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Lubrificação da bike

Os lubrificantes, graxas e óleos são essenciais para o bom desempenho da nossa companheira de pedal.

Eles devem ser utilizados na corrente, movimento central, suspensões, entre outras partes. Devem ser repostos regularmente para evitar o atrito entre as partes metálicas da bike.

Normalmente precisamos trocar um lubrificante quando ele diminui ou acaba – que pode ocorrer pelo uso ou ela ação da água na bike – e quando a sujeira se mistura a ele. Nessa segunda situação, as partículas de sujeira fazem com que o atrito volte a acontecer, mesmo havendo lubrificante.

Use com moderação

Para ter um rendimento elevado, apenas uma pequena quantidade de lubrificante é necessária, apenas que seja suficiente para que as peças possam “escorregar” e não rasparem entre si.

Os lubrificantes são feitos para atuarem dentro de algumas peças e entre os metais, não sendo necessário o uso por fora delas. Quando existe o excesso de lubrificação, acaba atraindo sujeira, que adere nesse excesso, e acaba parando nas partes internas da bicicleta.

O excesso também pode sujar outras peças que não podem receber óleos e gorduras, como os discos de freio, aros e pastilhas.

Descobrimos rapidamente quando um disco ou pastilha estão sujos, pois a resposta do freio não fica imediata e ainda ouvimos aquele reconhecido barulho alto e irritante quando apertamos mais as alavancas.


Mantenha a limpeza em dia

Fazer uma limpeza prévia nas peças que vão receber a lubrificação é muito importante, justamente para as partículas de sujeira não se misturem ao novo lubrificante.

Deve se ter uma atenção em especial à corrente, pois ela precisa de limpeza e lubrificação regulares para manter o bom desempenho.
Faça uma limpeza apropriada com removedores de graxa – existem máquinas especificas que ajudam e facilitam a limpeza – e após ela estar seca é que devemos passar o óleo lubrificante.

Realize periodicamente a limpeza de toda a bicicleta. Se você a utiliza com frequência e pega muita chuva ou trechos com lama, a bike deve ser limpa imediatamente após terminar de pedalar. Se não realizar essa limpeza imediata, essas situações de sujeira causarão danos muito maiores.

Use o lubrificante correto

Diferente do que muita gente pensa, lubrificação não é apenas passar graxa em tudo. A graxa comum – aquela utilizada por mecânicos de automóveis – é muito espessa e pastosa, e quando usada na corrente, penetra nos elos podendo sujar outras partes da bike, como as pastilhas de freio.

As correntes, por exemplo, precisam de óleo lubrificante apropriado, existindo versões para climas secos, úmidos e para ambos os climas.
Já outras peças precisam de graxas específicas para bike, como os cubos, movimento central e outras partes que possuem rolamentos.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Por que os óculos de ciclismo são coloridos?

Muita gente não dá a devida atenção aos óculos, mas são muito importantes na proteção de todo ciclista.

Nas trilhas eles protegem a visão do ciclista contra cascalhos soltos e detritos. Já no asfalto, eles evitam as irritações causadas pela fuligem e poeira das pistas e estradas.
Além de protegerem os olhos dos raios UV, eles precisam ajustar os olhos a luz do ambiente e às sombras.

Mas e as cores?

Existem diversos tipos de lentes e cada uma possui uma função e cor diferente. É muito importante saber a função de cada cor para comprar o que atenda à sua necessidade.

Confira as cores e a função indicada:

Lente Amarela: Dias nublados ou com neblina
Também tem ótimo desempenho em pedais noturnos. Ampliam o campo de visão e a cor amarela transmite o máximo de luminosidade possível.

– Lente Rosa e Âmbar: Dias com pouca luz solar
Aumentam a precisão visual e tem grande poder de contraste. Fornecem um campo de visão mais claro.

– Lente Cinza: Qualquer condição climática
Reduzem o brilho e deixam as cores mais próximas da realidade.


– Lente Transparente: Dias nublados com pouca luz.
Também podem ser usadas durante a noite, mas não tem a mesma efetividade das lentes amarelas.


– Lente Escura: Dias com muita claridade
Trabalham muito bem com bastante claridade, e se forem espelhadas, filtram os raios solares de forma mais eficaz.

