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A cidade de Holambra ganha a ‘Rota das Flores’ para passeios de bicicleta

A Rota das Flores, em Holambra, tem 14 quilômetros de extensão e passa por belos cenários da cidade

A cidade de Holambra, localizada no interior de São Paulo, ganhou a Rota das Flores, um percurso de 14 quilômetros em asfalto para promover a convivência harmoniosa entre ciclistas e motoristas. A ideia da criação do trajeto surgiu a partir da reunião e workshops entre grupos de ciclistas, formados por atletas profissionais, equipes e assessorias esportivas, além de representantes dos setores públicos e privados. Assim, o projeto foi lançado pelo grupo CCR e pelo governo do Estado de São Paulo.

De acordo com a fala do ciclista Felipe Pipo Campagnolla, o qual participou da criação da ciclorota, “a intenção foi criar uma rota bem sinalizada para que exista uma convivência maior entre motorista e ciclista, o que ajudará a diminuir o número de acidentes”, já que, atualmente tem muita gente que tem medo de andar de bicicleta em ruas mais pavimentadas de carros e alta velocidade.

Dessa forma, com esse propósito em mente, a estrada escolhida para servir de modelo experimental foi a rodovia municipal HBR-040, na qual, obras garantiram melhorias no asfalto e mais sinalização. O que se espera atualmente é que o trecho possa ser utilizado mais frequentemente pelos ciclistas. “A cada seis meses, vai haver uma vistoria para manter uma qualidade mínima da rota”, diz Pipo, como o ciclista é conhecido. “O mais importante de tudo, que é a ideia do projeto, é tentar criar consciência.”

PAISAGEM

Lançamento da ‘Rota das Flores’ acontece em Holambra. Foto: Shutterstock.

O farmacêutico Elvis Rocha de Jesus, de 32 anos, morador de Jaguariúna, cidade acerca de 17 quilômetro de Holambra, diz que sempre que está disponível, pega a sua bicicleta e vai pedalar na Rota das Flores. “É um local agradável, com paisagem aberta e tranquilo em relação ao trânsito. A vista é muito legal e é bom sair da área urbana. Na primavera, tudo fica ainda mais agradável.”

A Rota das Flores tem pista simples e é a primeira estrada bike friendly nesse projeto da CCR. O caminho conta com lombadas para desaceleração dos veículos e muitas placas de sinalização para motoristas e ciclistas. No caminho, pode-se observar sítios de produtores de flores, com estufas para plantas ornamentais. O fato de que há poucos veículos circulando é com certeza um ponto positivo. Desta forma, na opinião de Pipo, a única questão crítica da rota é a falta de sombra.

TURISMO LOCAL

Plantação de girassóis em Holambra. Foto: Deisy Rodrigues

Na visão de Pipo, a Rota das Flores possui um grande potencial, já que ela é um trajeto curto, cheio de singularidade, no qual é recheado com a cultura da cidade. Assim, ao longo da pedala, pode-se aproveitar e fazer o turismo pelas fazendas, passeando pela região. “Venham para curtir o pedal, mas aproveitem para conhecer a cidade, que conta com boa estrutura e é tranquila”, afirma Pipo. “A dificuldade técnica não é grande. Mas é preciso trazer a bicicleta, pois ainda não há estrutura para alugar o equipamento.”

EXPANSÃO

Devido ao crescimento da prática do ciclismo em estradas com grande volume de tráfego, o qual traz diversos riscos de segurança, a concessionária CCR idealizou rotas alternativas. Com isso, nota-se que a experiência de Holambra é a primeira e inspiradas nela, muitas outras já estão saindo do papel, como o caso do trajeto conhecido como ‘Rota das Frutas’ que irá cruzar municípios de Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Itatiba. De acordo com a previsão, espera-se que o lançamento do novo trecho seja em janeiro.

Segundo a concessionária, serão cinco Ciclo Rotas no total, com mais de 300 quilômetros de vias. O investimento de R$5 milhões inclui reforma ou adaptação da infraestrutura das pistas serviços de recapeamento, conservação, instalação de placas e melhorias na engenharia de tráfego, pensados para acolher os ciclistas e demais visitantes.

Foram escolhidos trechos próximos da capital, com infraestrutura e potencial turístico. Assim, segundo a CCR, é uma forma de despertar interesse dos ciclistas e gerar renda ao turismo local a partir do cicloturismo.

