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O que é o Sistema de Suspensão da Bike?

A suspensão é um item essencial para a bike de ciclistas que vão encarar terrenos acidentados e não querem perder performance.

Mas afinal de contas, o que é a Suspensão da Bike?

Suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.

E quais são as partes de uma Suspensão?

Falando de forma simplificada, as suspensões são compostas de quatro partes: espiga, coroa, canelas e monobloco.

Espiga

A espiga integra a suspensão ao quadro da bike e é a parte cilíndrica que vai por dentro da caixa de direção, junto com a mesa ou avanço. Já é muito comum que as bikes saiam de fábrica com o padrão oversize aheadset de espiga, sendo um sistema sem rosca e de maior diâmetro.
A maioria das suspensões usam a medida de 1-1/8” (uma polegada e um oitavo) para as espigas, onde podemos notar visualmente que é um padrão nivelado, sem ter uma ponta mais larga que a outra.
Mas também existem as suspensões com espiga tapered (tipo cônica), tendo medida de 1.5”  (uma polegada e meia) em sua parte inferior e são feitas para uso exclusivo em quadros com tubo e caixa de direção cônicos.
O material utilizado nas espiga mais simples, normalmente é o aço e nos modelos mais tecnológicos, costumam usar alumínio ou fibra de carbono para reduzir o peso e ter mais performcance.

Coroa

A coroa é a base onde a espiga está fixada e na maioria dos modelos é feita de aço, porém da mesma maneira que a espiga, nos modelos mais tecnológicos, pode-se usar alumínio ou fibra de carbono para confeccionar essa parte, fazendo com que a rigidez do conjunto fique maior.

Canelas (ou Bengalas)

São as hastes que estão em cada lado da coroa e que abrigam o sistema de amortecimento da suspensão.

Monobloco

Parte inferior da suspensão onde as canelas são encaixadas e que fazem a ligação do conjunto com as rodas e eixo dianteiros.
É uma peça única ligada por um arco que busca dar maior rigidez à estrutura e evitar que a suspensão torça e chegue a se romper.

Agora que sabemos das partes, vamos falar do Sistema de Suspensão

Existem 3 tipos de sistemas de suspensão para bike e elas são classificas conforme o seu sistema de amortecimento: Elastômero, Mola e Ar/Óleo

Elastômero

Suspensão mais básica e o seu funcionamento é feito com um elastômero.
Os elastômeros são tubos de poliuretano que podem ter diferentes densidades, fazendo com que a suspensão seja mais macia (menor densidade) ou mais dura.

Apesar do elastômero ser muito leve, o conjunto desse tipo de suspensão pode ser mais pesado devido à qualidade dos demais materiais.

Custo de manutenção é bem baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Molas

São mais acessíveis e muito pesadas. Utilizam uma mola em cada bengala o que faz com que a bicicleta “pule” muito.
É necessária a lubrificação do conjunto regulamente com uma graxa específica para ajudar no funcionamento.

Custo de manutenção baixo, mas seu rendimento e absorção também.
Indicada para passeios urbanos.

Ar e Óleo (hidráulico-pneumático)

É o sistema de melhor funcionamento, pois é possível realizar muitos ajustes nele para cada tipo de pilotagem de cada ciclista.
Utiliza materiais de alta tecnologia, como carbono, titânio, alumínio e etc, sendo mais leves que os demais modelos, pesando de 700g a 2kg.
Na bengala esquerda fica a câmara de ar, que é calibrada de acordo com o peso do ciclista, e do lado direito fica o sistema hidráulico, com os ajustes de compressão e trava.
A trava deixa a suspensão mais rígida, o que otimiza a energia das pedaladas em subidas e sprints em retas.
Nesse sistema também é possível ajustar o retorno da suspensão ao seu curso total, podendo ajustar o controle de retorno em maior ou menor velocidade. Esse ajuste fica na bengala direita, embaixo do monobloco.

Custo de manutenção é um pouco elevado.
Indicada para trilhas, competições e passeios.

Uma dica importante é que você sempre leia o manual de instruções do fabricante para saber as instruções corretas de manutenção.
Nele você encontrará as orientações sobre a periodicidade da realização de uma manutenção preventiva, pois quando o ciclista começar a ouvir algum barulho estranho ou algum vazamento é sinal que o sistema já está prejudicado.

