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Sou iniciante no pedal, qual bicicleta devo escolher?

São várias opções de bicicletas que o ciclista iniciante vai encontrar antes de escolher a sua primeira bike, mas qual é a melhor opção?
A escolha da bicicleta vai depender do tipo de modalidade que você pretende praticar, sem deixar de contar com o tipo de terreno e uso dela.

Separamos 4 categorias de bicicletas que são bastante comuns para os modelos de entrada e vamos explicar um pouco das vantagens de desvantagens de cada uma.

Bicicletas Mountain Bike

Esses modelos são feitos para encarar todos os tipos de terrenos. Seu design é mais robusto e são equipadas com suspensão, freios a disco e rodas que podem ser aro 26”, 27.5” ou 29”.

Nesse tipo de bike, devido ao tipo de terreno em que são utilizadas, a posição de pedalada é mais inclinada, trazendo mais agressividade ao pedal.

Vantagens:
– Resistência
– Encaram qualquer tipo de terreno
– Melhor indicada para trajetos off-road

Desvantagens:
– Mais pesadas que os demais modelos
– Peças e componentes são mais caros
– Não são muito confortáveis

Bicicletas de Estrada

São os modelo que são desenvolvidos para ter melhor performance no asfalto e pisos pavimentados.

O aro padrão dessa bicicleta é o 700c, que além de serem extremamente leves, trazem mais eficiência e velocidade.
Como os quadros são projetados para ganhar velocidade, a posição de pedalada tem que ser muito agressiva e aerodinâmica, onde o ciclista fica totalmente curvado à frente do guidão.

Vantagens:
– Leveza
– Eficientes em terrenos planos
– Ideal para treinos e competições de velocidade

Desvantagens:
– Mais caras em relação aos demais modelos
– Peças e componentes são mais caros
– Não são confortáveis pois não possuem suspensão

Confira nossas Dicas para ir pedalar sozinho e com segurança

Bicicletas Urbanas

São os modelos voltados para o uso em cidades e ambientes urbanos.

Apresentam boa versatilidade e o ciclista pedala de forma mais confortável, sentado numa posição mais ereta e com os braços mais relaxados, normalmente utilizando selins mais largos.

Vantagens:
– Leves
– Ideais para ambientes planos
– Conforto
– Mais opções para acessórios como suportes de caramanholas, bagageiros, alforjes, etc

Desvantagens:
– Não são adequadas para terrenos acidentados
– Seu design não possibilita uma pedalada de alto desempenho

Bicicletas Elétricas

A grande maioria desses modelos são indicadas para o uso urbano, mas já é possível encontrar modelos para trilhas e estrada.

O funcionamento é praticamente igual ao de uma bike convencional, porém elas possuem compartimento para a bateria e o motor, que pode ser na roda dianteira ou traseira.

O motor pode funcionar de forma assistida, onde o motor auxilia enquanto você pedala e no modo acelerador, onde o motor impulsionará sozinho a roda e o ciclista não precisa pedalar.

Vantagens:
– Ideal para uso urbano
– Bom rendimento em subidas e retas
– Pessoas com dificuldades físicas podem utilizar com facilidade

Desvantagens:
– Mais pesada que a bicicleta de um modelo urbano
– requer assistência técnica especializada para a manutenção
– Dificuldade e limitações para terrenos acidentados

Ao buscar a sua primeira bicicleta, lembre-se de procurar uma que atenda as suas necessidades, a localidade em que irá pedalar e o estilo de pedalada que busca.

Recomendamos que faça um bikefit para saber o tamanho certo do quadro que é compatível com a sua altura, além de já saber quais outras peças e componentes são ideais para o seu biótipo, como por exemplo, o selim.

Fat Bike: a bicicleta que encara qualquer terreno

Já ouviu falar das FAT Bikes?

O nome tem origem nos tamanhos dos pneus que deixam as “bicicletas gordas”, pois a largura dos pneus é muito maior que os de uma bicicleta comum. Enquanto uma MTB normalmente tem pneus com 2 polegadas de largura, as Fat Bikes possuem entre 3,7 e 4,8 polegadas.

