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Como utilizar os cadeados para bike de forma segura

Dependendo do local e de quanto tempo a bike fique sozinha, sempre existe o risco de perder a bike, ou partes dela, por melhor que seja o cadeado.
É recorrente ouvirmos de ciclistas que já encontraram a bike com partes faltando após deixa-la presa em algum local.
Mesmo que não exista uma saída 100% eficaz, algumas atitudes podem ajudar a deixar a sua bike presa de forma mais segura.

Escolher um local onde ela esteja visível, ou tenha segurança confiável, e usar bons cadeados de forma adequada são boas opções. O ideal é trancar a bike com dois cadeados, um rígido em forma de “U” (U-Lock) e um flexível de aço.
Veja nas imagens abaixo as formas de utilização corretas dos cadeados.

Lembrando que também já fizemos um post explicando como utilizar de forma segura o “U-Lock” no paraciclo.
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Χ   Errado
Evite prender o cadeado somente na roda dianteira e no quadro, pois a roda traseira e o selim ficam vulneráveis.

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Χ   Errado
Evite prender o cadeado somente no quadro, pois a roda traseira, dianteira e o selim ficam vulneráveis.

 

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Χ   Errado
Evite prender o cadeado somente na roda traseira e no quadro, pois a roda dianteira e o selim ficam vulneráveis.

 

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√  Certo
Prendendo as duas rodas junto ao quadro, você previne o furto dos componentes fundamentais da bike.

 

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√  Certo

Uma das melhores maneiras de prender todos os componentes. Previne o furto do quadro, rodas e selim.

 

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√  Certo
Certamente está é a melhor forma de proteger sua bike. Retire a roda dianteira e prenda-a junto ao quadro e roda traseira com o U-Lock. Para garantir que o selim não será roubado, use o seu cadeado para prendê-lo.

 

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Também temos uma linha de cadeados disponíveis na Azupa! Confira aqui!

Faça você mesmo! Ferramentas para sua bike

Maleta compacta com 18 ferramentas para você mesmo deixar a sua companheira de pedal em dia!

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Se você é uma pessoa que gosta de arrumar por conta própria as coisas que quebram em casa, sabe a importância que é ter a ferramenta certa para certos tipos de reparos. Na bicicleta é a mesma coisa, cada componente da bike tem uma determinada ferramenta específica para ele e até mesmo os mais simples ajustes, como coloca o suporte de caramanhola, podem ser difíceis se não tiver pelo menos um kit básico de chaves Allen.

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Ferramenta para medir desgaste de corrente

Todo ciclista provavelmente já teve que botar a mão na massa e fazer a manutenção da magrela. Mas quando não temos as ferramentas adequadas, os pequenos ajustes se tornam grandes problemas, nessa hora é preciso ter um conjunto de ferramentas especiais.

Mas aquele conjunto profissional, usado nas bicicletarias para a manutenção pesada de muitas bikes, pode parecer muita coisa não é mesmo?
Muitas daquelas ferramentas nem serão utilizada nas manutenções rotineiras da sua bike.
Por esse motivo trouxemos a maleta compacta da SJ Tools, com 18 ferramentas, algumas com mais de uma função, totalizando mais de 25 opções de uso.

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A maleta tem 35x27cm fechada, e conta com 18 ferramentas com mais de 25 funções.

É uma maleta prática, que vai organizar em um só lugar, todas as ferramentas necessárias para ajustes e manutenções rápidas, é fácil de ser guardada e transportada também.

As ferramentas possuem cabos emborrachados e atendem a maioria das bicicletas de passeio, BMX, Road e MTB. Conta com jogo de chaves Allen de 1,5 a 6mm, chave Tork, extratores de pedivela, corrente e k7, chave para instalar ou retirar movimento central Hollowtech, chave de raio, kit remendo e muitas outras ferramentas.

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Chave de Raio com 8 posições
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Chave para pedais que facilita a instalação e retirada

Com essas ferramentas, com certeza sua bike vai estar sempre em dia para encarar qualquer pedal!

Temos essa maleta disponível para você aqui na Azupa! Confira aqui!

Bike Aro 27.5”?

As mountain bikes aro 27.5 são a opção mais versátil em tamanho de rodas, que são menores que uma roda de 29, e também ajudam ciclistas menores a ficar na posição correta na bicicleta.
As 27.5 surgiram como uma forma dos fabricantes compensarem certa perda de agilidade em trechos técnicos bem travados, e a própria questão do peso, já que uma 29 pesa em média 12% mais que uma 26 e a 27.5 pesa em média 5% a menos que uma 29, embora a relação peso X potência esteja dentro da média.

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Mas qual é a melhor bicicleta?

Não existe uma regra para definir qual é a melhor bicicleta.
Cada ciclista é único e isso inclui sua composição física (alto, baixo, forte, magro), estilo de pilotagem (do iniciante ao mais técnico), uso da bicicleta (pedala por lazer, competição, trabalho) e a região em que será utilizada (trilhas, estradas, urbano, subidas).
Dessa maneira, não considerar esses fatores ao escolher o tamanho da roda é um erro.

E quais as vantagens da Roda 27.5”

Geometria

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A geometria do quadro influencia diretamente na pilotagem da bicicleta, afetando a agilidade, rapidez e até mesmo o conforto.
Quanto maior a roda, mais difícil ela servir nos quadros menores e quanto menor o quadro, mais difícil as rodas grandes caberem, nesse caso, nos quadros menores que 17”, a caixa de direção acaba ficando mais alta em relação ao selim, o que altera a posição de pilotagem.