Matéria adaptada de Bike Registrada

Válvulas das câmaras de ar de bicicleta

Você sabe quais são os tipos de válvulas existentes para as câmaras de bicicletas e quais as vantagens e desvantagens delas?

Mas antes de tudo, você sabe o que são as válvulas?

A válvula é um dispositivo que possibilita o enchimento da câmara de ar (ou de um pneu tubeless) com ar comprimido e impede que o ar saia após ter sido inserido.

Nas bicicletas são utilizadas 2 tipos de válvulas para as câmaras de ar: a Americana (Schrader) que é mais conhecida por ser também utilizada nos automóveis e a Presta, que é exclusiva para as bicicletas.

Vamos explicar um pouco de cada uma:

Válvula Presta

A válvula presta, também conhecida como francesa ou simplesmente “bico fino”, é exclusivamente utilizada no ciclismo, sendo encontrada com facilidade nos modelos de mountain bike e de estrada.

Ela foi desenvolvida em 1900 pelo francês M. Sclaverand e possui um mecanismo simples onde um tubo metálico de 6mm possui um eixo com tampa rosqueada que impede a passagem do ar.
Por não possuir nenhuma mola no seu interior, a própria força do ar comprimido no interior da câmara que força a válvula a permanecer fechada.

Existem vários tamanhos de bicos para a válvula presta, os mais comuns são os de 32mm, 35mm, 42mm, 48mm, 60mm e 80mm, sendo esses dois últimos utilizado nas rodas aero com perfil alto.
Se você adquiriu um bico no tamanho errado, ele pode ser aumentado com prolongadores de tamanho que você insere por sobre a válvula.

Vantagens
Leveza: por possuir menor diâmetro e nenhum mecanismo interno, essa válvula é mais leve que o outro modelo.

Facilidade de encher: Por não ter uma mola interna, a resistência do mecanismo é menor e consequentemente mais fácil de encher a câmara.

Desvantagens
– Fragilidade: é muito fácil ocasionar a quebra do bico dessa válvula principalmente com a utilização de bombas manuais, sendo o ideal a utilização de bombas com mangueiras para que a força não seja aplicada no bico.
– Necessidade de adaptador: sem um adaptador para a medida da válvula Schrader é praticamente impossível que você encha a câmara em um posto de gasolina por exemplo.

Válvula Americana

A válvula Schrader, também conhecida como “bico grosso”, é usada em alguns modelos de bicicletas e nos pneus de automóveis e motocicletas.
Criada em 1893 por August Schrader que se associou com o empresário Charles Goodyear, o que popularizou o modelo e se tornou o mais utilizado no mundo atualmente.
O mecanismo interno da válvula possui uma mola com haste para o acionamento da vedação.

Em sua posição normal essa válvula estará fechada por conta da força da mola que impede a saída do ar. Quando o ar é injetado pela pressão da bomba, a força exercida vence a resistência da mola e permite a entrada e a saída do ar.

A válvula Schrade possui um diâmetro de 8mm.

Vantagens
– Resistência: por ser revestida de borracha e com maior resistência, pode ser utilizada por qualquer tipo de bomba de ar.
– Substituição: Em caso de vazamento, em alguns casos, é possível substituir a válvula pois o sistema não é lacrado igual ao da Presta.

Desvantagens
– Peso: o peso desse modelo é maior pois o seu diâmetro é maior.
– Mais difícil de encher: por ter um dispositivo com mola, você encontrará mais resistência desse mecanismo para conseguir encher a câmara com uma bomba comum sem trava.

Alguns cuidados que você deve ter com a sua bicicleta

Conservar a sua bicicleta é fundamental para ter a segurança de poder sair para pedalar sem se preocupar e ter surpresas que poderiam ser facilmente evitadas.

Vamos mostrar alguns cuidados com a manutenção que você deve ter para deixar a sua bicicleta sempre em dia!

Limpeza

Sempre faça uma limpeza periódica para conservar ainda mais a sua companheira de pedal.
O ideal é realizar uma vez por semana, mas dependendo da intensidade do passeio, ou trilha, a limpeza deve ser feita imediatamente após o retorno.

– Guarde em lugares adequados

Uma dica é guardar a bicicleta suspensa na parede ou no teto, presa por suportes apropriados. E sempre busque por lugares fechados e sem umidade, onde ela fique longe da ação do sol, chuva e agentes corrosivos.

