Cicloviagem? Saiba o que levar

Para fazer uma cicloviagem, por mais curta que seja, é necessário se preparar e planejar muito bem cada trecho que irá percorrer e pensar nas paradas ao longo do trajeto. Também é necessário ter um condicionamento e preparo para poder encarar uma viagem com itens que fazem a bike pesar até 4 vezes mais.

E com tanto peso a ser levado, é importante pensar em cada item para que a sua cicloviagem seja prazerosa e segura.



Vamos ver alguns itens essenciais que você deve levar:

Ferramentas

Imprevistos irão acontecer e precisamos estar preparados. Levar um conjunto de ferramentas vai te ajudar a resolver problemas com a corrente, roda, pneu e outras partes.

Algumas ferramentas que devemos levar:

chave multiferramentas
chave de corrente
chave de raio
kit remendo
kit de espátulas para remover os pneus

Suprimentos

Esses itens vão garantir o apoio necessário para a sua cicloviagem dar certo. Seja para acampar numa trilha ou para preparar a refeição no meio do mato.

– barraca (item importante caso planeje ir para lugares onde não será possível conseguir alguma hospedagem)
– fogareiro
– panela
– talheres portáteis
– lampião ou lanternas
– garrafa térmica
– álcool em gel (para acender o fogo e realizar a limpeza das mãos)
– panos para limpeza
– sacolas plásticas (para armazenar lixo, roupas sujas)

Vestuário

Como serão vários dias de viagem também será necessário várias trocas de roupas para usar ao longo dos dias.
Leve uma quantidade compatível com os dias da sua viagem.

– camisas de ciclismo
– bermudas de ciclismo
– camisetas e bermudas comuns
– blusa
luvas de ciclismo
– óculos
capacete
– sapatilha
– tênis
– chinelos
– meias
– colete sinalizador
– boné e bandana
– capa de chuva

Higiene Pessoal

Sempre faça a organização desses itens com antecedência pois são muito fáceis de esquecer de levar.

– sabonete
– escova e pasta de dente
– fio dental
– papel higiênico
– lenços umedecidos
– toalhas de banho e rosto
– protetor solar
– pomadas antiassaduras
– repelente

Itens extras para a bicicleta

Alguns itens e peças da bike precisam de atenção pois podem precisar de substituição para que você possa prosseguir com a sua cicloviagem.

pneu reserva (de kevlar pois são mais leves e dobráveis)
câmaras reserva
bomba de ar portátil
– raio reserva
corrente
pastilhas de freio
lubrificante
cadeados
– silver tape para emergências

Não esqueça de definir bem a rota da sua cicloviagem, levando em conta o tempo que pretende pedalar diariamente e verificar lugares em que poderá fazer as paradas de descanso.
Levar consigo seus documentos de identificação é muito importante e caso planeje viajar para outros países, não esqueça o seu passaporte!

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

Proteja-se do sol durante o pedal

Todo ciclista sabe que é impossível não ser exposto aos raios solares enquanto pedalamos. Mesmo em dias nublados estamos expostos às radiações UVA e UVB e por esse motivo é extremamente importante cuidarmos da proteção da nossa pele.

Mas o que são os famosos raios UVA e UVB?

UVA e UVB são raios ultravioleta nocivos à saúde humana.

Os UVB provocam queimaduras e câncer de pele, pois penetram superficialmente na pele e são os responsável pela vermelhidão e sensação de ardência.
Já os UVA são os que causam o envelhecimento precoce da pele e também podem causar câncer. A exposição sem proteção ao longo dos anos pode aumentar consideravelmente o risco do desenvolvimento do câncer de pele.
A exposição do rosto ao sol sem a devida proteção causa, além de problemas mais graves futuramente, o Melasma que são manchas escuras causadas pela exposição ao sol sem proteção. A ocorrência dessas manchas é no rosto mas pode também ter ocorrência extra-facial, com acometimento nos braços, pescoço e colo.

