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Jaqueline Mourão iguala recorde de participações olímpicas pelo Brasil em prova de ciclismo

A brasileira Jaqueline Mourão entrou no hall dos atletas com mais participações olímpicas do país ao completar a prova de ciclismo mountain bike em Tóquio, nesta terça-feira. Entre jogos de verão e inverno, são sete participações.

Assim, o recorde foi alcançado junto com outros dois atletas: o velejador Robert Scheidt e a jogadora de futebol Formiga. O cavaleiro Rodrigo Pessoa também deve igualar esse recorde nesta Olimpíada.

Jaqueline terminou a prova em 35º lugar, com duas voltas a menos do que a medalhista de ouro, a suíça Jolanda Neff.

A estreia da brasileira de 45 anos foi em Atenas, na Grécia, 2004, no ciclismo mountain bike. Depois, participou de Torino, na Itália, em 2006, no esqui cross-country. Em Pequim, na China, no ano de 2008, voltou a competir nos Jogos de verão, no ciclismo. Aí uma sequência de três Jogos de Inverno: Vancouver, no Canadá, 2010, Sochi, na Rússia, 2014, em que participou de duas modalidades: no biablo e no cross country, e em PyeongChang, na Coreia do Sul, em 2018.

Jaqueline Mourão, atleta do ciclismo brasileiro — Foto: COB/Divulgação

Suíça emplaca pódio triplo

As atletas da suíça emplacaram um pódio triplo, pegando o primeiro, segundo e terceiro lugar da prova. A medalha de ouro foi para Jolanda Neff, a prata para Sina Frei e o bronze para Linda Indegrand.
A vencedora da prova fez um tempo de 1:15:46

Matéria originalmente publicada em Globo Esporte

Avancini consegue melhor resultado do Brasil na história do mountain bike das Olimpíadas

Avancini lidera no início, mas fecha em 13º no mountain bike das Olimpíadas

Número 3 do mundo, brasileiro perde o fôlego depois de começo forte, mas ainda consegue melhor resultado do Brasil na história do mountain bike das Olimpíadas

Henrique Avancini nas Olimpíadas de Tóquio — Foto: REUTERS/Matthew Childs

Por uma volta, Henrique Avancini puxou o pelotão do mountain bike das Olimpíadas de Tóquio. Atual número 3 do mundo, o brasileiro buscava uma medalha inédita no ciclismo dos Jogos Olímpicos, mas perdeu fôlego e fechou a prova na 13ª colocação. Apesar de ter ficado longe do pódio, foi a melhor posição de um brasileiro no mountain bike das Olimpíadas, superando o 18º posto de Jaqueline Mourão, em Atenas 2004. Ainda assim, Avancini saiu frustrado.

– Não estou aqui para ser o melhor brasileiro em prova nenhuma. Trabalhei para alcançar os melhores do mundo. Estava aqui para buscar uma medalha inédita. Arrisquei muito para isso É muita frustração. A satisfação é pelo que trabalhei para estar aqui. Mas fico decepcionado, busquei defender o país da forma mais honrosa possível. Infelizmente não consegui transferir em performance na pista o que treinei. A prova foi bastante pesada. Comecei bem. Mas na segunda volta o Nino lançou um ataque e respondi. Ali eu comecei a me perder na prova. Me perdi bastante dentro da corrida e não consegui me achar – disse o ciclista.

Segundo brasileiro na prova, Luiz Henrique Cocuzzi terminou a prova na 27ª posição.

– Eu levo muita coisa dos Jogos Olímpicos. Nessa prova você aprende no que tem que melhorar. Com a pandemia, eu perdi muito no ranking e acabei largando um pouco atrás. O que eu levo desses Jogos é que por mais que você treine, trabalhe, sempre tem algo a melhorar, um detalhe para acertar. Quando você chegar num evento desse, que é uma chance só, não cometer erros e conseguir chegar no melhor resultado – disse Luiz.

