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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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De Biker pra Biker: 5 erros mais comuns em ciclistas iniciantes

Quando começamos a pedalar é muito comum que pequenos erros aconteçam, mas se não corrigirmos, eles que podem atrapalhar nosso desempenho e até desestimular a prática da atividade esportiva.

O importante é identificar os erros e começar a corrigi-los.
Pequenas mudanças na sua condução, ou na manutenção da sua companheira de pedal, irão fazer toda a diferença para que você tenha muito mais performance na sua pedalada!

Confira esse vídeo do ciclista Camboja, explicando um pouco mais sobre os erros de ciclistas iniciantes.

1º erro mais comum

Passar pelos obstáculos sentado na bike

O correto é ficar na posição neutra, em pé com o peso distribuído nos dois pés e os braços relaxados. Os pedais devem ficar alinhados horizontalmente para não atingir nenhum obstáculo.

2º erro mais comum

Ficar com os pés na vertical

Em trechos onde não estiver pedalando, o correto é manter os pés paralelos ao chão para que o peso fique distribuído no mesmo centro de gravidade.
Somente em curvas é que os pedais devem ficar na vertical para facilitar a realização da curva.

3º erro mais comum

Bater o pedal no chão

É um erro muito comum de acontecer, principalmente para quem está começando, e que quase sempre ocasiona quedas.

Ao fazer uma curva, sempre levante o pedal de dentro, nunca deixa o pedal embaixo, pois você vai bater ele no chão e certamente irá cair.

4º erro mais comum

Usar muito lubrificante

A utilização do lubrificante é muito importante, especialmente na relação, mas usar muito lubrificante vai acabar atraindo toda a sujeira.

Coloque uma gota por elo e nunca deixa a sua corrente seca.

5º erro mais comum

Não ajustar corretamente o capacete

Para quem está começando pode achar que é somente colocar o capacete e fechar a fivela que está tudo pronto.

Existem 3 regulagens que você deve ficar atento para que o capacete fique seguro.

– A primeira são as travas laterais que devem ser posicionadas bem próxima a orelha.
– O ajuste da nuca, que é feito no disco de regulagem que existe na parte de trás, deve ficar justo para deixar mais firme o capacete.
– E por último o ajusto do pescoço deve ter uma folga para mais conforto.

Siga o Camboja no Instagram e tenha uma dose diária de inspiração para sair pedalando: @camboja_mtb

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Detalhes que fazem a diferença no ciclocross

Conhecido pela sigla CX, o ciclocross tem grande popularidade, principalmente no hemisfério norte, onde se pode competir nessa modalidade durante o rigoroso inverno.
Mas como funciona as provas e quais as diferenças para as provas de outras modalidades?

Vamos falar pouco mais sobre os detalhes que fazem toda a diferença para você chegar em primeiro lugar.

Quer saber mais sobre o ciclocross? Confira aqui

1. Diferenças entre bikes de estrada e CX

Photo by Angel Santos on Unsplash

O ciclocross é uma modalidade predominantemente off-road, mas praticada com bikes que se parecem muito com as de estrada.
Mas existem importantes diferenças entre as bicicletas de ciclocross e gravel das suas irmãs estradeiras e mountain bikes.

As CX combinam elementos das bicicletas de estrada, como guidão curvado e pneus estreitos, e características das MTB, como a geometria do quadro, pneus com cravos e sistema de suspensão dianteira.

Notamos claramente a diferença de uma CX para uma Speed quando verificamos o espaçamento do quadro para passagem dos pneus, feitos justamente para que as bikes de ciclocross encarem qualquer condições de lama e areia, sem travar a rolagem das rodas.

Com um quadro um pouco mais alto do solo para facilitar as passagens por obstáculos, as CX podem utilizar pneus mais largos de até 33c.

2. Variedade de terreno em um circuito fechado

©Kristof-Ramon – RED BULL Content Pool

Disputados em circuitos curtos entre 2,5 a 3,5 quilômetros, que são feitos para ter o maior número de terrenos diferentes, seja grama, areia, lama,ou neve, além de ter trechos técnicos que fazem muitas vezes com que o ciclista tenha que sair da bicicleta para transpor obstáculos.