NA PRIMAVERA, CAMPOS AO LONGO DA ROTA FICAM COBERTOS DE FLORES

A linda Holambra, uma cidade conhecida pelas suas maravilhosas flores, muda a sua paisagem ao longo das estações do ano. Assim, ao longo dos anos, nem sempre o trecho da ciclorrota estará repleto de flores, dependendo da época do ano. Com isso, para que consiga ver uma região florida, o melhor período seria entre setembro e outubro, já que seria o início da Primavera.

“É um trajeto bonito, mas a gente não vai ver flores o ano todo, porque tem muita coisa em estufa. Mas é uma área rural, com poucas casas, muito verde e vegetação baixa, o que possibilita ver o horizonte”, explica o ciclista Pipo Campagnolla. – “Mas há momentos do ano em que você vai passar por campos cobertos de flores. Aí parece que você está pedalando em outro lugar”.

Uma curiosidade interessante seria a Exploflora, a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, na qual se realiza na época da primavera, com milhares de visitantes, o que move também o turismo local, juntamente com o incentivo do uso de bicicletas.

Matéria base originalmente publicada em UOL
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A importância do Bike Fit

Deixar a bicicleta ajustada para cada ciclista é essencial para ter um melhor desempenho, seja para ciclistas profissionais ou amadores.

Uma bicicleta bem ajustada é fundamental não só para atletas, mas para qualquer pessoa que goste de pedalar. Esse o conceito do Bike Fit.

Além de conseguir ter maior potência com mais eficiência, o Bike Fit vai trazer algo fundamental para os iniciantes: o conforto!
Se logo no início das atividades você sentir desconforto ao pedalar, o mais recomendado é fazer um Bike Fit para ajustar a bicicleta ao seu corpo e consequentemente, prevenir lesões que resultam de uma postura inadequada.

O corpo vai dar sinais que a bike não está regulada quando começarem a aparecer dores na parte da frente do joelho (tendão patelar), dores na lombar, formigamento nas mãos, assadura, formigamento ou sensibilidade no períneo, dor no tornozelo e dor na cervical.

Vantagens de se fazer um Bike Fit

– Maior conforto ao pedalar;
– Prevenção de lesões que acontecem por esforço repetitivo;
– Reduzir ou eliminar dores nas costas, joelhos, pescoço, pulsos, pés, dormência nas mãos e nos dedos;
– Reduzir fadiga.

Além dessas vantagens, os ajustes do Bike Fit também irá melhorar a potência do pedal, porque permite que o ciclista use vários grupos musculares de maneira mais eficaz e eficiente.

Como é feito o Bike Fit?

O técnico responsável pelo Bike Fit irá coletar as suas informações, considerando sua experiência no ciclismo, metas pretendidas, lesões que já teve e outras informações importantes para a avaliação.

O ajuste realizado inclui:
– Ajuste dos grampos do pedal;
– Definição da altura e posição do selim;
– Avaliação dos sapatos e palmilhas;
– Determinação do comprimento correto da haste, altura e largura do guidão.

Todo o procedimento demora em torno de uma a duas horas e envolve o ciclista, a bicicleta e um técnico avaliando cada detalhe. É importante que leve todos os equipamentos usados durante o pedal e esteja preparado para pedalar por pelo menos 10min para que a avaliação seja feita corretamente.

Quando procurar um profissional para fazer o Bike Fit?

Realizar um Bike Fit após trocar de bike trará ao seu corpo inúmeros benefícios em termos de rendimento e conforto, tornando os treinamentos e passeios mais agradáveis.

Ciclistas muito baixos ou muito altos se beneficiam do ajuste do Bike Fit onde os problemas causados pela postura são solucionados.
Pessoas que possuem lesões antigas que deixaram sequelas ou problemas biomecânicos conhecidos, como pernas de comprimento diferente, esse procedimento é mandatório!

Andar de bicicleta deve ser uma atividade prazerosa e confortável e, se isso não estiver acontecendo, os ajustes devem ser feitos o quanto antes. Dor, dormência ou formigamento nas mãos, nos pés ou nas nádegas são sinais de que algo na sua bicicleta não está ajustada para você.

Seja honesto com as suas informações

Pense no Bike Fit como um “exame médico”, pois os profissionais que irão realizar o procedimento, para fazer um ajuste preciso, devem saber seu nível, suas pretensões com o pedal (profissional, esportista ou iniciante), lesões que tenha sofrido, entre outros assuntos relacionados. Não tente impressionar ninguém ao realizar o teste e pedale naturalmente como faz no dia a dia ou nos treinamentos.