Use protetor Solar

É importante que o ciclista utilize protetor solar com alto fator de proteção, com no mínimo 50 FPS, mas não podemos apenas levar em conta o Fator de Proteção Solar (FPS), também é necessário verificar as sustâncias presentes nas fórmulas destes produtos pois existem dois tipos de protetores: os químicos e os físicos.

O filtro solar mais conhecido é o químico que possui moléculas que absorvem os raios UV, transformando-os em radiação de baixa energia que não penetra na pele.
Já os físicos são compostos por componentes minerais, como dióxido de titânio e óxido de zinco, que formam uma barreira que reflete os raios solares, além de auxiliar na prevenção do fotoenvelhecimento.

O protetor solar físico é o ideal para os atletas e as formulações desses produtos estão bem avançadas que não atrapalham a proteção mesmo com o suor da atividade.

Reaplique o Protetor Solar

Todo protetor solar deve ser reaplicado a cada 2 horas e não seria diferente com os ciclistas. Faça pausas durante a sua atividade para reaplicar o filtro solar e mão esqueça de manter a hidratação do corpo.
Tenha sempre durante o pedal a sua garrafinha ou mochila de hidratação.

Confira 5 equipamentos indispensáveis na hora de pedalar

Barreiras Físicas

As barreiras físicas que podemos utilizar são os acessórios que servem de proteção contra os raios solares. São eles:
– Óculos
Capacetes com viseiras
– Manguitos e Pernitos
Luvas
– Roupas de ciclismos que possuem proteção solar


Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Pedalar na Cidade? Acessórios indispensáveis para o seu pedal

Se você está acostumado a pedalar pelas cidades brasileiras sabe que existem inúmeros cuidados que devemos tomar para poder pedalar com segurança e tranquilidade.
Mas existem acessórios que foram desenvolvidos para facilitar a nossa vida e nos deixar preparados para encarar os desafios de pedalar pela cidade.

Confira alguns deles:

Bolsas para bicicleta

As bolsas são incrivelmente úteis para o dia a dia no pedal pela cidade e servem para levar equipamentos, ferramentas, documentos e itens pessoais.

Ao contrário dos grandes alforjes, as bolsas são menores e seus diferentes modelos podem ser instalados no guidão, quadro e selim. Isso facilita muito o uso urbano.
A maioria dos modelos é feita com tecido impermeável e as mudanças climáticas não serão problemas para o ciclista urbano.

Bagageiros

Se você se locomove muito pela cidade certamente um bom bagageiro é uma escolha que você deve ter. Eles são ótimos para carregar pesos maiores e evitam que o ciclista carregue essa carga em uma mochila nas costas.
Ele é uma estrutura feita para suportar peso e abre a possibilidade de você carregar diversos tipos de materiais diferentes, desde roupas, equipamentos de trabalho ou ferramentas.
Importante lembrar que existem diferentes modelos de bagageiros que são feitos para diferentes tipos de bicicleta e é importante que você verifique se o modelo escolhido é compatível com a sua bike e se ela possui as furações no quadro para a instalação.

Conheça os diferentes tipos de bagageiros para a sua bike nesse artigo

Alforjes

Se você colocou um bagageiro na sua companheira de pedal, então é hora de pensar em ter um bom alforje também. Eles são bolsas um pouco maiores que são instaladas nos bagageiros dianteiros ou traseiros e irão facilitar ainda mais o seu passeio ou ida ao trabalho de bicicleta.
Existem diversos tipos de alforjes, com diferentes tipos de materiais e opte por aquele que melhor atenda as suas necessidades.

Faróis e Lanternas

Seja visto de dia e de noite pelos motoristas e pelos pedestres com um bom kit de iluminação para a sua bicicleta.
Além de realizar a iluminação do caminho no seu pedal noturno, os faróis e lanternas servem para sinalizar que o ciclista está na via, seja de dia ou de noite.
Existem centenas de modelos disponíveis e você encontrar dos mais baratos aos mais caros, sejam à pilha ou por carregamento USB, que possuem maior ou menor potência de iluminação. Os faróis dianteiros, em sua maioria, possuem luz branca na iluminação, enquanto as lanternas traseiras são de luz vermelha.