As provas são competidas por  tempo, onde os atletas devem cumprir um determinado período de tempo, mais uma volta final. A maioria das corridas da elite tem uma hora de duração, enquanto os amadores podem competir por 30 a 60 minutos.

3. Carregue a sua bike nas costas

Photo by Angel Santos on Unsplash

Se vai encarar uma prova de CX, esteja preparado para carregar a sua bike nas costas.

Raízes, pedras, areia e obstáculos artificiais são apenas algumas das coisas que o ciclista precisa encarrar numa corrida de ciclocross. Os obstáculos artificiais mais comuns são as barreiras de 45cm de altura em sequência, que desafiam os pilotos a saltar ou mesmo ter que sair da bicicleta para superar o desafio.

4. A largada é importante

©Charlie Crowhurst – RED BULL Content Pool

Assim como as provas de MTB Cross Country e as de estrada, a linha de largada é composta por competidores que estão dispostos a dar tudo de si na largada.

Devido ao percurso ser curto e estreito, todos os atletas buscam as melhores posições logo no início, o que pode provocar choques e tombos.

5. Individualismo

As corridas de ciclocross tendem a ser mais individuais, pois são mais lentas e o que conta mesmo é potência, habilidade, técnica e resistência do piloto. A equipe do atleta garante o suporte de hidratação nas áreas de apoio do percurso.

Isso não é o que vemos nas corridas de estrada, onde os vencedores dependem de sua equipe e companheiros, desde para fornecer água e comida, mas principalmente ajuda-los a ditar o ritmo nas subidas.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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Alguns mitos do MTB

Ao longo dos anos o ciclismo vem evoluindo constantemente e novas informações e tecnologias são agregadas ao esporte, causando muita confusão e gerando vários mitos.

Vamos ver alguns e porque eles não fazem tanto sentido assim:

1 – O aro 26” não serve mais

MITO

A discussões que mais ocorrem são sobre qual é o tamanho de aro é melhor, o que acaba sempre com a afirmação de que aro 26” não presta e que não serve mais para o ciclismo atual. Essa afirmação pode ser bastante equivocada.

O controle e a facilidade em realizar curvas mais técnicas fazem da aro 26” uma excelente opção para quem pedala em percursos mais técnicos como all mountain/enduro e o downhill (modalidade que muitos pilotos profissionais ainda usam a 26”)

Confira nosso matéria sobre as diferenças entre uma bicicleta 29” e uma 26”

2 – O aro 29” é só para pessoas altas

MITO

Há ciclistas mais baixos que preferem e se adaptam muito bem em uma aro 29”.
Tudo é uma questão de estilo, de procurar o modelo que tem mais a ver com você e qual tipo de terreno onde costuma pedalar.

Há menos de 20 anos não existiam as 29” e há menos de uma década era muito raro encontrar ciclistas com as 29” no dia a dia, o que mostra que o assunto é bem recente.
Quanto mais experimentarmos tamanhos diferentes, poderemos chegar na melhor opção para o seu tipo de pedalada. Antes de escolher a sua bike, procure pedalar com todos os tamanhos para ver qual se sente mais confortável.

3 – Para calibrar é só olhar na lateral do pneu para saber a pressão “ideal”

MITO

A informação que consta na lateral do pneu é apenas uma sugestão de pressão que deve ser utilizada.
A pressão máxima deve ser obedecida mas a pressão usada vai depender do tipo de terreno, do percurso, do peso do ciclista e outros fatores.

Temos uma matéria explicando “como calibrar os pneus da sua mountain bike

4 – Ao pedalar clipado tem que puxar o pedal pra cima

MITO

Desde a introdução e popularização dos pedais de clip, muito se discute sobre a necessidade de puxar o pedal para cima com a ajuda do pé clipado para produzir mais potência.

Há diversos estudos científicos mostrando que essa “puxada” não gera nenhum ganho ao ciclista.
Não conseguimos manter esse ritmo de raciocínio numa cadencia de 100 rotações por minuto ou em provas muito longas, onde algumas duram mais de 5 horas.