Com a presença de público no Percurso de Mountain Bike Izu, cerca de 130km ao sul de Tóquio, o britânico Thomas Pidcock faturou o ouro logo em seu primeiro ano na categoria adulta, aos 21 anos. O suíço Mathias Flueckiger levou a prata. O espanhol David Valero Serrano completou o pódio crescendo muito na última volta.

Tomas Pidcock dominou o mountain bike das Olimpíadas — Foto: REUTERS/Christian

A Prova

Henrique Avancini saiu bem do bolo na parte inicial do percurso, figurando já na sexta posição. Logo no início da primeira volta, ele assumiu liderança e evitou a poeira e as brigas por posicionamento no meio do pelotão.

Um dos favoritos à medalha, o holandês Mathieu van der Poel deve uma queda na primeira volta.

No início da segunda volta, o suíço Nino Schurter, campeão na Rio 2016 e atual campeão mundial, puxou uma arrancada e foi seguido pelo compatriota Mathias Flueckiger. Henrique foi perdendo posições na volta, caindo para sexto lugar, mas ainda na cola dos líderes.

O brasileiro caiu de ritmo e foi perdendo um posto a cada volta. Na ponta, o britânico Tom Pidcock atacou e desgarrou, com Flueckiger na cola. Pidcock só aumentou a vantagem, e o suíço não tinha o segundo posto ameaçado.

A surpresa no final foi a briga pelo bronze. O espanhol David Valero Serrano arrancou na última volta, ganhou muitas posições e conseguiu chegar ao pódio. Avancini, por outro lado, perdeu mais posições e acabou na 13ª colocação.

Henrique Avancini nas Olimpíadas — Foto: REUTERS/Matthew Childs

Matéria originalmente publicada em Globo Esporte

MTB, BMX e Estrada! Saiba mais sobre essas modalidades

Mesmo sendo um dos esportes mais praticados no Brasil, muitos daqueles que possuem uma bicicleta não conhecem bem as principais modalidades do ciclismo.

Pensando nisso, vamos explicar um pouco sobre as 3 principais modalidades e suas características.

MTB (Mountain Bike)

O mountain bike, ou simplesmente MTB, é uma das modalidades mais emocionantes do ciclismo e nele você encontrará momentos de muita emoção.

O MTB é dividido em várias categorias, entre elas temos:

– Cross country
– Downhill
– Freeride
– Trip Trail

Sendo praticado em pistas e trilhas de terra batida com subidas e descidas, com ou sem obstáculos, esse tipo de modalidade garante momentos de emoção e belas imagens tanto para quem pratica quanto para quem assiste.

Existem inúmeras competições diferentes dentro do MTB e você encontrará provas em que os atletas fazem a largada juntos e o vencedor é aquele que cruzar em primeiro a linha de chegada, mas também teremos provas contra o relógio, onde o competidor corre sozinho e a vitória fica com o atleta que fizer o percurso em menor tempo.

Para praticar essa modalidade é necessário o uso de bicicletas resistentes e com penus mais largos devido a necessidade que a bicicleta tenha a maior estabilidade possível nos terrenos acidentados.

Saiba mais sobre o MTB Cross Country e a diferença entre XCO e XCM

BMX (Bicicross)

Essa sem dúvidas é a modalidade que mais exige habilidade e, por muitas vezes, a mais bonita de se assistir. As manobras são a alma dessa modalidade, garantindo sempre um espetáculo em cada competição.

Para essa modalidade é importante o uso de bicicletas que possuam pneus menores, normalmente com 20 polegadas de diâmetro (a famosa aro 20”) e é dividida em 2 outras categorias: o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (manobras).

No BMX Racing, os competidores disputam uma corrida em uma pista circular com diversos obstáculos e o vencedor é o competidor que concluir o percurso primeiro.

No BMX Freestyle, o objetivo é realizar manobras e o vencedor é o atleta que conseguir as notas mais altas na avaliação dos juízes.
Essa categoria é subdividida em outras cinco: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.

