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Freios para bike de estrada: Side Pull ou a Disco?

Os freios são de extrema importância em todas as bicicletas e são peças que devem ter atenção dos ciclistas. Esses componentes atingiram um alto nível tecnológico e os freios para as bicicletas de estrada são peças que dividem a opinião dos ciclistas. Diferente de algum tempo atrás que onde só existiam os freio side pull (ferraduras) para as road bikes, atualmente os freios a disco se popularizaram nessa categoria e estão ganhando cada vez mais espaço.

Mas qual a diferença entre eles?

Freios Side Pull

Este é um dos freios mais usados nas bicicletas de entrada no mundo, por ser simples e relativa eficiência, possuindo diversos tamanho em modelos de ferro (mais antigos) e alumínio e utiliza sapatas feitas para brecar os aros.
O acionamento é feito por cabo que é puxado pelo lado da peça, sendo necessário aplicar muita força nas manetes para que as sapatas pressionem o aro e brequem a bicicleta. Por exigir mais força nos manetes, o poder de frenagem acaba sendo comprometido, o que pode também acontecer em dias chuvosos ou terrenos com muita sujeira, pois a sapata no aro molhado ou sujo não terá tanta eficiência na frenagem.
Esse modelo vem sendo deixado de lado nas bicicletas de estrada devido ao uso de pneus mais largos nessa categoria, mas o uso ainda é bastante difundido nesse tipo de bicicleta.

Vantagens:
– Leveza
– Ótimo custo-benefício
– Diversidade de modelos
– Simples manutenção e reposição de peças

Desvantagens:
– Potência comprometida por conta do acionamento via cabo
– Perda de aderência e eficiência no aro molhado ou sujo
– Manutenção mais frequente
– Impossibilita a utilização de pneus mais largos
– Resposta de frenagem mais lenta

Saiba como manter a manutenção da sua bike em dia

Freios a Disco

Os freios a discos são comuns e bastantes utilizados nas mountain bikes e as road bikes foram as últimas a utilizarem este componente. São freios eficientes e com excelente recuperação após ser molhado.
Os modelos de freios a disco são mecânicos (a cabo) e hidráulicos (a óleo). No sistema hidráulico, a vantagem é o sistema ser selado, que dificilmente terá problemas a curto prazo. Também temos a vantagem de maior poder de frenagem com pouco esforço no manete.
Os freios a disco podem ser de ferro ou alumínio, podendo ter rotores de 140 a 203mm de diâmetro. Eles são mais pesados, pois o sistema é composto de cubos, suportes de freio no quadro da bike, pinças e discos.

Vantagens:
– Maior poder de frenagem com pouco esforço no manete
– Utilização de pneus mais largos, possibilitando a utilização da bike em diferentes tipos de terrenos
– Menos manutenção
– Maior poder de frenagem em situação climáticas severas
– Sem comprometimento de frenagem mesmo com o aro desalinhado ou amassado

Desvantagens:
–  Mais pesado que os freios side pull
– Poucos modelos no mercado e com custo elevado
– Necessidade que a bicicleta tenha o suporte para esse tipo de freio
– Manutenção precisa ser realizada por profissional especializado
– Peças de reposição com maior custo

Mantenha a manutenção da bike em dia

É muito importante que você leve regularmente a sua companheira de pedal a um mecânico especializado para fazer uma revisão completa, mas você pode fazer uma manutenção básica em casa mesmo. Observar sinais que a bicicleta dá e realizar pequenos ajustes irão diminuir as chances de ter problemas durante a pedalada e aumentar a vida útil dela.

Separamos algumas dicas para manter a manutenção da bicicleta sempre em dia.

– Confira o estado dos Pneus

Sempre verifique se existem fissuras, furos e se o desgaste dos cravos ou ranhuras dos pneus não está elevado (o famoso pneu careca). Além de atrapalharem a qualidade dos passeios de lazer, esses fatores influenciam na segurança e podem trazer sérios riscos para o seu próximo pedal.

– Mantenha a Pressão dos Pneus

A pressão correta dos pneus é fundamental para o bom funcionamento dos mesmos. Se os pneus estiverem murchos, a resistência com o solo será maior, dificultando as pedaladas e ficando mais suscetíveis a furos.
Cada ciclista costuma regular a pressão de acordo com o seu peso e o tipo de terreno que irá pedalar, porém sempre respeite o máximo recomendado pelo fabricante. A pressão máxima (PSI) está descrita na lateral do pneu.