Após os ajustes serem realizados, o seu corpo precisará de tempo para se adaptar às mudanças de posição, especialmente se os ajustes tiverem mudado muito a bicicleta.
Pegue mais leve nas primeiras semanas após o Bike Fit e diminua a intensidade dos treinamentos para o seu corpo se ajustar gradualmente.

Matéria base originalmente publicada em Entre Trilhas
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Tipos de Guidão de Bicicleta

O guidão é um componente importante e possui muita influência na experiência que o ciclista terá com a bicicleta. Seus diversos modelos foram projetados para atender às necessidades do atleta, seja ele profissional ou amador.

Saber identificar o modelo correto, tamanho e material adequado vai melhorar a performance do ciclista, além de ajustar um posicionamento e postura ideal do seu corpo na bicicleta.

Cada modalidade vai exigir um tipo de guidão diferente e a escolha certa será decisiva para a melhoria do seu desempenho.

Principais tipos de Guidão

– Reto Flat

Por ter um formato simples (uma barra reta), oferece mais previsibilidade e precisão na direção, sendo uma boa escolha para quem procura agilidade em percursos mais estreitos e um preço mais em conta.

Já foi um dos mais utilizados no MTB, pois sua barra sem curvaturas era uma boa opção para subidas íngremes, além de ser estreito e leve para maiores velocidades. Atualmente, os atletas de MTB preferem modelos mais pesados que absorvam melhor o impacto das trilhas.

– Bullhorn Bars

Esse tipo de guidão possui um formato semelhante a um chifre de touro, permitindo que o ciclista permaneça em uma posição mais abaixada, facilitando a aerodinâmica do movimento. Ideal para quem deseja pedalar com mais intensidade e velocidade.

Muito utilizado nas bikes fixas, também é uma boa escolha para ciclistas que encaram muitas subidas pois possui leveza e aerodinâmica.

Não é indicado para ciclistas que usam a bicicleta como meio de transporte urbano pois o design desse guidão pode ocasionar esbarros inesperados em outros objetos e pessoas, além de possui uma certa instabilidade na direção para ciclistas inexperientes devido ao seu comprimento central menor.

– Riser Curvo

O Riser possui uma curvatura no centro, sendo atualmente o mais indicado para as modalidades extremas como o Downhill, pois possibilita que o atleta fique numa posição mais vertical e mais confortável durante as descidas em velocidade.

Esse tipo de guidão traz maior conforto aos punhos e maior controle da bicicleta, porém são maiores e mais pesados, podendo ser um incômodo nas subidas e trechos muito apertados.

– Drop Bars

Esse modelo de guidão é o mais popular no ciclismo de estrada. São muito versáteis pois oferecem diversas posições diferentes de pegada da mão, garantindo um maior conforto para os percursos mais longos.

O Drop Bars é perfeito para os atletas que desejam pedalar forte e com aerodinâmica. Por serem feitos para proporcionar velocidade, podem não ser uma boa posição para atletas amadores que preferem um exercício mais leve e tranquilo.

–  Cruiser Bars

Também conhecidos com guidão “caiçara”, os Cruiser Bars são aqueles que possuem formatos mais longos e altos, sendo perfeitos para locais planos, como no campo, na rua, na beira da praia, ou em ciclovias.
O formato desse modelo traz grande conforto e possibilita uma pedalada mais relaxada durante o trajeto.

Esses são alguns dos modelos existentes de guidões de bicicleta e vale lembrar que a escolha do guidão adequado para o tipo de pedal que você irá praticar é essencial para que tenha uma melhor performance, evolução e conforto ao pedalar.

Avalie o tipo de material, comprimento, peso, forma de instalação, possibilidades de empunhadura e possíveis acessórios que possam ser acoplados ao guidão. Cada um desses fatores irá influenciar de alguma maneira no seu desempenho e todos devem ser avaliados antes de adquiri o próximo guidão da sua bicicleta.

Matéria base originalmente publicada em Entre Trilhas
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Dicas para melhorar a sua Performance na Bike

Se você pratica ciclismo regularmente sabe que a motivação para pedalar muitas vezes vem do desejo de aprimorar a técnica e obter melhores resultados. Mas com o passar do tempo e dos treinamentos realizados, melhorar a performance na bike passa a ser um desafio que exige muita paciência e persistência para conquistar o resultados cada vez melhores, seja nos treinamentos ou nas competições.