Confira nossa matéria onde falamos um pouco mais sobre as modalidades do BMX

CICLISMO DE ESTRADA

As competições mais famosas desse esporte em todo o planeta são dessa modalidade. Podemos dizer que talvez essa seja a modalidade desse esporte mais praticada em todo o mundo.

Os campeonatos geralmente são disputados de forma individual ou por equipe, podendo ser divididos em provas de resistência e de tempo.
Nas provas de resistência, os competidores largam juntos e o vencedor é aquele que concluir o percurso em primeiro lugar. Normalmente são provas longas que podem variar de 150 a 200km para as provas masculinas e entre 60 e 100km para as femininas.

Nas provas contra o tempo, os atletas largam em horários diferentes e o vencedor é o que concluir o percurso no menor tempo possível. Nessas competições os trajetos são em torno de 40km para os homens e 20km para as mulheres.

O ciclismo de estrada é praticado com as Road Bikes, as chamadas “Speed”, que são bicicletas que possuem pneus muito finos e são bem mais leves que uma bicicleta tradicional. Sua aerodinâmica favorece o ganho de velocidade e estabilidade nas estradas.

Não importa a modalidade que você pratique, é extremamente importante que se faça uma boa manutenção na bicicleta sempre que perceber alguma anormalidade e também de maneira preventiva.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

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Garfo Rígido ou Suspensão para MTB?

O garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com facilidade e a suspensão amortece os impactos durante as trilhas. Cada uma dessas peças possuem suas vantagens e saber qual escolher para ter mais desempenho é essencial para melhorar o seu pedal.

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Primeiro é necessário definir qual é o seu objetivo no pedal pois é possível ter melhor performance com um garfo ou suspensão específico, seja para treino, competição ou lazer.

GARFO RÍGIDO

Um garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com mais facilidade devido à estabilidade da roda no solo. Também vai reduzir o peso da bicicleta e com isso, aumentar a velocidade, pois fica mais fácil arrancar com menos peso.
Os modelos de alumínio geralmente pesam um pouco mais de 1kg e os de fibra de carbono pesam muito menos.

A contra partida é que com o garfo rígido o cansaço dos membros superiores será maior, principalmente nos pedais longos.

Vantagens:
– Redução do peso da bicicleta
– Encarar subidas com mais facilidade
– Arrancadas mais ágeis
– Atingir e manter altas velocidades com facilidade
– Estabilidade maior

Desvantagens:
– Sem amortecimento dianteiro
– Cansaço mais rápido nos membros superiores em pedais longos
– Alguns modelos de garfos deixam a bicicleta mais baixa
– Custo elevado de alguns modelos de fibra de carbono

SUSPENSÃO

A suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.
A maioria dos modelos pesam quase 2kg e esse peso em uma única peça irá demandar muito mais esforço nas subidas, arrancadas e para manter a velocidade.

Em trilhas de alta velocidade, as suspensões amortecem os buracos, pedras, raízes que a bike encontra, evitando possíveis acidentes que poderiam acontecer ao atingir esses obstáculos de frente.

Saiba mais sobre todo o sistema de suspensão da bike

Vantagens:
– Amortecimento contra impactos dianteiros
– Segurança em descidas para trilhas e terrenos acidentados
– Maior conforto para pedais longos
– Modelos com recursos variados (como travas) para melhorar o desempenho em subidas e descidas

Desvantagens:
– Maior peso
– Custo elevado nos modelos mais leves
– Mais esforço em subidas
– Necessidade de manutenção periódica

Mountain Bike Enduro?

Antes de falarmos sobre o Enduro temos que explicar um pouco do All Mountain, pois o Enduro é a versão competitiva do AM.
No Mountain Bike, podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.


As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos do XC e do Downhill. Elas têm que aguentar algumas descidas e saltos do DH/Freeride, não precisando descer e empurrar sempre que tiver uma subida.