Lubrificação

Após realizar a limpeza periódica e secar a bike, faça a lubrificação dos componentes móveis, ou seja, a catraca, a corrente, pedais e rolamentos externos para evitar a oxidação.
Opte sempre por lubrificantes específicos e apropriados para utilização em bicicletas.


– Cuidado com a Ferrugem

Bastam apenas três ingredientes para que a ferrugem comece: ferro, água e ar. Nem é preciso jogar água no ferro para criar corrosão, o próprio ar da atmosfera já vem carregado de umidade. Ela começa pequena, mas rapidamente cresce e consome grandes porções de metal.
Nas partes pintadas, a pintura evita que a oxidação ocorra e se espalhe. Sempre que perceber sinais de arranhões ou danos nas partes pintadas, faça o retoque imediatamente.

Veja nessa matéria, como parar a ferrugem na sua bicicleta em 3 simples passos

– Ajustes em peças desreguladas

Algumas peças e componentes podem provocar acidentes, desconforto ao pedalar e desgastar outras partes se não estiverem devidamente ajustadas.
Verifique e sempre faça os ajustes e alinhamentos necessários no guidão, câmbios, selim, freios e suas pastilhas.

– Leve a bicicleta para uma revisão

Se barulhos começarem a aparecer e você não souber identificar a causa, é recomendável que leve a sua bicicleta para uma revisão adequada em uma oficina especializada.
Além dos barulhos, trepidações diferentes e qualquer outro tipo de anormalidade já são sinais para que encoste a bike e a leve para um check-up.
Agende também uma revisão periódica para garantir que a sua bicicleta tenha a durabilidade muito maior.

Lubrificação da bike

Os lubrificantes, graxas e óleos são essenciais para o bom desempenho da nossa companheira de pedal.

Eles devem ser utilizados na corrente, movimento central, suspensões, entre outras partes. Devem ser repostos regularmente para evitar o atrito entre as partes metálicas da bike.

Normalmente precisamos trocar um lubrificante quando ele diminui ou acaba – que pode ocorrer pelo uso ou ela ação da água na bike – e quando a sujeira se mistura a ele. Nessa segunda situação, as partículas de sujeira fazem com que o atrito volte a acontecer, mesmo havendo lubrificante.

Use com moderação

Para ter um rendimento elevado, apenas uma pequena quantidade de lubrificante é necessária, apenas que seja suficiente para que as peças possam “escorregar” e não rasparem entre si.

Os lubrificantes são feitos para atuarem dentro de algumas peças e entre os metais, não sendo necessário o uso por fora delas. Quando existe o excesso de lubrificação, acaba atraindo sujeira, que adere nesse excesso, e acaba parando nas partes internas da bicicleta.

O excesso também pode sujar outras peças que não podem receber óleos e gorduras, como os discos de freio, aros e pastilhas.

Descobrimos rapidamente quando um disco ou pastilha estão sujos, pois a resposta do freio não fica imediata e ainda ouvimos aquele reconhecido barulho alto e irritante quando apertamos mais as alavancas.


Mantenha a limpeza em dia

Fazer uma limpeza prévia nas peças que vão receber a lubrificação é muito importante, justamente para as partículas de sujeira não se misturem ao novo lubrificante.

Deve se ter uma atenção em especial à corrente, pois ela precisa de limpeza e lubrificação regulares para manter o bom desempenho.
Faça uma limpeza apropriada com removedores de graxa – existem máquinas especificas que ajudam e facilitam a limpeza – e após ela estar seca é que devemos passar o óleo lubrificante.

Realize periodicamente a limpeza de toda a bicicleta. Se você a utiliza com frequência e pega muita chuva ou trechos com lama, a bike deve ser limpa imediatamente após terminar de pedalar. Se não realizar essa limpeza imediata, essas situações de sujeira causarão danos muito maiores.

Use o lubrificante correto

Diferente do que muita gente pensa, lubrificação não é apenas passar graxa em tudo. A graxa comum – aquela utilizada por mecânicos de automóveis – é muito espessa e pastosa, e quando usada na corrente, penetra nos elos podendo sujar outras partes da bike, como as pastilhas de freio.

