são equipadas com suspensão, freios a disco e rodas que podem ser aro 26”, 27.5” ou 29”.

Nesse tipo de bike, devido ao tipo de terreno em que são utilizadas, a posição de pedalada é mais inclinada, trazendo mais agressividade ao pedal.

Vantagens:
– Resistência
– Encaram qualquer tipo de terreno
– Melhor indicada para trajetos off-road

Desvantagens:
– Mais pesadas que os demais modelos
– Peças e componentes são mais caros
– Não são muito confortáveis

Bicicletas de Estrada

São os modelo que são desenvolvidos para ter melhor performance no asfalto e pisos pavimentados.

O aro padrão dessa bicicleta é o 700c, que além de serem extremamente leves, trazem mais eficiência e velocidade.
Como os quadros são projetados para ganhar velocidade, a posição de pedalada tem que ser muito agressiva e aerodinâmica, onde o ciclista fica totalmente curvado à frente do guidão.

Vantagens:
– Leveza
– Eficientes em terrenos planos
– Ideal para treinos e competições de velocidade

Desvantagens:
– Mais caras em relação aos demais modelos
– Peças e componentes são mais caros
– Não são confortáveis pois não possuem suspensão

Confira nossas Dicas para ir pedalar sozinho e com segurança

Bicicletas Urbanas

São os modelos voltados para o uso em cidades e ambientes urbanos.

Apresentam boa versatilidade e o ciclista pedala de forma mais confortável, sentado numa posição mais ereta e com os braços mais relaxados, normalmente utilizando selins mais largos.

Vantagens:
– Leves
– Ideais para ambientes planos
– Conforto
– Mais opções para acessórios como suportes de caramanholas, bagageiros, alforjes, etc

Desvantagens:
– Não são adequadas para terrenos acidentados
– Seu design não possibilita uma pedalada de alto desempenho

Bicicletas Elétricas

A grande maioria desses modelos são indicadas para o uso urbano, mas já é possível encontrar modelos para trilhas e estrada.

O funcionamento é praticamente igual ao de uma bike convencional, porém elas possuem compartimento para a bateria e o motor, que pode ser na roda dianteira ou traseira.

O motor pode funcionar de forma assistida, onde o motor auxilia enquanto você pedala e no modo acelerador, onde o motor impulsionará sozinho a roda e o ciclista não precisa pedalar.

Vantagens:
– Ideal para uso urbano
– Bom rendimento em subidas e retas
– Pessoas com dificuldades físicas podem utilizar com facilidade

Desvantagens:
– Mais pesada que a bicicleta de um modelo urbano
– requer assistência técnica especializada para a manutenção
– Dificuldade e limitações para terrenos acidentados

Ao buscar a sua primeira bicicleta, lembre-se de procurar uma que atenda as suas necessidades, a localidade em que irá pedalar e o estilo de pedalada que busca.

Recomendamos que faça um bikefit para saber o tamanho certo do quadro que é compatível com a sua altura, além de já saber quais outras peças e componentes são ideais para o seu biótipo, como por exemplo, o selim.

Como cuidar da Corrente da sua bicicleta

Cuidar bem da corrente da sua bicicleta é fundamental para manter a segurança, o desempenho e evitar voltar para casa empurrando a bike.


A corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta pois é ela que vai transformar a força das pedaladas em energia para as rodas. Muitas vezes alguns erros básicos ou a falta de simples cuidados vão acelerar o desgaste da corrente e todo o sistema de transmissão.

Limpeza da Corrente

Uma corrente suja, com partículas de areia, poeira ou terra, vai piorar as trocas das marchas, desgastar e reduzir a vida útil do conjunto e também vai trazer barulhos e rangidos bastante incômodos para a pedalada.

Deixar a corrente limpa e lubrificada é a maneira mais simples de conservá-la.

