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Mountain Bike Enduro?

Antes de falarmos sobre o Enduro temos que explicar um pouco do All Mountain, pois o Enduro é a versão competitiva do AM.
No Mountain Bike, podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.


As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos do XC e do Downhill. Elas têm que aguentar algumas descidas e saltos do DH/Freeride, não precisando descer e empurrar sempre que tiver uma subida.

Saiba a diferença entre Cross-Country, Downhill e All Mountain

All Mountain, Trail e Enduro

Aqui temos uma separação de termos usados para diferentes tipos de configurações das bicicletas dessa modalidade.
As bicicletas chamadas de Trail, nos EUA e Canadá, são as que tem curso de suspensão de até 140mm, com uma configuração leve que favorece as subidas. Já as All Mountain são as mais agressivas que possuem curso acima de 140mm. Entretanto, se formos para a Europa, as All Mountain são as bicicletas de uso mais leve, enquanto as de Enduro é usado para as agressivas.

Enduro

O termo Enduro vem de Endurance, que significa “resistência”.
Nas provas de MTB Enduro, se cronometra apenas os trechos de DH e um tempo limite para chegar na outra descida. Nesses circuitos também são comuns subidas longas e íngremes, muito familiares ao XC e descidas técnicas e longas, características do Downhill.

Como são as provas

A prova tem de quatros ou mais estágios que são as tomadas de tempo nas descidas cronometradas. Um piloto de cada vez faz a descida e os trechos de ligação, que são os deslocamentos entre os estágios de descidas, devem ser percorridos dentro de um tempo limite e não contam para a somatória final de tempo.
O piloto deve carregar ferramentas e demais acessórios que possa utilizar no percurso pois não tem uma equipe de apoio durante a prova. Os eventos do Enduro World Series são realizados em dois dias de competição, porém é possível realizar os quatro estágios em um único dia. O piloto vencedor será o que tiver o menor tempo na somatória de todos os trechos cronometrados.

Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country

As bikes dessa modalidade precisam ser resistentes e seguras. Algumas de suas características são:

– Geometria mais aberta;
– Guidão mais largo e mesa mais curta para dar mais dirigibilidade à bike;
– Cassetes Maiores para ter maior força de aceleração inicial pois as bicicletas são mais pesadas;
– Coroa Única retira a necessidade de câmbio e passador dianteiro;
– Canotes ajustáveis tendo a possibilidade de subir e baixar o banco sem precisar desmontar da bike;
– Full Suspensions. Sendo que as suspensões dianteira e traseira são de cursos maiores;
– Pneus mais largos para ter muita aderência.

Cross-Country, Downhill ou All Mountain?

Você está pensando em adquirir uma bike nova, se depara com esses termos e não sabe o que são?
As grandes marcas de bicicletas certamente possuem modelos destinados para Cross-Country, Downhill/Freeride e All Mountain. Vamos explicar um pouco sobre esses termos no MTB!

A primeira confusão causada por esses termos são as diversas variações entre eles. Além de ser difícil definir os limites entre uma bike e outra, os fabricantes e países usam termos diferentes para um mesmo tipo de bike.
Podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.

Cross-Country (XC)

As bikes específicas de XC são destinadas para competições.
A maioria não possui suspensão traseira e o peso baixo é uma das prioridades, sendo até mais importante que o conforto ou a resistência da bicicleta.
Pensando nisso, existem peças indicadas para atletas de um determinado limite de peso e a configuração da bicicleta exigirá um melhor preparo físico e habilidade do atleta.

Essas bikes possuem rotores de disco de 140 mm, suspensões de apenas 80 mm a 100 mm, guidões retos e estreitos e pedivelas com apenas uma ou duas coroas, fazendo com que a bike seja ótima em situações de competição, especialmente nas subidas.

Downhill (DH) e Freeride

Essas bikes são o oposto das de XC.
As de Downhill são fabricadas exclusivamente para competição, pois a relação de marchas são configuradas para descidas, possuem suspensão de mais de 180mm de curso, geometria que favorece as descidas inclinadas e curvas, rotores de disco de 200mm e os pneus são largos.

Já as de Freeride não são fabricadas para competição e a sua geometria é mais genérica e com configurações menos específicas.

As bikes de DH e Freeride chegam a pesar três vezes mais que uma bike de Cross-Country e quando encaram subidas, obrigam o piloto a desmontar e empurrar.

All Mountain

As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos. Porém existem inúmeras possibilidades de configuração dessas bikes, o que leva a definições confusas.