Para ter uma evolução constante, algumas dicas vão auxiliar no alcance dos resultados desejados para que você fique cada vez melhor na modalidade escolhida.

– ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA

O consumo de consumo de proteínas, verduras, legumes e carboidratos complexos ajudam o corpo na recomposição e fortalecimento dos músculos. Quando temos uma alimentação equilibrada conseguimos fazer a manutenção do peso, fator imprescindível para conseguir uma boa aerodinâmica na hora de ganhar velocidade nas provas.

Se for realizar provas curtas, o consumo de cafeína é válido pois ao consumir a substância uma hora antes da prova, o sistema nervoso central é ativado, oferecendo uma melhor performance nos exercícios aeróbicos e de força.

– REALIZE EXERCÍCIOS PLIOMÉTRICOS

As atividades pliométricas são aquelas de alta intensidade usando o próprio peso corporal ou feito com cargas leves. Esse tipo de atividade é muito importante para todo ciclista, pois dessa maneira aprendemos como economizar movimentos, o que é essencial na performance da aerodinâmica da bike, garantindo um desempenho mais ágil e rápido nos pedais.

Exercícios como agachamento com barras, salto sobre o caixote e salto no quadrado (saltando dentro e fora de um quadro desenhado no chão em todos os seus lados) são alguns dos mais indicados para os ciclistas que desejam aperfeiçoar suas técnicas de economia de movimento.

– CONHEÇA BEM A PROVA QUE IRÁ REALIZAR

Os melhores ciclistas não são apenas aqueles que estão bem preparados fisicamente, mas aqueles que procuram novas táticas e estratégias em seus treinos e provas. Vai fazer toda a diferença se conhecer bem o percurso, descobrindo e entendendo onde estão os pontos de aceleração, os locais que exigem maior esforço e onde podemos nos poupar.

Conhecer os outros atletas que irão competir com você é outra dica muito importante que pode te ajudar a conquistar melhores resultados. Saiba os pontos fortes e fracos de cada um deles e faça treinos tendo como base superá-los.

– APOSTE EM BONS EQUIPAMENTOS

Mesmo sendo um dica clichê, sabemos que cada equipamento e componente tem uma função imprescindível no sucesso de uma prova de ciclismo. Bicicletas mais leves, de carbono, peças de boa qualidade, vestuário confortável e especial para a prática de cada modalidade e adequados para a condição meteorológica do dia da prova podem fazer toda a diferença.

Para melhorar a sua performance no ciclismo é preciso prestar muita atenção em tudo o que envolve o esporte, desde as estratégias para alcançar os outros competidores até o empenho para aprender como economizar movimentos. Com muito treino e estudo, os resultados melhoram ao longo do tempo e a prática do ciclismo se torna ainda mais prazerosa.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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Cuidados para pedalar na chuva

Pedalar debaixo de chuva requer muito mais cuidado por parte do ciclista do que ele teria em um dia ensolarado.
Devemos sempre prezar pela nossa segurança e alguns cuidados são essenciais.

Confira algumas dicas para pedalar na chuva:


– Roupas

Nos tempos chuvosos devemos optar por roupas frescas e leves, que facilitem a transpiração, pois assim secam com mais facilidade.

Também é importante que tenha uma capa de chuva de boa qualidade, de preferência os modelos estilo poncho. Dessa maneira você irá proteger a cabeça, tronco e parte das pernas.

– Mantenha os pés secos

Se os seus pés estiverem molhados, você poderá derrapar do pedal com mais facilidade. Uma medida rápida de evitar isso é colocar uma sacola plástica em volta de cada pé para impedir o contato com a água.

Para quem quiser fazer um investimento maior nesse ponto, poderá investir em um overshoes, que é uma cobertura impermeável para proteger o seu calçado.

– Para-Lamas

Em termos de equipamentos de proteção temos os para-lamas, que é uma excelente maneira de se proteger da água que sobe do chão pelo movimento das rodas.

Se a sua bike não tiver suporte para para-lamas, opte por um modelo que possa ser fixado embaixo do garfo e no canote.
Para os ciclistas que utilizam bagageiros deve-se colocar um para-lama nessa parte também, para que sua bagagem fique preservada.

– Luvas

O uso de luvas é indicado em todas as situações e não somente em dias de chuva. Elas protegem suas mãos em quedas e garantem a aderência necessária para pedalar com mais segurança.