O processo de limpeza é bastante simples, bastando passar um desengraxante de qualidade em toda corrente, esfregar com uma escova , enxaguar com água e deixar secar. Vale lembrar que não é necessário lavar a corrente após todo pedal, pois em pedais secos ou no asfalto, um pano seco já resolve para tirar a sujeira.

Para facilitar o processo de limpeza, existe um lavador especializado (máquina de lavar corrente manual) que torna todo o processo muito mais prático. Com esse equipamento, basta acoplar o lavador na corrente, aplicar o desengraxante no reservatório específico e girar a corrente que a própria máquina realiza a limpeza dos elos de uma forma muito mais rápida.

Lubrificação da Corrente

Após a limpeza é muito importante que você faça a lubrificação da corrente. Escolha um óleo lubrificante de qualidade e aplique uma gota em cada elo da corrente, girando os pedais para espalhar bem o óleo, sem esquecer de retirar o excesso.

Aplicar muito lubrificante também pode atrapalhar o desempenho do conjunto, pois o excesso acabará grudando partículas de sujeira.
Existem também óleos específicos para condições molhadas, secas ou ambas as situações. Escolha sempre o que se adequar melhor ao seu tipo de pedalada.

E quando devo trocar a Corrente?

Quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.

O desgaste da corrente não tem um padrão e muito dependendo do estilo de cada ciclista, por isso é necessário sempre acompanhar com uma ferramenta para medir o desgaste.
Com essa ferramenta fica fácil saber quando é a hora de trocar. Veja abaixo como é feita a checagem com a ferramenta.

O medidor de desgaste é o método mais indicado e preciso, mas também é possível checar no método caseiro, que é o método é levantar a corrente na parte da frente da coroa (veja a foto abaixo).

Levante em um intervalo entre os pinos e veja quantos dentes são revelados. Se aparecerem 3 ou 4 sua corrente pode estar desgastada. Uma alternativa é remover a corrente da bicicleta e coloca-la no chão, na mesma posição que ela estaria na bicicleta. Então a estique, pegue as duas pontas e torça a corrente, como se fosse juntar as duas pontas. Quanto mais perto você chegar de fazer um círculo completo, mais gasta está sua corrente. Correntes novas são mais difíceis de torcer.

Cada marca de corrente pode ter seu próprio esquema de remoção ou instalação. Na maioria dos casos, correntes são intercambiáveis entre marcas, mas nunca entre velocidades – uma corrente de 10v só pode ser substituída por uma 10v.

Mesmo com os métodos manuais, um medidor de corrente custa pouco e recomendamos que você sempre tenha um em mãos.

Trocar a corrente exige uma ferramenta e uma boa dose de paciência. É relativamente fácil e não se faz com frequência. Consiste basicamente em usar um extrator para remover um pino, que abrirá a corrente, colocar uma corrente nova, colocar o pino e introduzi-lo entre os elos da corrente. Muitos modelos de corrente possuem um pino próprio para isso.

Confira 4 procedimentos de manutenção que todo ciclista deveria saber

Tipos de Correntes

É preciso que você saiba qual é o tipo de corrente da sua bicicleta para não adquirir um modelo que não encaixe.

As correntes possuem duas larguras: 1/8” e 3/32”. O tipo 1/8” são as mais grossas e geralmente utilizadas em bicicletas MTB, enquanto as 3/32” são mais finos e usadas nas bikes que possuem mais marchas.

Peças das mesmas marcas (ou modelos) tem uma compatibilidade melhor entre si, por isso saiba qual fabricante da sua corrente, coroa e cassete. Mesmo correntes da mesma marca podem ter modelos diferentes, o que pode não ser compatíveis com a coroa e cassete.

Coroas e Cassete

Com o passar do tempo, os dentes das coroas e do cassete também vão se desgastando e uma hora será necessário substituí-los também. Evite colocar peças novas com outras que estão muito desgastadas, pois essas peças poderão atrapalhar a troca de marcha e danificar a corrente nova.