– Verifique o Desgaste da Corrente

Se você está ouvindo algum estalo ou barulhos vindo da corrente enquanto pedala, pode significar um encaixe indevido das marchas e consequentemente o desgaste da corrente.
Não ignore esses avisos pois quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.
Existem ferramentas para medir o desgaste da corrente que são muito práticas, de fácil uso e baratas.

Saiba como cuidar da corrente da sua bicicleta

– Atenção aos Freios

Se os seus freios estão fazendo ruídos e barulhos muito altos quando acionados, melhor dar uma atenção maior a esses componentes pois provavelmente chegou a hora de a uma manutenção ou troca das pastilhas ou fluídos. Se você não estiver familiarizado com a substituição dessas peças, procure uma oficina especializada para que a manutenção seja feita corretamente.

– Confira a situação dos Raios e Cabos

Se um raio quebrar certamente você terá muitos problemas para removê-lo e rodar com raios quebrados podem danificar o aro da roda. Antes de sair para pedalar, faça uma checagem rápida para verificar qualquer avaria.
Os cabos também merecem uma atenção especial, pois eles precisam funcionar perfeitamente para que você não tenha problemas durante a trilha ou passeio. Observe as condições deles, se estão enferrujados ou com desgastes aparentes.

– Mantenha a limpeza em dia

O acúmulo de sujeira vai causar o desgaste precoce das peças e componentes da sua bicicleta.
Após voltar de um pedal longo, faça uma limpeza rápida para evitar futuros problemas. Se tiver feito uma trilha e principalmente se pegar chuva e lama, faça uma limpeza mais profunda para deixar a bicicleta pronta para o próximo pedal

Confira 5 dicas de como limpar a sua bike

– Programe uma Revisão Periódica

Leve a sua bicicleta para uma revisão especializada a cada 3 ou 6 meses, dependendo do tipo de uso que você faz. Um check-up realizado por um profissional vai garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.




O que é o Sistema de Suspensão da Bike?

A suspensão é um item essencial para a bike de ciclistas que vão encarar terrenos acidentados e não querem perder performance.

Mas afinal de contas, o que é a Suspensão da Bike?

Suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.

E quais são as partes de uma Suspensão?

Falando de forma simplificada, as suspensões são compostas de quatro partes: espiga, coroa, canelas e monobloco.

Espiga

A espiga integra a suspensão ao quadro da bike e é a parte cilíndrica que vai por dentro da caixa de direção, junto com a mesa ou avanço. Já é muito comum que as bikes saiam de fábrica com o padrão oversize aheadset de espiga, sendo um sistema sem rosca e de maior diâmetro.
A maioria das suspensões usam a medida de 1-1/8” (uma polegada e um oitavo) para as espigas, onde podemos notar visualmente que é um padrão nivelado, sem ter uma ponta mais larga que a outra.
Mas também existem as suspensões com espiga tapered (tipo cônica), tendo medida de 1.5”  (uma polegada e meia) em sua parte inferior e são feitas para uso exclusivo em quadros com tubo e caixa de direção cônicos.
O material utilizado nas espiga mais simples, normalmente é o aço e nos modelos mais tecnológicos, costumam usar alumínio ou fibra de carbono para reduzir o peso e ter mais performcance.

Coroa

A coroa é a base onde a espiga está fixada e na maioria dos modelos é feita de aço, porém da mesma maneira que a espiga, nos modelos mais tecnológicos, pode-se usar alumínio ou fibra de carbono para confeccionar essa parte, fazendo com que a rigidez do conjunto fique maior.

Canelas (ou Bengalas)

São as hastes que estão em cada lado da coroa e que abrigam o sistema de amortecimento da suspensão.

Monobloco

Parte inferior da suspensão onde as canelas são encaixadas e que fazem a ligação do conjunto com as rodas e eixo dianteiros.
É uma peça única ligada por um arco que busca dar maior rigidez à estrutura e evitar que a suspensão torça e chegue a se romper.

Agora que sabemos das partes, vamos falar do Sistema de Suspensão

Existem 3 tipos de sistemas de suspensão para bike e elas são classificas conforme o seu sistema de amortecimento: Elastômero, Mola e Ar/Óleo

Elastômero

Suspensão mais básica e o seu funcionamento é feito com um elastômero.
Os elastômeros são tubos de poliuretano que podem ter diferentes densidades, fazendo com que a suspensão seja mais macia (menor densidade) ou mais dura.