As rodas 27.5, oferecem uma grande possibilidade de geometria, se adequando à vários tamanhos de quadros. Essas rodas já estão dominando boa parte das provas de Enduro e ganhando força no Downhill.

Aceleração

É um fator muito importante na escolha do tamanho da roda. Uma roda maior demora mais para acelerar, precisando de mais potência para alcançar determinada velocidade.
Ou seja, em uma trilha muito técnica, onde a aceleração e desaceleração é constante, as 27.5 levam vantagem.
Se a região que vai ser praticado o pedal é mais estradão, ou o ciclista visa o conforto, a roda 29 tem maior vantagem.

Ângulo de Ataque

Uma roda maior ultrapassa mais facilmente sobre os obstáculos, além de manter a velocidade mais facilmente em terreno irregular.
Nesse quesito, as rodas 27.5 tem desempenho bem similar às 29, mas melhor que as 26.

Veja na imagem abaixo que o ângulo de ataque é o ângulo de intersecção entre um objeto redondo e um objeto quadrado.

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Comparando o ângulo de ataque, as rodas 27.5 ficam bem próximas do desempenho das 29

Quando comparados os ângulos de ataque entre os diferentes tamanhos, a roda 29 ultrapassa os obstáculos com maior facilidade e segurança, mas a diferença entre a performance da roda 27.5 e da 29 é de apenas 2%.

 

Tração

Rodas maiores tem maior superfície de contato com o solo. Se não levarmos em conta fatores como pressão e tipo de pneu, quanto maior a superfície de contato com o solo, melhor a tração.

Como você pode ver na imagem abaixo, a área de contato com o solo de uma 29 e uma 27.5 são similares. Se analisarmos o fato que a 27.5 em baixa velocidade acelera mais rapidamente, ela acaba levando vantagem em relação à 29.

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Peso

Para muitos é um fator fundamental, pois uma bicicleta mais leve representa uma clara vantagem, porém é importante separarmos em 2 fatores: peso total da bicicleta e peso das rodas.
Ao comparar um bicicleta 27.5 com uma 29, nas mesmas configurações, o peso total da 27.5 fica em torno de 5% mais leve. Se analisarmos apenas o peso das rodas (roda + pneu), percebemos que a roda 27.5 é 7% mais leve que uma 29.
Isso significa melhor aceleração e desempenho nas subidas.

E quais as desvantagens das aro 27,5?

Uma desvantagem clara é o fato de, na descida, elas pegarem menos do que as 29. Essa capacidade de manter a velocidade pode ser impactante na performance daqueles utilizam em regiões mais planas ou em provas em que a exigência técnica não é tão alto, como as provas de Trip Trail e Maratona.

E as bicicletas 27.5+?

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Foto: Bartek Wolinski/Red Bull Content Pool

O que são?

O conceito das rodas 27.5+ é oferecer um tamanho de roda intermediário comparado à “Fat Bike”, geralmente montadas com rodas 26 e pneus de 4.0 até 5.0.
Podemos definir a 27.5+ como uma versão “leve” das Fat Bikes, mas com a vantagem de ser mais ágil e dispensar o uso de rodas apropriadas para acomodar pneus extremamente largos.

As Fat Bikes têm se popularizado por causa da alta capacidade de transpor obstáculos, grande aderência e conforto dos pneus super largos de grande volume. Esse tipo de pneus podem usar baixa pressão de ar, aumentando a tração em condições extremas, como neve ou areia.
As 27.5+ oferecerem um desempenho superior, comparado as Fat Bikes, e muito mais conforto do que modelos convencionais graças ao pneu mais largo e alto que funciona como um amortecedor.

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Temos diversos modelos de pneus 27.5 na Azupa! Confira aqui!

 

 

Descida das Escadas de Santos 2018

Jejum brasileiro de vitórias é encerrado na 16ª edição da prova realizada no Morro do Pacheco em Santos

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Desde 2009 um brasileiro não era campeão da Descida das Escadas de Santos, na Baixada Santista, que é considerada uma das principais provas de downhill urbano na América do Sul.
A final foi disputada no domingo (4 de março) e teve como grande campeão o ciclista Gabriel Giovannini, de Indaiatuba (SP).

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Etapa da Descida das Escadas de Santos (Foto: Bruno Nunes/Assessoria de Imprensa)

 

O circuito do Morro do Pacheco, tem 514 degraus em uma pista de 600 metros de extensão, além de um desnível de 143 metros (equivalente a um prédio de 45 andares). O vencedor marcou o tempo de 56s435, Lucas Borba terminou em segundo, com 57s302, seguido por Bruno Pinto, com 58s041.

A 16ª edição da prova contou com a participação de 80 atletas de cinco países: Brasil, Equador, Chile, Colômbia e Espanha.

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Descida das Escadas de Santos (Foto: Bruno Nunes/Assessoria de Imprensa)

As eliminatórias aconteceram no sábado e dez atletas foram classificados para as semifinais no domingo.
Gabriel Giovannini cravou o melhor tempo entre os cinco finalistas e confirmou o confirmou o favoritismo ao conquistar o menor tempo na final, mesmo com alguns problemas para enfrentar – o pneu da sua bike saiu do aro instantes antes de cruzar a linha de chegada.