As correntes, por exemplo, precisam de óleo lubrificante apropriado, existindo versões para climas secos, úmidos e para ambos os climas.
Já outras peças precisam de graxas específicas para bike, como os cubos, movimento central e outras partes que possuem rolamentos.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Deixe sua bike pronta para o próximo pedal aqui na Azupa!

Sinais que mostram a hora de fazer uma manutenção na bike

Quem pedala pela cidade ou em trilhas sabe bem que alguns trajetos são desafiadores não somente para o ciclista como também para a bike.
Para evitar ficar a pé no meio do pedal é importante prestar atenção em alguns sinais que a própria bicicleta dá e que mostram que chegou a hora de fazer uma manutenção.  

Existem alguns sinais claros que a bike dá, normalmente sonoros, que já mostram que alguma coisa está acontecendo, como ruídos nos freios, marchas engatando lentamente ou estalos na corrente.

Confira nosso post sobre ferramentas para sua bike

Pneus desgastados

Os famosos pneus carecas!
Quanto mais carecas os pneus estiverem, mais fácil será de ocorrer furos na câmara de ar em qualquer trilha ou um simples passeio.

Qualquer objeto perfurante, por menor que seja, poderá perfurar com mais facilidade a borracha já desgastada de um pneu careca.

Se for um pneu de cravos, troque os pneus assim que os mesmos estiverem gastos e sempre ande com câmaras a mais e, se possível, um pneu de reserva.

Corrente desgastada

Quando começam a aparecer estalos e pedaladas em falsas, é sinal que a corrente chegou ao seu limite. A corrente desgastada encontra dificuldade de encaixar nos dentes da coroa e das catracas, o que pode causar quedas graves e afetar todo o rendimento do sistema de transmissão de marchas.

Faça a troca da corrente assim que os primeiros sinais de desgaste aparecerem. Normalmente nas speed ela dura 1.500 quilômetros e nas mountain bike a duração é menor, de mil quilômetros.

Freios

Quem já é acostumado com freios a disco mecânicos ou hidráulicos, sabe que quando aquele ruído característico aparece é o alerta para se realizar a troca de fluídos ou pastilhas.
Quando as pastilhas atingem 60% da espessura original é hora de trocar.
No sistema hidráulico, troque pelo menos uma vez por ano, o fluído por meio da sangria. A troca também deve ser feita quando você perceber alguma alteração na qualidade do freio.  

Confira 5 dicas importantes sobre os pneus da sua bike

Suspensão

A suspensão dianteira precisa de muitos cuidados.
É recomendada realizar a primeira revisão preventiva após 50 horas de uso da sua bike, trocando os retentores e anéis de vedação, trocando o óleo nas que têm líquido nas canelas.

Também é necessário fazer uma manutenção preventiva sempre após um uso intenso e quando o guidão sofrer maiores impactos.


Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Dicas para turbinar sua bike

Mesmo com todo o cuidado que você tenha, uma hora as peças e componentes da bike terão que ser trocados, seja por desgastes de uso ou pela própria ação do tempo.

Com ajustes e reparos, ou mesmo trocando algumas partes, dá para dar uma turbinada na bike e mantê-la como nova por mais tempo.

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Confira algumas dicas:

– Substitua os pneus

É importante sempre ter os pneus da sua companheira de pedal em dia.
Ao passar do tempo, os pneus de estrada começam a ficar com a banda de rodagem “plana” e os pneus de montanha começam a apresentar rupturas nas bordas dos cravos.
Além dos desgastes naturais de uso, a borracha dos pneus vai ficando mais rígida com o tempo, e nesse caso se faz necessária a troca, mesmo não tendo desgastes de uso aparentes.

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Temos mais de 200 modelos de pneus aqui na Azupa! Confira!

Verifique também as câmaras de ar e as sapatas dos freios v-brake ou canti-lever pois, em caso de desgaste, podem comprometer sua frenagem. O mesmo vale para as pastilhas dos freios a disco.

– Substitua os “pontos de contato”

Trocar as fitas de guidão e manoplas já vai dar um ar de “novo” para a sua bike. Já os selins ao se desgastarem, perdem firmeza e prejudicam o apoio e, em consequência, o conforto. Se ele estiver já gasto ou com rachaduras, é hora de trocá-lo.

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Chegou a hora de trocar o seu pedal? Temos inúmeros modelos aqui na Azupa

Avalie também os pedais, pois as partes móveis deles não duram para sempre. Experimente utilizar um pedal do tipo “clip”, o que vai melhorar muito a sua performance.

