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Pedalar Sozinho ou em Grupo?

Alguns ciclistas preferem pedalar sozinhos, já outros não abrem mão da companhia durante o pedal. Ambas as opções trazem benefícios e vamos mostrar algumas delas para que você faça a melhor escolha para os seus treinos.

Pedalar em Grupo

Segurança
A primeira vantagem de pedalar em grupo é a segurança. No trânsito, um grupo vai ocupar mais espaço e impor mais respeito em relação aos carros que estão circulando.

A segurança em relação a assaltos também aumenta quando estamos pedalando com mais ciclistas.

Socialização
Quando estamos em um grupo de ciclistas, a chance de fazer novos amigos com gostos semelhantes é muito maior.

Aplicativos de ciclismos também são boas opções para encontrar novos grupos de pedal. Esses tipos de amizades geralmente extrapolam as ruas e estradas e se propagam para a vida.

Animação
Pedalar em grupos vai ser excelente quando você está desanimado e dificilmente teria vontade de sair para pedalar sozinho. Os parceiros de grupos incentivam uns aos outros e te trará mais animação.

Chuva e frio também são desafios que podem desanimar qualquer ciclista e a motivação extra e o apoio de um grupo fazem toda a diferença para ir pedalar.

Se você é novo em grupos, lembre que cada pessoa possui uma personalidade diferente e por isso tenha calma nesse novo estilo de vida e adapte-se a essa nova cultura.

Pedalar Sozinho

Liberdade
Quando não estamos com demais ciclistas temos a liberdade de definir o trajeto que queremos, realizar mudanças de percurso, decidir as horas de parar para descanso, entre outras questões.

Mas fique atento e pesquise com antecedência o trajeto que irá seguir ou antes por lugares conhecidos e movimentados. Toda cuidado é pouco quando estamos pedalando sozinhos.

Concentração
Muitos ciclistas preferem pedalar sozinhos pois esse momento é perfeito para refletir sobre a vida e o momento de exercício é ideal para esfriar a cabeça e colocar as ideias no lugar.

Determinação
Quando estamos desanimados e sem vontade de fazer qualquer coisa, precisamos de muita determinação para superar esses obstáculos e sair para pedalar.
Fazendo da bike um estilo de vida e estar sempre pedalando, vão te trazer a força de vontade e determinação necessárias para ir pedalar mesmo estando desanimado, pois afinal de contas, pedalar é uma das melhores coisas que existem na vida.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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Vantagens de usar um canote retrátil

Esse item não está mais só restrito aos ciclistas profissionais que precisam de alto desempenho. Os ciclistas amadores também são beneficiados ao usarem essa peça, seja para treinos ou para lazer.

Photo: All Arround MTB Blogspot

Mas o que é o canote retrátil?

É um canote que possui sistema de regulagem hidráulico ou a ar, onde o ajuste da altura é feito de forma remota durante a pedalada.
O acionamento do sistema é feito de forma prática com um controle remoto pelo guidão.
Ao encarar uma descida íngreme precisamos jogar o corpo para trás e com essa peça, é só acionar o sistema para reduzir a altura do canote e depois voltá-lo à altura original quando encaramos uma subida.

Os canotes retráteis podem variar o tamanho entre 130mm a 150mm, com opções para atender as mais variadas modalidades, com alguns modelos com até três opções de ajuste de altura.

Vantagens do canote ajustável

Essa é uma peça que é muito usada nas modalidades de trail e enduro, onde é necessário encarar constantemente muitas subidas e descidas. Com o nível das pistas de XC ficando cada vez mais técnicas, a necessidade de uma condução mais agressiva pelos pilotos tornou necessário a utilização dessa peças nas provas.

As vantagens começam pela maior mobilidade que teremos nas descidas em velocidade onde precisamos de muita técnica e jogo de corpo para encarar esse desafio.

Esqueça aquele problema de ter a camisa ou bermudas largas presas no selim durante o pedal. O canote retrátil vai deixar o seu corpo livre para se movimentar e dar mais agilidade ao pedal.

Encare os estradões e subidas sem precisar descer da bike para ajustar a altura do canote. Sem ter a necessidade de ter descer da bike, seu desempenho será muito superior.