Apesar do elastômero ser muito leve, o conjunto desse tipo de suspensão pode ser mais pesado devido à qualidade dos demais materiais.

Custo de manutenção é bem baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Molas

São mais acessíveis e muito pesadas. Utilizam uma mola em cada bengala o que faz com que a bicicleta “pule” muito.
É necessária a lubrificação do conjunto regulamente com uma graxa específica para ajudar no funcionamento.

Custo de manutenção baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Ar e Óleo (hidráulico-pneumático)

É o sistema de melhor funcionamento, pois é possível realizar muitos ajustes nele para cada tipo de pilotagem de cada ciclista.
Utiliza materiais de alta tecnologia, como carbono, titânio, alumínio e etc, sendo mais leves que os demais modelos, pesando de 700g a 2kg.
Na bengala esquerda fica a câmara de ar, que é calibrada de acordo com o peso do ciclista, e do lado direito fica o sistema hidráulico, com os ajustes de compressão e trava.
A trava deixa a suspensão mais rígida, o que otimiza a energia das pedaladas em subidas e sprints em retas.
Nesse sistema também é possível ajustar o retorno da suspensão ao seu curso total, podendo ajustar o controle de retorno em maior ou menor velocidade. Esse ajuste fica na bengala direita, embaixo do monobloco.

Custo de manutenção é um pouco elevado.
Indicada para trilhas, competições e passeios.

Uma dica importante é que você sempre leia o manual de instruções do fabricante para saber as instruções corretas de manutenção.
Nele você encontrará as orientações sobre a periodicidade da realização de uma manutenção preventiva, pois quando o ciclista começar a ouvir algum barulho estranho ou algum vazamento é sinal que o sistema já está prejudicado.

Matéria adaptada de Bike Registrada

Válvulas das câmaras de ar de bicicleta

Você sabe quais são os tipos de válvulas existentes para as câmaras de bicicletas e quais as vantagens e desvantagens delas?

Mas antes de tudo, você sabe o que são as válvulas?

A válvula é um dispositivo que possibilita o enchimento da câmara de ar (ou de um pneu tubeless) com ar comprimido e impede que o ar saia após ter sido inserido.

Nas bicicletas são utilizadas 2 tipos de válvulas para as câmaras de ar: a Americana (Schrader) que é mais conhecida por ser também utilizada nos automóveis e a Presta, que é exclusiva para as bicicletas.

Vamos explicar um pouco de cada uma:

Válvula Presta

A válvula presta, também conhecida como francesa ou simplesmente “bico fino”, é exclusivamente utilizada no ciclismo, sendo encontrada com facilidade nos modelos de mountain bike e de estrada.

Ela foi desenvolvida em 1900 pelo francês M. Sclaverand e possui um mecanismo simples onde um tubo metálico de 6mm possui um eixo com tampa rosqueada que impede a passagem do ar.
Por não possuir nenhuma mola no seu interior, a própria força do ar comprimido no interior da câmara que força a válvula a permanecer fechada.

Existem vários tamanhos de bicos para a válvula presta, os mais comuns são os de 32mm, 35mm, 42mm, 48mm, 60mm e 80mm, sendo esses dois últimos utilizado nas rodas aero com perfil alto.
Se você adquiriu um bico no tamanho errado, ele pode ser aumentado com prolongadores de tamanho que você insere por sobre a válvula.

Vantagens
Leveza: por possuir menor diâmetro e nenhum mecanismo interno, essa válvula é mais leve que o outro modelo.

Facilidade de encher: Por não ter uma mola interna, a resistência do mecanismo é menor e consequentemente mais fácil de encher a câmara.

Desvantagens
– Fragilidade: é muito fácil ocasionar a quebra do bico dessa válvula principalmente com a utilização de bombas manuais, sendo o ideal a utilização de bombas com mangueiras para que a força não seja aplicada no bico.
– Necessidade de adaptador: sem um adaptador para a medida da válvula Schrader é praticamente impossível que você encha a câmara em um posto de gasolina por exemplo.