No site Road Cycling UK há um ótimo artigo detalhando os motivos que a “puxada” não deve ser feita.

Mas existem ciclistas que defendem essa técnica para treinamentos de preparação.

Explicamos nessa matéria como são os chamados Treinos de ‘Potenciamento’

5 – Quem tem pernas compridas precisam de um pedivela mais longo

MITO

Não existem estudos que comprovem que o comprimento da perna é o que dita o comprimento do pedivela.

E para a maioria dos ciclistas amadores de MTB, uma diferença de 5mm entre um pedivela de 175mm ou 170mm dificilmente será notada ou trará muitos ganhos de desempenho.
Somente nos mais altos níveis de performance, no caso das competições de alto nível, é que essa diferença se torna significativa.

8 – O tamanho do quadro depende da minha altura

MITO

O tamanho do quadro tem a ver com a altura, porém existem diversos outros fatores que influenciam como a altura do cavalo (distância entre o chão e sua virilha) e comprimento dos braços.

Separamos uma matéria onde tratamos do “tamanho do quadro ideal

Matéria originalmente publicada em Aventrilha

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Alimentos para ter energia no pedal

Acerte na escolha de alimentos bem balanceados para ter mais desempenho e menos cansaço no ciclismo.

Veja alguns alimentos que vão te deixar preparado para pedalar com intensidade.

BATATA DOCE

Tem baixo índice glicêmico e fornece energia ao seu corpo durante todo o treino. Fonte de vitaminas A, B1, B2 e C, favorece o funcionamento do coração e do sistema nervoso, fazendo seu organismo ter boa circulação sanguínea e melhorando a sua coordenação motora.

QUEIJO

Inclua o queijo entre os seus alimentos, pois o queijo é uma fonte rica em proteínas e vai recuperar os seus músculos durante ou depois do pedal.
Sendo de fácil digestão, os queijos reduzem a demanda de energia do seu corpo para processar esse alimento.

PÃO INTEGRAL

Os pães integrais tem muitos carboidratos e fibras, que combinadas trazem boa digestão e energia, fazendo com que você possa ter treinos mais fortes e sem incômodos estomacais.

ÁGUA

O mais importante de todos os itens, a água funciona como um catalisador no organismo para que as ações metabólicas aconteçam, além de auxiliar a absorção dos nutrientes de qualquer alimento que você ingere.
Seja antes, durante e depois do treino, mantenha-se hidratado para poder aguentar os treinos, corridas, o sol, o calor e qualquer desafio que aparecer durante o pedal.

MASSAS

Lasanha, espaguete, canelone, ravióli… as massas devem ter um lugar especial nos alimentos dos ciclistas.
Massas são ricas em carboidratos que, no corpo, são transformados em glicogênio, que dá muita energia aos músculos.

Mas coma as massas depois do pedal, pois elas são indicadas para a sua recuperação muscular.

OVO

Rico em albumina, que é um tipo de proteína ideal para a reconstrução muscular. Essa substância está em abundância na clara do ovo, enquanto que na gema estão concentrados colesterol, gorduras e vitamina E.
Não abuse do ovo se você tem diabetes, colesterol alto ou problemas cardíacos. Uma dieta equilibrada lhe trará muitos benefícios na hora de pedalar!

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

E qual a sua alimentação antes de pedalar?
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Erros mais comuns de quem pedala

Não somente os novatos no ciclismo costumam cometer erros ao pedalar, alguns ciclistas experientes também enfrentam dificuldades nesse sentido e acabam cometendo erros que acabam prejudicando o desempenho na bike.

Confira algumas dicas para melhorar a sua técnica e ter uma boa performance ao pedalar.

1. Postura Incorreta

Quando o ciclista está pedalando com uma postura incorreta, normalmente são erros nos ajustes de peças e componentes da bicicleta, sendo o selim e guidão as principais causas desse problema. Se o selim e/ou guidão estiverem muito altos (ou muito baixos) ocasionará não apenas desconforto ao pedalar, mas um alto risco de lesões provocadas por tensionamento e flexão inadequados de joelhos e pernas, além de uma inclinação de coluna pouco recomendada.
O tamanho das rodas em relação ao tamanho do quadro também são causadores de postura incorreta.
Se possível, realize um bikefit para adequar a bicicleta e seus componentes para o seu biotipo. Esses pequenos ajustes lhe garantirão um desempenho melhor ao pedalar.