Photo: bikethomson

O uso desse tipo de canote também traz benefícios para as road bikes e gravel bikes.

Fazer curvas na estrada a mais de 40km com o canote baixo, faz com que o ciclista também fique mais abaixado melhorando a aerodinâmica, trazendo mais estabilidade e velocidade nesses trechos que exigem muita movimentação do corpo.

Nas gravel bikes e no ciclocross, a possibilidade de ajustar a altura do canote facilitará a transposição de obstáculos como descidas com pedras, terra e raízes.

Se você está pensando em fazer a troca do seu canote atual por um retrátil, converse com ciclistas que já utilizam o sistema para saber como foi a experiência de troca e utilização, assim você mais segurança antes de fazer o upgrade.
Se for possível, faça um teste em uma bike que já possua canote retrátil para você perceber na prática as vantagens de usá-lo.

Matéria base originalmente publicada em Revista Bicicleta

Dicas para montar uma bike personalizada

Muitos ciclistas sonham em montar a bike do seu jeito, escolhendo cada peça e prestando atenção em cada detalhe para a companheira de pedal seja única.
Mas existem muitas dúvidas que surgem antes de começar um projeto desse tipo, seja para os ciclistas iniciantes, experientes ou para os usuários que desejam experimentar um estilo de vida mais saudável.



Vamos ver algumas dicas para te ajudar nessa jornada.

– Descubra quais são os seus objetivos

A montagem da bicicleta precisa ter um propósito bem definido. Será uma bike para encarar as trilhas? Uma para uso urbano? Para competição?
 Sabendo qual será a finalidade da bike ficará mais fácil pesquisar os componentes e peças específicos para esse determinado uso, modelos e características de cada modelo da bike.
Pesquise os modelos, pergunte aos usuários, leia artigos e veja vídeos de especialistas. Se possível experimente os modelos existentes para saber se ele atende à sua necessidade.

– Planejamento

Sabendo qual será a finalidade da bike e tendo pesquisado as características, podemos começar a planejar a montagem dela. Nesse momento você terá a opção de realizar a montagem você mesmo ou procurar uma oficina de personalização.
Praticamente todas as oficinas podem lhe auxiliar pelo menos na montagem do projeto.
Optando por montar você mesmo, poderá pesquisar as peças e componentes, escolhendo as que possuem melhor custo-benefício, além de poder aprender como instalar as peças e resolver os problemas que surgirem.

– Adquirindo os componentes

As peças e componentes para bicicletas possuem muitas características, materiais e preços diferentes, pois as peças são diferentes para cada tipo de modalidade. Ao montarmos uma bicicleta do zero, temos a possibilidade de comprar as peças aos poucos, de acordo com o nosso orçamento.

– Monte uma mini oficina

Para realizar a montagem da bicicleta será necessário algumas ferramentas que lhe auxiliem na tarefa.
Manter uma mini oficina com as ferramentas necessárias também será aproveitado para realizar a manutenção periódica da sua bicicleta.

– Aproveite a experiência

A parte da montagem será um momento desafiador mas também pode ser muito prazeroso. Caso tenha alguma dúvida, existe muito conteúdo sobre a montagem de bicicletas na internet, com inúmeros tutoriais em vídeo com o passo a passo da montagem de cada componente. Aproveite essa experiência única e prazerosa.

Matéria base originalmente publicada em Julio Andó

Cicloviagem? Saiba o que levar

Para fazer uma cicloviagem, por mais curta que seja, é necessário se preparar e planejar muito bem cada trecho que irá percorrer e pensar nas paradas ao longo do trajeto. Também é necessário ter um condicionamento e preparo para poder encarar uma viagem com itens que fazem a bike pesar até 4 vezes mais.

E com tanto peso a ser levado, é importante pensar em cada item para que a sua cicloviagem seja prazerosa e segura.



Vamos ver alguns itens essenciais que você deve levar:

Ferramentas

Imprevistos irão acontecer e precisamos estar preparados. Levar um conjunto de ferramentas vai te ajudar a resolver problemas com a corrente, roda, pneu e outras partes.