O último brasileiro a ganhar a prova tinha sido Wallace Miranda, em 2009. Na edição de 2018, ele fez uma boa disputa terminando na 4ª colocação.
Vale lembrar que desde 2010, só estrangeiros dominavam a prova, o polonês Filip Polc levou os títulos em seis temporadas (2010, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), o equatoriano Mario Jarrin (em 2011) e o espanhol Javier Raton Guijarro (em 2017).

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Etapa da Descida das Escadas de Santos (Foto: Bruno Nunes/Asessoria de Imprensa)

Entre as mulheres, Bruna Ulrich mostrou estar em um patamar mais elevado do que suas adversárias nesta competição, fechando com um cerca de 17 segundos de vantagem sobre Patricia Loureiro, a segunda colocada.

Resultados Finais:
Masculino
1 –
Gabriel Giovannini: 56,4 segundos
2 – Lucas Borba: 57,3 segundos
3 – Bruno Silva: 58 segundos
4 – Wallace Miranda: 59,3 segundos
5 – Frederico Vieira: 58,6 segundos

Feminino
1 – Bruna Ulrich: 1:15.659
2 – Patricia Loureiro: 1:32.256
3 – Amanda Dutra Santos: 1:35.813

E aí?
Encara essa descida também?

Não esqueça que a sua bike tem que estar preparada para o Downhill Urbano e o pneu certo faz toda diferença!
Temos diversos modelos de pneus Downhill aqui na Azupa!

Qual o selim ideal?

O selim é uma das partes mais importantes da bicicleta quando o assunto é conforto.

Saber escolher o selim ideal para a modalidade específica que será praticada é essencial para que a atividade não seja desconfortável e o iniciante no mundo do pedal não desista precocemente.
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Um selim desajustado ou inadequado, faz com que a distribuição do peso entre os três pontos de contato do corpo com a bicicleta (guidão, selim e pedais) fique desregulada, assim, o ciclista com dores na região dos glúteos, aplicará mais força no guidão e pedais para aliviar o incômodo do selim, mas trará dormência nas mãos e pés.

A escolha do selim é personalizada, por isso o ideal é fazer um Bike Fit (estudo ergonômico capaz de adequar a bicicleta ao usuário).

Vamos conferir alguns fatores que devem ser levados em consideração ao escolher o selim ideal:

Modalidade

Cada modalidade do ciclismo tem sua maneira própria do ciclista se posicionar ao pedalar. Um exemplo são as bike de provas contrarrelógio, onde o ciclista assume uma posição quase deitada sobre a bike para ter mais aerodinâmica e velocidade.
Desse modo, utilizam selins que são totalmente diferentes dos atletas de Mountain Bike, onde o atleta pedala com o tronco mais elevado.

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Alguns exemplos de formatos de selins de acordo com a sua classificação: Race, Sport ou Conforto

Largura

O conforto vem da largura do selim com a distância entre os ossos do quadril de quem pedala. Os ossos ísquios constituem a zona inferior da pélvis e que apoia o corpo quando estamos sentados.
Os ísquios femininos são mais largos que os masculinos, o que deve ser levado em consideração na hora da escolha do selim.
A maneira mais eficaz de saber a distância entre os ísquios é o Bike Fit. As lojas que fazem esse estudo, possuem uma régua “assento” que registra a pressão dos ísquios em uma espuma, podendo assim medir a distância entre os ossos em centímetros.

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Comparação entre a largura dos selins de acordo com a sua classificação

Flexibilidade

Cada pessoa tem uma flexibilidade da coluna diferente e isso interfere diretamente na posição de alta performance do ciclista e, consequentemente na escolha para o selim mais adequado. Assim, é possível variar entre selim plano e estreito, para os mais flexíveis, até os selins mais curvados lateralmente e macios na parte central, para aliviar a pressão na região genital dos menos flexíveis.

Por isso foram desenvolvidos três formatos de selins que são para os três diferentes tipos de flexibilidade e para facilitar o entendimento, foram denominados nomes de animais para diferenciar os ciclistas, conhecidas como “Fizik Spine Concept – o conceito da coluna”.

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Mulher

A maioria das reclamações femininas são relacionadas ao selim. Isso acontece pois praticamente todas as mulheres, que não são atletas profissionais, utilizam selins masculinos.
Os ossos ísquios femininos são mais largos que os masculinos, o que deve ser levado em consideração na hora da escolha do selim.  Seus selins deverão ser mais largos. Outro fator é que o giro do quadril delas é maior, assim, a distância entre a ponta do selim até a sua base são menores e mais macios na porção de contato com a região genital.

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Selim vazado ou não?

Os selins vazados aliviam a pressão na região do períneo, mas são modelos masculinos e quando utilizados por mulheres, agravam ainda mais o desconforto devido às diferenças anatômicas entre homens e mulheres.

Nesse ponto é importante verificar a qualidade do material aplicado ao selim. Os selins vazados, quando não apresentam tecnologia e material para isso, cedem com facilidade, tornando-se curvados e, ao invés de aliviar a pressão, passam a aumentá-la. Por outro lado, alguns modelos “não vazados” são fabricados com material e tecnologia que oferecem um alívio da pressão na região do períneo tão ou mais eficientes que os vazados.