2. Não respeitar os seus limites

Quando começamos a pedalar sempre temos aquela vontade de superar barreiras e ir cada vez mais longe, mas isso pode causar desgaste excessivo e lesões por você ainda não estar acostumado com um ritmo elevado. Mesmo os ciclistas veteranos não estão livres do “over training”, causa comum das mais diversas lesões.

Realize treinos constantes, porém não excessivos. Respeite o tempo que o seu corpo precisa para se recuperar entre um treino e outro, ou após um pedal desgastante.

3. Alimentação e Hidratação

Esses são pontos fundamentais para se manter um bom desempenho durante o pedal, porém são muitas vezes negligenciados pelos ciclistas.
Pedaladas mais longas, que ultrapassem uma hora de atividade, devem receber atenção especial. Manter-se nutrido durante a prática do exercício é muito importante, cuide para se reabastecer com pequenas quantidades ao completar a primeira hora e depois a cada 15 ou 20 minutos.

A hidratação precisa ser constante. Não espere sentir sede para se hidratar e beba água com frequência durante todo o percurso.

4. Kit de Reparo

Os problemas mecânicos e furos de pneus são mais comuns do que se imagina durante um passeio ou treino. Para não ficar a pé durante a pedalada, tenha sempre à mão uma câmara extra e algumas ferramentas básicas para recuperar a bike.
Conheça o essencial para realizar pequenos ajustes. Não precisa ser um especialista em mecânica, mas realizar a manutenção básica pode fazer a diferença entre seguir adiante ou voltar pra casa empurrando a bicicleta.

5. Ser imprevisível ao pedalar em grupo

Se você está iniciando a prática de pedalar em grupo, procure ficar na retaguarda e observar o comportamento dos demais ciclistas.
As causas de acidentes mais frequentes são movimentos bruscos que não são previstos pelo grupo. Como pedalam todos muito próximos uns dos outros, uma mudança de direção ou freada sem a devida sinalização pode levar todos para o chão.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

Tem mais algum erro que você por aí enquanto pedala?
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Rodas de Carbono: Vantagens e Desvantagens

Os atletas que buscam melhor performance e redução de peso na bike, normalmente partem para as rodas de carbono.
Vamos falar um pouco sobre as vantagens e desvantagens antes de trocar para as rodas de fibra de carbono.

Imagem by 29in.CH

Mas primeiro:

O que são Rodas de Carbono?

São as rodas feitas com um material chamado Composite e esse material é feito com uma mistura de fibra de carbono, resinas e outras substâncias.
Popularmente elas são conhecidas como fibra de carbono, que é o material mais leve utilizado em rodas de bikes.

Esse material foi projetado para atingir alta performance e para ajuda-lo a decidir se vale a pena ou não investir em rodas de carbono, vamos mostrar um pouco das vantagens e desvantagens.

Imagem by Keanu4

VANTAGENS

REDUÇÃO DE PESO

No MTB e nas bikes de estrada, as rodas de carbono diminuem consideravelmente o peso final da bicicleta.
A redução do peso é muito importante, principalmente em competições, pois as retomadas e manutenção da velocidade constante serão feitas com muito mais facilidade.

AUMENTO DA VELOCIDADE

Rodas mais levas reduzem o esforço que você deve fazer para ganhar mais velocidade em retas, seja na terra ou na estrada.  Com essa redução de pesa, ficará mais fácil aumentar cada vez mais a sua velocidade.

EFICIÊNCIA

Há um aumento significativo da eficiência geral da bike com rodas de carbono. Curvas, descidas, retas e subidas ficarão menos cansativas e serão feitas com maior rapidez.

ABSORÇÃO DE IMPACTOS

A fibra de carbono tem uma grande capacidade de absorver impactos e as rodas desse material também terão essa característica.

Você sentirá uma mudança brusca nos impactos sentidos nos braços, pernas e tronco enquanto pedala.

