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Bombas de ar para bicicletas

As bombas de ar são equipamentos fundamentais para qualquer ciclista, seja em trilhas, estradas, passeios ou até mesmo para uso em casa.

Existem diferentes tipos de bombas, além das vantagens e desvantagens de cada uma.
Vamos falar sobre os principais modelos para que você possa escolher o melhor para você!

Tipos de Bombas de Ar

Bomba de Mão

São as bombas mais compactas que podem ser facilmente transportadas com você durante o pedal. Elas podem ser feitas de materiais como plástico e alumínio, ou também em fibra de carbono. As de alumínio são as mais recomendadas pois são leves e resistentes e não tem um custo muito alto.

Fique atento a qual válvula a bomba deve ser utilizada. Elas podem ser para válvulas grossas (schrader/americana), para válvulas finas (presta) e existem modelos que atendem a esses 2 tipos de válvulas. Em alguns modelos, a cabeça da bomba (onde o encaixe com a válvula é feito, pode ser fixa ou ter uma mangueira.
Nesses casos, a mangueira facilita o encaixe no bico da câmara, já que alguns tipos de aros possuem perfil alto, ou quando o cruzamento dos raios dificulta o encaixe.

Quanto maior for o tamanho da bomba de mão, maior será a sua capacidade de calibragem, pois as bombas muito curtas não conseguem comprimir ar suficiente para passar dos 60 PSI.

Escolha modelos que possuem trava pois esse dispositivo faz com que a bomba não deixe o ar escapar ou que ela se solto da válvula.
Bombas com cabo retrátil garantem uma pegada mais firme com a mão e modelos com manômetro são de grande ajuda devido ao medidor de pressão.

– Vantagens das Bombas de Mão

Leve e compacta
Ideal para MTB e outros categorias que não exigem alta pressões.
Fácil transporte (podendo ser levada no quadro, bolsas de selim, mochilas etc)
Suporta válvulas presta e americana
Excelente custo-benefício

– Desvantagens das Bombas de Mão

Impossibilidade de encher pneus de bikes de estrada
As mais simples não possuem manômetro ou cabo retrátil
As feitas de plásticos tendem a ter uma durabilidade e vida útil menor

Bombas de Quadro

São modelos com tamanhos maiores, que lhes proporciona um volume maior de ar, e se encaixam no quadro da bike.

As bombas de quadro podem ser de plástico, alumínio ou também em fibra de carbono. Elas são mais voltadas para as bikes de estrada, devido ao seu formato e funcionamento, tendo em vista que a maioria só atende as válvulas prestas (finas).

Pode aplicar altas pressões, que passam de 110 PSI, sendo que alguns modelos podem ter manômetro. Se a bomba não possuir manômetro, o ideal é que você tenha um medidor digital de pressão para saber identificar o nível de ar do pneu.

Nesses modelos, a cabeça de encaixe pode ter trava ou não, e é fixa, o que poderá atrapalhar dependendo da posição do bico da câmara no aro da bike.

– Vantagens das Bombas de Quadro

Trabalha com pressões mais altas que podem passar dos 110 PSI
Leveza
Pode ser utilizada em casa ou nos intervalos das pedaladas
Modelos encontrados em diversos  materiais, com manômetro e trava.
Encaixa-se muito bem em quadros de bikes de estrada

– Desvantagens das Bombas de Quadro

Não é compacta
Não possui mangueira para encaixe
Pode não encaixar em alguns modelos de mountain bikes

Bombas de Pé (ou Bombas de Piso)

São os modelos ideais para se ter em casa, nas garagens ou nas oficinas das bicicletarias.
A maioria dos modelos é feita de plástico ou de alumínio e conta com manômetro. São de tamanho grande, com cabo longo, suporte para pegar com as duas mãos e todas possuem mangueira.

– Vantagens das Bombas de Pé

Enchem completamente qualquer pneu de bicicleta
São mais resistentes que os demais modelos
Podem ser usadas para calibrar pneus de carro
Maioria tem manômetro

– Desvantagens das Bombas de Pé

Limitada ao uso  em casa ou para transporte em carros
Modelo mais simples podem custar mais do que as bombas de mão e de quadro simples

Outros tipos de bombas de ar

– Bombas de suspensão

Utilizadas em amortecedores e garfos de suspensão a ar, a bomba de suspensão é diferente dos outros modelos pois prioriza a pressão ou invés do volume de ar. Compatível apenas com válvulas schrader.