Existem modelos diferentes que podem ser utilizados no frio e no calor. No frio opte pelos modelos fechados e o calor escolhas as com os dedos para fora.

– Roupa Extra

Enquanto estamos andando de bicicleta corremos o risco de pegarmos uma chuva inesperada e ninguém gosta de ficar molhado.

Sempre é bom ter uma roupa de reserva para trocar nessas situações. Leve tudo em uma sacola na mochila (para que a roupa extra não fique molhada também) e troque tudo quando puder.

Com esses cuidados, a sua aventura debaixo de chuva vai ficar muito mais agradável. Cuide da sua segurança e aproveite ainda mais o pedal!

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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Pedalar na Cidade? Acessórios indispensáveis para o seu pedal

Se você está acostumado a pedalar pelas cidades brasileiras sabe que existem inúmeros cuidados que devemos tomar para poder pedalar com segurança e tranquilidade.
Mas existem acessórios que foram desenvolvidos para facilitar a nossa vida e nos deixar preparados para encarar os desafios de pedalar pela cidade.

Confira alguns deles:

Bolsas para bicicleta

As bolsas são incrivelmente úteis para o dia a dia no pedal pela cidade e servem para levar equipamentos, ferramentas, documentos e itens pessoais.

Ao contrário dos grandes alforjes, as bolsas são menores e seus diferentes modelos podem ser instalados no guidão, quadro e selim. Isso facilita muito o uso urbano.
A maioria dos modelos é feita com tecido impermeável e as mudanças climáticas não serão problemas para o ciclista urbano.

Bagageiros

Se você se locomove muito pela cidade certamente um bom bagageiro é uma escolha que você deve ter. Eles são ótimos para carregar pesos maiores e evitam que o ciclista carregue essa carga em uma mochila nas costas.
Ele é uma estrutura feita para suportar peso e abre a possibilidade de você carregar diversos tipos de materiais diferentes, desde roupas, equipamentos de trabalho ou ferramentas.
Importante lembrar que existem diferentes modelos de bagageiros que são feitos para diferentes tipos de bicicleta e é importante que você verifique se o modelo escolhido é compatível com a sua bike e se ela possui as furações no quadro para a instalação.

Conheça os diferentes tipos de bagageiros para a sua bike nesse artigo

Alforjes

Se você colocou um bagageiro na sua companheira de pedal, então é hora de pensar em ter um bom alforje também. Eles são bolsas um pouco maiores que são instaladas nos bagageiros dianteiros ou traseiros e irão facilitar ainda mais o seu passeio ou ida ao trabalho de bicicleta.
Existem diversos tipos de alforjes, com diferentes tipos de materiais e opte por aquele que melhor atenda as suas necessidades.

Faróis e Lanternas

Seja visto de dia e de noite pelos motoristas e pelos pedestres com um bom kit de iluminação para a sua bicicleta.
Além de realizar a iluminação do caminho no seu pedal noturno, os faróis e lanternas servem para sinalizar que o ciclista está na via, seja de dia ou de noite.
Existem centenas de modelos disponíveis e você encontrar dos mais baratos aos mais caros, sejam à pilha ou por carregamento USB, que possuem maior ou menor potência de iluminação. Os faróis dianteiros, em sua maioria, possuem luz branca na iluminação, enquanto as lanternas traseiras são de luz vermelha.

Confira algumas dicas de sinalização para pedalar a noite nesse artigo

Cadeados

Esse é um dos itens essenciais para quem pratica ciclismo urbano. Os cadeados são feitos para evitar que a sua bicicleta seja furtada enquanto você não está pedalando e não tem lugar para guarda-la.
Existem diversos tipos de cadeados e os mais conhecidos e utilizados são os de cabo de aço e o os U-Locks, que são recomendados que sejam utilizados em conjunto para obter uma melhor segurança no pedal.

Saiba como utilizar os cadeados de forma segura nesse artigo

Como entender o tamanho dos pneus de bicicleta

Apesar de parecer complicado, as medidas dos tamanhos dos pneus não são difíceis de entender e essenciais para que o ciclista escolha o modelo adequado para a sua bicicleta.

