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Como entender o tamanho dos pneus de bicicleta

Apesar de parecer complicado, as medidas dos tamanhos dos pneus não são difíceis de entender e essenciais para que o ciclista escolha o modelo adequado para a sua bicicleta.

As medidas antigas que eram muito difíceis de entender, com números fracionados, foram substituídas por formas de mais fácil compreensão.
Elas são reguladas pela ISO (International Organization for Standardization) que é a Organização Internacional de Normalização e essa instituição criou a Norma Europeia de Pneus e Aros, ETRTO (European Tire and Rim Technical Organization), que nada mais é que o método para definir as medidas dos pneus e aros das bicicletas.
Você também encontrará medidas americanas e francesas na maioria dos pneus, mas a medido ETRTO sempre estará presente neles.

Podemos ver na imagem que a medida ETRTO 37-622, informa a largura do pneu (37mm) e o diâmetro interno da roda (622mm). Com essa medida, temos uma classificação bem precisa do tamanho do aro e pneu.

A classificação por polegadas em forma de frações é muito confusa de ser entendida e é pouco utilizada atualmente. Na imagem temos a medida 28 x 1 5/8 x 1 3/8 que correspondem ao diâmetro externo x tamanho do pneu x largura do pneu.
Essa medida está sendo substituída, principalmente no MTB, pela denominação mais simples, apenas na forma decimal, como por exemplo 26×2.10, onde 26” é o diâmetro total e 2.10 a largura do pneu.

Já na medida francesa de tamanho, na imagem temos o pneu 700x35c, onde temos o diâmetro externo (700mm) e a largura do pneu (35mm). A letra no final vai corresponder ao diâmetro interno do pneu e a letra “C” corresponde ao diâmetro de 622mm. Essa medição não existe para todos os tamanhos de pneus e é pouco utilizada no MTB.

Uma curiosidade que nem todos os ciclistas sabem, as MTB aro 29 são aro 28 pois possuem o mesmo diâmetro de aro das bikes de estrada. Confira na tabela abaixo.

Os pneus MTB de 29 polegadas tem o mesmo diâmetro interno que os pneus para as bikes de estrada de 28 polegadas (622mm), sendo que para as de estrada é mais comum utilizar a medida 700c (lembre que na medida francesa o “C” significa 622mm).
Já as rodas de 27,5 polegadas (27.5”) têm o diâmetro interno de 584mm que é a mesma medida francesa de 650B.

As medidas em polegadas, apesar de serem de fácil compreensão, podem causar muita confusão ao se adquirir um pneu, pois os diâmetros internos de 559mm (MTB), 571mm (Triathlon) e 590mm (algumas bicicletas de passeio) são todos classificados como 26”. Já pneus de 622mm e 635mm são classificados como 28”, porém a medida de 630mm é classificada como 27”.
Por esse motivo é extremamente importante você saber o diâmetro do aro da sua bicicleta para poder comprar o pneu correto.

A escolha da largura do vai influenciar em todas as situações durante a sua pedalada. Um pneu mais largo será mais confortável e mais estável nas curvas, podendo perder desempenho devido ao aumento da aderência com o solo. Um pneu mais estreito precisará de uma pressão maior e traz mais velocidade.

Os pneus possuem, em sua lateral, uma marcação de máximo PSI (pound force per square inch) ou libra-força por polegada quadrada, que é a pressão máxima recomendada e esses valores devem ser respeitados para o bom desempenho e garantia da vida útil do pneu.

Como cuidar da Corrente da sua bicicleta

Cuidar bem da corrente da sua bicicleta é fundamental para manter a segurança, o desempenho e evitar voltar para casa empurrando a bike.


A corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta pois é ela que vai transformar a força das pedaladas em energia para as rodas. Muitas vezes alguns erros básicos ou a falta de simples cuidados vão acelerar o desgaste da corrente e todo o sistema de transmissão.

Limpeza da Corrente

Uma corrente suja, com partículas de areia, poeira ou terra, vai piorar as trocas das marchas, desgastar e reduzir a vida útil do conjunto e também vai trazer barulhos e rangidos bastante incômodos para a pedalada.

Deixar a corrente limpa e lubrificada é a maneira mais simples de conservá-la.

O processo de limpeza é bastante simples, bastando passar um desengraxante de qualidade em toda corrente, esfregar com uma escova , enxaguar com água e deixar secar. Vale lembrar que não é necessário lavar a corrente após todo pedal, pois em pedais secos ou no asfalto, um pano seco já resolve para tirar a sujeira.