– Cartuchos de CO2

São utilizados nas emergências em provas e competições. O cartucho de CO2 permite encher um pneu em pouco mais de 3 segundos.
As desvantagens desse tipo é o preço e a impossibilidade de reaproveitar o cartucho.

Algumas bombas que enchem pneus também servem para calibrar suspensões a ar. Mas é necessário um bico específico só para o encaixe na peça, que é diferente para as válvulas schrader e presta. Não tente calibrar sua suspensão com bombas sem essa função, correndo o risco de danificar a peça.

Ciclistas iniciantes cometem o erro de não ter uma bomba de ar pensando que sempre encontrará um posto de gasolina pelo caminho ou que terá um “ciclista amigo” para salvá-lo. Ter sempre uma bomba de ar à mão será a sua salvação

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada
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A importância do Bike Fit

Deixar a bicicleta ajustada para cada ciclista é essencial para ter um melhor desempenho, seja para ciclistas profissionais ou amadores.

Uma bicicleta bem ajustada é fundamental não só para atletas, mas para qualquer pessoa que goste de pedalar. Esse o conceito do Bike Fit.

Além de conseguir ter maior potência com mais eficiência, o Bike Fit vai trazer algo fundamental para os iniciantes: o conforto!
Se logo no início das atividades você sentir desconforto ao pedalar, o mais recomendado é fazer um Bike Fit para ajustar a bicicleta ao seu corpo e consequentemente, prevenir lesões que resultam de uma postura inadequada.

O corpo vai dar sinais que a bike não está regulada quando começarem a aparecer dores na parte da frente do joelho (tendão patelar), dores na lombar, formigamento nas mãos, assadura, formigamento ou sensibilidade no períneo, dor no tornozelo e dor na cervical.

Vantagens de se fazer um Bike Fit

– Maior conforto ao pedalar;
– Prevenção de lesões que acontecem por esforço repetitivo;
– Reduzir ou eliminar dores nas costas, joelhos, pescoço, pulsos, pés, dormência nas mãos e nos dedos;
– Reduzir fadiga.

Além dessas vantagens, os ajustes do Bike Fit também irá melhorar a potência do pedal, porque permite que o ciclista use vários grupos musculares de maneira mais eficaz e eficiente.

Como é feito o Bike Fit?

O técnico responsável pelo Bike Fit irá coletar as suas informações, considerando sua experiência no ciclismo, metas pretendidas, lesões que já teve e outras informações importantes para a avaliação.

O ajuste realizado inclui:
– Ajuste dos grampos do pedal;
– Definição da altura e posição do selim;
– Avaliação dos sapatos e palmilhas;
– Determinação do comprimento correto da haste, altura e largura do guidão.

Todo o procedimento demora em torno de uma a duas horas e envolve o ciclista, a bicicleta e um técnico avaliando cada detalhe. É importante que leve todos os equipamentos usados durante o pedal e esteja preparado para pedalar por pelo menos 10min para que a avaliação seja feita corretamente.

Quando procurar um profissional para fazer o Bike Fit?

Realizar um Bike Fit após trocar de bike trará ao seu corpo inúmeros benefícios em termos de rendimento e conforto, tornando os treinamentos e passeios mais agradáveis.

Ciclistas muito baixos ou muito altos se beneficiam do ajuste do Bike Fit onde os problemas causados pela postura são solucionados.
Pessoas que possuem lesões antigas que deixaram sequelas ou problemas biomecânicos conhecidos, como pernas de comprimento diferente, esse procedimento é mandatório!

Andar de bicicleta deve ser uma atividade prazerosa e confortável e, se isso não estiver acontecendo, os ajustes devem ser feitos o quanto antes. Dor, dormência ou formigamento nas mãos, nos pés ou nas nádegas são sinais de que algo na sua bicicleta não está ajustada para você.