Válvula Americana

A válvula Schrader, também conhecida como “bico grosso”, é usada em alguns modelos de bicicletas e nos pneus de automóveis e motocicletas.
Criada em 1893 por August Schrader que se associou com o empresário Charles Goodyear, o que popularizou o modelo e se tornou o mais utilizado no mundo atualmente.
O mecanismo interno da válvula possui uma mola com haste para o acionamento da vedação.

Em sua posição normal essa válvula estará fechada por conta da força da mola que impede a saída do ar. Quando o ar é injetado pela pressão da bomba, a força exercida vence a resistência da mola e permite a entrada e a saída do ar.

A válvula Schrade possui um diâmetro de 8mm.

Vantagens
– Resistência: por ser revestida de borracha e com maior resistência, pode ser utilizada por qualquer tipo de bomba de ar.
– Substituição: Em caso de vazamento, em alguns casos, é possível substituir a válvula pois o sistema não é lacrado igual ao da Presta.

Desvantagens
– Peso: o peso desse modelo é maior pois o seu diâmetro é maior.
– Mais difícil de encher: por ter um dispositivo com mola, você encontrará mais resistência desse mecanismo para conseguir encher a câmara com uma bomba comum sem trava.

Lubrificação da bike

Os lubrificantes, graxas e óleos são essenciais para o bom desempenho da nossa companheira de pedal.

Eles devem ser utilizados na corrente, movimento central, suspensões, entre outras partes. Devem ser repostos regularmente para evitar o atrito entre as partes metálicas da bike.

Normalmente precisamos trocar um lubrificante quando ele diminui ou acaba – que pode ocorrer pelo uso ou ela ação da água na bike – e quando a sujeira se mistura a ele. Nessa segunda situação, as partículas de sujeira fazem com que o atrito volte a acontecer, mesmo havendo lubrificante.

Use com moderação

Para ter um rendimento elevado, apenas uma pequena quantidade de lubrificante é necessária, apenas que seja suficiente para que as peças possam “escorregar” e não rasparem entre si.

Os lubrificantes são feitos para atuarem dentro de algumas peças e entre os metais, não sendo necessário o uso por fora delas. Quando existe o excesso de lubrificação, acaba atraindo sujeira, que adere nesse excesso, e acaba parando nas partes internas da bicicleta.

O excesso também pode sujar outras peças que não podem receber óleos e gorduras, como os discos de freio, aros e pastilhas.

Descobrimos rapidamente quando um disco ou pastilha estão sujos, pois a resposta do freio não fica imediata e ainda ouvimos aquele reconhecido barulho alto e irritante quando apertamos mais as alavancas.


Mantenha a limpeza em dia

Fazer uma limpeza prévia nas peças que vão receber a lubrificação é muito importante, justamente para as partículas de sujeira não se misturem ao novo lubrificante.

Deve se ter uma atenção em especial à corrente, pois ela precisa de limpeza e lubrificação regulares para manter o bom desempenho.
Faça uma limpeza apropriada com removedores de graxa – existem máquinas especificas que ajudam e facilitam a limpeza – e após ela estar seca é que devemos passar o óleo lubrificante.

Realize periodicamente a limpeza de toda a bicicleta. Se você a utiliza com frequência e pega muita chuva ou trechos com lama, a bike deve ser limpa imediatamente após terminar de pedalar. Se não realizar essa limpeza imediata, essas situações de sujeira causarão danos muito maiores.

Use o lubrificante correto

Diferente do que muita gente pensa, lubrificação não é apenas passar graxa em tudo. A graxa comum – aquela utilizada por mecânicos de automóveis – é muito espessa e pastosa, e quando usada na corrente, penetra nos elos podendo sujar outras partes da bike, como as pastilhas de freio.

As correntes, por exemplo, precisam de óleo lubrificante apropriado, existindo versões para climas secos, úmidos e para ambos os climas.
Já outras peças precisam de graxas específicas para bike, como os cubos, movimento central e outras partes que possuem rolamentos.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Deixe sua bike pronta para o próximo pedal aqui na Azupa!

Sinais que mostram a hora de fazer uma manutenção na bike

Quem pedala pela cidade ou em trilhas sabe bem que alguns trajetos são desafiadores não somente para o ciclista como também para a bike.
Para evitar ficar a pé no meio do pedal é importante prestar atenção em alguns sinais que a própria bicicleta dá e que mostram que chegou a hora de fazer uma manutenção.  