As medidas antigas que eram muito difíceis de entender, com números fracionados, foram substituídas por formas de mais fácil compreensão.
Elas são reguladas pela ISO (International Organization for Standardization) que é a Organização Internacional de Normalização e essa instituição criou a Norma Europeia de Pneus e Aros, ETRTO (European Tire and Rim Technical Organization), que nada mais é que o método para definir as medidas dos pneus e aros das bicicletas.
Você também encontrará medidas americanas e francesas na maioria dos pneus, mas a medido ETRTO sempre estará presente neles.

Podemos ver na imagem que a medida ETRTO 37-622, informa a largura do pneu (37mm) e o diâmetro interno da roda (622mm). Com essa medida, temos uma classificação bem precisa do tamanho do aro e pneu.

A classificação por polegadas em forma de frações é muito confusa de ser entendida e é pouco utilizada atualmente. Na imagem temos a medida 28 x 1 5/8 x 1 3/8 que correspondem ao diâmetro externo x tamanho do pneu x largura do pneu.
Essa medida está sendo substituída, principalmente no MTB, pela denominação mais simples, apenas na forma decimal, como por exemplo 26×2.10, onde 26” é o diâmetro total e 2.10 a largura do pneu.

Já na medida francesa de tamanho, na imagem temos o pneu 700x35c, onde temos o diâmetro externo (700mm) e a largura do pneu (35mm). A letra no final vai corresponder ao diâmetro interno do pneu e a letra “C” corresponde ao diâmetro de 622mm. Essa medição não existe para todos os tamanhos de pneus e é pouco utilizada no MTB.

Uma curiosidade que nem todos os ciclistas sabem, as MTB aro 29 são aro 28 pois possuem o mesmo diâmetro de aro das bikes de estrada. Confira na tabela abaixo.

Os pneus MTB de 29 polegadas tem o mesmo diâmetro interno que os pneus para as bikes de estrada de 28 polegadas (622mm), sendo que para as de estrada é mais comum utilizar a medida 700c (lembre que na medida francesa o “C” significa 622mm).
Já as rodas de 27,5 polegadas (27.5”) têm o diâmetro interno de 584mm que é a mesma medida francesa de 650B.

As medidas em polegadas, apesar de serem de fácil compreensão, podem causar muita confusão ao se adquirir um pneu, pois os diâmetros internos de 559mm (MTB), 571mm (Triathlon) e 590mm (algumas bicicletas de passeio) são todos classificados como 26”. Já pneus de 622mm e 635mm são classificados como 28”, porém a medida de 630mm é classificada como 27”.
Por esse motivo é extremamente importante você saber o diâmetro do aro da sua bicicleta para poder comprar o pneu correto.

A escolha da largura do vai influenciar em todas as situações durante a sua pedalada. Um pneu mais largo será mais confortável e mais estável nas curvas, podendo perder desempenho devido ao aumento da aderência com o solo. Um pneu mais estreito precisará de uma pressão maior e traz mais velocidade.

Os pneus possuem, em sua lateral, uma marcação de máximo PSI (pound force per square inch) ou libra-força por polegada quadrada, que é a pressão máxima recomendada e esses valores devem ser respeitados para o bom desempenho e garantia da vida útil do pneu.

Como cuidar da Corrente da sua bicicleta

Cuidar bem da corrente da sua bicicleta é fundamental para manter a segurança, o desempenho e evitar voltar para casa empurrando a bike.


A corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta pois é ela que vai transformar a força das pedaladas em energia para as rodas. Muitas vezes alguns erros básicos ou a falta de simples cuidados vão acelerar o desgaste da corrente e todo o sistema de transmissão.

Limpeza da Corrente

Uma corrente suja, com partículas de areia, poeira ou terra, vai piorar as trocas das marchas, desgastar e reduzir a vida útil do conjunto e também vai trazer barulhos e rangidos bastante incômodos para a pedalada.

Deixar a corrente limpa e lubrificada é a maneira mais simples de conservá-la.

O processo de limpeza é bastante simples, bastando passar um desengraxante de qualidade em toda corrente, esfregar com uma escova , enxaguar com água e deixar secar. Vale lembrar que não é necessário lavar a corrente após todo pedal, pois em pedais secos ou no asfalto, um pano seco já resolve para tirar a sujeira.

Para facilitar o processo de limpeza, existe um lavador especializado (máquina de lavar corrente manual) que torna todo o processo muito mais prático. Com esse equipamento, basta acoplar o lavador na corrente, aplicar o desengraxante no reservatório específico e girar a corrente que a própria máquina realiza a limpeza dos elos de uma forma muito mais rápida.