– Lente Fotocromática: Diversas condições climáticas
Escurecem ou clareiam com as variações da luz. Boa opção para trilhas onde se passa por lugares abertos e com sombras de arvores.

– Lente Polarizada: Reduz o excesso de brilho
A visão fica mais confortável, ajudando a identificar os riscos da estrada, por exemplo, pois reduzem as luzes ofuscantes.

– Lentes com Tratamento Antirreflexivo: Minimiza os reflexos na lente que podem causar distrações.

– Lentes com Tratamento Hidrofóbico: Evita a acumulação de manchas de água, suor e outros resíduos na lente.

Dicas para comprar seu óculos

Os óculos precisam se encaixar perfeitamente no seu rosto. Verifique a curvatura da lente, se ela tem um bom encaixe no rosto e se oferece um bom campo de visão e proteção.

Ao ir comprar os óculos, se possível leve junto o seu capacete também. Com os dois juntos conseguirá ver o encaixe ideal e fazer a melhor escolha.
Se você transpira muito, opte por modelos mais ventilados.

Os óculos não são simplesmente acessórios e devem proteger os olhos e a nossa visão. Vá em lojas especializadas e não compre de lugares que não tem marcas e produtos confiáveis.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Sinais que mostram a hora de fazer uma manutenção na bike

Quem pedala pela cidade ou em trilhas sabe bem que alguns trajetos são desafiadores não somente para o ciclista como também para a bike.
Para evitar ficar a pé no meio do pedal é importante prestar atenção em alguns sinais que a própria bicicleta dá e que mostram que chegou a hora de fazer uma manutenção.  

Existem alguns sinais claros que a bike dá, normalmente sonoros, que já mostram que alguma coisa está acontecendo, como ruídos nos freios, marchas engatando lentamente ou estalos na corrente.

Confira nosso post sobre ferramentas para sua bike

Pneus desgastados

Os famosos pneus carecas!
Quanto mais carecas os pneus estiverem, mais fácil será de ocorrer furos na câmara de ar em qualquer trilha ou um simples passeio.

Qualquer objeto perfurante, por menor que seja, poderá perfurar com mais facilidade a borracha já desgastada de um pneu careca.

Se for um pneu de cravos, troque os pneus assim que os mesmos estiverem gastos e sempre ande com câmaras a mais e, se possível, um pneu de reserva.

Corrente desgastada

Quando começam a aparecer estalos e pedaladas em falsas, é sinal que a corrente chegou ao seu limite. A corrente desgastada encontra dificuldade de encaixar nos dentes da coroa e das catracas, o que pode causar quedas graves e afetar todo o rendimento do sistema de transmissão de marchas.

Faça a troca da corrente assim que os primeiros sinais de desgaste aparecerem. Normalmente nas speed ela dura 1.500 quilômetros e nas mountain bike a duração é menor, de mil quilômetros.

Freios

Quem já é acostumado com freios a disco mecânicos ou hidráulicos, sabe que quando aquele ruído característico aparece é o alerta para se realizar a troca de fluídos ou pastilhas.
Quando as pastilhas atingem 60% da espessura original é hora de trocar.
No sistema hidráulico, troque pelo menos uma vez por ano, o fluído por meio da sangria. A troca também deve ser feita quando você perceber alguma alteração na qualidade do freio.  

Confira 5 dicas importantes sobre os pneus da sua bike

Suspensão

A suspensão dianteira precisa de muitos cuidados.
É recomendada realizar a primeira revisão preventiva após 50 horas de uso da sua bike, trocando os retentores e anéis de vedação, trocando o óleo nas que têm líquido nas canelas.

Também é necessário fazer uma manutenção preventiva sempre após um uso intenso e quando o guidão sofrer maiores impactos.


Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Vai pedalar longas distâncias? Confira essas dicas!

Mesmo quem já está acostumado a pedalar todos os dias, sabe que encarar longas distâncias não é uma tarefa fácil. Para enfrentar esse desafio é necessário muito preparo e cuidados especiais.

Veja algumas dicas para ter um desempenho melhor nesse tipo de pedal.