Confira algumas dicas de sinalização para pedalar a noite nesse artigo

Cadeados

Esse é um dos itens essenciais para quem pratica ciclismo urbano. Os cadeados são feitos para evitar que a sua bicicleta seja furtada enquanto você não está pedalando e não tem lugar para guarda-la.
Existem diversos tipos de cadeados e os mais conhecidos e utilizados são os de cabo de aço e o os U-Locks, que são recomendados que sejam utilizados em conjunto para obter uma melhor segurança no pedal.

Saiba como utilizar os cadeados de forma segura nesse artigo

Freios para bike de estrada: Side Pull ou a Disco?

Os freios são de extrema importância em todas as bicicletas e são peças que devem ter atenção dos ciclistas. Esses componentes atingiram um alto nível tecnológico e os freios para as bicicletas de estrada são peças que dividem a opinião dos ciclistas. Diferente de algum tempo atrás que onde só existiam os freio side pull (ferraduras) para as road bikes, atualmente os freios a disco se popularizaram nessa categoria e estão ganhando cada vez mais espaço.

Mas qual a diferença entre eles?

Freios Side Pull

Este é um dos freios mais usados nas bicicletas de entrada no mundo, por ser simples e relativa eficiência, possuindo diversos tamanho em modelos de ferro (mais antigos) e alumínio e utiliza sapatas feitas para brecar os aros.
O acionamento é feito por cabo que é puxado pelo lado da peça, sendo necessário aplicar muita força nas manetes para que as sapatas pressionem o aro e brequem a bicicleta. Por exigir mais força nos manetes, o poder de frenagem acaba sendo comprometido, o que pode também acontecer em dias chuvosos ou terrenos com muita sujeira, pois a sapata no aro molhado ou sujo não terá tanta eficiência na frenagem.
Esse modelo vem sendo deixado de lado nas bicicletas de estrada devido ao uso de pneus mais largos nessa categoria, mas o uso ainda é bastante difundido nesse tipo de bicicleta.

Vantagens:
– Leveza
– Ótimo custo-benefício
– Diversidade de modelos
– Simples manutenção e reposição de peças

Desvantagens:
– Potência comprometida por conta do acionamento via cabo
– Perda de aderência e eficiência no aro molhado ou sujo
– Manutenção mais frequente
– Impossibilita a utilização de pneus mais largos
– Resposta de frenagem mais lenta

Saiba como manter a manutenção da sua bike em dia

Freios a Disco

Os freios a discos são comuns e bastantes utilizados nas mountain bikes e as road bikes foram as últimas a utilizarem este componente. São freios eficientes e com excelente recuperação após ser molhado.
Os modelos de freios a disco são mecânicos (a cabo) e hidráulicos (a óleo). No sistema hidráulico, a vantagem é o sistema ser selado, que dificilmente terá problemas a curto prazo. Também temos a vantagem de maior poder de frenagem com pouco esforço no manete.
Os freios a disco podem ser de ferro ou alumínio, podendo ter rotores de 140 a 203mm de diâmetro. Eles são mais pesados, pois o sistema é composto de cubos, suportes de freio no quadro da bike, pinças e discos.

Vantagens:
– Maior poder de frenagem com pouco esforço no manete
– Utilização de pneus mais largos, possibilitando a utilização da bike em diferentes tipos de terrenos
– Menos manutenção
– Maior poder de frenagem em situação climáticas severas
– Sem comprometimento de frenagem mesmo com o aro desalinhado ou amassado

Desvantagens:
–  Mais pesado que os freios side pull
– Poucos modelos no mercado e com custo elevado
– Necessidade que a bicicleta tenha o suporte para esse tipo de freio
– Manutenção precisa ser realizada por profissional especializado
– Peças de reposição com maior custo

Garfo Rígido ou Suspensão para MTB?

O garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com facilidade e a suspensão amortece os impactos durante as trilhas. Cada uma dessas peças possuem suas vantagens e saber qual escolher para ter mais desempenho é essencial para melhorar o seu pedal.