Elas surgiram na década de 80 inicialmente para os desertos, mas essa modalidade também ganhou adeptos nos climas frios, pois essas bikes se adaptaram muito bem à neve.
Com seus pneus enormes, qualquer obstáculo no trajeto é facilmente vencido.

Os pneus mais largos delas permitem que a bike supere terrenos mais instáveis, como pisos arenosos, onde as MTB tem dificuldades.
Esse tipo de bicicleta ganhou muitos adeptos no Brasil que possui uma costa litorânea com mais de 7 mil quilômetros de areia. As Fat Bikes encaram as dunas das praias brasileiras com facilidade, até mesmo as piores condições de lama, pois sua área de contato com o solo é maior, trazendo mais tração e não permitindo que o pneu afunde nesses terrenos.

Vantagens das Fat Bikes

– Encaram os mais variados terrenos: Com as Fat Bikes você poderá pedalar em praticamente todo tipo de terreno, dos arenosos aos lamacentos.

Supere os obstáculos: Os pneus largos desse tipo de bicicleta fará você superar qualquer obstáculo com facilidade, além de trazer maior segurança nos terrenos instáveis com muitas raízes e pedras ou em descidas íngremes.

Maior Aderência: Esse tipo de pneu trabalha com calibragem muito baixa (entre 5 a 10 psi), o que traz muito mais aderência ao solo. Devido aos pneus as bikes ficam mais pesadas em relação as mountain bikes de competição, o que pode ser uma desvantagem para alguns ciclistas.

Você sabe o que é uma Mountain Bike 27.5+? Confira a nossa matéria sobre essa versão “leve” das Fat bikes

As Fat Bikes são mais reconhecidas por serem aro 26, mas também existem pneus “Fat” para as aros 27.5 e 29. Os chamados pneus “PLUS” ou simplesmente usam o sinal de “+”, são os ideais para transforarem as 27,5 e 29 em Fat Bikes.

Alguns cuidados que você deve ter com a sua bicicleta

Conservar a sua bicicleta é fundamental para ter a segurança de poder sair para pedalar sem se preocupar e ter surpresas que poderiam ser facilmente evitadas.

Vamos mostrar alguns cuidados com a manutenção que você deve ter para deixar a sua bicicleta sempre em dia!

Limpeza

Sempre faça uma limpeza periódica para conservar ainda mais a sua companheira de pedal.
O ideal é realizar uma vez por semana, mas dependendo da intensidade do passeio, ou trilha, a limpeza deve ser feita imediatamente após o retorno.

– Guarde em lugares adequados

Uma dica é guardar a bicicleta suspensa na parede ou no teto, presa por suportes apropriados. E sempre busque por lugares fechados e sem umidade, onde ela fique longe da ação do sol, chuva e agentes corrosivos.

Lubrificação

Após realizar a limpeza periódica e secar a bike, faça a lubrificação dos componentes móveis, ou seja, a catraca, a corrente, pedais e rolamentos externos para evitar a oxidação.
Opte sempre por lubrificantes específicos e apropriados para utilização em bicicletas.


– Cuidado com a Ferrugem

Bastam apenas três ingredientes para que a ferrugem comece: ferro, água e ar. Nem é preciso jogar água no ferro para criar corrosão, o próprio ar da atmosfera já vem carregado de umidade. Ela começa pequena, mas rapidamente cresce e consome grandes porções de metal.
Nas partes pintadas, a pintura evita que a oxidação ocorra e se espalhe. Sempre que perceber sinais de arranhões ou danos nas partes pintadas, faça o retoque imediatamente.

Veja nessa matéria, como parar a ferrugem na sua bicicleta em 3 simples passos

– Ajustes em peças desreguladas

Algumas peças e componentes podem provocar acidentes, desconforto ao pedalar e desgastar outras partes se não estiverem devidamente ajustadas.
Verifique e sempre faça os ajustes e alinhamentos necessários no guidão, câmbios, selim, freios e suas pastilhas.

– Leve a bicicleta para uma revisão

Se barulhos começarem a aparecer e você não souber identificar a causa, é recomendável que leve a sua bicicleta para uma revisão adequada em uma oficina especializada.
Além dos barulhos, trepidações diferentes e qualquer outro tipo de anormalidade já são sinais para que encoste a bike e a leve para um check-up.
Agende também uma revisão periódica para garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.