Nos EUA e Canadá, as bikes chamadas de Trail possuem menos curso de suspensão (até 140mm) e a sua configuração é mais leve, de modo a favorecer as subidas. Se o curso de suspensão for acima de 140mm, são denominadas de All Mountain e serão mais agressivas e robustas, favorecendo as descidas.

Se falarmos de Europa, o termo All Mountain é usado para as bike de uso mais leve e o termo Enduro é usado para as bikes mais agressivas.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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Copa do Mundo de MTB 2020

Em 2020 teremos a Olímpiada no Japão e a elite mundial do cross country terá uma agenda diferenciada para a Copa do Mundo e Campeonato Mundial.

Algumas corridas acontecerão em períodos diferentes do ano e com essa mudança, teremos três etapas das provas de Downhill antes mesmo de termos a primeira etapa de XCO do ano.
Ao total serão seis etapas de XCO e oito de DH.

Henrique Avancini © Bartek Wolinski

Henrique Avancini, principal nome do Brasil na modalidade, espera ganhar sua primeira vitória na prova de cross country olímpico: “Tive pernas para vencer duas ou três corridas em 2019. E espero conquistar a primeira vitória no cross country em 2020“, disse o atleta.

O brasileiro atualmente ocupa a vice liderança do ranking UCI e terminou a temporada 2019 com o inédito terceiro lugar na Copa do Mundo.

Henrique Avancini – Foto: Divulgação

A temporada de 2020 será especial para Avancini: “A próxima temporada tem um valor maior pra mim. Venho construindo o meu caminho nos últimos anos até chegar aos melhores da modalidade. Tem sido uma jornada incrível e ainda me surpreendo aonde consegui chegar e comecei minha preparação para 2020 motivado como nunca. E mais especial ainda, é um ano Olímpico. Desde os Jogos Rio 2016, eu cresci muito dentro e fora das pistas e quero desempenhar mais nessa corrida do que em qualquer outra! Começo o ano próximo do topo na modalidade e com esperança e fé de que ainda não mostrei o meu melhor nas pistas” acrescenta.

Henrique Avancini © Bartek Wolinski

A Copa do Mundo de MTB começará em março em Portugal, que sediará a prova de Downhill. A segunda etapa será em Maribor na Eslovênia e, na sequência, na ilha de Lošinj na Croácia que retorna ao circuito em 2020 após ficar de fora em 2019.

Os atletas do XCO só começam a competir no final de abril, em Nóve Mesto, na República Tcheca. Após essa etapa, a elite do cross country ainda disputará duas provas – a Copa do Mundo em Vallnord, Andorra e o Campeonato Mundial em Albstadt, na Alemanha – antes de partirem para a principal competição da temporada que acontece nos dias 27 e 28 de julho no circuito de Izu nos jogos olímpicos do Japão.

O que os atletas esperam da competição no Japão?

Jolanda Neff – © Bartek Wolinski

O circuito de Izu tem aproximadamente 4 km de distância com 85 metros de altimetria acumulada por volta. Foi realizado um evento teste em outubro de 2019 e os suíços dominaram a competição com vitórias de Jolanda Neff e Nino Schurter:  

O circuito de Izu é diferente de Londres e do Rio, que continham muita grama. Os japoneses criaram condições mais naturais de trilha e criaram um ambiente compacto para aproximar os expectadores da ação“, diz Neff.

Henrique Avancini, que terminou em quinto lugar, endossou o discurso de Neff: “Gostei de todo o entorno na pista, em que os fãs poderão acompanhar tudo de perto e compartilhar conosco a paixão pelo esporte. Não posso esperar pelo evento no Japão!”

E o Campeonato Mundial?

Assim como nos jogos olímpicos do Rio em 2016, a temporada 2020 terá a separação das modalidades para a realização do Campeonato Mundial de MTB, ficando com as seguintes datas:

– Campeonato Mundial de MTB Cross Country (XCO) – Albstadt, Alemanha – 26 a 28 de junho

– Campeonato Mundial de MTB Downhill (DH) – Leogang, Áustria – 5 e 6 de setembro

Calendário 2020

Veja como ficou o calendário para esse ano:

– 21 e 22 de março: (DH) Lousã, Portugal
– 2 e 3 de abril: (DH) Maribor, Eslovênia
– 9 e 10 de abril: (DH) Lošinj, Croácia
– 23 e 24 de abril: (XCO/XCC) Nové Mesto, República Tcheca
– 6 e 7 de junho: (DH) Fort William, Escócia
-20 e 21 de junho: (DH/XCO/XCC) Vallnord, Andorra
– 26 a 28 de junho:  UCI MTB XCO –Albstadt, Alemanha  (Campeonato Mundial)
– 15 e 16 de agosto: (XCO/XCC) Lenzerheide, Suíça
– 22 e 23 de agosto: (DH/XCO/XCC) Mont-Sainte-Anne, Canadá
– 5 e 6 de setembro: UCI MTB Downhill – Leogang, Áustria (Campeonato Mundial)
– 10 a 13 de setembro: (DH/XCO/XCC) Val di Sole, Itália
– 19 e 20 de setembro: (DH/XCO/XCC) Les Gets, França

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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O que você não deve fazer após pedalar

Um treinamento esportivo não termina quando você para de pedalar.

Por falta de tempo, ignorância ou negligência, uma série de hábitos podem afetar negativamente os benefícios adquiridos durante a atividade física.

Em entrevista à BBC Mundo, o professor do Centro de Ciência do Esporte e Alta Performance da Espanha, Juan Francisco Marco, organizou uma lista com as piores práticas associadas ao exercício.

Confira quais são as práticas que você deve evitar após pedalar:

1 – Não se alongar

Photo: Flickr Tony Alter

Após a intensidade de um exercício, é importante que o corpo retome a calma, “essencial para relaxar os músculos e estabilizar todo o sistema cardiorrespiratório”, alerta o professor.

Faça o alongamento por cerca de 15 a 20 segundos, e no máximo dois movimentos diferentes por músculo.

2 – Não tomar banho

Além da higiene, tomar banho estimula a circulação sanguínea, fortalece a pele e ajuda a lipólise, que é um processo metabólico realizado a queimar gordura.
Com a queda de temperatura, o corpo acelera o metabolismo para gerar calor. Por esse motivo, recomenda-se banhos com água fria após os exercícios.

3 – Se jogar no sofá

Uma rotina de exercícios, por mais vigorosa que seja, não consegue anular o efeito negativo causado pelo hábito de passar muitas horas sentado ou deitado

“É muito ruim para o corpo uma mudança tão drástica como saltar de um exercício intenso para a inércia total. É bom manter um mínimo de atividade para que o corpo desacelere pouco a pouco”, diz o professor.

4 – Não se agasalhar

Deixar de se agasalhar enquanto sente o calor decorrente do exercício físico pode afetar o organismo, que trabalha para se recuperar do esforço e pode dar sinais de baixa defesa para combater contaminações ou doenças.
Utilize casacos que mantenham o calor corporal e deixar o corpo esfriar lentamente.

5 – Não se hidratar

Hidrate-se durante e depois dos exercícios.
“Basta água ou qualquer bebida isotônica, que você pode tranquilamente fazer em casa”, sugere o especialista.
O importante é não confundir bebidas isotônicas com as energéticas, a base de taurina ou guaraná, que servem como estimulantes, e não para relaxar.

6 – Não se alimentar

Após o pedal é necessário repor os depósitos de gordura, para repor a energia perdida, e de proteína, para reparar o quanto antes as microfissuras que acontecem em nível molecular.
Consuma proteínas de absorção rápida, como o atum e a soja, para aproveitar que o músculo está mais contraído e tem mais irrigação sanguínea.

Para reabastecer os carboidratos recomenda-se alimentos com absorção média ou lenta, como arroz, massas ou cereais.

Nessa etapa, evite carboidratos de rápida absorção não dão ao corpo o tempo necessário para assimilá-los, como as frutas e os açúcares comuns ou lácteos.

7 – Acender um cigarro

Apesar de parecer óbvio, mas muita gente ainda fuma um cigarro logo depois do exercício em busca de relaxamento.

Fumar por si só já faz mal, mas seu efeito se multiplica depois do exercício “porque todo o sistema respiratório está mais aberto e todas as toxinas do tabaco entram com mais facilidade nos pulmões e no organismo”, afirma o professor.

Matéria originalmente publicada em BBC.com

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Como calibrar os pneus da sua Mountain Bike

© BARTEK WOLINSKI – RED BULL CONTENT POOL

Pneus bem calibrados não somente trazem um melhor rendimento com também evitam furos e acidentes.
Não existe uma medida universal para calibrá-los, pois é preciso informações sobre o tipo de terreno, aro e pneu que você usa para acertar na calibragem.