Seja honesto com as suas informações

Pense no Bike Fit como um “exame médico”, pois os profissionais que irão realizar o procedimento, para fazer um ajuste preciso, devem saber seu nível, suas pretensões com o pedal (profissional, esportista ou iniciante), lesões que tenha sofrido, entre outros assuntos relacionados. Não tente impressionar ninguém ao realizar o teste e pedale naturalmente como faz no dia a dia ou nos treinamentos.

Após os ajustes serem realizados, o seu corpo precisará de tempo para se adaptar às mudanças de posição, especialmente se os ajustes tiverem mudado muito a bicicleta.
Pegue mais leve nas primeiras semanas após o Bike Fit e diminua a intensidade dos treinamentos para o seu corpo se ajustar gradualmente.

Matéria base originalmente publicada em Entre Trilhas
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Tipos de Guidão de Bicicleta

O guidão é um componente importante e possui muita influência na experiência que o ciclista terá com a bicicleta. Seus diversos modelos foram projetados para atender às necessidades do atleta, seja ele profissional ou amador.

Saber identificar o modelo correto, tamanho e material adequado vai melhorar a performance do ciclista, além de ajustar um posicionamento e postura ideal do seu corpo na bicicleta.

Cada modalidade vai exigir um tipo de guidão diferente e a escolha certa será decisiva para a melhoria do seu desempenho.

Principais tipos de Guidão

– Reto Flat

Por ter um formato simples (uma barra reta), oferece mais previsibilidade e precisão na direção, sendo uma boa escolha para quem procura agilidade em percursos mais estreitos e um preço mais em conta.

Já foi um dos mais utilizados no MTB, pois sua barra sem curvaturas era uma boa opção para subidas íngremes, além de ser estreito e leve para maiores velocidades. Atualmente, os atletas de MTB preferem modelos mais pesados que absorvam melhor o impacto das trilhas.

– Bullhorn Bars

Esse tipo de guidão possui um formato semelhante a um chifre de touro, permitindo que o ciclista permaneça em uma posição mais abaixada, facilitando a aerodinâmica do movimento. Ideal para quem deseja pedalar com mais intensidade e velocidade.

Muito utilizado nas bikes fixas, também é uma boa escolha para ciclistas que encaram muitas subidas pois possui leveza e aerodinâmica.

Não é indicado para ciclistas que usam a bicicleta como meio de transporte urbano pois o design desse guidão pode ocasionar esbarros inesperados em outros objetos e pessoas, além de possui uma certa instabilidade na direção para ciclistas inexperientes devido ao seu comprimento central menor.

– Riser Curvo

O Riser possui uma curvatura no centro, sendo atualmente o mais indicado para as modalidades extremas como o Downhill, pois possibilita que o atleta fique numa posição mais vertical e mais confortável durante as descidas em velocidade.

Esse tipo de guidão traz maior conforto aos punhos e maior controle da bicicleta, porém são maiores e mais pesados, podendo ser um incômodo nas subidas e trechos muito apertados.

– Drop Bars

Esse modelo de guidão é o mais popular no ciclismo de estrada. São muito versáteis pois oferecem diversas posições diferentes de pegada da mão, garantindo um maior conforto para os percursos mais longos.

O Drop Bars é perfeito para os atletas que desejam pedalar forte e com aerodinâmica. Por serem feitos para proporcionar velocidade, podem não ser uma boa posição para atletas amadores que preferem um exercício mais leve e tranquilo.

–  Cruiser Bars

Também conhecidos com guidão “caiçara”, os Cruiser Bars são aqueles que possuem formatos mais longos e altos, sendo perfeitos para locais planos, como no campo, na rua, na beira da praia, ou em ciclovias.
O formato desse modelo traz grande conforto e possibilita uma pedalada mais relaxada durante o trajeto.

Esses são alguns dos modelos existentes de guidões de bicicleta e vale lembrar que a escolha do guidão adequado para o tipo de pedal que você irá praticar é essencial para que tenha uma melhor performance, evolução e conforto ao pedalar.

Avalie o tipo de material, comprimento, peso, forma de instalação, possibilidades de empunhadura e possíveis acessórios que possam ser acoplados ao guidão. Cada um desses fatores irá influenciar de alguma maneira no seu desempenho e todos devem ser avaliados antes de adquiri o próximo guidão da sua bicicleta.