Ajuste do Selim

O ajuste do selim no canote é um ponto importante na questão do conforto. Selins com a ponta para cima ou para baixo são inadequados ao uso, podendo causar desconforto e dores.

A posição horizontal é a recomendada e pode ser ajustada colocando um nível sobre o selim para alinhá-lo.

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O Bike Fit também irá ajustar a posição do selim no carrinho (peça onde o selim é fixado no canote). A posição do selim pode ser mais para frete ou para trás dependendo do biotipo, tamanho do tronco e membros do ciclista.

TECNOLOGIAS

Existem diversos tipos de tecnologias empregadas na fabricação dos selins e cada empresa pode ter sua tecnologia exclusiva.
Dessa maneira, vamos explicar um pouco das tecnologias da fabricante Velo Saddles, que estão presentes na maioria dos selins comercializados pela Azupa.post_selins12

 

 

MEMORY FOAM: O gel que compõe o selim, sempre volta ao mesmo ponto após o uso,
adaptando-se a anatomia do ciclista.

 

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D2 – DUPLA DENSIDADE:
Base d e polipropileno com dois suplementos termoformados (Kraton), ou seja, espumas de densidades diferentes, localizadas na parte posterior dentro da própria cápsula da resina do selim.
Esses dois suplementos permitem conforto máximo aos ossos que suportam grande parte do peso do ciclista. Ao mesmo tempo, os suplementos elásticos mantêm a força e durabilidade exigidas pela base do selim.

post_selins9ZONE FULL CUT: Para muitos, a postura ao pedalar pode criar pontos de pressão que podem levar ao desconforto em tecidos e órgãos sensíveis.
Com um desenho oval, no centro da base do selim, essa tecnologia ajuda a minimizar esse problema. O selim não é vazado, mas a base dele possui essa característica.

post_selins8ARC TECH: Um sistema de conexão dos trilhos à “cápsula” que permite flexibilidade e consequentemente um maior conforto.
Essa flexibilidade acontece porque os trilhos são levemente suspensos da base, e são posicionados nas extremidades do selim, deixando uma ampla parte da “cápsula” livre para a mesma flexionar-se e absorver o impacto.
Essa tecnologia não é somente durável, mas também permite que o peso se mantenha extremamente baixo.
post_selins11ATOMS SHAPING: Acabamento sofisticado e inovador entre a cobertura e a base do selim sem grampos ou costura visível, garantindo um recurso impermeável, proporcionando melhor limpeza e manutenção após o uso.

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SUSPENSION GLOBE: Grande Elastômero redondo fixado aos trilhos do selim que permite ao ciclista um movimento natural do pedal devido a suspensão.
O elastômero também amortece as vibrações da estrada se movimentando junto com o ciclista que permite um maior conformo ao pedalar.

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V MOUNT: Encaixe na base para inserir suporte de acessórios para luzes sinalizadoras traseiras e bolsinhas para documentos ou ferramentas.

 

 

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O modelo ideal de selim você encontra na Azupa! Confira aqui!

Você sabe escolher o capacete ideal?

Não estamos falando apenas do visual, mas de detalhes simples e muito importantes, que farão toda a diferença para a escolha certa.

O primeiro passo é verificar o tamanho do diâmetro da sua cabeça com uma fita métrica, deixando-a no centro da testa e acima das orelhas e sobrancelhas. Assim você conseguirá combinar com o diâmetro dos capacetes na hora da compra.

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Veja as medidas indicadas para a escolha por tamanho: 

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Para facilitar o acerto, na compra prefira os modelos de capacetes que possam ter a regulagem de aperto, assim você poderá deixar mais agradável e confortável. Aconselhamos também verificar se as almofadas, ou espumas, internas são removíveis, assim a limpeza fica mais fácil, aumentando o tempo de vida do capacete.

Agora que sabemos o tamanho certo, que tal conhecermos os tipos de capacetes?

TIPOS DE CAPACETE

Capacetes Abertos

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São os mais utilizados e seu formato, em forma de concha, serve para melhorar a aerodinâmica e para ser mais eficiente em quedas horizontais. Alguns modelos vêm com viseira removível, que além de proteger do sol, protege também de galhos e outros objetos.
Os modelos com viseira são mais usados por praticantes de mountain bike, enquanto os sem viseira, pelos praticantes de ciclismo de estrada.

Capacetes urbanos

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Também chamado de “coquinho”, são mais fechados e achatados na parte superior. São indicados para modalidades onde existe risco de uma queda vertical, como BMX. É uma ótima opção para o ciclismo urbano.

Capacetes Fechados

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São maiores e mais pesados, indicados para modalidades extremas. Possuem proteção de queixo e são muito utilizados por praticantes de Downhill e algumas modalidades de BMX.

Capacetes de Ciclismo de Pista

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Esses capacetes são próprios da modalidade e seu design é testado para vencer a resistência aerodinâmica nas provas de velódromo. Possuem a parte traseira alongada e visor integrado.

Depois de sabermos quais são os tipos de capacete, precisamos nos atentar em alguns fatores que, combinados, lhe trarão os benefícios necessários para o pedal.

Um bom capacete deve oferecer um equilíbrio entre proteção, cobertura, ventilação e conforto. Vamos analisar cada fator.

Proteção

Deve-se levar em consideração o material utilizado na fabricação do capacete. Há uma variedade de materiais, cada qual com sua característica específica, como peso e resistência.