Quando realizar a troca da corrente por uma nova verifique se as marchas não estão escapando ou se a transmissão não está fazendo barulhos, pois esses são sinais que podem indicar coroas e cassetes gastos.

Essas medidas simples irão manter a sua corrente e todo o conjunto em ordem por muito mais tempo e não te deixar a pé no meio do pedal.

Saiba como frear corretamente a bike

Uma das coisas que mais erramos ao andar de bicicleta é utilizar os freios corretamente.
O tipo de bicicleta, tipo de freio usado, tipo e condição de terreno são fatores que influenciam na maneira que devemos frear.

Manter o conjunto de freio sempre limpo e regulado irá ajudar a manter a eficiência de todo o processo de frenagem.

Busque frear sempre nas retas, pois terá a melhor tração possível e sempre dar prioridade para terrenos mais secos e firme. Em dias chuvosos, busque diminuir a velocidade para não fazer uma frenagem brusca e sempre antecipar as reações dos demais veículos ao seu redor.
Se estiver em trilhas, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação para evitar justamente a perda de tração para frear.

O ideal é trabalhar alternando as marchas e velocidade, freando o mínimo possível, pois cada tipo de situação tem a sua velocidade ideal e que o excesso de frenagem também pode provocar acidentes.

A posição dos manetes dos freios também é importante e deve estar o mais próximo possível do avanço do guidão.

Saiba a posição ideal dos dedos no manete do freio

Tenha eficiência ao frear

Um bom conjunto de frenagem deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo e nas emergências com os dois dedos. Se tiver que fazer mais esforço que este é um sinal que o sistema de freios pode estar com algum problema.

O freio dianteiro é o mais eficiente na bicicleta pois sempre trabalhamos em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. É necessário fazer os freios trabalharem “em conjunto” pois, apesar do dianteiro ser mais eficiente, é o traseiro que traz a firmeza no trajeto e na direção da bicicleta, garantindo também a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Evite causar o travamento das rodas pois isso irá ocasionar uma derrapagem e muitas vezes uma queda. Em uma frenagem brusca, se precisar trave a roda traseira e deixe a dianteira livre, jogando o seu corpo para trás como se fosse “puxar” a bike.

A posição do corpo também influencia na frenagem da bicicleta, pois quanto mais peso houver na parte traseira, maior será a tração e você irá parar com mais eficiência.
Em descidas técnicas das trilhas, por muitas vezes, deslocamos o corpo para a parte de trás do selim para modificar o centro de gravidade da bicicleta e assim frear com mais desempenho. Nos pedais do dia não é necessário utilizar essa técnica.

Se você é iniciante no mundo do ciclismo, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo e o traseiro do direito.

Uma dica importante é sempre manter seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no seu entorno e as reações dos outros veículos e pedestres.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Vai encarar uma subida com a bike?

Saiba como superar esse desafio

Não importa se você é um ciclista amador ou profissional, uma hora ou outra terá que encarar uma subida durante a sua pedalada.
Superar esse desafio não é fácil mas você pode melhorar o seu desempenho com treinamentos e treinar nas subidas é excelente para ganho de força, resistência e controle da respiração.

– Controle a sua respiração

Para que você melhore a sua força e resistência enquanto pedala é indispensável que exercite o controle da sua respiração.
Durante as subidas, busque respirar de forma mais lenta, sempre expirando e inspirado no mesmo ritmo. Os treinos casuais são importantes nesse quesito pois com eles você poderá treinar o controle respiratório de maneira que o mesmo não seja alterado mesmo com o aumento da velocidade ou esforço.
Se você respirar de forma muito rápida, sua força acabará mais rápido e a fadiga aumentará no mesmo ritmo.