Manoplas: O que são e para que servem?

Toda bicicleta possui esse acessório, mas você sabe realmente para o que elas servem e se a que você usa é a ideal para o seu tipo de pedalada?

Vamos explicar um pouco delas nessa matéria!
Vamos nessa?


Confira nessa outra matéria, o motivo dos óculos de ciclismo serem coloridos

O que são manoplas para bicicleta?

As manoplas são acessórios usados para garantir um maior controle da bicicleta, além de aumentar o conforto e a segurança do ciclista durante a pedalada.

Sua principal finalidade é garantir a aderência das mãos do ciclista no guidão, trazendo uma “pegada” mais firme e confortável.
Elas são instaladas nas extremidades do guidão e possuem dezenas de modelos diferentes, podendo ser finas, grossas, de espuma, de trava, ergonômicas, retrôs, com bar end, entre outras opções.

Principais modelos das manoplas

Manoplas mais finas

Manoplas Calypso Arapua e High One MTB

Permitem uma pegada mais firme e um maior controle do guidão. Ideal para uma pilotagem mais agressiva e em provas curtas.

Manoplas mais grossas

Manoplas Calypso Gruna e Calypso Garm em Silicone

Possuem uma pegada maior e mais confortável. Ideal para pedaladas mais longas.
Podem ser de materiais diversos como borracha, silicone, espuma, entre outros.

Manoplas de Espuma

Manoplas Venzo MTB e Calypso

Mais utilizadas para passeio e lazer, elas são mais fáceis de serem instaladas na bicicleta e como a pegada da mão envolve completamente o entorno da manopla, traz um ótimo controle para a direção.

Manoplas com Trava

Manoplas Keyboard e Calypso Tachi

Muito utilizadas no MTB (mountain bike), as travas servem para evitar que a manopla deslize no guidão durante a pilotagem, promovendo assim ainda mais segurança.

Manoplas com Bar End

Manopla Cly Centaurus

Os Bar Ends são barras acopladas nas extremidades do guidão da bicicleta para dar uma maior variedade de posições na pegada do ciclista. Com essas variações de posição na bike, evitamos dores causadas principalmente quando passamos muitas horas pedalando.
Alguns modelos de manoplas já possuem um bar end integrado ao corpo da própria manopla, desse modo, não é preciso a instalação das barras em separado.
Esse tipo de acessório é muito útil nas subidas pois a pegada mais larga ajuda no equilíbrio do corpo.

Saiba mais sobre as outras partes da bicicleta na nossa matéria sobre a Anatomia da Bicicleta

Manoplas Convencionais

Manoplas Maxxis e Calypso Baitaca

São os modelos mais tradicionais, onde encontramos diversas cores, tamanhos e grafismos diferentes.
As manoplas convencionais são as com mais variedades para todos os tipos de ciclistas.

Manoplas Ergonômicas/Anatômicas

Manoplas Calypso Kraton e Cly Anatômica

Esses modelos estão se tornando os mais populares entre os ciclistas amadores, pois proporcionam um apoio melhor para as mãos.

Como você pode notar no desenho, quando usamos as manoplas convencionais forma-se um ângulo que pode “forçar” o pulso pra baixo do guidão.
Além do desconforto pós-pedal, há também o risco de ocasionar acidentes e fraturas.
O papel das manoplas anatômicas é exatamente ajustar esta angulação, reduzindo dores, impacto e trazendo mais conforto para o pedal.

Manopla de BMX

Manoplas Calypso Hirta e Calypso BMX

São as manoplas com as “orelhas” altas.
As flanges da borda interna (que são essas orelhas) são mais altas para proporcionar mais aderência e evitar que as mãos escorreguem na pilotagem.

Manoplas Retrô

Manopla Calypso Retrô e Retrô Marrom

São manoplas mais utilizadas em bicicletas de modelos clássicos e artesanais.
Como são feitas com materiais pouco convencionais, como couro e madeira, não são recomendadas para praticantes assíduos do ciclismo, pois não tem boa aderência para atividades mais intensas e radicais .