– ALIMENTAÇÃO

Parte fundamental para quem quer realizar exercícios de alta intensidade.
Para longas pedaladas, o ideal é já sair de casa bem alimentado e sempre levar opções para repor a energia durante a atividade.
Barras de cereal, sanduíches e frutas são ótimas opções.  

Não fique sem comer para não ter fraqueza durante o pedal e comprometer o seu desempenho, mas também não leve nada muito pesado para não ter aquela sensação de desconforto.

– HIDRATAÇÃO

Outro cuidado especial que devemos ter é a hidratação. Com a transpiração excessiva é necessário a reposição dos líquidos, seja com água ou isotônico.
A vantagem dos isotônicos é que eles repõem os sais minerais perdidos durante o exercício, oferecendo mais energia.
Beba um pouco de água a cada 20 minutos. Manter-se bem hidratado e alimentado, vai melhorar muito a sensação de bem-estar que a pedalada oferece.

– ROUPAS

Escolha roupas leves, dando preferência para as específicas de ciclismo, pois elas favorecem a transpiração.
As roupas íntimas devem ser folgadas e agradáveis, pois influenciam e muito na sua pedalada. Muitos ciclistas preferem não utilizar roupas íntimas, usando apenas as bermudas de ciclismo.

Um bom calçado deve ser utilizado também. Escolha uma sapatilha profissional ou um bom tênis resistente para ter mais conforto e segurança para pedalar.

– NÃO LEVE MUITO PESO

Como vai pedalar por longas distância, nem pense na possibilidade de levar uma mochila muito pesada. Leve apenas o necessário, dando preferência pelas pequenas bolsas que podem ser fixadas embaixo do selim e são ideais para levar ferramentas, câmaras e remendos.

Depois de muitas horas pedalando, quanto menos peso você estiver carregando, melhor será o seu desempenho.

– PROTETOR SOLAR E REPELENTE

Dependendo o local que você vai pedalar, proteger a pele dos desgastes do sol e dos ataques dos mosquitos é muito importante. Leve sempre esses produtos com você e não esqueça de reaplicá-los de tempos em tempos.

Pedalar por muitas horas e muitos quilômetros requer muito preparo e, se você não está acostumado, comece devagar e mantenha a regularidade e o ritmo. Logo estará aumentando o ritmo e a distância percorrida.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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De Biker pra Biker: 5 erros mais comuns em ciclistas iniciantes

Quando começamos a pedalar é muito comum que pequenos erros aconteçam, mas se não corrigirmos, eles que podem atrapalhar nosso desempenho e até desestimular a prática da atividade esportiva.

O importante é identificar os erros e começar a corrigi-los.
Pequenas mudanças na sua condução, ou na manutenção da sua companheira de pedal, irão fazer toda a diferença para que você tenha muito mais performance na sua pedalada!

Confira esse vídeo do ciclista Camboja, explicando um pouco mais sobre os erros de ciclistas iniciantes.

1º erro mais comum

Passar pelos obstáculos sentado na bike

O correto é ficar na posição neutra, em pé com o peso distribuído nos dois pés e os braços relaxados. Os pedais devem ficar alinhados horizontalmente para não atingir nenhum obstáculo.

2º erro mais comum

Ficar com os pés na vertical

Em trechos onde não estiver pedalando, o correto é manter os pés paralelos ao chão para que o peso fique distribuído no mesmo centro de gravidade.
Somente em curvas é que os pedais devem ficar na vertical para facilitar a realização da curva.

3º erro mais comum

Bater o pedal no chão

É um erro muito comum de acontecer, principalmente para quem está começando, e que quase sempre ocasiona quedas.

Ao fazer uma curva, sempre levante o pedal de dentro, nunca deixa o pedal embaixo, pois você vai bater ele no chão e certamente irá cair.

4º erro mais comum

Usar muito lubrificante

A utilização do lubrificante é muito importante, especialmente na relação, mas usar muito lubrificante vai acabar atraindo toda a sujeira.

Coloque uma gota por elo e nunca deixa a sua corrente seca.

5º erro mais comum

Não ajustar corretamente o capacete

Para quem está começando pode achar que é somente colocar o capacete e fechar a fivela que está tudo pronto.

Existem 3 regulagens que você deve ficar atento para que o capacete fique seguro.