Saiba a diferença entre Cross-Country, Downhill e All Mountain

All Mountain, Trail e Enduro

Aqui temos uma separação de termos usados para diferentes tipos de configurações das bicicletas dessa modalidade.
As bicicletas chamadas de Trail, nos EUA e Canadá, são as que tem curso de suspensão de até 140mm, com uma configuração leve que favorece as subidas. Já as All Mountain são as mais agressivas que possuem curso acima de 140mm. Entretanto, se formos para a Europa, as All Mountain são as bicicletas de uso mais leve, enquanto as de Enduro é usado para as agressivas.

Enduro

O termo Enduro vem de Endurance, que significa “resistência”.
Nas provas de MTB Enduro, se cronometra apenas os trechos de DH e um tempo limite para chegar na outra descida. Nesses circuitos também são comuns subidas longas e íngremes, muito familiares ao XC e descidas técnicas e longas, características do Downhill.

Como são as provas

A prova tem de quatros ou mais estágios que são as tomadas de tempo nas descidas cronometradas. Um piloto de cada vez faz a descida e os trechos de ligação, que são os deslocamentos entre os estágios de descidas, devem ser percorridos dentro de um tempo limite e não contam para a somatória final de tempo.
O piloto deve carregar ferramentas e demais acessórios que possa utilizar no percurso pois não tem uma equipe de apoio durante a prova. Os eventos do Enduro World Series são realizados em dois dias de competição, porém é possível realizar os quatro estágios em um único dia. O piloto vencedor será o que tiver o menor tempo na somatória de todos os trechos cronometrados.

Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country

As bikes dessa modalidade precisam ser resistentes e seguras. Algumas de suas características são:

– Geometria mais aberta;
– Guidão mais largo e mesa mais curta para dar mais dirigibilidade à bike;
– Cassetes Maiores para ter maior força de aceleração inicial pois as bicicletas são mais pesadas;
– Coroa Única retira a necessidade de câmbio e passador dianteiro;
– Canotes ajustáveis tendo a possibilidade de subir e baixar o banco sem precisar desmontar da bike;
– Full Suspensions. Sendo que as suspensões dianteira e traseira são de cursos maiores;
– Pneus mais largos para ter muita aderência.

Fat Bike: a bicicleta que encara qualquer terreno

Já ouviu falar das FAT Bikes?

O nome tem origem nos tamanhos dos pneus que deixam as “bicicletas gordas”, pois a largura dos pneus é muito maior que os de uma bicicleta comum. Enquanto uma MTB normalmente tem pneus com 2 polegadas de largura, as Fat Bikes possuem entre 3,7 e 4,8 polegadas.

Elas surgiram na década de 80 inicialmente para os desertos, mas essa modalidade também ganhou adeptos nos climas frios, pois essas bikes se adaptaram muito bem à neve.
Com seus pneus enormes, qualquer obstáculo no trajeto é facilmente vencido.

Os pneus mais largos delas permitem que a bike supere terrenos mais instáveis, como pisos arenosos, onde as MTB tem dificuldades.
Esse tipo de bicicleta ganhou muitos adeptos no Brasil que possui uma costa litorânea com mais de 7 mil quilômetros de areia. As Fat Bikes encaram as dunas das praias brasileiras com facilidade, até mesmo as piores condições de lama, pois sua área de contato com o solo é maior, trazendo mais tração e não permitindo que o pneu afunde nesses terrenos.

Vantagens das Fat Bikes

– Encaram os mais variados terrenos: Com as Fat Bikes você poderá pedalar em praticamente todo tipo de terreno, dos arenosos aos lamacentos.

Supere os obstáculos: Os pneus largos desse tipo de bicicleta fará você superar qualquer obstáculo com facilidade, além de trazer maior segurança nos terrenos instáveis com muitas raízes e pedras ou em descidas íngremes.