DESVANTAGENS

LIMITE DE PESO

Como o carbono tem peso reduzido, esse material aguenta um peso total (ciclista + bike) menor também. Dessa maneira, há uma limitação nos modelos de rodas de carbono, mas acontece de maneira separada nas modalidades.
Uma roda para Road terá uma tolerância baixa de peso total em comparação com uma roda de Downhill.

MANUTENÇÃO

Rodas de alta performance necessitam de uma manutenção feita por profissionais qualificados para trabalhar com esse tipo de produto. Você poderá ter alguma dificuldade de encontrar peças que eventualmente precisarão ser trocadas, como cubos e raios, pois geralmente as peças são feitas no padrão de cada fabricante.

DURABILIDADE

Rodas de carbono duram menos que as de alumínio pois são feitas para atingir o máximo de desempenho. Nesse caso, deve-se considerar o seu uso: quanto mais frequente e extremo, menos as rodas vão durar e vice-versa.

CUSTO

Rodas de carbono tem um alto custo monetário, o que limita a um público que são de atletas profissionais e amadores, ou quem realmente está disposto a ter essas rodas em sua bike.

SEGURANÇA

Devido ao seu alto valor, o roubo de bicicletas que têm rodas de carbono é frequente.
Registrar a bicicleta em um sistema de proteção e ativar um seguro, são alguns meios de se prevenir.

Dica
Como existem diferentes modelos de rodas de carbono, antes de adquirir as suas, pesquise, leia as recomendações de cada fabricante e converse com ciclistas que já utilizam e também com os vendedores para tirar todas as dúvidas que possam surgir.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

Imagem by Pablo Baranoff Dorn

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Bicicleta de Estrada: Dicas para escolher o pneu

Muita atenção é dada ao quadro, peso e outros componentes de uma bicicleta mas, muitas vezes, os pneus são negligenciados.
Escolher o pneu correto vai melhorar a sua experiência de pilotagem, além de trazer mais conforto e melhor desempenho.

Para auxiliá-lo a escolher o pneu, separamos algumas importantes informações que você deve saber sobre os pneus da sua bicicleta.

Tipos de pneus

Existem três tipos de pneus que são mais utilizados. O pneu “clincher” é o mais comum e que a maioria dos ciclistas de estradas utilizam. Os ciclistas profissionais preferem utilizar os pneus “tubulares”, mas os “tubeless” estão ganhando cada vez mais adeptos no ciclismo de estrada.

Imagem: schwalbetires.com

CLINCHER

Vamos ver um pouco mais sobre cada um:

É o tipo de pneu mais comum para a bicicleta de estrada, tem preços mais acessíveis e são mais fáceis de serem trocados.
Os pneus clincher precisam da utilização de uma câmara de ar e em caso de furo, ela poderá ser facilmente substituída ou remendada.

Você encontrará modelos dobráveis, onde o talão é de fibra de aramida (kevlar), que é mais durável e maleável. Os modelos não dobráveis possuem o talão feito com um fio de aço (também chamado de arame).

Os modelos dobráveis são muito mais leves que os de arame e por esse motivo tendem a serem mais caros.

TUBULAR

Populares entre os pilotos profissionais, esse é tipo de pneu mais caro e que precisa de mais cuidados que os demais modelos, porém é o mais resistente a furos, trazem maior velocidade e menor resistência à rodagem.
Por atingir uma pressão bem maior que o clincher, diminui a área de contato com o solo e consequentemente o arrasto. 

Os pneus tubulares  possuem uma “câmara” de ar interna mas é costurada junto ao pneu para serem coladas ao aro. Isso mesmo, esse tipo de pneu precisam ser presos à roda por meio de uma cola ou fita especial.
A troca de um pneu furado é muito mais rápida do que um pneu com câmara, porém é necessário que o outro pneu tubular esteja pré-colado, o que é difícil de transportar para realizar esse reparo na rua.
A manutenção desse tipo de pneu já não é das mais fáceis e acessíveis, por isso é considerado um item de corrida.