Existem alguns sinais claros que a bike dá, normalmente sonoros, que já mostram que alguma coisa está acontecendo, como ruídos nos freios, marchas engatando lentamente ou estalos na corrente.

Confira nosso post sobre ferramentas para sua bike

Pneus desgastados

Os famosos pneus carecas!
Quanto mais carecas os pneus estiverem, mais fácil será de ocorrer furos na câmara de ar em qualquer trilha ou um simples passeio.

Qualquer objeto perfurante, por menor que seja, poderá perfurar com mais facilidade a borracha já desgastada de um pneu careca.

Se for um pneu de cravos, troque os pneus assim que os mesmos estiverem gastos e sempre ande com câmaras a mais e, se possível, um pneu de reserva.

Corrente desgastada

Quando começam a aparecer estalos e pedaladas em falsas, é sinal que a corrente chegou ao seu limite. A corrente desgastada encontra dificuldade de encaixar nos dentes da coroa e das catracas, o que pode causar quedas graves e afetar todo o rendimento do sistema de transmissão de marchas.

Faça a troca da corrente assim que os primeiros sinais de desgaste aparecerem. Normalmente nas speed ela dura 1.500 quilômetros e nas mountain bike a duração é menor, de mil quilômetros.

Freios

Quem já é acostumado com freios a disco mecânicos ou hidráulicos, sabe que quando aquele ruído característico aparece é o alerta para se realizar a troca de fluídos ou pastilhas.
Quando as pastilhas atingem 60% da espessura original é hora de trocar.
No sistema hidráulico, troque pelo menos uma vez por ano, o fluído por meio da sangria. A troca também deve ser feita quando você perceber alguma alteração na qualidade do freio.  

Confira 5 dicas importantes sobre os pneus da sua bike

Suspensão

A suspensão dianteira precisa de muitos cuidados.
É recomendada realizar a primeira revisão preventiva após 50 horas de uso da sua bike, trocando os retentores e anéis de vedação, trocando o óleo nas que têm líquido nas canelas.

Também é necessário fazer uma manutenção preventiva sempre após um uso intenso e quando o guidão sofrer maiores impactos.


Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Como calibrar os pneus da sua Mountain Bike

© BARTEK WOLINSKI – RED BULL CONTENT POOL

Pneus bem calibrados não somente trazem um melhor rendimento com também evitam furos e acidentes.
Não existe uma medida universal para calibrá-los, pois é preciso informações sobre o tipo de terreno, aro e pneu que você usa para acertar na calibragem.

Separamos algumas informações muito úteis para deixar os pneus da sua mountain bike devidamente calibrados.

Relação Volume X Pressão dos Pneus MTB

Diferente das bikes de estrada, os pneus das mountain bike suportam uma pressão mais baixa, podendo, por exemplo, ter limite máximo de 65 PSI (pressão por polegada), enquanto o de uma road bike, pode chegar a mais de 110 PSI.

Essa diferença acontece devido a relação de quanto volume de ar e pressão por polegada cada pneu aguenta.

Um pneu MTB suporta mais volume por ser mais largo e o seu apoio também está em aros mais largos, o que faz com que precise de um maior volume de ar para preencher todo o espaço dentro da câmara.
Já para pressão, é menor, pois as mountain bikes precisam de pneus com muita versatilidade para se adaptar aos diferentes tipos de solo. Um pneu com muita pressão ficará muito duro, prejudicando o controle da bicicleta.

Relação Peso do Ciclista X Pressão do Pneu

Ao se calibrar os pneus, também é necessário levar em consideração o peso do ciclista.
Para qualquer tipo de terreno, pessoas mais levas não precisarão calibrar muito os pneus de uma mTB, porém os ciclistas mais pesados devem considerar alguns números a mais na hora de calibrar.

Quanto mais pesado você for, maior será a calibragem, porém é sempre bom estar atento ao limite máximo de pressão que o pneu aguenta.

Terrenos Diferentes = Pressões Diferentes

Em terrenos com poucas imperfeições como estradões de terra ou asfalto, é recomendado que os pneus estejam mais cheios. Dessa maneira o contato com solo fica menor, fazendo a bike ganhar mais velocidade com menos esforço.
Já para trilhas com raízes ou lama, se faz necessário diminuir a pressão para que o pneu tenha mais aderência, estabilidade e tração. Pneus mais vazios tem maior área de contato com o chão, oferecendo maior conforto ao pedalar.
Agora para percursos com muitas pedras e cascalho é bom utilizar um meio termo na pressão.
Se o pneu estiver com muita pressão, vai pular ao atingir os obstáculos e pode ocasionar acidentes. Se estiver com pouca pressão, o pneu poderá sair do aro, furar com facilidade ou seu aro poderá ser danificado com os impactos do trajeto.