Orbea Alma M-LTD 17

Primeiro é necessário definir qual é o seu objetivo no pedal pois é possível ter melhor performance com um garfo ou suspensão específico, seja para treino, competição ou lazer.

GARFO RÍGIDO

Um garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com mais facilidade devido à estabilidade da roda no solo. Também vai reduzir o peso da bicicleta e com isso, aumentar a velocidade, pois fica mais fácil arrancar com menos peso.
Os modelos de alumínio geralmente pesam um pouco mais de 1kg e os de fibra de carbono pesam muito menos.

A contra partida é que com o garfo rígido o cansaço dos membros superiores será maior, principalmente nos pedais longos.

Vantagens:
– Redução do peso da bicicleta
– Encarar subidas com mais facilidade
– Arrancadas mais ágeis
– Atingir e manter altas velocidades com facilidade
– Estabilidade maior

Desvantagens:
– Sem amortecimento dianteiro
– Cansaço mais rápido nos membros superiores em pedais longos
– Alguns modelos de garfos deixam a bicicleta mais baixa
– Custo elevado de alguns modelos de fibra de carbono

SUSPENSÃO

A suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.
A maioria dos modelos pesam quase 2kg e esse peso em uma única peça irá demandar muito mais esforço nas subidas, arrancadas e para manter a velocidade.

Em trilhas de alta velocidade, as suspensões amortecem os buracos, pedras, raízes que a bike encontra, evitando possíveis acidentes que poderiam acontecer ao atingir esses obstáculos de frente.

Saiba mais sobre todo o sistema de suspensão da bike

Vantagens:
– Amortecimento contra impactos dianteiros
– Segurança em descidas para trilhas e terrenos acidentados
– Maior conforto para pedais longos
– Modelos com recursos variados (como travas) para melhorar o desempenho em subidas e descidas

Desvantagens:
– Maior peso
– Custo elevado nos modelos mais leves
– Mais esforço em subidas
– Necessidade de manutenção periódica

Avancini vence etapa de XCO pela primeira vez e faz história

Atleta brasileiro conquistou vitória inédita na segunda etapa da Copa do Mundo de MTB no XCO

Instagram Henrique Avancini | @avancinimtb – Foto: Michele Mondini

Ontem (4) foi um dia HISTÓRICO para o ciclismo brasileiro!

Henrique Avancini conquistou o primeiro lugar na prova de cross country olímpico (XCO) na Copa do Mundo de MTB, título inédito na carreira dele!

Atual número 2 do ranking mundial, Avancini já vinha de vitória na prova de short track (XCC) realizada na última sexta feira (2).
As etapas foram na pista de Nové Mesto na República Tcheca.

Por ter vencido o short track, Avancini largou na primeira posição e se manteve na ponta. As provas de XCC contam a metade da pontuação para o título da Copa do Mundo ainda define a posição de largada para a prova de XCO. 

Instagram Henrique Avancini | @avancinimtb – Foto: Michele Mondini

O destaque da largada ficou com o outro brasileiro, Luiz Henrique Cocuzzi, que largou da sexta fileira e assumiu a liderança da prova, porém teve um problema mecânico e acabou perdendo posições.
Mantendo sempre entre os cinco primeiros colocados, Avancini tomou a primeira colocação na última volta para conquistar a vitória, como o tempo de 1h25mim03, em uma disputa acirrada como o suíço Nino Schurter e o holandês Milan Vader.

Milan Vader terminou a disputa na segunda colocação seguido pelo líder do ranking mundial, Nino Schurter. Entre os brasileiros, Guilherme Muller ficou em 53º, Luiz Henrique Cocuzzi em 75º e Edson Rezende em 92º.

Disputa no Feminino

A prova do XCO feminino foi conquistada pela francesa Pauline Ferrand-Prévot com o tempo de 1h14min07, colocando 21s de vantagem sobre a segunda colocada, a holandesa Anne Terpstra. A terceira posição ficou com a também francesa Loana Lecomte.