 TUBELESS

São os famosos pneus sem câmara. Embora muito utilizados nas mountain bikes, também existem pneus tubeless para as bicicletas de estrada.
Não existem nenhuma câmara nesse tipo de pneu, eles encaixam no aro da mesma forma que um clincher, porém com tolerâncias muito mais estreitas para ficar mais firme e hermética. Para que isso seja possível é necessário uma roda/aro compatível, o que pode deixar mais caro ter esse tipo de pneu na bicicleta.

A utilização de selante também é necessário para criar uma vedação quando algum furo acontece. Ao furar o pneu, o próprio ar interno faz com que o líquido seja levado para o local, remendando o furo .

Tipo de Terreno

O tipo de terreno que você pedala com a sua bicicleta também será um fator importante na hora de definir o pneu correto.

Asfalto ruim e irregular precisam de pneus mais resistentes e com diâmetro maior (mais grossos), já em estradas melhores os pneus mais leves e mais estreitos terão um rendimento melhor.

Tamanho do pneu

O tamanho dos pneus e rodas das bicicletas de estrada não tem tanta variação quanto as mountain bike.  Os aros 700 são praticamente universais para as rodas e a maioria dos pneus de estrada varia de 23mm a 28mm, porém existem modelos superiores a 35mm que são usados em cyclocross e lazer.

Antes de comprar o pneu para sua bicicleta de estrada, verifique se a largura está dentro da faixa recomendada de aro/roda. Consulte o local de compra se não tiver certeza dos limites da sua bicicleta.

Pressão dos pneus

A pressão está diretamente ligada a escolha dos pneus, porém é necessário ficar atento pois a pressão pode variar dependendo do terreno.

Quando a pressão em um pneu é alta, a resistência ao rolamento melhora e o pneu fica menos suscetível a perfurações. Pressão baixa em um pneu proporciona melhor conforto e aderência.
Fatores como peso do ciclista, tamanho do pneu, tipo de terreno e pilotagem influenciarão na pressão escolhida.
Na lateral do pneu estará a calibragem mínima e máxima indicada pelo fabricante e é recomendável ficar dentro dessa indicação.

Saiba como diferenciar todas as medidas que estão escritas na lateral dos pneus nesse artigo aqui.

Qual tamanho de quadro ideal?

Uma das perguntas mais feitas pelos iniciantes no ciclismo é “Qual tamanho de quadro devo usar?

Assim como roupas e calçados, os quadros das bicicletas tem tamanhos diferentes que variam de acordo com a altura do ciclista. Como cada pessoa tem características físicas únicas, os ajustes relacionados ao tamanho do tronco e membros, como a altura do selim e guidão, devem ser ajustadas em um Bike Fit (que é uma avaliação específica de posição ideal do ciclista na bicicleta), mas para o quadro existem algumas medidas universais.

Nesse artigo vamos tratar das medidas dos quadros para Mountain Bike e Road pois elas são consideradas pelo seat tube (tubo do selim) e podem sem em polegadas (para mountain bike) e em centímetros (para as road bike).

As BMX tem suas medidas pelo top tube (tubo superior do quadro) e uma série de micro ajustes diferentes no head tube e seat tube. Cada variação pode trazer mais ou menos agilidade, estabilidade, entre outros, o que muda de acordo com a modalidade do BMX e o estilo de cada ciclista. Iremos tratar desse assunto em um outro post mais detalhado.

Os quadros das Mountain Bikes são medidos em polegadas. O valor é a distância do eixo do movimento central ao final do seat tube onde é inserido o canote.

Podem ser:
– 15”
– 16”
– 17”
– 18”
– 19”
– 21”

Alguns fabricantes podem fazer variações desses tamanhos, como por exemplo os quadros 15,5”.

Já os quadros para as bicicletas de ciclismo de estrada (speed/road bike) os tamanhos são descritos em centímetros e partem de 45cm até cerca de 65cm.

Além dessas formas de medidas, alguns fabricantes adotam a medida universal de tamanho, tanto para as mountain bikes, quanto para as road bikes.
S (small): para os quadros de tamanho 15 à 16”;
M (médium): para os quadros de tamanho 17 à 18”;
L (large): para os quadros de tamanho 19”;
XL (extra large): para os quadros de tamanho 21”.

Mas como saber qual é o ideal?