Com centenas de modelos diferentes, fica difícil saber por onde começar a escolher a sua manopla.

Antes de tudo, é importante saber o tipo de utilização, a frequência e a modalidade que você irá praticar.
Com essas informações você conseguirá escolher o modelo que mais agrada, buscando ter o melhor desempenho e performance.

Bicicletas diferentes para cada modalidade?

Escolher a bicicleta correta para a modalidade que mais se encaixa no seu tipo de perfil será essencial para que tenha um bom desempenho e evolua com facilidade no esporte.

O tipo de terreno e outras especificações também vão ser determinantes para a escolha da sua companheira de pedal.

Vamos falar um pouco sobre a bicicleta das principais modalidades:

Mountain Bike

Uma das modalidades mais conhecidas e praticadas no mundo todo, acontecendo em terrenos terra e com percursos que possuem vários obstáculos como buracos, subidas e descidas.

Os pneus desse tipo de bicicleta são mais largos, proporcionando mais estabilidade nos terrenos acidentados. Devido à largura, permitem maior aderência dando mais segurança e controle de tração.

As marchas das bicicletas de MTB, variam entre 18 e 27 (bikes para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais).

O tipo de terreno onde são utilizadas, fazem com que os quadros das mountain bikes sejam mais reforçados para suportarem os impactos, sendo fabricados em alumínio ou fibra de carbono.

Road Bikes

Totalmente oposto às mountain bikes, as bicicletas de estrada são mais leves e possuem menos marchas.
São resistentes mas sem a necessidade de terem quadros reforçados, também sendo fabricados em alumínio e carbono, por serem materiais mais leves e auxiliam na velocidade da bicicleta.

BMX

Esse tipo de bicicleta tem a característica de ser mais baixa, com quadro mais comprido e guidão móvel para as manobras.

O BMX se divide em duas modalidades, o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (Manobras).

O Racing consiste em competições do esporte mais focado na parte de corrida, onde o competidor tem que fazer o percurso no menor tempo.
As baterias das provas são feitas em circuitos com rampas e curvas de alto nível de dificuldade.

O estilo livre, ou freestyle, é subdividido em outras cinco modalidades: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.
Assim como o MTB, cada modalidade do BMX requer pneus, peças e acessórios específicos para melhorar a performance.

Velódromo

São bicicletas com design mais arrojado e específico para o tipo de circuito em que são utilizadas. Para fins exclusivos de competição, as provas são realizadas em locais fechados e com pistas ovais.
Esse tipo de bicicleta não possui roda livre (pois não possui catraca), possuem apenas uma marcha e não possuem freios. Para parar, o atleta precisa deixar de pedalar para desacelerar.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Vai pedalar longas distâncias? Confira essas dicas!

Mesmo quem já está acostumado a pedalar todos os dias, sabe que encarar longas distâncias não é uma tarefa fácil. Para enfrentar esse desafio é necessário muito preparo e cuidados especiais.

Veja algumas dicas para ter um desempenho melhor nesse tipo de pedal.

– ALIMENTAÇÃO

Parte fundamental para quem quer realizar exercícios de alta intensidade.
Para longas pedaladas, o ideal é já sair de casa bem alimentado e sempre levar opções para repor a energia durante a atividade.
Barras de cereal, sanduíches e frutas são ótimas opções.  

Não fique sem comer para não ter fraqueza durante o pedal e comprometer o seu desempenho, mas também não leve nada muito pesado para não ter aquela sensação de desconforto.

– HIDRATAÇÃO

Outro cuidado especial que devemos ter é a hidratação. Com a transpiração excessiva é necessário a reposição dos líquidos, seja com água ou isotônico.
A vantagem dos isotônicos é que eles repõem os sais minerais perdidos durante o exercício, oferecendo mais energia.
Beba um pouco de água a cada 20 minutos. Manter-se bem hidratado e alimentado, vai melhorar muito a sensação de bem-estar que a pedalada oferece.