Matéria base originalmente publicada em Entre Trilhas
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Como escolher o pneu para a bicicleta de estrada

Para garantir uma melhor performance nos treinamentos e competições, certamente a escolha do pneu ideal para o seu estilo de pedalada fará toda a diferença.

Vamos falar um pouco dos diferentes tipos de pneus de estrada.

– Diferentes perfis de pneus

A medida padrão das rodas das bicicletas de estrada é o aro 700c, mas quando falamos de pneus, existem muitas variações de largura.

Os pneus mais encontrados nas lojas especializadas em bike são os de 20 e 23mm. Esse perfil de pneu é mais leve, bem finos e suportam uma pressão que pode variar de 90 a 120 PSI.
Quanto mais fino for o pneu, menor a área de contato com o solo, trazendo assim maior velocidade.

Uma desvantagem desse tipo de pneu é que apresentam menor aderência no terreno, e menos estabilidade para altas velocidades e curvas.

Já os pneus com medidas de 25, 26, 28 e 30mm são mais largos e mais versáteis para pedalar em diversos tipos de terreno.
Os pneus mais largos possuem maior aderência e boa estabilidade. São mais resistentes a furos e suportam mais pressão, tendo modelos que suportam mais de 130 PSI.

O pneu de bicicleta de estrada mais largo é mais confortável mesmo com pressões altas. Escolhendo esse tipo de pneu, ficará livre de sentir os impactos das estradas com asfalto ruim.

– Tipos de terreno

Antes de adquirir um pneu, pense antes em qual tipo de terreno você irá pedalar. Se a estrada for estilo “tapete”, onde o asfalto favorece o desempenho da bicicleta, você poderá escolher os pneus finos.

Porém, se você pedala em ruas e estradas com asfalto péssimo, escolha os pneus mais largos para não ter problemas com quedas, furos e até mesmo uma roda amassada!

– Tipos de Pneus

CLINCHER

São os pneus que usam câmaras e que se apoiam nas paredes internas dos aros. Você encontrará esse tipo de pneu nas versões de arame, que é mais pesado, como sem arame, de aramida (o famoso kevlar), que é mais leve.

As duas versões são vulneráveis aos furos e às snake bits (mordidas de cobra) na câmara, por aguentarem pressões menores. Se o seu objetivo é treinar quase todos os dias, o modelo de arame é mais indicado, pois é mais barato do que o de kevlar.

TUBELESS

Para diminuir o peso da bike e ganhar velocidade e desempenho, os pneus tubeless são uma boa escolha.
Esse tipo de pneu é mais resistente a furos e podem rodar com pressões mais baixas sem nenhum problema pois eles não possuem câmara de ar e devem ser preenchidos com o líquido selante, que veda os furos que acontecerem enquanto você pedala.

Para utilizar esse tipo de pneu, você terá um investimento alto pois será necessário ter junto ao pneu, aros específicos para tubeless, além do selante e do próprio pneu.

TUBULAR

Esse é o pneu indicado se você participa de competições. Ele é o mais diferente de todos os outros tipos pois o pneu é colado no aro, que deverá ser específico para pneus tubulares.

A câmara vem costurada por dentro do pneu e os reparos devem ser feitos por profissionais, já que requer cuidados especiais, mas nem sempre é possível consertar uma câmara furada, fazendo com que você tenha que adquirir um novo pneu. É a opção de maior custo.

Mesmo nessas condições, o pneu tubular é muito resistente a furos e também pode trabalhar com pressões altíssimas ou bem baixas sem problemas. Lembre-se que esse tipo de pneu só funciona com o aro específico para pneus tubulares.

Com essas informações você poderá escolher o tipo de pneu de bicicleta de estrada que vai ser o seu companheiro de pedal daqui pra frente.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada
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Dicas para melhorar a sua Performance na Bike

Se você pratica ciclismo regularmente sabe que a motivação para pedalar muitas vezes vem do desejo de aprimorar a técnica e obter melhores resultados. Mas com o passar do tempo e dos treinamentos realizados, melhorar a performance na bike passa a ser um desafio que exige muita paciência e persistência para conquistar o resultados cada vez melhores, seja nos treinamentos ou nas competições.

Para ter uma evolução constante, algumas dicas vão auxiliar no alcance dos resultados desejados para que você fique cada vez melhor na modalidade escolhida.

– ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA

O consumo de consumo de proteínas, verduras, legumes e carboidratos complexos ajudam o corpo na recomposição e fortalecimento dos músculos. Quando temos uma alimentação equilibrada conseguimos fazer a manutenção do peso, fator imprescindível para conseguir uma boa aerodinâmica na hora de ganhar velocidade nas provas.

Se for realizar provas curtas, o consumo de cafeína é válido pois ao consumir a substância uma hora antes da prova, o sistema nervoso central é ativado, oferecendo uma melhor performance nos exercícios aeróbicos e de força.

– REALIZE EXERCÍCIOS PLIOMÉTRICOS

As atividades pliométricas são aquelas de alta intensidade usando o próprio peso corporal ou feito com cargas leves. Esse tipo de atividade é muito importante para todo ciclista, pois dessa maneira aprendemos como economizar movimentos, o que é essencial na performance da aerodinâmica da bike, garantindo um desempenho mais ágil e rápido nos pedais.

Exercícios como agachamento com barras, salto sobre o caixote e salto no quadrado (saltando dentro e fora de um quadro desenhado no chão em todos os seus lados) são alguns dos mais indicados para os ciclistas que desejam aperfeiçoar suas técnicas de economia de movimento.

– CONHEÇA BEM A PROVA QUE IRÁ REALIZAR

Os melhores ciclistas não são apenas aqueles que estão bem preparados fisicamente, mas aqueles que procuram novas táticas e estratégias em seus treinos e provas. Vai fazer toda a diferença se conhecer bem o percurso, descobrindo e entendendo onde estão os pontos de aceleração, os locais que exigem maior esforço e onde podemos nos poupar.

Conhecer os outros atletas que irão competir com você é outra dica muito importante que pode te ajudar a conquistar melhores resultados. Saiba os pontos fortes e fracos de cada um deles e faça treinos tendo como base superá-los.

– APOSTE EM BONS EQUIPAMENTOS

Mesmo sendo um dica clichê, sabemos que cada equipamento e componente tem uma função imprescindível no sucesso de uma prova de ciclismo. Bicicletas mais leves, de carbono, peças de boa qualidade, vestuário confortável e especial para a prática de cada modalidade e adequados para a condição meteorológica do dia da prova podem fazer toda a diferença.

Para melhorar a sua performance no ciclismo é preciso prestar muita atenção em tudo o que envolve o esporte, desde as estratégias para alcançar os outros competidores até o empenho para aprender como economizar movimentos. Com muito treino e estudo, os resultados melhoram ao longo do tempo e a prática do ciclismo se torna ainda mais prazerosa.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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O que é o Sistema de Suspensão da Bike?

A suspensão é um item essencial para a bike de ciclistas que vão encarar terrenos acidentados e não querem perder performance.

Mas afinal de contas, o que é a Suspensão da Bike?

Suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.

E quais são as partes de uma Suspensão?

Falando de forma simplificada, as suspensões são compostas de quatro partes: espiga, coroa, canelas e monobloco.

Espiga

A espiga integra a suspensão ao quadro da bike e é a parte cilíndrica que vai por dentro da caixa de direção, junto com a mesa ou avanço. Já é muito comum que as bikes saiam de fábrica com o padrão oversize aheadset de espiga, sendo um sistema sem rosca e de maior diâmetro.
A maioria das suspensões usam a medida de 1-1/8” (uma polegada e um oitavo) para as espigas, onde podemos notar visualmente que é um padrão nivelado, sem ter uma ponta mais larga que a outra.
Mas também existem as suspensões com espiga tapered (tipo cônica), tendo medida de 1.5”  (uma polegada e meia) em sua parte inferior e são feitas para uso exclusivo em quadros com tubo e caixa de direção cônicos.
O material utilizado nas espiga mais simples, normalmente é o aço e nos modelos mais tecnológicos, costumam usar alumínio ou fibra de carbono para reduzir o peso e ter mais performcance.

Coroa

A coroa é a base onde a espiga está fixada e na maioria dos modelos é feita de aço, porém da mesma maneira que a espiga, nos modelos mais tecnológicos, pode-se usar alumínio ou fibra de carbono para confeccionar essa parte, fazendo com que a rigidez do conjunto fique maior.