– A primeira são as travas laterais que devem ser posicionadas bem próxima a orelha.
– O ajuste da nuca, que é feito no disco de regulagem que existe na parte de trás, deve ficar justo para deixar mais firme o capacete.
– E por último o ajusto do pescoço deve ter uma folga para mais conforto.

Siga o Camboja no Instagram e tenha uma dose diária de inspiração para sair pedalando: @camboja_mtb

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Detalhes que fazem a diferença no ciclocross

Conhecido pela sigla CX, o ciclocross tem grande popularidade, principalmente no hemisfério norte, onde se pode competir nessa modalidade durante o rigoroso inverno.
Mas como funciona as provas e quais as diferenças para as provas de outras modalidades?

Vamos falar pouco mais sobre os detalhes que fazem toda a diferença para você chegar em primeiro lugar.

Quer saber mais sobre o ciclocross? Confira aqui

1. Diferenças entre bikes de estrada e CX

Photo by Angel Santos on Unsplash

O ciclocross é uma modalidade predominantemente off-road, mas praticada com bikes que se parecem muito com as de estrada.
Mas existem importantes diferenças entre as bicicletas de ciclocross e gravel das suas irmãs estradeiras e mountain bikes.

As CX combinam elementos das bicicletas de estrada, como guidão curvado e pneus estreitos, e características das MTB, como a geometria do quadro, pneus com cravos e sistema de suspensão dianteira.

Notamos claramente a diferença de uma CX para uma Speed quando verificamos o espaçamento do quadro para passagem dos pneus, feitos justamente para que as bikes de ciclocross encarem qualquer condições de lama e areia, sem travar a rolagem das rodas.

Com um quadro um pouco mais alto do solo para facilitar as passagens por obstáculos, as CX podem utilizar pneus mais largos de até 33c.

2. Variedade de terreno em um circuito fechado

©Kristof-Ramon – RED BULL Content Pool

Disputados em circuitos curtos entre 2,5 a 3,5 quilômetros, que são feitos para ter o maior número de terrenos diferentes, seja grama, areia, lama,ou neve, além de ter trechos técnicos que fazem muitas vezes com que o ciclista tenha que sair da bicicleta para transpor obstáculos.

As provas são competidas por  tempo, onde os atletas devem cumprir um determinado período de tempo, mais uma volta final. A maioria das corridas da elite tem uma hora de duração, enquanto os amadores podem competir por 30 a 60 minutos.

3. Carregue a sua bike nas costas

Photo by Angel Santos on Unsplash

Se vai encarar uma prova de CX, esteja preparado para carregar a sua bike nas costas.

Raízes, pedras, areia e obstáculos artificiais são apenas algumas das coisas que o ciclista precisa encarrar numa corrida de ciclocross. Os obstáculos artificiais mais comuns são as barreiras de 45cm de altura em sequência, que desafiam os pilotos a saltar ou mesmo ter que sair da bicicleta para superar o desafio.

4. A largada é importante

©Charlie Crowhurst – RED BULL Content Pool

Assim como as provas de MTB Cross Country e as de estrada, a linha de largada é composta por competidores que estão dispostos a dar tudo de si na largada.

Devido ao percurso ser curto e estreito, todos os atletas buscam as melhores posições logo no início, o que pode provocar choques e tombos.

5. Individualismo

As corridas de ciclocross tendem a ser mais individuais, pois são mais lentas e o que conta mesmo é potência, habilidade, técnica e resistência do piloto. A equipe do atleta garante o suporte de hidratação nas áreas de apoio do percurso.

Isso não é o que vemos nas corridas de estrada, onde os vencedores dependem de sua equipe e companheiros, desde para fornecer água e comida, mas principalmente ajuda-los a ditar o ritmo nas subidas.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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Alguns mitos do MTB

Ao longo dos anos o ciclismo vem evoluindo constantemente e novas informações e tecnologias são agregadas ao esporte, causando muita confusão e gerando vários mitos.

Vamos ver alguns e porque eles não fazem tanto sentido assim:

1 – O aro 26” não serve mais

MITO

A discussões que mais ocorrem são sobre qual é o tamanho de aro é melhor, o que acaba sempre com a afirmação de que aro 26” não presta e que não serve mais para o ciclismo atual. Essa afirmação pode ser bastante equivocada.