Algumas ferramentas que devemos levar:

chave multiferramentas
chave de corrente
chave de raio
kit remendo
kit de espátulas para remover os pneus

Suprimentos

Esses itens vão garantir o apoio necessário para a sua cicloviagem dar certo. Seja para acampar numa trilha ou para preparar a refeição no meio do mato.

– barraca (item importante caso planeje ir para lugares onde não será possível conseguir alguma hospedagem)
– fogareiro
– panela
– talheres portáteis
– lampião ou lanternas
– garrafa térmica
– álcool em gel (para acender o fogo e realizar a limpeza das mãos)
– panos para limpeza
– sacolas plásticas (para armazenar lixo, roupas sujas)

Vestuário

Como serão vários dias de viagem também será necessário várias trocas de roupas para usar ao longo dos dias.
Leve uma quantidade compatível com os dias da sua viagem.

– camisas de ciclismo
– bermudas de ciclismo
– camisetas e bermudas comuns
– blusa
luvas de ciclismo
– óculos
capacete
– sapatilha
– tênis
– chinelos
– meias
– colete sinalizador
– boné e bandana
– capa de chuva

Higiene Pessoal

Sempre faça a organização desses itens com antecedência pois são muito fáceis de esquecer de levar.

– sabonete
– escova e pasta de dente
– fio dental
– papel higiênico
– lenços umedecidos
– toalhas de banho e rosto
– protetor solar
– pomadas antiassaduras
– repelente

Itens extras para a bicicleta

Alguns itens e peças da bike precisam de atenção pois podem precisar de substituição para que você possa prosseguir com a sua cicloviagem.

pneu reserva (de kevlar pois são mais leves e dobráveis)
câmaras reserva
bomba de ar portátil
– raio reserva
corrente
pastilhas de freio
lubrificante
cadeados
– silver tape para emergências

Não esqueça de definir bem a rota da sua cicloviagem, levando em conta o tempo que pretende pedalar diariamente e verificar lugares em que poderá fazer as paradas de descanso.
Levar consigo seus documentos de identificação é muito importante e caso planeje viajar para outros países, não esqueça o seu passaporte!

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

Proteja-se do sol durante o pedal

Todo ciclista sabe que é impossível não ser exposto aos raios solares enquanto pedalamos. Mesmo em dias nublados estamos expostos às radiações UVA e UVB e por esse motivo é extremamente importante cuidarmos da proteção da nossa pele.

Mas o que são os famosos raios UVA e UVB?

UVA e UVB são raios ultravioleta nocivos à saúde humana.

Os UVB provocam queimaduras e câncer de pele, pois penetram superficialmente na pele e são os responsável pela vermelhidão e sensação de ardência.
Já os UVA são os que causam o envelhecimento precoce da pele e também podem causar câncer. A exposição sem proteção ao longo dos anos pode aumentar consideravelmente o risco do desenvolvimento do câncer de pele.
A exposição do rosto ao sol sem a devida proteção causa, além de problemas mais graves futuramente, o Melasma que são manchas escuras causadas pela exposição ao sol sem proteção. A ocorrência dessas manchas é no rosto mas pode também ter ocorrência extra-facial, com acometimento nos braços, pescoço e colo.

Use protetor Solar

É importante que o ciclista utilize protetor solar com alto fator de proteção, com no mínimo 50 FPS, mas não podemos apenas levar em conta o Fator de Proteção Solar (FPS), também é necessário verificar as sustâncias presentes nas fórmulas destes produtos pois existem dois tipos de protetores: os químicos e os físicos.

O filtro solar mais conhecido é o químico que possui moléculas que absorvem os raios UV, transformando-os em radiação de baixa energia que não penetra na pele.
Já os físicos são compostos por componentes minerais, como dióxido de titânio e óxido de zinco, que formam uma barreira que reflete os raios solares, além de auxiliar na prevenção do fotoenvelhecimento.

O protetor solar físico é o ideal para os atletas e as formulações desses produtos estão bem avançadas que não atrapalham a proteção mesmo com o suor da atividade.