Existem duas formas para encontrar o tamanho ideal do quadro.
A primeira é a medida do cavalo, que é a distância dos pés até o meio das pernas do ciclista, conforme imagem abaixo:

Essa forma não é muito utilizada, pois dificilmente trará um resultado 100% absoluto. Como ela produz um resultado aproximado e podem ter inúmeros fatores influenciando a medição, acabou não sendo muito utilizada.

A forma mais utilizada atualmente é a altura do ciclista e existe uma tabela universal de quadros com os tamanhos indicados para cada faixa de altura.
Essas medidas atenderão a maioria dos ciclistas sem grandes adaptações, porém pessoas com características físicas diferentes (braços ou pernas muito longos, tronco grande e pernas curtas, etc) devem procurar um Bike Fit para encontrar o tamanho ideal que mais vai se adequar ao seu corpo.

Abaixo estão as medidas universais dos quadros (MTB e Road) para homens e mulheres

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5 Dicas para Iniciantes na Bike

Está pensando em começar a pedalar?
Confira essas dicas que vão te ajudar a aproveitar todas as vantagens que o ciclismo oferece e garantir uma boa experiência de bike.

1. Escolha uma Bike para Iniciantes

O primeiro passo para começar a pedalar é a Bicicleta.
Não é necessário já começar com uma bike de ultima geração. A escolha certa depende do tipo de pedal que você pretende praticar.

Vai passear somente pela cidade, nos parques e ciclovias?
Um modelo mais simples já será um bom começo.
Pretende ir para trilhas técnicas e competições?

Então um modelo mais robusto deverá ser escolhido e será necessário ter mais atenção ao tipo de freio, suspensão, quadro, etc.
É extremamente importante que a bicicleta seja adequada ao seu corpo. Até uma bike para iniciantes tem diferentes tamanhos de quadro e roda, regulagem de selim e guidão, onde tudo isso influencia na hora de pedalar.
Por isso é importante que se realize um bike fit, onde um profissional qualificado irá ajustar a bicicleta especificamente para o seu biotipo.

2. Roupas e Equipamentos Adequados

O capacete é o primeiro equipamento que devemos pensar para começarmos a andar de bicicleta, procure por um com boa ventilação, fácil travamento e de qualidade.
Pense também em um óculos que filtre o excesso de luminosidade e tenha uma boa proteção para os seus olhos contra o vento, poeira, etc.

As luvas também devem ser adquiridos pois além do conforto, elas darão maior firmeza à pilotagem e protegerão em caso de quedas.

As roupas de ciclismo são importantes para melhorar o desempenho, onde seus tecidos e acolchoamentos garantem conforto e evitam assaduras no caso das bermudas, e as camisetas possuem tecidos que privilegiam a ventilação e melhor sensação térmica.

3. Saiba fazer a manutenção de emergência

Não é necessário que você se torne um especialista em mecânica para começar a pedalar. Porém, saber realizar algumas tarefas básicas como trocar um pneu, substituir a câmara, arrumar a corrente, entre outros.

Claro que não se faz necessário que você saiba isso para pedalar, mas saber fazer esses pequenos ajustes já irá lhe preparar para os imprevistos que podem acontecer no meio do pedal.

4. Pedale em locais conhecidos

Seja para pedalar sozinho ou com outros iniciantes, sempre faça trajetos que você conheça que tenha ciclovias ou ciclofaixas, evitando com que você se perca.
Com o tempo e a prática, você terá mais confiança para explorar novos percursos e ambientes.

5. Respeite seus limites

Nunca exagere nos passeios.
Pedalar é um exercício e por isso é necessário que você conheça os seus limites para que não tenha imprevistos e não aguente voltar pedalando para casa.
Pedaladas fortes e de muitos quilômetros não são adequadas para ciclistas iniciantes, isso só é possível só com treino e experiência.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

Agora chegou a hora de pegar a bike e partir para a trilha, estrada ou pedalada de lazer.

O ciclismo tem inúmeros benefícios e com certeza você aproveitará todos eles.

Vai partir para o pedal?
Conta pra gente como foi!
 
Tudo para a sua #vidacombike está aqui!