Para facilitar o processo de limpeza, existe um lavador especializado (máquina de lavar corrente manual) que torna todo o processo muito mais prático. Com esse equipamento, basta acoplar o lavador na corrente, aplicar o desengraxante no reservatório específico e girar a corrente que a própria máquina realiza a limpeza dos elos de uma forma muito mais rápida.

Lubrificação da Corrente

Após a limpeza é muito importante que você faça a lubrificação da corrente. Escolha um óleo lubrificante de qualidade e aplique uma gota em cada elo da corrente, girando os pedais para espalhar bem o óleo, sem esquecer de retirar o excesso.

Aplicar muito lubrificante também pode atrapalhar o desempenho do conjunto, pois o excesso acabará grudando partículas de sujeira.
Existem também óleos específicos para condições molhadas, secas ou ambas as situações. Escolha sempre o que se adequar melhor ao seu tipo de pedalada.

E quando devo trocar a Corrente?

Quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.

O desgaste da corrente não tem um padrão e muito dependendo do estilo de cada ciclista, por isso é necessário sempre acompanhar com uma ferramenta para medir o desgaste.
Com essa ferramenta fica fácil saber quando é a hora de trocar. Veja abaixo como é feita a checagem com a ferramenta.

O medidor de desgaste é o método mais indicado e preciso, mas também é possível checar no método caseiro, que é o método é levantar a corrente na parte da frente da coroa (veja a foto abaixo).

Levante em um intervalo entre os pinos e veja quantos dentes são revelados. Se aparecerem 3 ou 4 sua corrente pode estar desgastada. Uma alternativa é remover a corrente da bicicleta e coloca-la no chão, na mesma posição que ela estaria na bicicleta. Então a estique, pegue as duas pontas e torça a corrente, como se fosse juntar as duas pontas. Quanto mais perto você chegar de fazer um círculo completo, mais gasta está sua corrente. Correntes novas são mais difíceis de torcer.

Cada marca de corrente pode ter seu próprio esquema de remoção ou instalação. Na maioria dos casos, correntes são intercambiáveis entre marcas, mas nunca entre velocidades – uma corrente de 10v só pode ser substituída por uma 10v.

Mesmo com os métodos manuais, um medidor de corrente custa pouco e recomendamos que você sempre tenha um em mãos.

Trocar a corrente exige uma ferramenta e uma boa dose de paciência. É relativamente fácil e não se faz com frequência. Consiste basicamente em usar um extrator para remover um pino, que abrirá a corrente, colocar uma corrente nova, colocar o pino e introduzi-lo entre os elos da corrente. Muitos modelos de corrente possuem um pino próprio para isso.

Confira 4 procedimentos de manutenção que todo ciclista deveria saber

Tipos de Correntes

É preciso que você saiba qual é o tipo de corrente da sua bicicleta para não adquirir um modelo que não encaixe.

As correntes possuem duas larguras: 1/8” e 3/32”. O tipo 1/8” são as mais grossas e geralmente utilizadas em bicicletas MTB, enquanto as 3/32” são mais finos e usadas nas bikes que possuem mais marchas.

Peças das mesmas marcas (ou modelos) tem uma compatibilidade melhor entre si, por isso saiba qual fabricante da sua corrente, coroa e cassete. Mesmo correntes da mesma marca podem ter modelos diferentes, o que pode não ser compatíveis com a coroa e cassete.

Coroas e Cassete

Com o passar do tempo, os dentes das coroas e do cassete também vão se desgastando e uma hora será necessário substituí-los também. Evite colocar peças novas com outras que estão muito desgastadas, pois essas peças poderão atrapalhar a troca de marcha e danificar a corrente nova.

Quando realizar a troca da corrente por uma nova verifique se as marchas não estão escapando ou se a transmissão não está fazendo barulhos, pois esses são sinais que podem indicar coroas e cassetes gastos.

Essas medidas simples irão manter a sua corrente e todo o conjunto em ordem por muito mais tempo e não te deixar a pé no meio do pedal.

Saiba como frear corretamente a bike

Uma das coisas que mais erramos ao andar de bicicleta é utilizar os freios corretamente.
O tipo de bicicleta, tipo de freio usado, tipo e condição de terreno são fatores que influenciam na maneira que devemos frear.