Separamos algumas informações muito úteis para deixar os pneus da sua mountain bike devidamente calibrados.

Relação Volume X Pressão dos Pneus MTB

Diferente das bikes de estrada, os pneus das mountain bike suportam uma pressão mais baixa, podendo, por exemplo, ter limite máximo de 65 PSI (pressão por polegada), enquanto o de uma road bike, pode chegar a mais de 110 PSI.

Essa diferença acontece devido a relação de quanto volume de ar e pressão por polegada cada pneu aguenta.

Um pneu MTB suporta mais volume por ser mais largo e o seu apoio também está em aros mais largos, o que faz com que precise de um maior volume de ar para preencher todo o espaço dentro da câmara.
Já para pressão, é menor, pois as mountain bikes precisam de pneus com muita versatilidade para se adaptar aos diferentes tipos de solo. Um pneu com muita pressão ficará muito duro, prejudicando o controle da bicicleta.

Relação Peso do Ciclista X Pressão do Pneu

Ao se calibrar os pneus, também é necessário levar em consideração o peso do ciclista.
Para qualquer tipo de terreno, pessoas mais levas não precisarão calibrar muito os pneus de uma mTB, porém os ciclistas mais pesados devem considerar alguns números a mais na hora de calibrar.

Quanto mais pesado você for, maior será a calibragem, porém é sempre bom estar atento ao limite máximo de pressão que o pneu aguenta.

Terrenos Diferentes = Pressões Diferentes

Em terrenos com poucas imperfeições como estradões de terra ou asfalto, é recomendado que os pneus estejam mais cheios. Dessa maneira o contato com solo fica menor, fazendo a bike ganhar mais velocidade com menos esforço.
Já para trilhas com raízes ou lama, se faz necessário diminuir a pressão para que o pneu tenha mais aderência, estabilidade e tração. Pneus mais vazios tem maior área de contato com o chão, oferecendo maior conforto ao pedalar.
Agora para percursos com muitas pedras e cascalho é bom utilizar um meio termo na pressão.
Se o pneu estiver com muita pressão, vai pular ao atingir os obstáculos e pode ocasionar acidentes. Se estiver com pouca pressão, o pneu poderá sair do aro, furar com facilidade ou seu aro poderá ser danificado com os impactos do trajeto.

Para os pneus tubeless (sem câmara de ar), poderá ter uma calibragem um pouco menor do que os pneus com câmara, pois esses modelos usam selantes e são mais adaptáveis aos diferentes tipos de terreno por não ter a borracha da câmara dentro, fazendo mais volume de ar.

Calibragem conforme os tipos de aros e pneus

O aro também influencia na quantidade de pressão dos pneus MTB.
Cada aro tem um limite de pressão, onde os aros de folha simples terão um limite muito baixo, e os de folha dupla suportarão altas pressões.

Em relação ao pneus, lembre-se que um pneu muito cheio pode fazer com que o aro, ou mesmo o pneu, estoure durante a pedalada, além de escorregar com facilidade nas curvas e ser bastante desconfortável em impactos.
O contrário também traz problemas, onde pneus muito vazios podem sair do aro em uma curva ou pedalada forte e, no caso de impactos, deixar o aro muito vulnerável de amassar ou quebrar.

O tipo de borracha e composição dos pneus também tem ligação direta com a pressão utilizada. Os modelos de arame (que possuem o talão de arame) são mais pesados e não aguentam tanto volume de ar pois, apesar de resistentes, a espessura da lateral é maior e não deixa que muito ar ocupe seu espaço interno.
Já os modelos de kevlar (com talão em kevlar, leves e dobráveis) suportam um maior volume de ar e são mais adaptáveis ao solo, já que possuem menos borracha em sua composição, fazendo com que se saiam melhor em terrenos bem acidentados.

Você sabe o que é sigla TPI encontrada nas laterais dos pneus?
TPI (em inglês threads per inch) é a quantidade de fios de nylon por polegada.
Quanto mais alto o número de TPI, o pneu será mais flexível, adaptável ao terreno e leve. Quanto menor o número, mais pesado será o pneu pois terá mais borracha para cobrir as áreas sem fios de nylon.