– Deixe sempre a corrente em dia

Um dos pontos mais negligenciados pelos ciclistas, é importante limpar e lubrificar sua transmissão. Já existem máquinas portáteis para a lavagem de corrente, mas você pode lavar com água e sabão mesmo, tirando toda a sujeira e lubrificação antiga, para depois lubrificar cada elo com produtos específicos.

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Se chegou a hora de trocar a corrente, encontre o modelo certo para você aqui

– Verifique a condição dos rolamentos

Quando a bicicleta começa a apresentar muitos rangidos durante o pedal, significa que talvez seja a hora de substituir eles. Se você já está acostumado em realizar a manutenção da sua bike, pode fazer você mesmo, caso contrário, procure uma bike shop de sua confiança para fazer esse serviço.

A diferença sentida que os novos rolamentos trazem são impressionantes.

Tem mais alguma dica que você usa?
Compartilhe com a gente!

Temos tudo para a sua #VidaComBike na Azupa! Confira aqui!

Faça você mesmo! Ferramentas para sua bike

Maleta compacta com 18 ferramentas para você mesmo deixar a sua companheira de pedal em dia!

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Se você é uma pessoa que gosta de arrumar por conta própria as coisas que quebram em casa, sabe a importância que é ter a ferramenta certa para certos tipos de reparos. Na bicicleta é a mesma coisa, cada componente da bike tem uma determinada ferramenta específica para ele e até mesmo os mais simples ajustes, como coloca o suporte de caramanhola, podem ser difíceis se não tiver pelo menos um kit básico de chaves Allen.

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Ferramenta para medir desgaste de corrente

Todo ciclista provavelmente já teve que botar a mão na massa e fazer a manutenção da magrela. Mas quando não temos as ferramentas adequadas, os pequenos ajustes se tornam grandes problemas, nessa hora é preciso ter um conjunto de ferramentas especiais.

Mas aquele conjunto profissional, usado nas bicicletarias para a manutenção pesada de muitas bikes, pode parecer muita coisa não é mesmo?
Muitas daquelas ferramentas nem serão utilizada nas manutenções rotineiras da sua bike.
Por esse motivo trouxemos a maleta compacta da SJ Tools, com 18 ferramentas, algumas com mais de uma função, totalizando mais de 25 opções de uso.

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A maleta tem 35x27cm fechada, e conta com 18 ferramentas com mais de 25 funções.

É uma maleta prática, que vai organizar em um só lugar, todas as ferramentas necessárias para ajustes e manutenções rápidas, é fácil de ser guardada e transportada também.

As ferramentas possuem cabos emborrachados e atendem a maioria das bicicletas de passeio, BMX, Road e MTB. Conta com jogo de chaves Allen de 1,5 a 6mm, chave Tork, extratores de pedivela, corrente e k7, chave para instalar ou retirar movimento central Hollowtech, chave de raio, kit remendo e muitas outras ferramentas.

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Chave de Raio com 8 posições

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Chave para pedais que facilita a instalação e retirada

Com essas ferramentas, com certeza sua bike vai estar sempre em dia para encarar qualquer pedal!

Temos essa maleta disponível para você aqui na Azupa! Confira aqui!

Dicas de presentes para ciclistas abaixo de R$100

Final de ano chegando e sempre é bom ganhar e dar presentes não é mesmo?

Seja no Natal, no amigo secreto, no aniversário, quem tem um amigo(a) ciclista sempre fica na dúvida do que dar de presente.
Pensando nisso, separamos dicas de presentes com itens abaixo de R$100,00 que o seu amigo(a) com certeza irá adorar.

Fita de Guidão

Para amigos que curtem o Road, ciclismo de estrada, um presente importante e útil são as fitas de guidão.
Elas são enroladas nas extremidades do guidão da bike de estrada para dar mais conforto ao ciclista, e melhor aderência às mãos.
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Facilmente você encontra esses itens a partir de R$25, com variadas opções de cores. Elas darão um visual muito mais bonito à sua bike ou a do seu amigo.

Temos muitos modelos aqui na Azupa!