Manter o conjunto de freio sempre limpo e regulado irá ajudar a manter a eficiência de todo o processo de frenagem.

Busque frear sempre nas retas, pois terá a melhor tração possível e sempre dar prioridade para terrenos mais secos e firme. Em dias chuvosos, busque diminuir a velocidade para não fazer uma frenagem brusca e sempre antecipar as reações dos demais veículos ao seu redor.
Se estiver em trilhas, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação para evitar justamente a perda de tração para frear.

O ideal é trabalhar alternando as marchas e velocidade, freando o mínimo possível, pois cada tipo de situação tem a sua velocidade ideal e que o excesso de frenagem também pode provocar acidentes.

A posição dos manetes dos freios também é importante e deve estar o mais próximo possível do avanço do guidão.

Saiba a posição ideal dos dedos no manete do freio

Tenha eficiência ao frear

Um bom conjunto de frenagem deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo e nas emergências com os dois dedos. Se tiver que fazer mais esforço que este é um sinal que o sistema de freios pode estar com algum problema.

O freio dianteiro é o mais eficiente na bicicleta pois sempre trabalhamos em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. É necessário fazer os freios trabalharem “em conjunto” pois, apesar do dianteiro ser mais eficiente, é o traseiro que traz a firmeza no trajeto e na direção da bicicleta, garantindo também a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Evite causar o travamento das rodas pois isso irá ocasionar uma derrapagem e muitas vezes uma queda. Em uma frenagem brusca, se precisar trave a roda traseira e deixe a dianteira livre, jogando o seu corpo para trás como se fosse “puxar” a bike.

A posição do corpo também influencia na frenagem da bicicleta, pois quanto mais peso houver na parte traseira, maior será a tração e você irá parar com mais eficiência.
Em descidas técnicas das trilhas, por muitas vezes, deslocamos o corpo para a parte de trás do selim para modificar o centro de gravidade da bicicleta e assim frear com mais desempenho. Nos pedais do dia não é necessário utilizar essa técnica.

Se você é iniciante no mundo do ciclismo, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo e o traseiro do direito.

Uma dica importante é sempre manter seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no seu entorno e as reações dos outros veículos e pedestres.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Vai encarar uma subida com a bike?

Saiba como superar esse desafio

Não importa se você é um ciclista amador ou profissional, uma hora ou outra terá que encarar uma subida durante a sua pedalada.
Superar esse desafio não é fácil mas você pode melhorar o seu desempenho com treinamentos e treinar nas subidas é excelente para ganho de força, resistência e controle da respiração.

– Controle a sua respiração

Para que você melhore a sua força e resistência enquanto pedala é indispensável que exercite o controle da sua respiração.
Durante as subidas, busque respirar de forma mais lenta, sempre expirando e inspirado no mesmo ritmo. Os treinos casuais são importantes nesse quesito pois com eles você poderá treinar o controle respiratório de maneira que o mesmo não seja alterado mesmo com o aumento da velocidade ou esforço.
Se você respirar de forma muito rápida, sua força acabará mais rápido e a fadiga aumentará no mesmo ritmo.

– Concentre-se em manter a postura

Mudar a postura logo no começo da subida fará com que você aumente a força aplicada mas isso também fará você cansar na metade do tempo. Isso será agravado caso você também não tenha um controle respiratório adequado.
O ideal é que você tente manter a mesma postura durante toda a subida, sendo que o ideal é que faça o mínimo de força possível no inicio.

Se a subida for muito íngreme ou muito extensa, no final você poderá se levantar para alcançar o topo mais rápido, porém não faça isso durante toda a subida pois esse esforço durante muito tempo poderá ocasionar lesões.

Confira outras 7 dicas para melhorar o seu tempo nas subidas

– Ritmo

Manter o ritmo é outro ponto importantíssimo para melhorar o seu desempenho nas subidas. Você evita a fadiga ao manter o mesmo ritmo de força e velocidade que já está acostumado nos treinos.
Dependendo da ocasião e do terreno pode ser necessário alterar o ritmo, mas sempre tente manter a velocidade e força que já usa nos treinos.

– Treinamento

Treine em subidas pequenas e íngremes: O ideal é realizar sprints curtos para subir toda a ladeira e ter um momento de descanso após o esforço.

Treine em subidas extensas: Nessas o objetivo é treinar a manutenção do ritmo o maior tempo possível, podendo realizar um sprint curto para chegar ao topo da subida.
Evite se esforçar demais no início da subida e aproveite para treinar a respiração e postura também.