Canelas (ou Bengalas)

São as hastes que estão em cada lado da coroa e que abrigam o sistema de amortecimento da suspensão.

Monobloco

Parte inferior da suspensão onde as canelas são encaixadas e que fazem a ligação do conjunto com as rodas e eixo dianteiros.
É uma peça única ligada por um arco que busca dar maior rigidez à estrutura e evitar que a suspensão torça e chegue a se romper.

Agora que sabemos das partes, vamos falar do Sistema de Suspensão

Existem 3 tipos de sistemas de suspensão para bike e elas são classificas conforme o seu sistema de amortecimento: Elastômero, Mola e Ar/Óleo

Elastômero

Suspensão mais básica e o seu funcionamento é feito com um elastômero.
Os elastômeros são tubos de poliuretano que podem ter diferentes densidades, fazendo com que a suspensão seja mais macia (menor densidade) ou mais dura.

Apesar do elastômero ser muito leve, o conjunto desse tipo de suspensão pode ser mais pesado devido à qualidade dos demais materiais.

Custo de manutenção é bem baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Molas

São mais acessíveis e muito pesadas. Utilizam uma mola em cada bengala o que faz com que a bicicleta “pule” muito.
É necessária a lubrificação do conjunto regulamente com uma graxa específica para ajudar no funcionamento.

Custo de manutenção baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Ar e Óleo (hidráulico-pneumático)

É o sistema de melhor funcionamento, pois é possível realizar muitos ajustes nele para cada tipo de pilotagem de cada ciclista.
Utiliza materiais de alta tecnologia, como carbono, titânio, alumínio e etc, sendo mais leves que os demais modelos, pesando de 700g a 2kg.
Na bengala esquerda fica a câmara de ar, que é calibrada de acordo com o peso do ciclista, e do lado direito fica o sistema hidráulico, com os ajustes de compressão e trava.
A trava deixa a suspensão mais rígida, o que otimiza a energia das pedaladas em subidas e sprints em retas.
Nesse sistema também é possível ajustar o retorno da suspensão ao seu curso total, podendo ajustar o controle de retorno em maior ou menor velocidade. Esse ajuste fica na bengala direita, embaixo do monobloco.

Custo de manutenção é um pouco elevado.
Indicada para trilhas, competições e passeios.

Uma dica importante é que você sempre leia o manual de instruções do fabricante para saber as instruções corretas de manutenção.
Nele você encontrará as orientações sobre a periodicidade da realização de uma manutenção preventiva, pois quando o ciclista começar a ouvir algum barulho estranho ou algum vazamento é sinal que o sistema já está prejudicado.

Matéria adaptada de Bike Registrada

Vai pedalar longas distâncias? Confira essas dicas!

Mesmo quem já está acostumado a pedalar todos os dias, sabe que encarar longas distâncias não é uma tarefa fácil. Para enfrentar esse desafio é necessário muito preparo e cuidados especiais.

Veja algumas dicas para ter um desempenho melhor nesse tipo de pedal.

– ALIMENTAÇÃO

Parte fundamental para quem quer realizar exercícios de alta intensidade.
Para longas pedaladas, o ideal é já sair de casa bem alimentado e sempre levar opções para repor a energia durante a atividade.
Barras de cereal, sanduíches e frutas são ótimas opções.  

Não fique sem comer para não ter fraqueza durante o pedal e comprometer o seu desempenho, mas também não leve nada muito pesado para não ter aquela sensação de desconforto.

– HIDRATAÇÃO

Outro cuidado especial que devemos ter é a hidratação. Com a transpiração excessiva é necessário a reposição dos líquidos, seja com água ou isotônico.
A vantagem dos isotônicos é que eles repõem os sais minerais perdidos durante o exercício, oferecendo mais energia.
Beba um pouco de água a cada 20 minutos. Manter-se bem hidratado e alimentado, vai melhorar muito a sensação de bem-estar que a pedalada oferece.

– ROUPAS

Escolha roupas leves, dando preferência para as específicas de ciclismo, pois elas favorecem a transpiração.
As roupas íntimas devem ser folgadas e agradáveis, pois influenciam e muito na sua pedalada. Muitos ciclistas preferem não utilizar roupas íntimas, usando apenas as bermudas de ciclismo.