Lubrificação da Corrente

Após a limpeza é muito importante que você faça a lubrificação da corrente. Escolha um óleo lubrificante de qualidade e aplique uma gota em cada elo da corrente, girando os pedais para espalhar bem o óleo, sem esquecer de retirar o excesso.

Aplicar muito lubrificante também pode atrapalhar o desempenho do conjunto, pois o excesso acabará grudando partículas de sujeira.
Existem também óleos específicos para condições molhadas, secas ou ambas as situações. Escolha sempre o que se adequar melhor ao seu tipo de pedalada.

E quando devo trocar a Corrente?

Quando as correntes ficam gastas, acabam desgastando também os dentes das coroas e cassetes e quando isso acontece se faz necessário trocar todo o conjunto e não apenas só a corrente. Dessa maneira é importante saber identificar quando é preciso efetuar a troca da corrente.

O desgaste da corrente não tem um padrão e muito dependendo do estilo de cada ciclista, por isso é necessário sempre acompanhar com uma ferramenta para medir o desgaste.
Com essa ferramenta fica fácil saber quando é a hora de trocar. Veja abaixo como é feita a checagem com a ferramenta.

O medidor de desgaste é o método mais indicado e preciso, mas também é possível checar no método caseiro, que é o método é levantar a corrente na parte da frente da coroa (veja a foto abaixo).

Levante em um intervalo entre os pinos e veja quantos dentes são revelados. Se aparecerem 3 ou 4 sua corrente pode estar desgastada. Uma alternativa é remover a corrente da bicicleta e coloca-la no chão, na mesma posição que ela estaria na bicicleta. Então a estique, pegue as duas pontas e torça a corrente, como se fosse juntar as duas pontas. Quanto mais perto você chegar de fazer um círculo completo, mais gasta está sua corrente. Correntes novas são mais difíceis de torcer.

Cada marca de corrente pode ter seu próprio esquema de remoção ou instalação. Na maioria dos casos, correntes são intercambiáveis entre marcas, mas nunca entre velocidades – uma corrente de 10v só pode ser substituída por uma 10v.

Mesmo com os métodos manuais, um medidor de corrente custa pouco e recomendamos que você sempre tenha um em mãos.

Trocar a corrente exige uma ferramenta e uma boa dose de paciência. É relativamente fácil e não se faz com frequência. Consiste basicamente em usar um extrator para remover um pino, que abrirá a corrente, colocar uma corrente nova, colocar o pino e introduzi-lo entre os elos da corrente. Muitos modelos de corrente possuem um pino próprio para isso.

Confira 4 procedimentos de manutenção que todo ciclista deveria saber

Tipos de Correntes

É preciso que você saiba qual é o tipo de corrente da sua bicicleta para não adquirir um modelo que não encaixe.

As correntes possuem duas larguras: 1/8” e 3/32”. O tipo 1/8” são as mais grossas e geralmente utilizadas em bicicletas MTB, enquanto as 3/32” são mais finos e usadas nas bikes que possuem mais marchas.

Peças das mesmas marcas (ou modelos) tem uma compatibilidade melhor entre si, por isso saiba qual fabricante da sua corrente, coroa e cassete. Mesmo correntes da mesma marca podem ter modelos diferentes, o que pode não ser compatíveis com a coroa e cassete.

Coroas e Cassete

Com o passar do tempo, os dentes das coroas e do cassete também vão se desgastando e uma hora será necessário substituí-los também. Evite colocar peças novas com outras que estão muito desgastadas, pois essas peças poderão atrapalhar a troca de marcha e danificar a corrente nova.

Quando realizar a troca da corrente por uma nova verifique se as marchas não estão escapando ou se a transmissão não está fazendo barulhos, pois esses são sinais que podem indicar coroas e cassetes gastos.

Essas medidas simples irão manter a sua corrente e todo o conjunto em ordem por muito mais tempo e não te deixar a pé no meio do pedal.

Saiba como frear corretamente a bike

Uma das coisas que mais erramos ao andar de bicicleta é utilizar os freios corretamente.
O tipo de bicicleta, tipo de freio usado, tipo e condição de terreno são fatores que influenciam na maneira que devemos frear.

Manter o conjunto de freio sempre limpo e regulado irá ajudar a manter a eficiência de todo o processo de frenagem.