Para os pneus tubeless (sem câmara de ar), poderá ter uma calibragem um pouco menor do que os pneus com câmara, pois esses modelos usam selantes e são mais adaptáveis aos diferentes tipos de terreno por não ter a borracha da câmara dentro, fazendo mais volume de ar.

Calibragem conforme os tipos de aros e pneus

O aro também influencia na quantidade de pressão dos pneus MTB.
Cada aro tem um limite de pressão, onde os aros de folha simples terão um limite muito baixo, e os de folha dupla suportarão altas pressões.

Em relação ao pneus, lembre-se que um pneu muito cheio pode fazer com que o aro, ou mesmo o pneu, estoure durante a pedalada, além de escorregar com facilidade nas curvas e ser bastante desconfortável em impactos.
O contrário também traz problemas, onde pneus muito vazios podem sair do aro em uma curva ou pedalada forte e, no caso de impactos, deixar o aro muito vulnerável de amassar ou quebrar.

O tipo de borracha e composição dos pneus também tem ligação direta com a pressão utilizada. Os modelos de arame (que possuem o talão de arame) são mais pesados e não aguentam tanto volume de ar pois, apesar de resistentes, a espessura da lateral é maior e não deixa que muito ar ocupe seu espaço interno.
Já os modelos de kevlar (com talão em kevlar, leves e dobráveis) suportam um maior volume de ar e são mais adaptáveis ao solo, já que possuem menos borracha em sua composição, fazendo com que se saiam melhor em terrenos bem acidentados.

Você sabe o que é sigla TPI encontrada nas laterais dos pneus?
TPI (em inglês threads per inch) é a quantidade de fios de nylon por polegada.
Quanto mais alto o número de TPI, o pneu será mais flexível, adaptável ao terreno e leve. Quanto menor o número, mais pesado será o pneu pois terá mais borracha para cobrir as áreas sem fios de nylon.

Ferramentas para a Calibragem dos Pneus

As bombas de mão são mais para uso emergencial pois alguns modelos não conseguem atingir o PSI desejado.
As bombas de pé são as mais indicadas pois conseguem mandar muito volume de ar (ou pressão) para dentro do pneu. São até melhores do que os calibradores dos postos de gasolina que são feitos para atender os pneus de automóveis.
Para ter uma medição precisa do PSI é bom ter um calibrador digital (medidor de pressão). Esses aparelhos medem com precisão a taxa de pressão do pneu e vão garantir que você saia para a trilha sem nenhuma dúvida sobre o seu pneu.

Tabela de Base para Calibragem

Já mencionamos que não existe uma medida universal de pressão, porém existe uma tabela base para te ajudar e ter como referência para começar a calibrar os pneus da sua MTB:

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Anatomia da Bicicleta

A bicicleta é um instrumento que exerce um impacto direto sobre o ser humano e o ambiente a sua volta. Conhecer os componentes básicos e suas funções é importante na hora de comprar um novo item ou realizar as manutenções periódicas.

Mas, quais são as partes mais importantes da bicicleta?

Quadro

Juntamente com o garfo, formam a principal estrutura na bicicleta e nele é que são montadas as demais peças, como freios e rodas. Seu formato tradicional e icônico é formado por dois triângulos, também conhecido como “quadro diamante”.

Também é possível fazer quadros sob medida para se enquadre às necessidades do ciclista.

Garfo

É instalado no tubo de direção, na frente do quadro, sendo responsável pela direção da roda dianteira. O conjunto de ângulos e medidas que determinam o tamanho e o uso da bicicleta são formados pela geometria do garfo e o quadro.

Materiais

Outro fator que influencia na bicicleta é o material utilizado na composição das peças. Os mais comuns são aço, alumínio, fibra de carbono e titânio.
Cada material possui características diferentes que geram resultados diferentes no comportamento da bicicleta, como conforto, peso, estabilidade, agilidade, velocidade, entre outras.