A maioria dos capacetes é fabricada em EPS (poliestireno expandido), mas também encontramos modelos em fibra de vidro ou plástico.

As tecnologias, processos e materiais aplicados também influenciam no desempenho e no preço. Por esse motivo é necessário analisar o tipo de modalidade que você pretende praticar e quanto deseja investir.

Sempre verifique se o capacete possui certificados de qualidade. Essa é a garantia que o produto é bom e de qualidade. Não escolha um capacete apenas pelo preço, afinal, ele é um investimento!

Cobertura

Ainda dentro da proteção, o capacete deve oferecer uma boa cobertura. Não adianta usar um capacete se ele cobre somente uma pequena parte da sua cabeça.

O ideal é que ele envolva a traseira, lateral e frente do crânio, como se fosse um boné. Deve servir bem, sem apertar e a parte dianteira deve ficar a cerca de 2,5cm acima da sua sobrancelha.

Ventilação

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Esse é um importante fator, pois não é somente conforto, mas sim de saúde. O couro cabeludo também precisa transpirar durante a realização de um exercício.

Por isso, procure um capacete com diversas entradas e saídas de ar, proporcionando assim a ventilação adequada.

Conforto

É preciso considerar o encaixe do capacete na cabeça e também as tiras de fixação. Ele deve ficar firme na cabeça sem apertar em nenhum dos lados.
Mesmo sem as tiras, o capacete deve permanecer na cabeça, porém sempre use com todos os itens de proteção.

Ajuste do capacete

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A maioria dos capacetes possuem um dispositivo de regulagem na parte traseira e não deve estar apertado ou folgado.
As tiras de fixação também devem estar corretamente ajustadas e sua orelha deve ficar no meio do “triângulo” lateral e a ponta de encontro destas duas faixas devem estar logo abaixo da orelha, próximo à sua mandíbula.

A parte que oferece suporte à parte superior deve passar abaixo do queixo e não deve ficar firme e nem muito solta. O recomendado é ter uma folga de 2 à 3 dedos, o que será suficiente para manter o capacete na sua cabeça e não lhe causar desconforto.

Considere todos esses fatores e certamente você terá um ótimo equipamento com proteção adequado.
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Temos diversos modelos de capacetes na Azupa!
Confira aqui!

Qual é a diferença? Bicicleta Aro 29 x Bicicleta Aro 26

Elas vieram para ficar!
Inúmeros praticantes aderiram à novidade das bikes aro 29, mas muitos ciclistas ainda estão incertos sobre a diferença entre as bicicletas aro 29 e 26.
Vamos ajudar você a entender melhor as vantagens e desvantagens do aro 29 em relação ao aro 26.

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Modelo de bicicleta aro 29

A primeira diferença é a mais óbvia: o tamanho. A maioria das bicicletas mais simples e mais antigas já vem de fábrica aro 26 e é até fácil perceber essa primeira diferença visual!
Mas quais as mudanças que essa diferença de tamanho causa? Veja alguns exemplos:

  • Comparando com a roda aro 26, a 29 tem melhor performance ao encarar rochas e raízes, isso devido a sua circunferência maior que proporciona menor ângulo para atacar os obstáculos das trilhas.
    Um bom exemplo é imaginar um degrau, quanto maior a circunferência do aro, mais fácil a roda passa pelo degrau;
  • No aro 29, a superfície de contato do pneu com o chão é maior, cerca de 9 cm de comprimento, enquanto o aro 26 tem cerca de 6 cm de comprimento. Assim cada pedalada rende uma distância maior que é percorrida;
  • As câmaras de ar 29 suportam um volume de ar bem maior, o que traz mais conforto ao pedalar.
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Diferença de tamanho entre o aro 29 e o aro 26

Mas só vimos vantagens ao escolher o aro 29.

Existem desvantagens?
Sim, existem, e variam de ciclista para ciclista. Vamos listar algumas delas:

  • O aro 29 é mais pesado se comparado ao 26. Isso devido à circunferência maior do aro. Mas o peso pode variar dependendo do material utilizado na fabricação desses produtos;
  • As bicicletas 26 tem maior agilidade em terrenos mais fechados;
  • Ciclistas mais baixos podem ter dificuldade em se adaptar ao tamanho, porém esse é um problema que tende a desaparecer, pois os fabricantes já estão fazendo quadros com geometria adequada ao tamanho de diferentes aros.
  • Os componentes da bicicleta (quadro e garfo) devem ser compatíveis com a roda 29.
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Suspensão indicando compatibilidade

E qual o tamanho da roda que devo usar?
Não existe uma regra geral, pois cada ciclista deve analisar diversos fatores e escolher a melhor opção para a sua necessidade. Vamos ver alguns desses fatores:

  • Altura: Ciclistas mais altos (1,80m para cima) não encontrarão problemas ao escolher o aro 26. Já os ciclistas mais baixos (1,50m à 1,70m), o ideal é verificar se tem a possibilidade de combinar o quadro adequado à altura com o aro 29. Fazer um bikefit seria ideal para saber o tamanho do quadro perfeito para a sua faixa de altura;
  • Suspensão: Os diferentes modelos de suspensão também afetam na mudança. Por exemplo, se o ciclista já está adaptado a uma suspensão com curso (tamanho do amortecimento) de 130mm, terá que se adaptar novamente pois as bicicletas de aro 29 normalmente tem um curso menor;
  • Terreno: As bicicletas aro 29 terão uma agilidade menor em trilhas mais fechadas, isso devido a circunferência maior das rodas. Já para trilhas mais abertas, cicloturismo ou até mesmo apenas para lazer, o aro 29 trará um rendimento maior, além de mais conforto.