Busque frear sempre nas retas, pois terá a melhor tração possível e sempre dar prioridade para terrenos mais secos e firme. Em dias chuvosos, busque diminuir a velocidade para não fazer uma frenagem brusca e sempre antecipar as reações dos demais veículos ao seu redor.
Se estiver em trilhas, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação para evitar justamente a perda de tração para frear.

O ideal é trabalhar alternando as marchas e velocidade, freando o mínimo possível, pois cada tipo de situação tem a sua velocidade ideal e que o excesso de frenagem também pode provocar acidentes.

A posição dos manetes dos freios também é importante e deve estar o mais próximo possível do avanço do guidão.

Saiba a posição ideal dos dedos no manete do freio

Tenha eficiência ao frear

Um bom conjunto de frenagem deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo e nas emergências com os dois dedos. Se tiver que fazer mais esforço que este é um sinal que o sistema de freios pode estar com algum problema.

O freio dianteiro é o mais eficiente na bicicleta pois sempre trabalhamos em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. É necessário fazer os freios trabalharem “em conjunto” pois, apesar do dianteiro ser mais eficiente, é o traseiro que traz a firmeza no trajeto e na direção da bicicleta, garantindo também a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Evite causar o travamento das rodas pois isso irá ocasionar uma derrapagem e muitas vezes uma queda. Em uma frenagem brusca, se precisar trave a roda traseira e deixe a dianteira livre, jogando o seu corpo para trás como se fosse “puxar” a bike.

A posição do corpo também influencia na frenagem da bicicleta, pois quanto mais peso houver na parte traseira, maior será a tração e você irá parar com mais eficiência.
Em descidas técnicas das trilhas, por muitas vezes, deslocamos o corpo para a parte de trás do selim para modificar o centro de gravidade da bicicleta e assim frear com mais desempenho. Nos pedais do dia não é necessário utilizar essa técnica.

Se você é iniciante no mundo do ciclismo, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo e o traseiro do direito.

Uma dica importante é sempre manter seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no seu entorno e as reações dos outros veículos e pedestres.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Vai encarar uma subida com a bike?

Saiba como superar esse desafio

Não importa se você é um ciclista amador ou profissional, uma hora ou outra terá que encarar uma subida durante a sua pedalada.
Superar esse desafio não é fácil mas você pode melhorar o seu desempenho com treinamentos e treinar nas subidas é excelente para ganho de força, resistência e controle da respiração.

– Controle a sua respiração

Para que você melhore a sua força e resistência enquanto pedala é indispensável que exercite o controle da sua respiração.
Durante as subidas, busque respirar de forma mais lenta, sempre expirando e inspirado no mesmo ritmo. Os treinos casuais são importantes nesse quesito pois com eles você poderá treinar o controle respiratório de maneira que o mesmo não seja alterado mesmo com o aumento da velocidade ou esforço.
Se você respirar de forma muito rápida, sua força acabará mais rápido e a fadiga aumentará no mesmo ritmo.

– Concentre-se em manter a postura

Mudar a postura logo no começo da subida fará com que você aumente a força aplicada mas isso também fará você cansar na metade do tempo. Isso será agravado caso você também não tenha um controle respiratório adequado.
O ideal é que você tente manter a mesma postura durante toda a subida, sendo que o ideal é que faça o mínimo de força possível no inicio.

Se a subida for muito íngreme ou muito extensa, no final você poderá se levantar para alcançar o topo mais rápido, porém não faça isso durante toda a subida pois esse esforço durante muito tempo poderá ocasionar lesões.

Confira outras 7 dicas para melhorar o seu tempo nas subidas

– Ritmo

Manter o ritmo é outro ponto importantíssimo para melhorar o seu desempenho nas subidas. Você evita a fadiga ao manter o mesmo ritmo de força e velocidade que já está acostumado nos treinos.
Dependendo da ocasião e do terreno pode ser necessário alterar o ritmo, mas sempre tente manter a velocidade e força que já usa nos treinos.

– Treinamento

Treine em subidas pequenas e íngremes: O ideal é realizar sprints curtos para subir toda a ladeira e ter um momento de descanso após o esforço.

Treine em subidas extensas: Nessas o objetivo é treinar a manutenção do ritmo o maior tempo possível, podendo realizar um sprint curto para chegar ao topo da subida.
Evite se esforçar demais no início da subida e aproveite para treinar a respiração e postura também.

Conta pra gente como foi a sua experiência ao tentar encarar a sua primeira subida!
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