Reaplique o Protetor Solar

Todo protetor solar deve ser reaplicado a cada 2 horas e não seria diferente com os ciclistas. Faça pausas durante a sua atividade para reaplicar o filtro solar e mão esqueça de manter a hidratação do corpo.
Tenha sempre durante o pedal a sua garrafinha ou mochila de hidratação.

Confira 5 equipamentos indispensáveis na hora de pedalar

Barreiras Físicas

As barreiras físicas que podemos utilizar são os acessórios que servem de proteção contra os raios solares. São eles:
– Óculos
Capacetes com viseiras
– Manguitos e Pernitos
Luvas
– Roupas de ciclismos que possuem proteção solar


Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Pedalar na Cidade? Acessórios indispensáveis para o seu pedal

Se você está acostumado a pedalar pelas cidades brasileiras sabe que existem inúmeros cuidados que devemos tomar para poder pedalar com segurança e tranquilidade.
Mas existem acessórios que foram desenvolvidos para facilitar a nossa vida e nos deixar preparados para encarar os desafios de pedalar pela cidade.

Confira alguns deles:

Bolsas para bicicleta

As bolsas são incrivelmente úteis para o dia a dia no pedal pela cidade e servem para levar equipamentos, ferramentas, documentos e itens pessoais.

Ao contrário dos grandes alforjes, as bolsas são menores e seus diferentes modelos podem ser instalados no guidão, quadro e selim. Isso facilita muito o uso urbano.
A maioria dos modelos é feita com tecido impermeável e as mudanças climáticas não serão problemas para o ciclista urbano.

Bagageiros

Se você se locomove muito pela cidade certamente um bom bagageiro é uma escolha que você deve ter. Eles são ótimos para carregar pesos maiores e evitam que o ciclista carregue essa carga em uma mochila nas costas.
Ele é uma estrutura feita para suportar peso e abre a possibilidade de você carregar diversos tipos de materiais diferentes, desde roupas, equipamentos de trabalho ou ferramentas.
Importante lembrar que existem diferentes modelos de bagageiros que são feitos para diferentes tipos de bicicleta e é importante que você verifique se o modelo escolhido é compatível com a sua bike e se ela possui as furações no quadro para a instalação.

Conheça os diferentes tipos de bagageiros para a sua bike nesse artigo

Alforjes

Se você colocou um bagageiro na sua companheira de pedal, então é hora de pensar em ter um bom alforje também. Eles são bolsas um pouco maiores que são instaladas nos bagageiros dianteiros ou traseiros e irão facilitar ainda mais o seu passeio ou ida ao trabalho de bicicleta.
Existem diversos tipos de alforjes, com diferentes tipos de materiais e opte por aquele que melhor atenda as suas necessidades.

Faróis e Lanternas

Seja visto de dia e de noite pelos motoristas e pelos pedestres com um bom kit de iluminação para a sua bicicleta.
Além de realizar a iluminação do caminho no seu pedal noturno, os faróis e lanternas servem para sinalizar que o ciclista está na via, seja de dia ou de noite.
Existem centenas de modelos disponíveis e você encontrar dos mais baratos aos mais caros, sejam à pilha ou por carregamento USB, que possuem maior ou menor potência de iluminação. Os faróis dianteiros, em sua maioria, possuem luz branca na iluminação, enquanto as lanternas traseiras são de luz vermelha.

Confira algumas dicas de sinalização para pedalar a noite nesse artigo

Cadeados

Esse é um dos itens essenciais para quem pratica ciclismo urbano. Os cadeados são feitos para evitar que a sua bicicleta seja furtada enquanto você não está pedalando e não tem lugar para guarda-la.
Existem diversos tipos de cadeados e os mais conhecidos e utilizados são os de cabo de aço e o os U-Locks, que são recomendados que sejam utilizados em conjunto para obter uma melhor segurança no pedal.

Saiba como utilizar os cadeados de forma segura nesse artigo

Freios para bike de estrada: Side Pull ou a Disco?