– ROUPAS

Escolha roupas leves, dando preferência para as específicas de ciclismo, pois elas favorecem a transpiração.
As roupas íntimas devem ser folgadas e agradáveis, pois influenciam e muito na sua pedalada. Muitos ciclistas preferem não utilizar roupas íntimas, usando apenas as bermudas de ciclismo.

Um bom calçado deve ser utilizado também. Escolha uma sapatilha profissional ou um bom tênis resistente para ter mais conforto e segurança para pedalar.

– NÃO LEVE MUITO PESO

Como vai pedalar por longas distância, nem pense na possibilidade de levar uma mochila muito pesada. Leve apenas o necessário, dando preferência pelas pequenas bolsas que podem ser fixadas embaixo do selim e são ideais para levar ferramentas, câmaras e remendos.

Depois de muitas horas pedalando, quanto menos peso você estiver carregando, melhor será o seu desempenho.

– PROTETOR SOLAR E REPELENTE

Dependendo o local que você vai pedalar, proteger a pele dos desgastes do sol e dos ataques dos mosquitos é muito importante. Leve sempre esses produtos com você e não esqueça de reaplicá-los de tempos em tempos.

Pedalar por muitas horas e muitos quilômetros requer muito preparo e, se você não está acostumado, comece devagar e mantenha a regularidade e o ritmo. Logo estará aumentando o ritmo e a distância percorrida.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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De Biker pra Biker: 5 erros mais comuns em ciclistas iniciantes

Quando começamos a pedalar é muito comum que pequenos erros aconteçam, mas se não corrigirmos, eles que podem atrapalhar nosso desempenho e até desestimular a prática da atividade esportiva.

O importante é identificar os erros e começar a corrigi-los.
Pequenas mudanças na sua condução, ou na manutenção da sua companheira de pedal, irão fazer toda a diferença para que você tenha muito mais performance na sua pedalada!

Confira esse vídeo do ciclista Camboja, explicando um pouco mais sobre os erros de ciclistas iniciantes.

1º erro mais comum

Passar pelos obstáculos sentado na bike

O correto é ficar na posição neutra, em pé com o peso distribuído nos dois pés e os braços relaxados. Os pedais devem ficar alinhados horizontalmente para não atingir nenhum obstáculo.

2º erro mais comum

Ficar com os pés na vertical

Em trechos onde não estiver pedalando, o correto é manter os pés paralelos ao chão para que o peso fique distribuído no mesmo centro de gravidade.
Somente em curvas é que os pedais devem ficar na vertical para facilitar a realização da curva.

3º erro mais comum

Bater o pedal no chão

É um erro muito comum de acontecer, principalmente para quem está começando, e que quase sempre ocasiona quedas.

Ao fazer uma curva, sempre levante o pedal de dentro, nunca deixa o pedal embaixo, pois você vai bater ele no chão e certamente irá cair.

4º erro mais comum

Usar muito lubrificante

A utilização do lubrificante é muito importante, especialmente na relação, mas usar muito lubrificante vai acabar atraindo toda a sujeira.

Coloque uma gota por elo e nunca deixa a sua corrente seca.

5º erro mais comum

Não ajustar corretamente o capacete

Para quem está começando pode achar que é somente colocar o capacete e fechar a fivela que está tudo pronto.

Existem 3 regulagens que você deve ficar atento para que o capacete fique seguro.

– A primeira são as travas laterais que devem ser posicionadas bem próxima a orelha.
– O ajuste da nuca, que é feito no disco de regulagem que existe na parte de trás, deve ficar justo para deixar mais firme o capacete.
– E por último o ajusto do pescoço deve ter uma folga para mais conforto.

Siga o Camboja no Instagram e tenha uma dose diária de inspiração para sair pedalando: @camboja_mtb

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Ciclocross: Uma modalidade diferente de tudo o que você já viu!

Lama, obstáculos e bike nas costas, assim é o ciclocross

Photo by Angel Santos on Unsplash

Se você ainda não conhece o ciclocross, esqueça toda a imagem que você tem sobre as competições de ciclismo. Uma mistura de vários tipos de competições, recheada com muita lama e obstáculos desafiadores, esse é o ciclocross.