Ferramentas para a Calibragem dos Pneus

As bombas de mão são mais para uso emergencial pois alguns modelos não conseguem atingir o PSI desejado.
As bombas de pé são as mais indicadas pois conseguem mandar muito volume de ar (ou pressão) para dentro do pneu. São até melhores do que os calibradores dos postos de gasolina que são feitos para atender os pneus de automóveis.
Para ter uma medição precisa do PSI é bom ter um calibrador digital (medidor de pressão). Esses aparelhos medem com precisão a taxa de pressão do pneu e vão garantir que você saia para a trilha sem nenhuma dúvida sobre o seu pneu.

Tabela de Base para Calibragem

Já mencionamos que não existe uma medida universal de pressão, porém existe uma tabela base para te ajudar e ter como referência para começar a calibrar os pneus da sua MTB:

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Como funciona uma prova de e-bike?

No Cannondale MTB Festival,  realizado entre os dias 19 e 21 de julho de 2019, em Mairiporã-SP, aconteceu a prova do primeiro campeonato nacional de mountain bike elétrica da América Latina.

A modalidade, até então inédita, teve a responsabilidade de abrir o evento na sexta-feira (19), com a disputa em uma pista de 5,9 km e 178 m de altimetria acumulada por volta.

A competição de E-Mountain Bike no XCO (cross country olímpico) teve todas as chanceladas da CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) e da UCI (União Ciclística Internacional).

© Haibike

Mas como é uma disputa de E-MTB?

Conquistando cada vez mais adeptos nas ruas das cidades, as bikes assistidas por motor elétrico são fortes aliadas na mobilidade urbana nas cidades. As e-bikes também vem ganhando espaço nas trilhas pelo mundo e um campeonato de mountain bike é um marco no esporte brasileiro.

O 1º Campeonato Brasileiro de E-Mountain Bike (E-MTB), ou como já está sendo chamado de e-XCO (cross country olímpico com mountain bikes elétricas) foi realizado na cidade de Mairiporã, no estado de São Paulo.

O uso dos motores elétricos nas bicicletas de montanha sempre foi um assunto polêmico, mas é uma tendência que veio para ficar, tanto é que a UCI realizou o 1º Campeonato Mundial de e-Mountain Bike, no Canadá, entre os dias 28 de agosto e 01 de setembro.
O sul-africano Alan Hatherly levou o título no masculino e no feminino, a vencedora foi a suíça Nathalie Schneitter.

Para a regular o novo esporte, a UCI (União Ciclística Internacional) criou algumas regras para as novas provas de e-bike chanceladas oficialmente pela entidade, como é o caso do Brasileiro de E-MTB.

Brasileiro de e-XCO

A pista de 5,9 km em Mairiporã reuniu renomados ciclistas do mountain bike nacional de diferentes gerações. Os títulos ficaram com o fluminense Albert Morgen (multicampeão no cross country olímpico no Brasil no final dos anos 90 e 2000) e com a paulista Patrícia Loureiro (bicampeã mundial máster de Downhill).

Campeão brasileiro de E-MTB Albert Morgen – © Gustavo Epifanio

“Me senti com uma felicidade dobrada. Andar de mountain bike já é muito legal, ter uma bike com motor assistido é ainda mais bacana. Sou o primeiro campeão brasileiro de E-MTB e até agora em todas as provas que competi com a minha e-bike, desde 2017, fui campeão. Estou firme para disputar o Campeonato Mundial”, contou Albert Morgen.

Já a campeã Patrícia Loureiro comentou: “acredito que dê para pedalar de bike elétrica até uns 80 anos de idade. A maioria das pessoas ainda não conhece a bike elétrica, mas posso afirmar que não existe nada mais divertido. Iniciei no motocross com 5 anos de idade e fiquei até os 14. Em seguida fui para o downhill. E, posso falar, que bike elétrica é uma diversão maior do que o motocross e mais difícil do que o downhill, é incrível. Ela te impulsiona e na descida você desce normal, é como se você estivesse descendo também. Exige muito tecnicamente”.

Regras universais

Provas de E-MTB sob chancela da UCI – © Patrick Pichon
  • Somente são permitidas e-bike com motor elétrico que oferece assistência a pedalada, isto é, é necessário pedalar para receber o impulso do motor;
  • Competições de e-bike oficiais da UCI são abertas para atletas a partir dos 19 anos de idade, homens e mulheres;
  • A potência máxima permitida do motor elétrico é 250 watts;
  • Velocidade máxima disponibilizado pelo motor elétrico de 25km/h;
  • Quando não está pedalando sua e-bike, ou seja, empurrando, o ciclista poderá receber assistência do motor limitada a 6 km/h;
  • Os ciclistas devem competir até o final da prova com a mesma e-bike e a mesma bateria;
  • A e-bike não poderá receber assistência na área de apoio, como recarga da bateria ou bateria extra.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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5 tecnologias inovadoras no MTB que dividem opiniões

As fabricantes de bicicletas estão sempre inovando e desenvolvendo novas tecnologias, que nem sempre são bem vistas por alguns ciclistas.
Confira algumas que dividem opiniões.