Os freios são de extrema importância em todas as bicicletas e são peças que devem ter atenção dos ciclistas. Esses componentes atingiram um alto nível tecnológico e os freios para as bicicletas de estrada são peças que dividem a opinião dos ciclistas. Diferente de algum tempo atrás que onde só existiam os freio side pull (ferraduras) para as road bikes, atualmente os freios a disco se popularizaram nessa categoria e estão ganhando cada vez mais espaço.

Mas qual a diferença entre eles?

Freios Side Pull

Este é um dos freios mais usados nas bicicletas de entrada no mundo, por ser simples e relativa eficiência, possuindo diversos tamanho em modelos de ferro (mais antigos) e alumínio e utiliza sapatas feitas para brecar os aros.
O acionamento é feito por cabo que é puxado pelo lado da peça, sendo necessário aplicar muita força nas manetes para que as sapatas pressionem o aro e brequem a bicicleta. Por exigir mais força nos manetes, o poder de frenagem acaba sendo comprometido, o que pode também acontecer em dias chuvosos ou terrenos com muita sujeira, pois a sapata no aro molhado ou sujo não terá tanta eficiência na frenagem.
Esse modelo vem sendo deixado de lado nas bicicletas de estrada devido ao uso de pneus mais largos nessa categoria, mas o uso ainda é bastante difundido nesse tipo de bicicleta.

Vantagens:
– Leveza
– Ótimo custo-benefício
– Diversidade de modelos
– Simples manutenção e reposição de peças

Desvantagens:
– Potência comprometida por conta do acionamento via cabo
– Perda de aderência e eficiência no aro molhado ou sujo
– Manutenção mais frequente
– Impossibilita a utilização de pneus mais largos
– Resposta de frenagem mais lenta

Saiba como manter a manutenção da sua bike em dia

Freios a Disco

Os freios a discos são comuns e bastantes utilizados nas mountain bikes e as road bikes foram as últimas a utilizarem este componente. São freios eficientes e com excelente recuperação após ser molhado.
Os modelos de freios a disco são mecânicos (a cabo) e hidráulicos (a óleo). No sistema hidráulico, a vantagem é o sistema ser selado, que dificilmente terá problemas a curto prazo. Também temos a vantagem de maior poder de frenagem com pouco esforço no manete.
Os freios a disco podem ser de ferro ou alumínio, podendo ter rotores de 140 a 203mm de diâmetro. Eles são mais pesados, pois o sistema é composto de cubos, suportes de freio no quadro da bike, pinças e discos.

Vantagens:
– Maior poder de frenagem com pouco esforço no manete
– Utilização de pneus mais largos, possibilitando a utilização da bike em diferentes tipos de terrenos
– Menos manutenção
– Maior poder de frenagem em situação climáticas severas
– Sem comprometimento de frenagem mesmo com o aro desalinhado ou amassado

Desvantagens:
–  Mais pesado que os freios side pull
– Poucos modelos no mercado e com custo elevado
– Necessidade que a bicicleta tenha o suporte para esse tipo de freio
– Manutenção precisa ser realizada por profissional especializado
– Peças de reposição com maior custo

Mantenha a manutenção da bike em dia

É muito importante que você leve regularmente a sua companheira de pedal a um mecânico especializado para fazer uma revisão completa, mas você pode fazer uma manutenção básica em casa mesmo. Observar sinais que a bicicleta dá e realizar pequenos ajustes irão diminuir as chances de ter problemas durante a pedalada e aumentar a vida útil dela.

Separamos algumas dicas para manter a manutenção da bicicleta sempre em dia.

– Confira o estado dos Pneus

Sempre verifique se existem fissuras, furos e se o desgaste dos cravos ou ranhuras dos pneus não está elevado (o famoso pneu careca). Além de atrapalharem a qualidade dos passeios de lazer, esses fatores influenciam na segurança e podem trazer sérios riscos para o seu próximo pedal.

– Mantenha a Pressão dos Pneus

A pressão correta dos pneus é fundamental para o bom funcionamento dos mesmos. Se os pneus estiverem murchos, a resistência com o solo será maior, dificultando as pedaladas e ficando mais suscetíveis a furos.
Cada ciclista costuma regular a pressão de acordo com o seu peso e o tipo de terreno que irá pedalar, porém sempre respeite o máximo recomendado pelo fabricante. A pressão máxima (PSI) está descrita na lateral do pneu.