Caramanholas

As caramanholas, ou garrafinhas de água, ou squeeze, são itens que todo ciclista vai ter na bike. É um presente que vai agradar praticamente todos os ciclistas.
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Elas podem ser mais simples, apenas para transportar o líquido, ou mais sofisticadas que são as isotérmicas, que mantem o líquido na temperatura que você colocou por muito mais tempo.
As mais simples você encontrará a partir de R$10/R$15 e as isotérmicas a partir de R$40.

Confira nossos modelos aqui!

Lubrificantes

Todo ciclista usa e sempre precisa ter disponível são os lubrificantes.
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O bom uso desses produtos deixarão as peças da bike (por exemplo, a corrente) com muito mais performance e durabilidade.
Alguns lubrificantes são para uso em determinadas condições de terreno/ambiente que o ciclista encontra na pedalada. Pode-se usar um lubrificante específico para trilhas molhadas, lama ou em estradas com poeira ou areia.

Existem diversas marcas diferentes de lubrificantes e com preços a partir de R$20/R$25.

Na Azupa também temos! Confira aqui.

Bombas de Ar

Itens indispensáveis para qualquer ciclista, as bombas de ar.
Existem os modelos maiores, conhecidos como bombas de ar de pé, porém o legal para presentear um ciclista são os modelos menores, conhecidos como bombas de ar de mão.

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Ideais para estarem com o ciclista em caso de necessidades, como troca da câmara em treinos e trilhas.
Os modelos compactos são encontrados a partir de R$30 e os mais sofisticados com manômetro pra medir a pressão, a partir de R$80/R$90.

Na Azupa você encontra tanto os modelos de pé quanto os de mão! Confira!

Ferramentas multiuso

Também conhecidos como canivetes multifunção, essas ferramentas são de extrema importância para o dia a dia do ciclista.
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São várias chaves e ferramentas agrupadas de forma portátil que auxiliarão o ciclista em um momento de necessidade e quebra no meio do pedal.
Todo ciclista precisa ter uma dessas por perto em toda pedalada.

Esses canivetes são encontrados com a valores a partir de R$50.

Conheça os modelos da Azupa!

Gostou das dicas?
Temos tudo pra sua #VidaComBike aqui na Azupa!

Empenou o disco de freio?

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Quando começar a ouviu aquele barulho chato do disco de freio pegando nas pastilhas é sinal que ele está torto ou desalinhado.

Nesse tipo de problema, é muito difícil fazer o alinhamento com as mãos e alicates, pois apesar dos discos de freio (rotores) serem feitos de uma chapa de aço de 2mm de espessura, a quantidade de desenhos dos recortes de alívio e a elasticidade do material, os tornam bastante flexíveis. Ao tentar usar as mãos ou alicates, os discos sempre retornam para a posição inicial, e continuam raspando.

Para facilitar esse trabalho, existem ferramentas especiais criadas especificamente para essa função.

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Se o realinhamento é mais leve e fino, esse modelo tem marcação de profundidade em centímetros e polegadas, que permite encaixar a ferramenta no disco até uma profundidade especifica.

post_alinhador_freio3Essa ferramenta tem marcação em centímetros e polegadas, podendo definir qual profundidade será alcançada.

 

 

Se o realinhamento é mais trabalhoso, esse outro modelo é capaz de realinhar até discos de motos e scooters leves, pois seus encaixes vão de 2,4 a 3,3 milímetros. Essa ferramenta apoia cerca de 3 centímetros de área do disco, conseguindo assim, corrigir danos mais severos.

post_alinhador_freio4Essa ferramenta tem encaixes diferentes, conseguindo alinhar até discos de freios de motocicletas leves.

Localize o local que está raspando nas pastilhas (recomendamos marcar com uma caneta o local) e vá forçando aos poucos. Como o disco é flexível, ele retornará ao ponto de partida e será necessário refazer a correção.

post_alinhador_freio5Para facilitar o reparo, faça uma marca com caneta para identificar o local a corrigir.

Pode-se também fazer o realinhamento perto da pinça de freio, o que irá evitar que o disco se curve muito, fazendo o reparo ser mais preciso. Em caso do dano ser mais severo, é necessário retirar o disco do cubo e imobilizá-lo em uma morsa.

post_alinhador_freio6Trabalhando perto da pinça de freio o disco curva pouco.

Gostou das dicas?

Precisa fazer esse tipo de realinhamento no disco de freio da sua bike? Nos temos as ferramentas necessárias!

Ferramenta para o realinhamento mais grave você encontra aqui!