Antes de escolher o tamanho do aro, leve em conta as vantagens e desvantagens que cada um tem. A escolha vai depender do objetivo e tipo de rendimento que você busca no pedal. Analisando esses fatores, você encontrará o tamanho ideal para o seu uso.
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Se a sua escolha são os aros 26, temos diversos modelos de pneus para você! Confira aqui!

Mas se está do lado dos aros 29, também temos os pneus certos para você! Aproveite aqui!

Você conhece as partes da sua bicicleta?

Vamos identificar as principais partes e componentes da nossa companheira de pedal!
Ao sabermos as peças que compõem nossa bicicleta, fica mais fácil entender o funcionamento e manter a manutenção em dia.

Vamos lá!

Componentes de uma bicicleta

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As peças/partes da bicicleta

Quadro

Uma das principais partes da bicicleta, é nele onde a maioria dos demais componentes são instalados.
Podemos dizer que na parte “superior” são fixados o selim e o canote e na “inferior”, o câmbio dianteiro, o movimento central e a pedivela.
Já na “frente” do quadro fica o garfo (com roda e freio dianteiro), o guidão, as alavancas de câmbio e os manetes de freio. Na “traseira”, a roda, o câmbio e o freio traseiro.

Os quadros podem ser fabricados de diversos tipos de materiais como: aço carbono, alumínio, fibra de carbono, etc.

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Guidão

Sua função é orientar a direção da bicicleta.
Nele são acopladas as manoplas, as alavancas de câmbio e manetes de freio.

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Temos guidões disponíveis na Azupa Bike Store

Manoplas

Parte onde a mão do ciclista entra em contato com o guidão. Devem ser macias e confortáveis para evitar cansaço, dores e dar mais estabilidade na condução da bicicleta.

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Temos manoplas disponíveis na Azupa Bike Store

Alavanca de Câmbio

Trocador ou passador de marchas, elas acionam o câmbio dianteiro e traseiro para realizar a troca das marchas.

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Temos alavancas de câmbio disponíveis na Azupa Bike Store

Manete de Freio

Também chamado de alavanca de freio, servem para acionar os freios dianteiro e traseiro da bicicleta.

Mesa

Ou avanço, é onde o guidão é fixado. Ela é presa ao garfo através da caixa de direção (A-headset).

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Temos mesas disponíveis na Azupa Bike Store

Caixa de direção, A-Headset ou  Headset

Encaixado no quadro, recebe o garfo ou suspensão dianteira. Na parte superior do garfo ou suspensão, é conectada a mesa que é presa por uma peça que faz parte da caixa de direção, chamada aranha.

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Temos A-Headset disponíveis na Azupa Bike Store

Garfo – Suspensão Dianteira

Existem 2 tipos de garfos: Rígido que não possui amortecimento e o com suspensão/amortecedor, que é mais conhecida como suspensão dianteira.
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Temos Garfos e Suspensão Dianteira disponíveis na Azupa Bike Store

Roda da Bicicleta

Uma das principais partes da bicicleta, a roda é composta pelo Cubo, Raio, Aro e Pneu.
Pode ter ou não câmara de ar.

  • Cubo

O cubo fica no meio da roda, conectado ao garfo, e é composto por um eixo com rolamentos ou esferas. Nele estão 2 falanges metálicas onde são conectados os raios.

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Temos Cubos disponíveis na Azupa Bike Store
  • Aro

Neles são fixados os raios e colocados a câmara de ar e o pneu.

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Temos Aros disponíveis na Azupa Bike Store
  • Raio

São barras rígidas que unem o Cubo ao Aro para dar forma à bicicleta.

  • Pneu

É o composto de borracha que entra em contato com o solo. Existem diferentes modelos de pneus e eles podem ser destinados para usos específicos, como Road, MTB, BMX, Cross Country etc.
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Temos mais de 200 modelos de pneus disponíveis na Azupa Bike Store

Freio

Podem ser cantilevers, V-brake, Hidráulicos e Freio a Disco.

São acionados pelos manetes de freio no guidão por meio de cabos de aço.

Cantilevers: não são mais encontrados em bikes modernas. O sistema dele é bem simples: um cabo de aço é ligado a outro cabo fazendo uma estrutura em “Y” e cada lado aciona uma das pastilhas.

V-brake: são a evolução dos cantilevers e seu funcionamento é bem eficiente: o cabo de aço que sai do manete aciona diretamente os dois braços da pastilha, puxando um lado e empurrando o outro ao mesmo tempo.

Hidráulicos: são mais pesados que os V-Brakes, precisam de um pouco mais de manutenção por serem hidráulicos. Possuem a maior força de todos os outros tipos de freio e se tornam indispensáveis para o biketrial.

Freio a Disco: seguem um sistema que é considerado mais eficiente. Os calipers do freio dianteiro são fixados na suspensão ou no garfo rígido, e os traseiros no quadro. Os calipers abrigam os pistões que têm como função pressionar as pastilhas contra os discos.

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Temos freios disponíveis na Azupa Bike Store

Câmbio dianteiro e traseiro

Peça responsável pelas mudanças de marchas da bicicleta.

