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Cross-Country, Downhill ou All Mountain?

Você está pensando em adquirir uma bike nova, se depara com esses termos e não sabe o que são?
As grandes marcas de bicicletas certamente possuem modelos destinados para Cross-Country, Downhill/Freeride e All Mountain. Vamos explicar um pouco sobre esses termos no MTB!

A primeira confusão causada por esses termos são as diversas variações entre eles. Além de ser difícil definir os limites entre uma bike e outra, os fabricantes e países usam termos diferentes para um mesmo tipo de bike.
Podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.

Cross-Country (XC)

As bikes específicas de XC são destinadas para competições.
A maioria não possui suspensão traseira e o peso baixo é uma das prioridades, sendo até mais importante que o conforto ou a resistência da bicicleta.
Pensando nisso, existem peças indicadas para atletas de um determinado limite de peso e a configuração da bicicleta exigirá um melhor preparo físico e habilidade do atleta.

Essas bikes possuem rotores de disco de 140 mm, suspensões de apenas 80 mm a 100 mm, guidões retos e estreitos e pedivelas com apenas uma ou duas coroas, fazendo com que a bike seja ótima em situações de competição, especialmente nas subidas.

Downhill (DH) e Freeride

Essas bikes são o oposto das de XC.
As de Downhill são fabricadas exclusivamente para competição, pois a relação de marchas são configuradas para descidas, possuem suspensão de mais de 180mm de curso, geometria que favorece as descidas inclinadas e curvas, rotores de disco de 200mm e os pneus são largos.

Já as de Freeride não são fabricadas para competição e a sua geometria é mais genérica e com configurações menos específicas.

As bikes de DH e Freeride chegam a pesar três vezes mais que uma bike de Cross-Country e quando encaram subidas, obrigam o piloto a desmontar e empurrar.

All Mountain

As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos. Porém existem inúmeras possibilidades de configuração dessas bikes, o que leva a definições confusas.

Nos EUA e Canadá, as bikes chamadas de Trail possuem menos curso de suspensão (até 140mm) e a sua configuração é mais leve, de modo a favorecer as subidas. Se o curso de suspensão for acima de 140mm, são denominadas de All Mountain e serão mais agressivas e robustas, favorecendo as descidas.

Se falarmos de Europa, o termo All Mountain é usado para as bike de uso mais leve e o termo Enduro é usado para as bikes mais agressivas.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Gabriel Giovannini e Mariana Lopes são campeões brasileiros de Downhill 2019

Encerrando o dia de competições do Cannondale MTB Festival, a prova de Downhill teve uma pista com percurso de 1.480 m e 320 m de desnível.

© Vinícius Branca

Elite Masculina

Gabriel Giovannini, filho do nove vezes campeão brasileiro de DH Miguel Giovannini, classificou-se para a final na segunda posição e foi o penúltimo a se apresentar.
Ele assumiu a liderança com o tempo de 2min33seg249, tendo o título confirmado na última descida do dia, de Roger Vieira, que confirmou a segunda colocação com o tempo de 2min34seg770.

© Gustavo Epifanio – Cannondale MTB Festival

“Este é um título que meu pai conquistou nove vezes e pelo menos chegar a fazer uma vez o que ele fez é muito emocionante. Era o único título nacional que eu não tinha, estou muito feliz com isso”, contou Gabriel.

“Tenho muita vontade de ir para fora, tenho planos para isso. Esse ano foi meio conturbado, estou voltando de lesão agora, com a cabeça girando muito com um monte de coisas, mas deu tudo certo. Fiz uma descida muito boa e só tenho a agradecer. Mas consegui voltar depois de quatro meses parado. Vamos ver se ano que vem dá tudo certo e eu vou para exterior brigar com os grandes do mundo”, completou.

Resultado Elite Masculino DH

1 – Gabriel Giovannini
2 – Roger Vieira
3 – Bernardo Cruz
4 – Walace Miranda
5 – Mauricio Cirne

Elite Feminina

Mariana Lopes foi a mais rápida na etapa classificatória e confirmou o favoritismo e levou o título com o tempo de 3min34seg407, deixando para trás a campeã brasileira de 2018, Laís Flecke.

© Gustavo Epifanio – Cannondale MTB Festival

“Achei a pista animal. O Campeonato Brasileiro tirou onda com a montagem dessa pista, muito bem feita, muito técnica. Foi adrenalina total e estou muito feliz de ser campeã. O ano inteiro de treinamento, focando na descida mais forte possível pra conseguir chegar na frente. As meninas andam muito, mas estou feliz por esse título conquistado”, comemorou Mariana.

Resultado Elite Feminino DH

1 – Mariana Lopes
2 – Lais Flecke
3 – Bárbara Jechow
4 – Karina Kosmala
5 – Ana Maria Xavier