Um bom calçado deve ser utilizado também. Escolha uma sapatilha profissional ou um bom tênis resistente para ter mais conforto e segurança para pedalar.

– NÃO LEVE MUITO PESO

Como vai pedalar por longas distância, nem pense na possibilidade de levar uma mochila muito pesada. Leve apenas o necessário, dando preferência pelas pequenas bolsas que podem ser fixadas embaixo do selim e são ideais para levar ferramentas, câmaras e remendos.

Depois de muitas horas pedalando, quanto menos peso você estiver carregando, melhor será o seu desempenho.

– PROTETOR SOLAR E REPELENTE

Dependendo o local que você vai pedalar, proteger a pele dos desgastes do sol e dos ataques dos mosquitos é muito importante. Leve sempre esses produtos com você e não esqueça de reaplicá-los de tempos em tempos.

Pedalar por muitas horas e muitos quilômetros requer muito preparo e, se você não está acostumado, comece devagar e mantenha a regularidade e o ritmo. Logo estará aumentando o ritmo e a distância percorrida.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

Sua bike está pronta para encarar o pedal?
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De Biker pra Biker: 5 erros mais comuns em ciclistas iniciantes

Quando começamos a pedalar é muito comum que pequenos erros aconteçam, mas se não corrigirmos, eles que podem atrapalhar nosso desempenho e até desestimular a prática da atividade esportiva.

O importante é identificar os erros e começar a corrigi-los.
Pequenas mudanças na sua condução, ou na manutenção da sua companheira de pedal, irão fazer toda a diferença para que você tenha muito mais performance na sua pedalada!

Confira esse vídeo do ciclista Camboja, explicando um pouco mais sobre os erros de ciclistas iniciantes.

1º erro mais comum

Passar pelos obstáculos sentado na bike

O correto é ficar na posição neutra, em pé com o peso distribuído nos dois pés e os braços relaxados. Os pedais devem ficar alinhados horizontalmente para não atingir nenhum obstáculo.

2º erro mais comum

Ficar com os pés na vertical

Em trechos onde não estiver pedalando, o correto é manter os pés paralelos ao chão para que o peso fique distribuído no mesmo centro de gravidade.
Somente em curvas é que os pedais devem ficar na vertical para facilitar a realização da curva.

3º erro mais comum

Bater o pedal no chão

É um erro muito comum de acontecer, principalmente para quem está começando, e que quase sempre ocasiona quedas.

Ao fazer uma curva, sempre levante o pedal de dentro, nunca deixa o pedal embaixo, pois você vai bater ele no chão e certamente irá cair.

4º erro mais comum

Usar muito lubrificante

A utilização do lubrificante é muito importante, especialmente na relação, mas usar muito lubrificante vai acabar atraindo toda a sujeira.

Coloque uma gota por elo e nunca deixa a sua corrente seca.

5º erro mais comum

Não ajustar corretamente o capacete

Para quem está começando pode achar que é somente colocar o capacete e fechar a fivela que está tudo pronto.

Existem 3 regulagens que você deve ficar atento para que o capacete fique seguro.

– A primeira são as travas laterais que devem ser posicionadas bem próxima a orelha.
– O ajuste da nuca, que é feito no disco de regulagem que existe na parte de trás, deve ficar justo para deixar mais firme o capacete.
– E por último o ajusto do pescoço deve ter uma folga para mais conforto.

Siga o Camboja no Instagram e tenha uma dose diária de inspiração para sair pedalando: @camboja_mtb

Já deixou sua bike em dia para encarar as trilhas de 2020?
Você encontra tudo aqui na Azupa!

Ciclocross: Uma modalidade diferente de tudo o que você já viu!

Lama, obstáculos e bike nas costas, assim é o ciclocross

Photo by Angel Santos on Unsplash

Se você ainda não conhece o ciclocross, esqueça toda a imagem que você tem sobre as competições de ciclismo. Uma mistura de vários tipos de competições, recheada com muita lama e obstáculos desafiadores, esse é o ciclocross.

Essa modalidade faz parte do calendário internacional da União Ciclística Internacional (UCI) e tem a sua própria Copa do Mundo, realizada de setembro a fevereiro (período de inverno no hemisfério norte).
O ponto alto do calendário é a prova do Campeonato Mundial, que começou a ser disputado em 1950 e esse ano será disputado nos dias 1º e 2 de fevereiro, em Dübendorf, na Suíça.