Entre as brasileiras, Raiza Goulão ficou em 44º com o tempo de 1h23min37. Letícia Cândico ficou em 61º.

Henrique Avancini vence etapa XCC da Copa do Mundo de MTB em Nove Mesto

O brasileiro Henrique Avancini conquistou hoje (2) a sua quarta vitória em uma etapa da Copa do Mundo UCI de MTB.

Instagram Henrique Avancini | @avancinimtb


A conquista foi realizada na segunda etapa da Copa do Mundo realizada na pista de Nove Mesto na República Tcheca. Depois de oito meses de pausa, a Copa do Mundo de MTB retornou em Nove Mesto com as provas de Cross Country e no total serão realizadas duas etapas com quatro provas nessa pista, sendo duas no Short Track (XCC) e duas no Olímpico (XCO).

No começo da semana, o brasileiro após liderar a prova da primeira etapa do XCC, sofreu uma queda e precisou fazer uma corrida de recuperação para terminar na 12º colocação.

Na etapa de hoje, Avancini pedalou forte no sprint final e deixou pra trás o suíço Thomas Litscher, o alemão Maximilian Brandl e o holandês Milan Vader.

“Depois de terça-feira, eu revi meus objetivos e sabia que precisava ir com tudo para cima. Com esse pelotão de alto nível, tudo pode acontecer. Não é fácil para ninguém. Mas estou preparado para a vitória. Fui controlando a prova e no final fiz de tudo para me manter em uma posição boa. Isso revigora minhas energias”, disse ele após a prova.

As provas de XCC contam a metade da pontuação para o título da Copa do Mundo ainda define a posição de largada para a prova de XCO. As etapas desse ano não somarão pontos, sendo válidas apenas como vitórias individuais.

Primeira Etapa do Cross Country Olímpico (XCO)

Red Bull TV – Reprodução

Em prova realizada nessa quinta (1), o jovem dinamarquês Simon Andreassen, de 22 anos, venceu a etapa depois de largar na quadragésima primeira colocação. Esta foi a segunda prova que ele correu pela elite, e a segunda colocação ficou Maxime Marotte, seguido de Milan Vader.

Henrique Avancini liderou as primeiras voltas mas acabou caindo algumas posições e fez disputa acirrada com o suíço Nino Schurter, rodando juntos por toda a última volta. No sprint final, Nino superou Avancini no photo finish.

Os demais brasileiros na prova foram Guilherme Muller que ficou na 47º, Luiz Cocuzzi em 77º e Edson Gilmar de Rezende em 84º.

Instagram Loana Lecomte | @loanalecomte

No feminino, a francesa Loana Lecomte venceu a prova com Anne Terpstra na segunda colocação e Pauline Ferrand Prevot em terceiro.

A brasileira Raiza Goulão ficou com a 43º colocação e Letícia Cândido ficou em 65º.

A segunda etapa do XCO acontece nesse próximo domingo (4) na mesma pista de Nove Mesto.

Mountain Bike Enduro?

Antes de falarmos sobre o Enduro temos que explicar um pouco do All Mountain, pois o Enduro é a versão competitiva do AM.
No Mountain Bike, podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.


As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos do XC e do Downhill. Elas têm que aguentar algumas descidas e saltos do DH/Freeride, não precisando descer e empurrar sempre que tiver uma subida.

Saiba a diferença entre Cross-Country, Downhill e All Mountain

All Mountain, Trail e Enduro

Aqui temos uma separação de termos usados para diferentes tipos de configurações das bicicletas dessa modalidade.
As bicicletas chamadas de Trail, nos EUA e Canadá, são as que tem curso de suspensão de até 140mm, com uma configuração leve que favorece as subidas. Já as All Mountain são as mais agressivas que possuem curso acima de 140mm. Entretanto, se formos para a Europa, as All Mountain são as bicicletas de uso mais leve, enquanto as de Enduro é usado para as agressivas.

Enduro

O termo Enduro vem de Endurance, que significa “resistência”.
Nas provas de MTB Enduro, se cronometra apenas os trechos de DH e um tempo limite para chegar na outra descida. Nesses circuitos também são comuns subidas longas e íngremes, muito familiares ao XC e descidas técnicas e longas, características do Downhill.