O controle e a facilidade em realizar curvas mais técnicas fazem da aro 26” uma excelente opção para quem pedala em percursos mais técnicos como all mountain/enduro e o downhill (modalidade que muitos pilotos profissionais ainda usam a 26”)

Confira nosso matéria sobre as diferenças entre uma bicicleta 29” e uma 26”

2 – O aro 29” é só para pessoas altas

MITO

Há ciclistas mais baixos que preferem e se adaptam muito bem em uma aro 29”.
Tudo é uma questão de estilo, de procurar o modelo que tem mais a ver com você e qual tipo de terreno onde costuma pedalar.

Há menos de 20 anos não existiam as 29” e há menos de uma década era muito raro encontrar ciclistas com as 29” no dia a dia, o que mostra que o assunto é bem recente.
Quanto mais experimentarmos tamanhos diferentes, poderemos chegar na melhor opção para o seu tipo de pedalada. Antes de escolher a sua bike, procure pedalar com todos os tamanhos para ver qual se sente mais confortável.

3 – Para calibrar é só olhar na lateral do pneu para saber a pressão “ideal”

MITO

A informação que consta na lateral do pneu é apenas uma sugestão de pressão que deve ser utilizada.
A pressão máxima deve ser obedecida mas a pressão usada vai depender do tipo de terreno, do percurso, do peso do ciclista e outros fatores.

Temos uma matéria explicando “como calibrar os pneus da sua mountain bike

4 – Ao pedalar clipado tem que puxar o pedal pra cima

MITO

Desde a introdução e popularização dos pedais de clip, muito se discute sobre a necessidade de puxar o pedal para cima com a ajuda do pé clipado para produzir mais potência.

Há diversos estudos científicos mostrando que essa “puxada” não gera nenhum ganho ao ciclista.
Não conseguimos manter esse ritmo de raciocínio numa cadencia de 100 rotações por minuto ou em provas muito longas, onde algumas duram mais de 5 horas.

No site Road Cycling UK há um ótimo artigo detalhando os motivos que a “puxada” não deve ser feita.

Mas existem ciclistas que defendem essa técnica para treinamentos de preparação.

Explicamos nessa matéria como são os chamados Treinos de ‘Potenciamento’

5 – Quem tem pernas compridas precisam de um pedivela mais longo

MITO

Não existem estudos que comprovem que o comprimento da perna é o que dita o comprimento do pedivela.

E para a maioria dos ciclistas amadores de MTB, uma diferença de 5mm entre um pedivela de 175mm ou 170mm dificilmente será notada ou trará muitos ganhos de desempenho.
Somente nos mais altos níveis de performance, no caso das competições de alto nível, é que essa diferença se torna significativa.

8 – O tamanho do quadro depende da minha altura

MITO

O tamanho do quadro tem a ver com a altura, porém existem diversos outros fatores que influenciam como a altura do cavalo (distância entre o chão e sua virilha) e comprimento dos braços.

Separamos uma matéria onde tratamos do “tamanho do quadro ideal

Matéria originalmente publicada em Aventrilha

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Alimentos para ter energia no pedal

Acerte na escolha de alimentos bem balanceados para ter mais desempenho e menos cansaço no ciclismo.

Veja alguns alimentos que vão te deixar preparado para pedalar com intensidade.

BATATA DOCE

Tem baixo índice glicêmico e fornece energia ao seu corpo durante todo o treino. Fonte de vitaminas A, B1, B2 e C, favorece o funcionamento do coração e do sistema nervoso, fazendo seu organismo ter boa circulação sanguínea e melhorando a sua coordenação motora.

QUEIJO

Inclua o queijo entre os seus alimentos, pois o queijo é uma fonte rica em proteínas e vai recuperar os seus músculos durante ou depois do pedal.
Sendo de fácil digestão, os queijos reduzem a demanda de energia do seu corpo para processar esse alimento.

PÃO INTEGRAL

Os pães integrais tem muitos carboidratos e fibras, que combinadas trazem boa digestão e energia, fazendo com que você possa ter treinos mais fortes e sem incômodos estomacais.