Conta pra gente como foi a sua experiência ao tentar encarar a sua primeira subida!
Se precisar de peças e acessórios para a sua bike, você encontra aqui na Azupa

Alguns cuidados que você deve ter com a sua bicicleta

Conservar a sua bicicleta é fundamental para ter a segurança de poder sair para pedalar sem se preocupar e ter surpresas que poderiam ser facilmente evitadas.

Vamos mostrar alguns cuidados com a manutenção que você deve ter para deixar a sua bicicleta sempre em dia!

Limpeza

Sempre faça uma limpeza periódica para conservar ainda mais a sua companheira de pedal.
O ideal é realizar uma vez por semana, mas dependendo da intensidade do passeio, ou trilha, a limpeza deve ser feita imediatamente após o retorno.

– Guarde em lugares adequados

Uma dica é guardar a bicicleta suspensa na parede ou no teto, presa por suportes apropriados. E sempre busque por lugares fechados e sem umidade, onde ela fique longe da ação do sol, chuva e agentes corrosivos.

Lubrificação

Após realizar a limpeza periódica e secar a bike, faça a lubrificação dos componentes móveis, ou seja, a catraca, a corrente, pedais e rolamentos externos para evitar a oxidação.
Opte sempre por lubrificantes específicos e apropriados para utilização em bicicletas.


– Cuidado com a Ferrugem

Bastam apenas três ingredientes para que a ferrugem comece: ferro, água e ar. Nem é preciso jogar água no ferro para criar corrosão, o próprio ar da atmosfera já vem carregado de umidade. Ela começa pequena, mas rapidamente cresce e consome grandes porções de metal.
Nas partes pintadas, a pintura evita que a oxidação ocorra e se espalhe. Sempre que perceber sinais de arranhões ou danos nas partes pintadas, faça o retoque imediatamente.

Veja nessa matéria, como parar a ferrugem na sua bicicleta em 3 simples passos

– Ajustes em peças desreguladas

Algumas peças e componentes podem provocar acidentes, desconforto ao pedalar e desgastar outras partes se não estiverem devidamente ajustadas.
Verifique e sempre faça os ajustes e alinhamentos necessários no guidão, câmbios, selim, freios e suas pastilhas.

– Leve a bicicleta para uma revisão

Se barulhos começarem a aparecer e você não souber identificar a causa, é recomendável que leve a sua bicicleta para uma revisão adequada em uma oficina especializada.
Além dos barulhos, trepidações diferentes e qualquer outro tipo de anormalidade já são sinais para que encoste a bike e a leve para um check-up.
Agende também uma revisão periódica para garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.

Lubrificação da bike

Os lubrificantes, graxas e óleos são essenciais para o bom desempenho da nossa companheira de pedal.

Eles devem ser utilizados na corrente, movimento central, suspensões, entre outras partes. Devem ser repostos regularmente para evitar o atrito entre as partes metálicas da bike.

Normalmente precisamos trocar um lubrificante quando ele diminui ou acaba – que pode ocorrer pelo uso ou ela ação da água na bike – e quando a sujeira se mistura a ele. Nessa segunda situação, as partículas de sujeira fazem com que o atrito volte a acontecer, mesmo havendo lubrificante.

Use com moderação

Para ter um rendimento elevado, apenas uma pequena quantidade de lubrificante é necessária, apenas que seja suficiente para que as peças possam “escorregar” e não rasparem entre si.

Os lubrificantes são feitos para atuarem dentro de algumas peças e entre os metais, não sendo necessário o uso por fora delas. Quando existe o excesso de lubrificação, acaba atraindo sujeira, que adere nesse excesso, e acaba parando nas partes internas da bicicleta.

O excesso também pode sujar outras peças que não podem receber óleos e gorduras, como os discos de freio, aros e pastilhas.

Descobrimos rapidamente quando um disco ou pastilha estão sujos, pois a resposta do freio não fica imediata e ainda ouvimos aquele reconhecido barulho alto e irritante quando apertamos mais as alavancas.


Mantenha a limpeza em dia

Fazer uma limpeza prévia nas peças que vão receber a lubrificação é muito importante, justamente para as partículas de sujeira não se misturem ao novo lubrificante.

Deve se ter uma atenção em especial à corrente, pois ela precisa de limpeza e lubrificação regulares para manter o bom desempenho.
Faça uma limpeza apropriada com removedores de graxa – existem máquinas especificas que ajudam e facilitam a limpeza – e após ela estar seca é que devemos passar o óleo lubrificante.