Maior Aderência: Esse tipo de pneu trabalha com calibragem muito baixa (entre 5 a 10 psi), o que traz muito mais aderência ao solo. Devido aos pneus as bikes ficam mais pesadas em relação as mountain bikes de competição, o que pode ser uma desvantagem para alguns ciclistas.

Você sabe o que é uma Mountain Bike 27.5+? Confira a nossa matéria sobre essa versão “leve” das Fat bikes

As Fat Bikes são mais reconhecidas por serem aro 26, mas também existem pneus “Fat” para as aros 27.5 e 29. Os chamados pneus “PLUS” ou simplesmente usam o sinal de “+”, são os ideais para transforarem as 27,5 e 29 em Fat Bikes.

Vai encarar uma subida com a bike?

Saiba como superar esse desafio

Não importa se você é um ciclista amador ou profissional, uma hora ou outra terá que encarar uma subida durante a sua pedalada.
Superar esse desafio não é fácil mas você pode melhorar o seu desempenho com treinamentos e treinar nas subidas é excelente para ganho de força, resistência e controle da respiração.

– Controle a sua respiração

Para que você melhore a sua força e resistência enquanto pedala é indispensável que exercite o controle da sua respiração.
Durante as subidas, busque respirar de forma mais lenta, sempre expirando e inspirado no mesmo ritmo. Os treinos casuais são importantes nesse quesito pois com eles você poderá treinar o controle respiratório de maneira que o mesmo não seja alterado mesmo com o aumento da velocidade ou esforço.
Se você respirar de forma muito rápida, sua força acabará mais rápido e a fadiga aumentará no mesmo ritmo.

– Concentre-se em manter a postura

Mudar a postura logo no começo da subida fará com que você aumente a força aplicada mas isso também fará você cansar na metade do tempo. Isso será agravado caso você também não tenha um controle respiratório adequado.
O ideal é que você tente manter a mesma postura durante toda a subida, sendo que o ideal é que faça o mínimo de força possível no inicio.

Se a subida for muito íngreme ou muito extensa, no final você poderá se levantar para alcançar o topo mais rápido, porém não faça isso durante toda a subida pois esse esforço durante muito tempo poderá ocasionar lesões.

Confira outras 7 dicas para melhorar o seu tempo nas subidas

– Ritmo

Manter o ritmo é outro ponto importantíssimo para melhorar o seu desempenho nas subidas. Você evita a fadiga ao manter o mesmo ritmo de força e velocidade que já está acostumado nos treinos.
Dependendo da ocasião e do terreno pode ser necessário alterar o ritmo, mas sempre tente manter a velocidade e força que já usa nos treinos.

– Treinamento

Treine em subidas pequenas e íngremes: O ideal é realizar sprints curtos para subir toda a ladeira e ter um momento de descanso após o esforço.

Treine em subidas extensas: Nessas o objetivo é treinar a manutenção do ritmo o maior tempo possível, podendo realizar um sprint curto para chegar ao topo da subida.
Evite se esforçar demais no início da subida e aproveite para treinar a respiração e postura também.

Conta pra gente como foi a sua experiência ao tentar encarar a sua primeira subida!
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Bicicletas diferentes para cada modalidade?

Escolher a bicicleta correta para a modalidade que mais se encaixa no seu tipo de perfil será essencial para que tenha um bom desempenho e evolua com facilidade no esporte.

O tipo de terreno e outras especificações também vão ser determinantes para a escolha da sua companheira de pedal.

Vamos falar um pouco sobre a bicicleta das principais modalidades:

Mountain Bike

Uma das modalidades mais conhecidas e praticadas no mundo todo, acontecendo em terrenos terra e com percursos que possuem vários obstáculos como buracos, subidas e descidas.

Os pneus desse tipo de bicicleta são mais largos, proporcionando mais estabilidade nos terrenos acidentados. Devido à largura, permitem maior aderência dando mais segurança e controle de tração.

As marchas das bicicletas de MTB, variam entre 18 e 27 (bikes para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais).