Rodas

Elas influenciam diretamente no rendimento e desempenho da bicicleta, seu conjunto é composto por aro, raios, cubo e pneu.
O cubo é a peça central que conecta a roda ao garfo e ao quadro. O cubo da roda traseira possui um corpo catracado chamado freehub, onde é instalado o cassete.
Os raios conectam o cubo ao aro e esses, por sua vez, recebem o pneu, a câmera e a fita de aro.

Direção

O sistema de direção é composto pelo guidão, mesa, caixa de direção e garfo.
O guidão é o responsável pela direção da bicicleta e é unido ao garfo através da mesa. Já o garfo é ligado ao quadro pela caixa de direção.
Também é no guidão que são instalados os manetes de freio e alavancas de câmbio para controlar a frenagem e a troca de marchas. Nas extremidades do guidão são instaladas as manoplas para dar apoio ao ciclista.

Freios

São sistemas de frenagem que atuam no cubo, no aro ou no disco, sendo de funcionamento mecânico ou hidráulico.

Os freios V-brake são os mais populares por serem mais simples, de baixo custo e baixa manutenção. Seu acionamento é feito através dos manetes instalados no guidão.

Transmissão

Ou relação de marchas, é composta pelo conjunto (mecânico ou eletrônico) que transmite a força do ciclista para a bicicleta.
Seus componentes são o cassete, os câmbios, os pedais, a pedivela e a corrente.
Existe opções de transmissão de monomarcha (bikes singlespeed e fixas) a 30 velocidades, dependendo da configuração da relação de 1 a 3 coroas e cassete de 6 a 12 catracas.

Selim

É o mais importante ponto de contato do ciclista com a bicicleta e para cada ciclista, e tipo de uso, haverá um diferente tipo de selim que influencia no desempenho e conforto.
O selim é sustentado pelo canote, que é fixado ao quadro através de braçadeiras.

Cabos e conduítes

São fundamentais para garantir o bom funcionamento dos freios e câmbios. Possuem características diferente entre si, sendo os de câmbio mais finos e mais resistentes à deformação. Já os cabos e conduítes de freio são mais espessos e resistentes.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

5 dicas de como limpar sua bike

Todo ciclista que encare as trilhas já enfrentou, ou certamente enfrentará, trechos encharcados após uma chuva repentina, principalmente com lama e barro. Nesse momento parece que a bike ganha uns quilos extras instantaneamente.

Após encarar tudo isso, a limpeza da bicicleta pode parecer uma tarefa árdua, mas é essencial para prolongar a vida útil de seus componentes.

Bartek Woliński - Red Bull Content Pool - limpeza bike

Veja como manter as coisas funcionando após encarar um dia de lama:

 

1. Use um limpador adequado

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Existem limpadores – desengraxantes, detergentes biodegradáveis, entre outros – específicos para serem usados na bicicleta. Utilize sempre o limpador adequado, a maioria deve ser aplicada, deixando agir por alguns minutos e, em seguida lavados. O resíduo estranho da bike vai sair facilmente apenas com o uso de um mangueira.

Mas lembre-se que esses produtos possuem químicos poderosos. Certifique-se de lavá-los bem para retirar todo o produto após a aplicação, principalmente se a bike tem qualquer superfície anodizada, em que os limpadores podem tirar a cor ao longo do tempo.

É importante secar a bike após a alavagem, garantindo que a superfície esteja completamente limpa, sem excesso de umidade no quadro, evitando que a umidade goteje sobre os componentes, ocasionando ferrugem.

2. Limpe a transmissão

Bartek Woliński - Red Bull Content Pool - limpeza bike 2

Os produtos de limpeza específicos são uma ótima maneira de tirar a lama grudada nos componentes. É importante certificar-se de limpar bem a corrente, um bom desengraxante vem bem a calhar nesse momento.

Existem escovas próprias para esse tipo de limpeza que ajudam muito o processo. É preciso limpar, lavar e secar a corrente antes de aplicar um bom lubrificante, que deve ser deixado absorver pela corrente por alguns minutos e retirado o excesso após isso. Se deixarmos o excesso de lubrificante na corrente, só vamos atrair ainda mais sujeira.