– Verifique o Desgaste da Corrente

Se você está ouvindo algum estalo ou barulhos vindo da corrente enquanto pedala, pode significar um encaixe indevido das marchas e consequentemente o desgaste da corrente.
Não ignore esses avisos pois quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.
Existem ferramentas para medir o desgaste da corrente que são muito práticas, de fácil uso e baratas.

Saiba como cuidar da corrente da sua bicicleta

– Atenção aos Freios

Se os seus freios estão fazendo ruídos e barulhos muito altos quando acionados, melhor dar uma atenção maior a esses componentes pois provavelmente chegou a hora de a uma manutenção ou troca das pastilhas ou fluídos. Se você não estiver familiarizado com a substituição dessas peças, procure uma oficina especializada para que a manutenção seja feita corretamente.

– Confira a situação dos Raios e Cabos

Se um raio quebrar certamente você terá muitos problemas para removê-lo e rodar com raios quebrados podem danificar o aro da roda. Antes de sair para pedalar, faça uma checagem rápida para verificar qualquer avaria.
Os cabos também merecem uma atenção especial, pois eles precisam funcionar perfeitamente para que você não tenha problemas durante a trilha ou passeio. Observe as condições deles, se estão enferrujados ou com desgastes aparentes.

– Mantenha a limpeza em dia

O acúmulo de sujeira vai causar o desgaste precoce das peças e componentes da sua bicicleta.
Após voltar de um pedal longo, faça uma limpeza rápida para evitar futuros problemas. Se tiver feito uma trilha e principalmente se pegar chuva e lama, faça uma limpeza mais profunda para deixar a bicicleta pronta para o próximo pedal

Confira 5 dicas de como limpar a sua bike

– Programe uma Revisão Periódica

Leve a sua bicicleta para uma revisão especializada a cada 3 ou 6 meses, dependendo do tipo de uso que você faz. Um check-up realizado por um profissional vai garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.




Como entender o tamanho dos pneus de bicicleta

Apesar de parecer complicado, as medidas dos tamanhos dos pneus não são difíceis de entender e essenciais para que o ciclista escolha o modelo adequado para a sua bicicleta.

As medidas antigas que eram muito difíceis de entender, com números fracionados, foram substituídas por formas de mais fácil compreensão.
Elas são reguladas pela ISO (International Organization for Standardization) que é a Organização Internacional de Normalização e essa instituição criou a Norma Europeia de Pneus e Aros, ETRTO (European Tire and Rim Technical Organization), que nada mais é que o método para definir as medidas dos pneus e aros das bicicletas.
Você também encontrará medidas americanas e francesas na maioria dos pneus, mas a medido ETRTO sempre estará presente neles.

Podemos ver na imagem que a medida ETRTO 37-622, informa a largura do pneu (37mm) e o diâmetro interno da roda (622mm). Com essa medida, temos uma classificação bem precisa do tamanho do aro e pneu.

A classificação por polegadas em forma de frações é muito confusa de ser entendida e é pouco utilizada atualmente. Na imagem temos a medida 28 x 1 5/8 x 1 3/8 que correspondem ao diâmetro externo x tamanho do pneu x largura do pneu.
Essa medida está sendo substituída, principalmente no MTB, pela denominação mais simples, apenas na forma decimal, como por exemplo 26×2.10, onde 26” é o diâmetro total e 2.10 a largura do pneu.

Já na medida francesa de tamanho, na imagem temos o pneu 700x35c, onde temos o diâmetro externo (700mm) e a largura do pneu (35mm). A letra no final vai corresponder ao diâmetro interno do pneu e a letra “C” corresponde ao diâmetro de 622mm. Essa medição não existe para todos os tamanhos de pneus e é pouco utilizada no MTB.

Uma curiosidade que nem todos os ciclistas sabem, as MTB aro 29 são aro 28 pois possuem o mesmo diâmetro de aro das bikes de estrada. Confira na tabela abaixo.