O tipo de terreno onde são utilizadas, fazem com que os quadros das mountain bikes sejam mais reforçados para suportarem os impactos, sendo fabricados em alumínio ou fibra de carbono.

Road Bikes

Totalmente oposto às mountain bikes, as bicicletas de estrada são mais leves e possuem menos marchas.
São resistentes mas sem a necessidade de terem quadros reforçados, também sendo fabricados em alumínio e carbono, por serem materiais mais leves e auxiliam na velocidade da bicicleta.

BMX

Esse tipo de bicicleta tem a característica de ser mais baixa, com quadro mais comprido e guidão móvel para as manobras.

O BMX se divide em duas modalidades, o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (Manobras).

O Racing consiste em competições do esporte mais focado na parte de corrida, onde o competidor tem que fazer o percurso no menor tempo.
As baterias das provas são feitas em circuitos com rampas e curvas de alto nível de dificuldade.

O estilo livre, ou freestyle, é subdividido em outras cinco modalidades: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.
Assim como o MTB, cada modalidade do BMX requer pneus, peças e acessórios específicos para melhorar a performance.

Velódromo

São bicicletas com design mais arrojado e específico para o tipo de circuito em que são utilizadas. Para fins exclusivos de competição, as provas são realizadas em locais fechados e com pistas ovais.
Esse tipo de bicicleta não possui roda livre (pois não possui catraca), possuem apenas uma marcha e não possuem freios. Para parar, o atleta precisa deixar de pedalar para desacelerar.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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De Biker pra Biker: 5 erros mais comuns em ciclistas iniciantes

Quando começamos a pedalar é muito comum que pequenos erros aconteçam, mas se não corrigirmos, eles que podem atrapalhar nosso desempenho e até desestimular a prática da atividade esportiva.

O importante é identificar os erros e começar a corrigi-los.
Pequenas mudanças na sua condução, ou na manutenção da sua companheira de pedal, irão fazer toda a diferença para que você tenha muito mais performance na sua pedalada!

Confira esse vídeo do ciclista Camboja, explicando um pouco mais sobre os erros de ciclistas iniciantes.

1º erro mais comum

Passar pelos obstáculos sentado na bike

O correto é ficar na posição neutra, em pé com o peso distribuído nos dois pés e os braços relaxados. Os pedais devem ficar alinhados horizontalmente para não atingir nenhum obstáculo.

2º erro mais comum

Ficar com os pés na vertical

Em trechos onde não estiver pedalando, o correto é manter os pés paralelos ao chão para que o peso fique distribuído no mesmo centro de gravidade.
Somente em curvas é que os pedais devem ficar na vertical para facilitar a realização da curva.

3º erro mais comum

Bater o pedal no chão

É um erro muito comum de acontecer, principalmente para quem está começando, e que quase sempre ocasiona quedas.

Ao fazer uma curva, sempre levante o pedal de dentro, nunca deixa o pedal embaixo, pois você vai bater ele no chão e certamente irá cair.

4º erro mais comum

Usar muito lubrificante

A utilização do lubrificante é muito importante, especialmente na relação, mas usar muito lubrificante vai acabar atraindo toda a sujeira.

Coloque uma gota por elo e nunca deixa a sua corrente seca.

5º erro mais comum

Não ajustar corretamente o capacete

Para quem está começando pode achar que é somente colocar o capacete e fechar a fivela que está tudo pronto.

Existem 3 regulagens que você deve ficar atento para que o capacete fique seguro.

– A primeira são as travas laterais que devem ser posicionadas bem próxima a orelha.
– O ajuste da nuca, que é feito no disco de regulagem que existe na parte de trás, deve ficar justo para deixar mais firme o capacete.
– E por último o ajusto do pescoço deve ter uma folga para mais conforto.

Siga o Camboja no Instagram e tenha uma dose diária de inspiração para sair pedalando: @camboja_mtb

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