Essa modalidade faz parte do calendário internacional da União Ciclística Internacional (UCI) e tem a sua própria Copa do Mundo, realizada de setembro a fevereiro (período de inverno no hemisfério norte).
O ponto alto do calendário é a prova do Campeonato Mundial, que começou a ser disputado em 1950 e esse ano será disputado nos dias 1º e 2 de fevereiro, em Dübendorf, na Suíça.

Podemos falar que é uma espécie de curso prático de ciclismo, pois exige forte habilidade na condução, além de uma ótima forma física, porque em diversos trechos, os atletas precisam carregar as bikes nas costas.

As provas normalmente possuem de 2,5 km a 3,5 km de extensão e são realizadas em circuitos técnicos e montanhosos, onde o terreno possui trechos de areia, galhos de árvores e lama, sem contar os obstáculos artificiais, como barreiras e escadarias.

Photo by Angel Santos on Unsplash

O ciclocross nasceu de corridas entre amigos, onde o objetivo era chegar primeiro sem usar as estradas normais de uma cidade a outra, fazendo com que os corredores buscassem atravessar plantações e pular cercas de fazendas.

Como era um esporte que poderia ser disputado mesmo no rigoroso inverno, período de recesso das competições de estrada, passou a ser visto como uma nova modalidade.
O primeiro campeonato nacional na França foi realizado em 1902, com ajuda de Géo Lefèvre, um dos criadores da tradicional Volta da França de ciclismo.

Photo by Angel Santos on Unsplash

Mais de 100 anos depois, uma corrida amistosa entre amigos, virou uma modalidade com participação dos mais importantes ciclistas do mundo envolvidos.
Já pensou em dar uma chance ao ciclocross?

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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Dicas para melhorar seu tempo nas subidas

Photo: Scott Sports

É bem comum que os ciclistas busquem melhorar seu tempo treinando em trechos longos e planos.
Mas onde realmente conseguimos diferenças significativas de tempo são nas subidas.

Vamos mostrar algumas dicas para que você possa melhorar seu tempo nas subidas.

1 – Prática

Apesar de parecer uma dica meio óbvia, mas a única maneira de obter os resultados esperados é praticando. Encontre uma subida desafiadora no seu percurso e acrescente quilometragens verticais em seus treinos. Repita várias vezes a subida para melhorar a sua performance.

2 – Referência

Ter uma referência é o melhor caminho para a evolução. Em seu grupo de pedal, treine junto com os ciclistas escaladores e tente acompanhar o ritmo deles, no começo será muito difícil, mas isso vai te ajudar a melhorar.

3 – Relação de marchas

Utilizar a relação de marchas compatível com o tipo de inclinação é fundamento para se ter um melhor rendimento.
Atente-se a sua condição de força no momento em que entrar na subida, sempre mantendo a sua característica de pedalada.

4 – Cadência

Mantenha seu ritmo de treinamento mesmo praticando nas subidas. Se mudar repentinamente a cadência que está habituado pode levar a fadiga muscular devido ao novo ritmo e ao esforço em excesso.

5 – Postura

Não é comum a mudança de postura para subir, exceto se for uma inclinação absurda.

Mantenha o tronco na posição ideal de pedalar e caso sinta que tem que mudar a posição em subidas de média a pouca inclinação, recomendamos que procure um bike fit pois, possivelmente a sua postura na bicicleta precisa de correção.

6 – Respiração

Quando estamos fazendo muito esforço, a tendência é manter a respiração curta e isso pode comprometer o desempenho devido à pouca captação de oxigênio pelo corpo e lecar a musculatura à exaustão.
Quando estiver no meio da subida, treino respiração profundas, puxando o ar o mais fundo e lentamente possível e soltando na mesma proporção. Repetir esse processo algumas vezes ajudará a baixar a sua frequência cardíaca.

7 – Paciência

Um dos pontos mais importantes é a paciência. Saber dosar o seu esforço durante a subida é fundamental para não levar à exaustão e terminar o treino pela metade. Deixar as pernas trabalharem sem tencionar os ombros e braços é importante para não gastar a sua energia e dificultar a sua respiração.

Photo: Flickr Erik Junberger

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

E como é o seu treinamento nas subidas?
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