Os pneus MTB de 29 polegadas tem o mesmo diâmetro interno que os pneus para as bikes de estrada de 28 polegadas (622mm), sendo que para as de estrada é mais comum utilizar a medida 700c (lembre que na medida francesa o “C” significa 622mm).
Já as rodas de 27,5 polegadas (27.5”) têm o diâmetro interno de 584mm que é a mesma medida francesa de 650B.

As medidas em polegadas, apesar de serem de fácil compreensão, podem causar muita confusão ao se adquirir um pneu, pois os diâmetros internos de 559mm (MTB), 571mm (Triathlon) e 590mm (algumas bicicletas de passeio) são todos classificados como 26”. Já pneus de 622mm e 635mm são classificados como 28”, porém a medida de 630mm é classificada como 27”.
Por esse motivo é extremamente importante você saber o diâmetro do aro da sua bicicleta para poder comprar o pneu correto.

A escolha da largura do vai influenciar em todas as situações durante a sua pedalada. Um pneu mais largo será mais confortável e mais estável nas curvas, podendo perder desempenho devido ao aumento da aderência com o solo. Um pneu mais estreito precisará de uma pressão maior e traz mais velocidade.

Os pneus possuem, em sua lateral, uma marcação de máximo PSI (pound force per square inch) ou libra-força por polegada quadrada, que é a pressão máxima recomendada e esses valores devem ser respeitados para o bom desempenho e garantia da vida útil do pneu.

Bagageiro para bike

Quem está pensando em começar a fazer viagens de cicloturismo, ou mesmo pedais mais longos, deve considerar usar bagageiros na bicicleta.
Conhecer novos lugares, pessoas e culturas é uma das melhores sensações que podemos ter enquanto pedalamos, mas para isso é necessário preparar adequadamente a nossa companheira de pedal.
Os bagageiros, ou alforjes,  são excelentes quando precisamos levar muitos acessórios e são feitos para aguentarem um peso maior do que suportaríamos nas costas com uma mochila.
Vamos ver alguns usos dos bagageiros com a bike:

– Cicloviagens

Nesse tipo de uso, você irá utilizar tudo o que os alforjes e bagageiros podem oferecer, pois normalmente transportamos cargas pesadas para encarar muitos dias de viagem.
Dependendo da quantidade de bagagem e acessórios que irá levar, opte por bagageiros

– Uso Urbano

Quem já usa a bike como meio de transporte principal para ir ao trabalho, sabe a importância e de levarmos roupas e equipamentos da bicicleta. Os alforjes são uma melhor escolha para armazenar os itens que não caberiam nas bolsas de quadro, guidão e selim.

– Em passeios

Mesmo para passeios curtos, os bagageiros também são muitos úteis, pois com eles podemos transportar itens que adquirirmos durante o percurso, como por exemplo, as compras de uma ida ao mercado ou padaria.
Para s ciclistas com filhos pequenos, existem cadeirinhas que são específicas para se acoplar nos bagageiros da bike.

Confira 10 equipamentos essências para o seu próximo cicloturismo

Modelos de Bagageiros de bicicleta

Dianteiro

Os modelos dianteiros são fixados pela blocagem ou mesmo por hastes na suspensão ou no garfo.
Os bagageiros dianteiros possuem a capacidade de carga um pouco superior de uma bolsa, mas também existem alforjes específicos para serem usados na lateral do garfo.
A maioria desses modelos tem um limite de carga em torno de 15kg no máximo para não prejudicar a pilotagem.

Traseiros

Os modelos traseiros são os mais variados e comuns, podendo ser removíveis ou não, e são subdivididos em: para quadros e para canote.
– Quadros: Esses modelos são bem reforçados para suportarem até 25kg, necessitando que o quadro tenha furação para que sejam fixados. Também existem modelos próprios para quadros com freios v-brake ou disco e específicos para o tipo de aro da bicicleta.
– Canote: É fixado diretamente no canote e possuem baixa capacidade de carga, sendo muito utilizado em pedais urbanos e de passeio.

Lembre-se sempre de saber todas as especificações da sua bicicleta para poder adquirir um bagageiro adequado que se encaixe na bike e nas suas necessidades de uso.