– Concentre-se em manter a postura

Mudar a postura logo no começo da subida fará com que você aumente a força aplicada mas isso também fará você cansar na metade do tempo. Isso será agravado caso você também não tenha um controle respiratório adequado.
O ideal é que você tente manter a mesma postura durante toda a subida, sendo que o ideal é que faça o mínimo de força possível no inicio.

Se a subida for muito íngreme ou muito extensa, no final você poderá se levantar para alcançar o topo mais rápido, porém não faça isso durante toda a subida pois esse esforço durante muito tempo poderá ocasionar lesões.

Confira outras 7 dicas para melhorar o seu tempo nas subidas

– Ritmo

Manter o ritmo é outro ponto importantíssimo para melhorar o seu desempenho nas subidas. Você evita a fadiga ao manter o mesmo ritmo de força e velocidade que já está acostumado nos treinos.
Dependendo da ocasião e do terreno pode ser necessário alterar o ritmo, mas sempre tente manter a velocidade e força que já usa nos treinos.

– Treinamento

Treine em subidas pequenas e íngremes: O ideal é realizar sprints curtos para subir toda a ladeira e ter um momento de descanso após o esforço.

Treine em subidas extensas: Nessas o objetivo é treinar a manutenção do ritmo o maior tempo possível, podendo realizar um sprint curto para chegar ao topo da subida.
Evite se esforçar demais no início da subida e aproveite para treinar a respiração e postura também.

Conta pra gente como foi a sua experiência ao tentar encarar a sua primeira subida!
Se precisar de peças e acessórios para a sua bike, você encontra aqui na Azupa

Alguns cuidados que você deve ter com a sua bicicleta

Conservar a sua bicicleta é fundamental para ter a segurança de poder sair para pedalar sem se preocupar e ter surpresas que poderiam ser facilmente evitadas.

Vamos mostrar alguns cuidados com a manutenção que você deve ter para deixar a sua bicicleta sempre em dia!

Limpeza

Sempre faça uma limpeza periódica para conservar ainda mais a sua companheira de pedal.
O ideal é realizar uma vez por semana, mas dependendo da intensidade do passeio, ou trilha, a limpeza deve ser feita imediatamente após o retorno.

– Guarde em lugares adequados

Uma dica é guardar a bicicleta suspensa na parede ou no teto, presa por suportes apropriados. E sempre busque por lugares fechados e sem umidade, onde ela fique longe da ação do sol, chuva e agentes corrosivos.

Lubrificação

Após realizar a limpeza periódica e secar a bike, faça a lubrificação dos componentes móveis, ou seja, a catraca, a corrente, pedais e rolamentos externos para evitar a oxidação.
Opte sempre por lubrificantes específicos e apropriados para utilização em bicicletas.


– Cuidado com a Ferrugem

Bastam apenas três ingredientes para que a ferrugem comece: ferro, água e ar. Nem é preciso jogar água no ferro para criar corrosão, o próprio ar da atmosfera já vem carregado de umidade. Ela começa pequena, mas rapidamente cresce e consome grandes porções de metal.
Nas partes pintadas, a pintura evita que a oxidação ocorra e se espalhe. Sempre que perceber sinais de arranhões ou danos nas partes pintadas, faça o retoque imediatamente.

Veja nessa matéria, como parar a ferrugem na sua bicicleta em 3 simples passos

– Ajustes em peças desreguladas

Algumas peças e componentes podem provocar acidentes, desconforto ao pedalar e desgastar outras partes se não estiverem devidamente ajustadas.
Verifique e sempre faça os ajustes e alinhamentos necessários no guidão, câmbios, selim, freios e suas pastilhas.

– Leve a bicicleta para uma revisão

Se barulhos começarem a aparecer e você não souber identificar a causa, é recomendável que leve a sua bicicleta para uma revisão adequada em uma oficina especializada.
Além dos barulhos, trepidações diferentes e qualquer outro tipo de anormalidade já são sinais para que encoste a bike e a leve para um check-up.
Agende também uma revisão periódica para garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.