1. Rodas 29 ou 27.5 polegadas

Durante a Copa do Mundo UCI de Downhill 2017, alguns pilotos prós, como os da equipe Santa Cruz, começaram a utilizar rodas maiores. Isso fez com que outras equipem “abandonassem” as 27.5 e optassem pelas 29ers.

Esse é um assunto que divide opiniões pois, para circuitos mais técnicos das provas de Downhill, nem todos estão convencidos. 

Durante aquela temporada, o atleta da Santa Cruz, Loris Vergier melhorou os tempos nas descidas após trocar as rodas para as aro 29.
Já a francesa Myriam Nicole começou com as 29 e voltou para as rodas aro 27.5: “Testei uma bike com rodas 27.5 na pista técnica de Les Gets (França) e achei mais fácil de pilotar e mais divertido. É claro que tem lugares que a “29” anda melhor. No geral estou mais adaptada na 27.5.”

Será que as rodas grandes são mais velozes, divertidas e fáceis de pilotar, ou apenas mais uma forma de vender mais bikes?

2. Pedal Flat ou Clip?

Esse debate tem muita relação com as modalidades movidas a gravidade, pois a maioria dos pilotos tem a sua preferência e as opiniões são divididas.

Todos os atletas deveriam aprender a andar de bike muito bem com pedais flats antes de migrarem para outro modelo.

Atletas que começam usando pedais de encaixe progridem rápido, mas acabam não desenvolvendo a parte técnica. Pedais flats ajudam os pilotos a aprenderem a ter controle e equilíbrio sobre a bike com maior eficiência.

Veja o controle de uma bike usando pedal flat nesse vídeo do piloto Sam Hill no Mundial de Downhill em 2008 em Val di Sole, que parece que a volta vai dar errado, mas transformou-se numa grande pilotagem.

Pedais de encaixa (clip), em teoria, deixam a pilotagem mais rápida, pois quando o ciclista está com a sapatilha clipada no pedal, a transferência de potência é mais rápida e suave.
Um bom exemplo de pilotagem clipada é a do piloto Aaron Gwin, que mesmo sem corrente manteve o controle da bike para conqusitar uma vitória histórica na etapa da Copa do Mundo UCI DH em Leogang.

A decisão de qual pedal é mais eficiente ficará a critério de cada piloto, dependendo do seu estilo de pilotagem.

3. Bermudão no XC

© Sven Martin – Red Bull Content Pool

Essa não é bem uma tecnologia, mas sim uma questão de gosto.
Lycra é o padrão de uniforme para ciclistas no XCO e XCM, preferencialmente bem justo no corpo. Mas atletas como Marco Fontana e Manuel Fumic começaram a utilizar bermudas largas, saindo do convencional, sem perder qualquer rendimento.

Essas bermudas usadas no XC não é totalmente solta no corpo, ela é chamada de “semi-baggie” com belo revestimento interno de Lycra, oferecendo conforto e rendimento.
Na real, no mountain bike não importa muito o estilo do seu vestuário, mas se você quiser sair do convencional, use bermuda no XC.

4. E-Bikes

Esse é o tema que mais divide opiniões no MTB.
As e-bikes (bikes eletronicamente assistidas) estão ganhando cada vez mais adeptos.
Alguns dizem que é a “revolução do ciclismo”, outros dizem que “não é uma bike, é um presente para gente preguiçosa”.

O fato é que as e-MTB chegaram para ficar e assim como os pedais Flat ou Clip, cada pessoa vai se adequar de um jeito com essa novidade. Se você ainda não pedalou, faça um teste e tire suas conclusões.

5. Canote com altura ajustável

© Bartek Wolinski – Red Bull

Algumas pessoas ainda não aprovam os canotes com altura ajustável por mola ou por sistema hidráulico, talvez pela questão do preço, poucos modelos disponíveis ou pelo peso com conjunto.

Mas não podemos negar a praticidade de ter um canote que permite que o ajuste de altura seja feito sem precisar sair de cima da bike.

O “Dropper post” (como é chamado em inglês) é realmente mais pesado, mas não chega a comprometer o rendimento.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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