Podemos falar que é uma espécie de curso prático de ciclismo, pois exige forte habilidade na condução, além de uma ótima forma física, porque em diversos trechos, os atletas precisam carregar as bikes nas costas.

As provas normalmente possuem de 2,5 km a 3,5 km de extensão e são realizadas em circuitos técnicos e montanhosos, onde o terreno possui trechos de areia, galhos de árvores e lama, sem contar os obstáculos artificiais, como barreiras e escadarias.

Photo by Angel Santos on Unsplash

O ciclocross nasceu de corridas entre amigos, onde o objetivo era chegar primeiro sem usar as estradas normais de uma cidade a outra, fazendo com que os corredores buscassem atravessar plantações e pular cercas de fazendas.

Como era um esporte que poderia ser disputado mesmo no rigoroso inverno, período de recesso das competições de estrada, passou a ser visto como uma nova modalidade.
O primeiro campeonato nacional na França foi realizado em 1902, com ajuda de Géo Lefèvre, um dos criadores da tradicional Volta da França de ciclismo.

Photo by Angel Santos on Unsplash

Mais de 100 anos depois, uma corrida amistosa entre amigos, virou uma modalidade com participação dos mais importantes ciclistas do mundo envolvidos.
Já pensou em dar uma chance ao ciclocross?

Matéria originalmente publicada em Red Bull

Quer deixar a sua bike em dia para o ciclocross?
Você encontra tudo aqui na Azupa!

Itens para lavar sua bike em casa

Depois daquela trilha pesada ou o pedal urbano debaixo de muita chuva, chega a hora dar aquela limpeza na sua companheira de pedal!

Preparamos algumas dicas para te ajudar a lavar a bike em casa!

Desengraxante

Tenha um bom desengraxante para realizar a limpeza com maior praticidade, evitando que o sistema de marchas tenha sujeira acumulada, o que prejudica a transmissão.

O desengraxante remove a sujeira que não sai com uma simples lavagem. A maioria dos produtos de qualidade possuem embalagem prática de usar, bastando borrifar o produto, deixar agir por alguns instantes e lavar.

Escovas

A bicicleta possui alguns conjuntos e componentes de difícil acesso para realização de uma limpeza adequada. Para facilitar esse procedimento, faça o uso de escovas na hora da lavagem da bike em casa.

Invista em kit de escovas com diversos tamanhos, pois elas são ótimas para a limpeza do das coroas e do cassete. Normalmente esses itens tem boa qualidade e duram por bastante tempo, porque são feitos com material resistente.

As escovas também são úteis para remover aquela sujeira pesada depois de uma trilha, quando a bike fica cheia de barro.

Panos

Após a lavagem, se faz necessário a utilização de panos na hora de secar a estrutura. Aquela velha história de deixar a bike no sol para secar não funciona. Para que ela fique completamente seca, somente com o pano.

Prefira tecidos com alta absorção, podendo ser um tecido de algodão comum ou até mesmo aquela roupa que você não usa mais. É importante também organizar os itens usados para lavar a bike em casa e ter sempre uns quatro panos para essa finalidade.

Essa etapa de secagem completa é importante para evitar que alguns componentes enferrujem, além de dar brilho à estrutura da bike e evitar que poeira grude enquanto ela ainda estiver molhada.

Proteja as mãos!

Para realizar a lavegam da bike em casa é importante pensar na proteção das mãos.
Se você está acostumado a realizar a lavagem sem luvas, provavelmente tenha se machucado, nem que seja de leve. Basta acertar as mãos sem querer nos dentes do pedivela, por exemplo, para conseguir um ferimento.

As luvas de borracha são as mais indicadas para proteger, além de serem maleáveis e bastante práticas de usar durante a limpeza da bike.

Lubrificação

Após a lavagem, não se esqueça de lubrificar a corrente. Use sempre produtos específicos e de qualidade, como óleos lubrificantes de marcas conhecidas.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

E você?
Está cuidando bem da manutenção e limpeza da sua companheira de pedal?

Precisando de itens para a limpeza, você encontra aqui na Azupa!