3. Dê mais atenção para sua suspensão

Bartek Woliński - Red Bull Content Pool - limpeza bike 3

Se você usa suspensão, deve dar atenção à ela na hora da limpeza. Invista em óleo de suspensão recomendado pelo fabricante.
Uma vez que o amortecedor está limpo e secos, aplique uma quantidade generosa de óleo em torno das canelas e gancheiras dos eixos, faça o movimento de amortecer algumas vezes e retire o excesso.

A constante sujeira, lavagem e secagem, pode secar os selos (anéis) das canelas do garfo, fazendo com que eles se degradam ao longo do tempo, então isso ajuda a manter as coisas funcionando sem problemas.

4. Verifique a pressão dos pneus

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Após aquela pedalada sob condições extremas de lama e chuva, podemos ficar tentados a deixar a bike de lado. Mas lembre-se: o segredo é sempre manté-la limpa!

Ao longo do tempo, a pressão de seus pneus podem baixar e até mesmo a perda de alguns PSI na calibragem podem ser o suficiente para fazer sua bike ficar lenta.
Bombas de ar com medidores de calibragem são uma boa pedida para verificar com precisão as pressões dos pneus.

Garantir que os pneus estão com a calibragem adequada é uma maneira fácil de manter a sua bike com a sensação de nova.

5. Verifique os parafusos e rolamentos

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Verifique regularmente o aperto dos parafusos da sua bike, isso ajuda a evitar uma surpresas desagradáveis durante o pedal.

Ter uma chave de torque e pesquisar as configurações de torque de cada ponto da sua bike pode parecer um procedimento demorado e chato, mas fazer isso de tempos em tempos, é a garantia de um pedal sem surpresas.

Cuidar dos rolamentos é muito importante também. Manter os rolamentos limpos e lubrificados fazem uma enorme diferença no desempenho da sua companheira de pedal.

Matéria publicada originalmente em Red Bull

E como está a limpeza e manutenção da sua companheira de pedal?
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Dicas para turbinar sua bike

Mesmo com todo o cuidado que você tenha, uma hora as peças e componentes da bike terão que ser trocados, seja por desgastes de uso ou pela própria ação do tempo.

Com ajustes e reparos, ou mesmo trocando algumas partes, dá para dar uma turbinada na bike e mantê-la como nova por mais tempo.

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Confira algumas dicas:

– Substitua os pneus

É importante sempre ter os pneus da sua companheira de pedal em dia.
Ao passar do tempo, os pneus de estrada começam a ficar com a banda de rodagem “plana” e os pneus de montanha começam a apresentar rupturas nas bordas dos cravos.
Além dos desgastes naturais de uso, a borracha dos pneus vai ficando mais rígida com o tempo, e nesse caso se faz necessária a troca, mesmo não tendo desgastes de uso aparentes.

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Temos mais de 200 modelos de pneus aqui na Azupa! Confira!

Verifique também as câmaras de ar e as sapatas dos freios v-brake ou canti-lever pois, em caso de desgaste, podem comprometer sua frenagem. O mesmo vale para as pastilhas dos freios a disco.

– Substitua os “pontos de contato”

Trocar as fitas de guidão e manoplas já vai dar um ar de “novo” para a sua bike. Já os selins ao se desgastarem, perdem firmeza e prejudicam o apoio e, em consequência, o conforto. Se ele estiver já gasto ou com rachaduras, é hora de trocá-lo.

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Chegou a hora de trocar o seu pedal? Temos inúmeros modelos aqui na Azupa

Avalie também os pedais, pois as partes móveis deles não duram para sempre. Experimente utilizar um pedal do tipo “clip”, o que vai melhorar muito a sua performance.

– Deixe sempre a corrente em dia

Um dos pontos mais negligenciados pelos ciclistas, é importante limpar e lubrificar sua transmissão. Já existem máquinas portáteis para a lavagem de corrente, mas você pode lavar com água e sabão mesmo, tirando toda a sujeira e lubrificação antiga, para depois lubrificar cada elo com produtos específicos.

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Se chegou a hora de trocar a corrente, encontre o modelo certo para você aqui

– Verifique a condição dos rolamentos

Quando a bicicleta começa a apresentar muitos rangidos durante o pedal, significa que talvez seja a hora de substituir eles. Se você já está acostumado em realizar a manutenção da sua bike, pode fazer você mesmo, caso contrário, procure uma bike shop de sua confiança para fazer esse serviço.

A diferença sentida que os novos rolamentos trazem são impressionantes.

Tem mais alguma dica que você usa?
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