Como são as provas

A prova tem de quatros ou mais estágios que são as tomadas de tempo nas descidas cronometradas. Um piloto de cada vez faz a descida e os trechos de ligação, que são os deslocamentos entre os estágios de descidas, devem ser percorridos dentro de um tempo limite e não contam para a somatória final de tempo.
O piloto deve carregar ferramentas e demais acessórios que possa utilizar no percurso pois não tem uma equipe de apoio durante a prova. Os eventos do Enduro World Series são realizados em dois dias de competição, porém é possível realizar os quatro estágios em um único dia. O piloto vencedor será o que tiver o menor tempo na somatória de todos os trechos cronometrados.

Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country

As bikes dessa modalidade precisam ser resistentes e seguras. Algumas de suas características são:

– Geometria mais aberta;
– Guidão mais largo e mesa mais curta para dar mais dirigibilidade à bike;
– Cassetes Maiores para ter maior força de aceleração inicial pois as bicicletas são mais pesadas;
– Coroa Única retira a necessidade de câmbio e passador dianteiro;
– Canotes ajustáveis tendo a possibilidade de subir e baixar o banco sem precisar desmontar da bike;
– Full Suspensions. Sendo que as suspensões dianteira e traseira são de cursos maiores;
– Pneus mais largos para ter muita aderência.

Mantenha a manutenção da bike em dia

É muito importante que você leve regularmente a sua companheira de pedal a um mecânico especializado para fazer uma revisão completa, mas você pode fazer uma manutenção básica em casa mesmo. Observar sinais que a bicicleta dá e realizar pequenos ajustes irão diminuir as chances de ter problemas durante a pedalada e aumentar a vida útil dela.

Separamos algumas dicas para manter a manutenção da bicicleta sempre em dia.

– Confira o estado dos Pneus

Sempre verifique se existem fissuras, furos e se o desgaste dos cravos ou ranhuras dos pneus não está elevado (o famoso pneu careca). Além de atrapalharem a qualidade dos passeios de lazer, esses fatores influenciam na segurança e podem trazer sérios riscos para o seu próximo pedal.

– Mantenha a Pressão dos Pneus

A pressão correta dos pneus é fundamental para o bom funcionamento dos mesmos. Se os pneus estiverem murchos, a resistência com o solo será maior, dificultando as pedaladas e ficando mais suscetíveis a furos.
Cada ciclista costuma regular a pressão de acordo com o seu peso e o tipo de terreno que irá pedalar, porém sempre respeite o máximo recomendado pelo fabricante. A pressão máxima (PSI) está descrita na lateral do pneu.

– Verifique o Desgaste da Corrente

Se você está ouvindo algum estalo ou barulhos vindo da corrente enquanto pedala, pode significar um encaixe indevido das marchas e consequentemente o desgaste da corrente.
Não ignore esses avisos pois quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.
Existem ferramentas para medir o desgaste da corrente que são muito práticas, de fácil uso e baratas.

Saiba como cuidar da corrente da sua bicicleta

– Atenção aos Freios

Se os seus freios estão fazendo ruídos e barulhos muito altos quando acionados, melhor dar uma atenção maior a esses componentes pois provavelmente chegou a hora de a uma manutenção ou troca das pastilhas ou fluídos. Se você não estiver familiarizado com a substituição dessas peças, procure uma oficina especializada para que a manutenção seja feita corretamente.

– Confira a situação dos Raios e Cabos

Se um raio quebrar certamente você terá muitos problemas para removê-lo e rodar com raios quebrados podem danificar o aro da roda. Antes de sair para pedalar, faça uma checagem rápida para verificar qualquer avaria.
Os cabos também merecem uma atenção especial, pois eles precisam funcionar perfeitamente para que você não tenha problemas durante a trilha ou passeio. Observe as condições deles, se estão enferrujados ou com desgastes aparentes.