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Temos câmbios dianteiros e traseiros disponíveis na Azupa Bike Store

Cassete

Conjunto de catracas dentadas, encaixadas na roda-livre do cubo da roda traseira.
Nas bicicletas mais antigas ou de baixo custo, existe outro tipo de sistema chamado catraca que é rosqueada ao cubo da roda traseira.
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Temos cassetes disponíveis na Azupa Bike Store

Corrente

Conjunto de elos metálicos e flexíveis que liga a coroa da pedivela ao cassete da roda traseira.
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Temos correntes disponíveis na Azupa Bike Store

Movimento Central

Instalado no quadro da bicicleta, onde são fixadas os pedivelas nos lados direito e esquerdo.

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Temos movimento central disponíveis na Azupa Bike Store

Pedivela

Os pedivelas são duas peças conectadas ao eixo do movimento central. Um pedivela tem coroas dentadas e o outro não tem coroa é apenas uma alavanca para acionamento dos pés.

Pedal

Acomoda os pés do ciclista. É fixado no pedivela

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Temos pedais disponíveis na Azupa Bike Store

Selim

O famoso “banco” é o assento para acomodar o ciclista durante o pedal.

Da mesma maneira que os pneus, existem diferentes tipos de selim, cada um sendo melhor utilizados em categorias especificas. Um selim mais largo e macio é bom para passeios de lazer, já um selim estreito e mais comprido tem melhor desempenho em corridas de estrada.

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Temos selins disponíveis na Azupa Bike Store

Canote de selim

Peça que se encaixa no quadro da bicicleta e fixa o selim. Através deles é possível realizar a regulagem de altura do banco.

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Temos canotes disponíveis na Azupa Bike Store

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Talco nos pneus e câmaras?

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Ao comprar um pneu novo para a sua bicicleta, é muito comum ele chegar com uma “camada” branca ou até mesmo amarelada por sobre a borracha.

Os fabricantes passam um TALCO INDUSTRIAL para conservar os pneus. Eles são armazenados em um local escuro, junto com este talco, para ajudar o pneu a ficar livre de umidade e durar mais, evitando assim o ressecamento da borracha e rachaduras por não estarem sendo utilizados.

Se um pneu chegar até a sua casa com uma coloração, não se assuste: é sinal de que ele é realmente NOVO! É apenas a camada de talco que vai ganhando cor com o passar do tempo – basta instalar seu pneu e nas primeiras pedaladas esta camada de talco já sai.

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Já sabemos que os pneus recebem esse talco para conservação da borracha antes do uso regular, mas e as câmaras?

Existem câmaras que já vem de fábrica com talco aplicado nelas.

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Quando temos o contato borracha X borracha entre a câmara e o pneu, é preciso ter menos fricção e mais movimento durante o processo de enchimento da câmara, evitando “beliscões” que possam resultar em furos.
As câmaras com talco tem uma performance melhor que as sem talco específico.

A minha câmara não veio com talco de fábrica, tenho que trocá-la?

Não é necessário realizar a troca, apenas considere aplicar um pouco de talco no interior dos pneus durante a montagem. Esse procedimento irá evitar atrito entre a câmara de ar e a parede interna do pneu permitindo que a câmara se movimente mais livremente no processo de enchimento.

Jogar talco na sua câmara de ar antes da instalação no pneu faz com que a superfície da borracha fique escorregadia. Isso evita que o pneu e a câmara fiquem presos um ao outro, reduzindo o atrito e evitando a chamada “mordida de cobra”, que é quando o pneu belisca a câmara ao passar em um buraco, por exemplo, furando-a.

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Temos mais de 200 modelos de pneus novinhos esperando por você! Confira aqui!

5 dicas importantes sobre os pneus da sua bike

post_dicas_pneus1Dica sempre é bom não é mesmo?
Dessa vez separamos dicas sobre os pneus da nossa companheira de pedal!

1 – Tipo de pneu

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Existem inúmeros tipos diferente de pneus, cada um desenvolvido para um determinado estilo ou condição do pedal!

Na cidade, para uso urbano, normalmente são utilizados os pneus slick (lisos na banda de rodagem) ou semi-slick (cravos baixos ou ranhuras e desenhos na banda de rodagem).
Esse tipo de pneus costumam ser mais finos pois tem menor contato com o asfalto, proporcionando uma performance melhor.

Para trilhas, utilizam-se os pneus mais largos e com cravos, pois eles tem a área de contato com o solo maior, trazendo mais controle na condução da bike.

Pneus largos e com cravos também podem ser utilizados no asfalto, tendo em vista que esses pneus aguentam melhor as condições adversas e irregularidades do asfalto nas cidades brasileiras. Pneus finos podem ter o aro danificado ou câmara furada com mais frequência se o pavimento estiver muito irregular ou com buracos.

Mas se você é um ciclista que utiliza a bike tanto no asfalto, quanto na terra, o ideal é optar por um semi-slick com cravos nas laterais, assim você terá performance na estrada pois a banda de rodagem é praticamente lisa e aderência adicional nos cravos laterais ao encarar trechos de terra.
Uma dica importante é saber que os pneus totalmente slick tem menor aderência em situações de chuva no asfalto. Use esse tipo de pneu se você já estiver habituado com eles e com bom controle da bike, caso contrário, prefira os semi-slick com ranhuras que proporcionam um melhor escoamento da água.