Realize periodicamente a limpeza de toda a bicicleta. Se você a utiliza com frequência e pega muita chuva ou trechos com lama, a bike deve ser limpa imediatamente após terminar de pedalar. Se não realizar essa limpeza imediata, essas situações de sujeira causarão danos muito maiores.

Use o lubrificante correto

Diferente do que muita gente pensa, lubrificação não é apenas passar graxa em tudo. A graxa comum – aquela utilizada por mecânicos de automóveis – é muito espessa e pastosa, e quando usada na corrente, penetra nos elos podendo sujar outras partes da bike, como as pastilhas de freio.

As correntes, por exemplo, precisam de óleo lubrificante apropriado, existindo versões para climas secos, úmidos e para ambos os climas.
Já outras peças precisam de graxas específicas para bike, como os cubos, movimento central e outras partes que possuem rolamentos.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Por que os óculos de ciclismo são coloridos?

Muita gente não dá a devida atenção aos óculos, mas são muito importantes na proteção de todo ciclista.

Nas trilhas eles protegem a visão do ciclista contra cascalhos soltos e detritos. Já no asfalto, eles evitam as irritações causadas pela fuligem e poeira das pistas e estradas.
Além de protegerem os olhos dos raios UV, eles precisam ajustar os olhos a luz do ambiente e às sombras.

Mas e as cores?

Existem diversos tipos de lentes e cada uma possui uma função e cor diferente. É muito importante saber a função de cada cor para comprar o que atenda à sua necessidade.

Confira as cores e a função indicada:

Lente Amarela: Dias nublados ou com neblina
Também tem ótimo desempenho em pedais noturnos. Ampliam o campo de visão e a cor amarela transmite o máximo de luminosidade possível.

– Lente Rosa e Âmbar: Dias com pouca luz solar
Aumentam a precisão visual e tem grande poder de contraste. Fornecem um campo de visão mais claro.

– Lente Cinza: Qualquer condição climática
Reduzem o brilho e deixam as cores mais próximas da realidade.


– Lente Transparente: Dias nublados com pouca luz.
Também podem ser usadas durante a noite, mas não tem a mesma efetividade das lentes amarelas.


– Lente Escura: Dias com muita claridade
Trabalham muito bem com bastante claridade, e se forem espelhadas, filtram os raios solares de forma mais eficaz.

– Lente Fotocromática: Diversas condições climáticas
Escurecem ou clareiam com as variações da luz. Boa opção para trilhas onde se passa por lugares abertos e com sombras de arvores.

– Lente Polarizada: Reduz o excesso de brilho
A visão fica mais confortável, ajudando a identificar os riscos da estrada, por exemplo, pois reduzem as luzes ofuscantes.

– Lentes com Tratamento Antirreflexivo: Minimiza os reflexos na lente que podem causar distrações.

– Lentes com Tratamento Hidrofóbico: Evita a acumulação de manchas de água, suor e outros resíduos na lente.

Dicas para comprar seu óculos

Os óculos precisam se encaixar perfeitamente no seu rosto. Verifique a curvatura da lente, se ela tem um bom encaixe no rosto e se oferece um bom campo de visão e proteção.

Ao ir comprar os óculos, se possível leve junto o seu capacete também. Com os dois juntos conseguirá ver o encaixe ideal e fazer a melhor escolha.
Se você transpira muito, opte por modelos mais ventilados.

Os óculos não são simplesmente acessórios e devem proteger os olhos e a nossa visão. Vá em lojas especializadas e não compre de lugares que não tem marcas e produtos confiáveis.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Sinais que mostram a hora de fazer uma manutenção na bike

Quem pedala pela cidade ou em trilhas sabe bem que alguns trajetos são desafiadores não somente para o ciclista como também para a bike.
Para evitar ficar a pé no meio do pedal é importante prestar atenção em alguns sinais que a própria bicicleta dá e que mostram que chegou a hora de fazer uma manutenção.  

Existem alguns sinais claros que a bike dá, normalmente sonoros, que já mostram que alguma coisa está acontecendo, como ruídos nos freios, marchas engatando lentamente ou estalos na corrente.

Confira nosso post sobre ferramentas para sua bike

Pneus desgastados

Os famosos pneus carecas!
Quanto mais carecas os pneus estiverem, mais fácil será de ocorrer furos na câmara de ar em qualquer trilha ou um simples passeio.