– Mantenha a limpeza em dia

O acúmulo de sujeira vai causar o desgaste precoce das peças e componentes da sua bicicleta.
Após voltar de um pedal longo, faça uma limpeza rápida para evitar futuros problemas. Se tiver feito uma trilha e principalmente se pegar chuva e lama, faça uma limpeza mais profunda para deixar a bicicleta pronta para o próximo pedal

Confira 5 dicas de como limpar a sua bike

– Programe uma Revisão Periódica

Leve a sua bicicleta para uma revisão especializada a cada 3 ou 6 meses, dependendo do tipo de uso que você faz. Um check-up realizado por um profissional vai garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.




Como entender o tamanho dos pneus de bicicleta

Apesar de parecer complicado, as medidas dos tamanhos dos pneus não são difíceis de entender e essenciais para que o ciclista escolha o modelo adequado para a sua bicicleta.

As medidas antigas que eram muito difíceis de entender, com números fracionados, foram substituídas por formas de mais fácil compreensão.
Elas são reguladas pela ISO (International Organization for Standardization) que é a Organização Internacional de Normalização e essa instituição criou a Norma Europeia de Pneus e Aros, ETRTO (European Tire and Rim Technical Organization), que nada mais é que o método para definir as medidas dos pneus e aros das bicicletas.
Você também encontrará medidas americanas e francesas na maioria dos pneus, mas a medido ETRTO sempre estará presente neles.

Podemos ver na imagem que a medida ETRTO 37-622, informa a largura do pneu (37mm) e o diâmetro interno da roda (622mm). Com essa medida, temos uma classificação bem precisa do tamanho do aro e pneu.

A classificação por polegadas em forma de frações é muito confusa de ser entendida e é pouco utilizada atualmente. Na imagem temos a medida 28 x 1 5/8 x 1 3/8 que correspondem ao diâmetro externo x tamanho do pneu x largura do pneu.
Essa medida está sendo substituída, principalmente no MTB, pela denominação mais simples, apenas na forma decimal, como por exemplo 26×2.10, onde 26” é o diâmetro total e 2.10 a largura do pneu.

Já na medida francesa de tamanho, na imagem temos o pneu 700x35c, onde temos o diâmetro externo (700mm) e a largura do pneu (35mm). A letra no final vai corresponder ao diâmetro interno do pneu e a letra “C” corresponde ao diâmetro de 622mm. Essa medição não existe para todos os tamanhos de pneus e é pouco utilizada no MTB.

Uma curiosidade que nem todos os ciclistas sabem, as MTB aro 29 são aro 28 pois possuem o mesmo diâmetro de aro das bikes de estrada. Confira na tabela abaixo.

Os pneus MTB de 29 polegadas tem o mesmo diâmetro interno que os pneus para as bikes de estrada de 28 polegadas (622mm), sendo que para as de estrada é mais comum utilizar a medida 700c (lembre que na medida francesa o “C” significa 622mm).
Já as rodas de 27,5 polegadas (27.5”) têm o diâmetro interno de 584mm que é a mesma medida francesa de 650B.

As medidas em polegadas, apesar de serem de fácil compreensão, podem causar muita confusão ao se adquirir um pneu, pois os diâmetros internos de 559mm (MTB), 571mm (Triathlon) e 590mm (algumas bicicletas de passeio) são todos classificados como 26”. Já pneus de 622mm e 635mm são classificados como 28”, porém a medida de 630mm é classificada como 27”.
Por esse motivo é extremamente importante você saber o diâmetro do aro da sua bicicleta para poder comprar o pneu correto.

A escolha da largura do vai influenciar em todas as situações durante a sua pedalada. Um pneu mais largo será mais confortável e mais estável nas curvas, podendo perder desempenho devido ao aumento da aderência com o solo. Um pneu mais estreito precisará de uma pressão maior e traz mais velocidade.

Os pneus possuem, em sua lateral, uma marcação de máximo PSI (pound force per square inch) ou libra-força por polegada quadrada, que é a pressão máxima recomendada e esses valores devem ser respeitados para o bom desempenho e garantia da vida útil do pneu.

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