2 – Qualidade

Qualquer ciclista profissional ou especialista de bike irá falar que é extremamente importante confiar na qualidade do pneu. Sua segurança depende dele e muitas vezes, o barato sai caro nessa situação, pois pneus muito baratos podem apresentar problemas no arrasto, durabilidade e resistência. Esses são os três fatores que devem ser entendidos por todo ciclista ao escolher o seu pneu.

O arrasto (quanto o pneu “segura” no piso) é um dos mais difíceis de perceber de imediato. Geralmente você só percebe pedalando uma boa distância com um pneu e depois com outros, assim é possível avaliar o quanto se cansou no percurso. Quanto mais arrasto, maior vai ser o cansaço e esforço que o ciclista terá que fazer.
Ciclistas mais experientes já conseguem perceber essa diferença na aceleração da bike, notando o quanto o pneu segura a bicicleta nesse arranque.

Se o composto do pneu da bicicleta for muito mole (o que ocorre na maioria dos pneus de baixo custo), ele se deformará conforme você pedala no asfalto, causando um arrasto maior. Essa deformação não é muito relevante nos pneus lisos, porém se torna maior e importante nos pneus com cravos, que acabam sendo esticados no momento do contato com o solo.

Um pneu mole não é necessariamente ruim!
Dependendo do uso que você irá fazer, pode ser essencial essa característica. Se vai encarar uma trilha com pedras soltas e raízes, ou alguma outra situação em que precise de mais grip, um pneu mole vai ser a melhor opção.
Muitas marcas têm pneus com diferente compostos, mais duros na banda e mais moles nas laterais para garantir o grip nas curvas.
Mas para uso diário na cidade, um pneus com banda mole, principalmente se tiver cravos, não será a melhor opção a ser feita.

A durabilidade também está ligada ao composto ser mais mole. Borracha de baixa qualidade tende a ressecar e esfarelar mais rapidamente, o que pode ser notado por rachaduras, pequenas falhas e buracos na borracha depois de pouco tempo de uso.
Nesses casos, a estrutura do pneu pode ser comprometida e ele rasgar quando menos você espera.

A partir desse momento, começamos a tratar da resistência dos pneus. Pneus de baixa qualidade desgastam rapidamente e podem até estourar ao baterem em um buraco ou serem enchidos nas bombas dos postos de gasolina (afinal, todo ciclista já usou elas, pelo menos uma vez, para encher os pneus).
Se você carrega muito peso na bicicleta, é ainda mais importante ter um pneus de qualidade. Ele tem que suportar bem o peso que lhe é imposto, mas sem estragar as laterais.

3 – Calibragem

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Aí vem a pergunta: Quanto é que devemos encher os pneus?
A calibragem varia de acordo com o tipo do pneus, peso do ciclista, terreno, condições do tempo e diâmetro do aro.
Nos pneus de boa qualidade, a quantidade mínima e máxima da calibragem vem descrita na lateral. O quanto você ira calibrar dentro dessa margem é uma questão de gosto pessoal e adaptação do ciclista. Uma dica aqui é: quanto mais peso, mais alta a calibragem.

Pneus mais vazios tem mais arrasto, que traz mais estabilidade, porém com maior esforço do ciclista. Pneus mais cheios tem um rolamento melhor e mais performance.
Você pode também reduzir a pressão na chuva ou com piso molhado, assim o pneu terá mais contato com o solo, aumentando o grip.

Se optar por uma pressão menor, fique atento pois ao passar por alguma irregularidade do piso, o pneu pode ser comprimido que ambos os lados do aro podem bater na irregularidade. Se isso ocorre, é bem provável que os aros vão “morder” a ponta da câmara em ambos os lados, causando o famoso furo “mordida de cobra”, que esvazia a câmara rapidamente.

Recomendamos que mantenha a calibragem próxima da máxima sinalizada no pneus, em torno de 5 ou 10% menos que o máximo indicado. Entretanto sempre leve em conta onde irá pedalar, o terreno e as condições climáticas.
Sempre antes de cada pedalada é importante verificar os pneus, nem que seja manualmente, apertando eles com força.

4 – Hora da troca

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Os pneus devem ser trocados no momento em que as ranhuras somem. Se um pneu desgastado não for trocado, a bike vai escorregar nas curvas, não vai ter aderência e pode chegar ao ponto de estourar sozinho durante a pedalada.

Se a borracha estiver ressecada e começarem a surgir rachaduras ou perda de pedaços, já chegou a hora de realizar a troca.
Em bicicletas que ficam muito tempo sem utilização, o pneu pode estragar se estiver murcho ou apoiado na mesma posição. O ideal é sempre pedalar e evitar que fique parada muito tempo, e convenhamos, não há nada melhor do que pedalar com a sua companheira de pedal não é mesmo?

5 – Fita antifuro

Essa é uma dica que vale ouro! Procure sempre usar fitas antifuro.
Elas são colocadas entre o pneu e a câmara, reduzindo a chance de furos, pois se tornam uma barreira que protege a câmara de objetos perfurantes.

Elas não tem preço elevado e valem o investimento para evitar a troca de uma câmara furada.
Sempre verifique a situação das fitas antifuro da sua bike depois de alguns meses de uso. Com o passar do tempo, elas podem deformar e se deslocar, o que pode deixar partes desprotegidas.
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