Qualquer objeto perfurante, por menor que seja, poderá perfurar com mais facilidade a borracha já desgastada de um pneu careca.

Se for um pneu de cravos, troque os pneus assim que os mesmos estiverem gastos e sempre ande com câmaras a mais e, se possível, um pneu de reserva.

Corrente desgastada

Quando começam a aparecer estalos e pedaladas em falsas, é sinal que a corrente chegou ao seu limite. A corrente desgastada encontra dificuldade de encaixar nos dentes da coroa e das catracas, o que pode causar quedas graves e afetar todo o rendimento do sistema de transmissão de marchas.

Faça a troca da corrente assim que os primeiros sinais de desgaste aparecerem. Normalmente nas speed ela dura 1.500 quilômetros e nas mountain bike a duração é menor, de mil quilômetros.

Freios

Quem já é acostumado com freios a disco mecânicos ou hidráulicos, sabe que quando aquele ruído característico aparece é o alerta para se realizar a troca de fluídos ou pastilhas.
Quando as pastilhas atingem 60% da espessura original é hora de trocar.
No sistema hidráulico, troque pelo menos uma vez por ano, o fluído por meio da sangria. A troca também deve ser feita quando você perceber alguma alteração na qualidade do freio.  

Confira 5 dicas importantes sobre os pneus da sua bike

Suspensão

A suspensão dianteira precisa de muitos cuidados.
É recomendada realizar a primeira revisão preventiva após 50 horas de uso da sua bike, trocando os retentores e anéis de vedação, trocando o óleo nas que têm líquido nas canelas.

Também é necessário fazer uma manutenção preventiva sempre após um uso intenso e quando o guidão sofrer maiores impactos.


Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Vai pedalar longas distâncias? Confira essas dicas!

Mesmo quem já está acostumado a pedalar todos os dias, sabe que encarar longas distâncias não é uma tarefa fácil. Para enfrentar esse desafio é necessário muito preparo e cuidados especiais.

Veja algumas dicas para ter um desempenho melhor nesse tipo de pedal.

– ALIMENTAÇÃO

Parte fundamental para quem quer realizar exercícios de alta intensidade.
Para longas pedaladas, o ideal é já sair de casa bem alimentado e sempre levar opções para repor a energia durante a atividade.
Barras de cereal, sanduíches e frutas são ótimas opções.  

Não fique sem comer para não ter fraqueza durante o pedal e comprometer o seu desempenho, mas também não leve nada muito pesado para não ter aquela sensação de desconforto.

– HIDRATAÇÃO

Outro cuidado especial que devemos ter é a hidratação. Com a transpiração excessiva é necessário a reposição dos líquidos, seja com água ou isotônico.
A vantagem dos isotônicos é que eles repõem os sais minerais perdidos durante o exercício, oferecendo mais energia.
Beba um pouco de água a cada 20 minutos. Manter-se bem hidratado e alimentado, vai melhorar muito a sensação de bem-estar que a pedalada oferece.

– ROUPAS

Escolha roupas leves, dando preferência para as específicas de ciclismo, pois elas favorecem a transpiração.
As roupas íntimas devem ser folgadas e agradáveis, pois influenciam e muito na sua pedalada. Muitos ciclistas preferem não utilizar roupas íntimas, usando apenas as bermudas de ciclismo.

Um bom calçado deve ser utilizado também. Escolha uma sapatilha profissional ou um bom tênis resistente para ter mais conforto e segurança para pedalar.

– NÃO LEVE MUITO PESO

Como vai pedalar por longas distância, nem pense na possibilidade de levar uma mochila muito pesada. Leve apenas o necessário, dando preferência pelas pequenas bolsas que podem ser fixadas embaixo do selim e são ideais para levar ferramentas, câmaras e remendos.

Depois de muitas horas pedalando, quanto menos peso você estiver carregando, melhor será o seu desempenho.

– PROTETOR SOLAR E REPELENTE

Dependendo o local que você vai pedalar, proteger a pele dos desgastes do sol e dos ataques dos mosquitos é muito importante. Leve sempre esses produtos com você e não esqueça de reaplicá-los de tempos em tempos.

Pedalar por muitas horas e muitos quilômetros requer muito preparo e, se você não está acostumado, comece devagar e mantenha a regularidade e o ritmo. Logo estará aumentando o ritmo e a distância percorrida.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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