Já a ferramenta para realinhamento mais leve e rápidos, você encontra aqui!

 

 

Cuidados com as rodas e pneus das bikes speed

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Se você treina em rodovias, certamente já passou por essa experiência. Além de quebrar o ritmo do treino, isso pode se tornar uma dor de cabeça se você acabar sem remendos ou câmaras reserva. Nossas rodovias parecem cada vez mais sujas e as frequentes obras nas pistas aumentam as incidências de furos, já que deixam muitos resíduos nos acostamentos.

Pedaços de pneus também são grandes vilões: os caminhões acabam soltando a recapagem dos pneus e esses pedaços possuem fragmentos de aço que costumam furar os pneus com facilidade.

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Pneus

Ao treinar em rodovias nos deparamos com muita sujeira na estrada que pode ser fragmentos de vidro, aço, arames ou até pequenas pedras, dentre outros elementos que podem danificar os pneus. Muitas vezes não notamos a presença desses pequenos intrusos nos pneus até que eles levam ao furo da câmara.

Portanto, é muito prudente fazer uma checagem geral nos pneus da bicicleta antes de rodar. Com uma chave de fenda bem pequena ou um “espeto” é possível remover esses pequenos fragmentos do pneu. Mas durante o pedal, quando passamos por um trecho com vidros ou sujeira onde seja impossível desviar, uma dica interessante é: se você estiver utilizando uma boa luva, pode-se espalmar o pneu em movimento com a palma da luva. Claro que isso demanda uma habilidade extra, mas pode salvar seu treino. Portanto tente fazer devagar caso se sinta seguro e aplique na hora da necessidade. Mas atenção: este procedimento demanda extrema habilidade do ciclista!

Outra dica é: pneus cortados podem ser utilizados com um remendo até chegar ao destino, depois não é seguro mantê-los em uso, pois a pressão demandada é grande e remendos não permitem que a pressão devida seja aplicada.

Mas caso você tenha um pneu com um corte de cerca de 1 cm existem algumas dicas de emergência referente a materiais que podem ser usados para tapar o corte: Embalagem de Gel, barra energética ou até uma cédula de dinheiro são boas opções e que geralmente você carrega no treino.

Tenha sempre um kit com:

  • Bomba
  • Câmara reserva
  • Espátulas
  • Cilindro e aplicador C02
  • Remendo e cola
  • Canivete multifunções
  • Fita adesiva

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Freios

Em relação aos cuidados com os freios, as partes geralmente mais envolvidas são aro e sapatas.

Por exemplo, as sapatas podem apresentar pequenos fragmentos encravados em sua superfície de frenagem. Isso pode acontecer devido a alguma pequena pedra que fique alojada na sapata no momento da frenagem, fazendo com que penetre na borracha da pastilha e causando danos à superfície do aro.

Portanto, é muito importante que se verifique periodicamente a sapata para evitar que uma pedra ou fagulha de metal fique alojada, usinando a superfície de frenagem e causando sulcos que podem provocar a quebra da lateral de frenagem do aro. Então, da mesma maneira que com os pneus, deve-se verificar os resíduos alojados nas sapatas.

Com uma lixa fina também é possível limpar e plainar as sapatas para obter uma frenagem mais eficiente. Dessa maneira podemos ter mais tranquilidade nos treinos e ainda chegar mais cedo em casa.

Em relação aos aros, considere que o aro está para o freio de aro, assim como o disco está para os freios a disco: daí a grande importância de estarem sempre limpos e alinhados. Aros amassados também causam incômodo e até podem gerar folga na caixa de direção, desgaste irregular dos pneus e quedas, em casos extremos.

Limpeza

A limpeza dos aros pode ser feita com uma esponja de aço embebida em Tinner ou algum outro solvente, para que seja removida toda a sujeira e resíduos de borracha.

Uma lixa fina também pode auxiliar nesta limpeza, mas cuidado, pois o freio ficará bastante sensível e demandará um período curto de readaptação. Portanto, logo após a limpeza faça algumas freadas sem travar a roda, para transferir um pouco de material da sapata (que já deve estar limpa) para a superfície do aro.

E nunca se esqueça de verificar se existem rachaduras nos pneus e o seu desgaste. Em caso positivo, substitua o pneu antes do próximo treino!

Texto originalmente publicado em: revistabicicleta

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