ÁGUA

O mais importante de todos os itens, a água funciona como um catalisador no organismo para que as ações metabólicas aconteçam, além de auxiliar a absorção dos nutrientes de qualquer alimento que você ingere.
Seja antes, durante e depois do treino, mantenha-se hidratado para poder aguentar os treinos, corridas, o sol, o calor e qualquer desafio que aparecer durante o pedal.

MASSAS

Lasanha, espaguete, canelone, ravióli… as massas devem ter um lugar especial nos alimentos dos ciclistas.
Massas são ricas em carboidratos que, no corpo, são transformados em glicogênio, que dá muita energia aos músculos.

Mas coma as massas depois do pedal, pois elas são indicadas para a sua recuperação muscular.

OVO

Rico em albumina, que é um tipo de proteína ideal para a reconstrução muscular. Essa substância está em abundância na clara do ovo, enquanto que na gema estão concentrados colesterol, gorduras e vitamina E.
Não abuse do ovo se você tem diabetes, colesterol alto ou problemas cardíacos. Uma dieta equilibrada lhe trará muitos benefícios na hora de pedalar!

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Erros mais comuns de quem pedala

Não somente os novatos no ciclismo costumam cometer erros ao pedalar, alguns ciclistas experientes também enfrentam dificuldades nesse sentido e acabam cometendo erros que acabam prejudicando o desempenho na bike.

Confira algumas dicas para melhorar a sua técnica e ter uma boa performance ao pedalar.

1. Postura Incorreta

Quando o ciclista está pedalando com uma postura incorreta, normalmente são erros nos ajustes de peças e componentes da bicicleta, sendo o selim e guidão as principais causas desse problema. Se o selim e/ou guidão estiverem muito altos (ou muito baixos) ocasionará não apenas desconforto ao pedalar, mas um alto risco de lesões provocadas por tensionamento e flexão inadequados de joelhos e pernas, além de uma inclinação de coluna pouco recomendada.
O tamanho das rodas em relação ao tamanho do quadro também são causadores de postura incorreta.
Se possível, realize um bikefit para adequar a bicicleta e seus componentes para o seu biotipo. Esses pequenos ajustes lhe garantirão um desempenho melhor ao pedalar.

2. Não respeitar os seus limites

Quando começamos a pedalar sempre temos aquela vontade de superar barreiras e ir cada vez mais longe, mas isso pode causar desgaste excessivo e lesões por você ainda não estar acostumado com um ritmo elevado. Mesmo os ciclistas veteranos não estão livres do “over training”, causa comum das mais diversas lesões.

Realize treinos constantes, porém não excessivos. Respeite o tempo que o seu corpo precisa para se recuperar entre um treino e outro, ou após um pedal desgastante.

3. Alimentação e Hidratação

Esses são pontos fundamentais para se manter um bom desempenho durante o pedal, porém são muitas vezes negligenciados pelos ciclistas.
Pedaladas mais longas, que ultrapassem uma hora de atividade, devem receber atenção especial. Manter-se nutrido durante a prática do exercício é muito importante, cuide para se reabastecer com pequenas quantidades ao completar a primeira hora e depois a cada 15 ou 20 minutos.

A hidratação precisa ser constante. Não espere sentir sede para se hidratar e beba água com frequência durante todo o percurso.

4. Kit de Reparo

Os problemas mecânicos e furos de pneus são mais comuns do que se imagina durante um passeio ou treino. Para não ficar a pé durante a pedalada, tenha sempre à mão uma câmara extra e algumas ferramentas básicas para recuperar a bike.
Conheça o essencial para realizar pequenos ajustes. Não precisa ser um especialista em mecânica, mas realizar a manutenção básica pode fazer a diferença entre seguir adiante ou voltar pra casa empurrando a bicicleta.

5. Ser imprevisível ao pedalar em grupo

Se você está iniciando a prática de pedalar em grupo, procure ficar na retaguarda e observar o comportamento dos demais ciclistas.
As causas de acidentes mais frequentes são movimentos bruscos que não são previstos pelo grupo. Como pedalam todos muito próximos uns dos outros, uma mudança de direção ou freada sem a devida sinalização pode levar todos para o chão.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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