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Bombas de ar para bicicletas

As bombas de ar são equipamentos fundamentais para qualquer ciclista, seja em trilhas, estradas, passeios ou até mesmo para uso em casa.

Existem diferentes tipos de bombas, além das vantagens e desvantagens de cada uma.
Vamos falar sobre os principais modelos para que você possa escolher o melhor para você!

Tipos de Bombas de Ar

Bomba de Mão

São as bombas mais compactas que podem ser facilmente transportadas com você durante o pedal. Elas podem ser feitas de materiais como plástico e alumínio, ou também em fibra de carbono. As de alumínio são as mais recomendadas pois são leves e resistentes e não tem um custo muito alto.

Fique atento a qual válvula a bomba deve ser utilizada. Elas podem ser para válvulas grossas (schrader/americana), para válvulas finas (presta) e existem modelos que atendem a esses 2 tipos de válvulas. Em alguns modelos, a cabeça da bomba (onde o encaixe com a válvula é feito, pode ser fixa ou ter uma mangueira.
Nesses casos, a mangueira facilita o encaixe no bico da câmara, já que alguns tipos de aros possuem perfil alto, ou quando o cruzamento dos raios dificulta o encaixe.

Quanto maior for o tamanho da bomba de mão, maior será a sua capacidade de calibragem, pois as bombas muito curtas não conseguem comprimir ar suficiente para passar dos 60 PSI.

Escolha modelos que possuem trava pois esse dispositivo faz com que a bomba não deixe o ar escapar ou que ela se solto da válvula.
Bombas com cabo retrátil garantem uma pegada mais firme com a mão e modelos com manômetro são de grande ajuda devido ao medidor de pressão.

– Vantagens das Bombas de Mão

Leve e compacta
Ideal para MTB e outros categorias que não exigem alta pressões.
Fácil transporte (podendo ser levada no quadro, bolsas de selim, mochilas etc)
Suporta válvulas presta e americana
Excelente custo-benefício

– Desvantagens das Bombas de Mão

Impossibilidade de encher pneus de bikes de estrada
As mais simples não possuem manômetro ou cabo retrátil
As feitas de plásticos tendem a ter uma durabilidade e vida útil menor

Bombas de Quadro

São modelos com tamanhos maiores, que lhes proporciona um volume maior de ar, e se encaixam no quadro da bike.

As bombas de quadro podem ser de plástico, alumínio ou também em fibra de carbono. Elas são mais voltadas para as bikes de estrada, devido ao seu formato e funcionamento, tendo em vista que a maioria só atende as válvulas prestas (finas).

Pode aplicar altas pressões, que passam de 110 PSI, sendo que alguns modelos podem ter manômetro. Se a bomba não possuir manômetro, o ideal é que você tenha um medidor digital de pressão para saber identificar o nível de ar do pneu.

Nesses modelos, a cabeça de encaixe pode ter trava ou não, e é fixa, o que poderá atrapalhar dependendo da posição do bico da câmara no aro da bike.

– Vantagens das Bombas de Quadro

Trabalha com pressões mais altas que podem passar dos 110 PSI
Leveza
Pode ser utilizada em casa ou nos intervalos das pedaladas
Modelos encontrados em diversos  materiais, com manômetro e trava.
Encaixa-se muito bem em quadros de bikes de estrada

– Desvantagens das Bombas de Quadro

Não é compacta
Não possui mangueira para encaixe
Pode não encaixar em alguns modelos de mountain bikes

Bombas de Pé (ou Bombas de Piso)

São os modelos ideais para se ter em casa, nas garagens ou nas oficinas das bicicletarias.
A maioria dos modelos é feita de plástico ou de alumínio e conta com manômetro. São de tamanho grande, com cabo longo, suporte para pegar com as duas mãos e todas possuem mangueira.

– Vantagens das Bombas de Pé

Enchem completamente qualquer pneu de bicicleta
São mais resistentes que os demais modelos
Podem ser usadas para calibrar pneus de carro
Maioria tem manômetro

– Desvantagens das Bombas de Pé

Limitada ao uso  em casa ou para transporte em carros
Modelo mais simples podem custar mais do que as bombas de mão e de quadro simples

Outros tipos de bombas de ar

– Bombas de suspensão

Utilizadas em amortecedores e garfos de suspensão a ar, a bomba de suspensão é diferente dos outros modelos pois prioriza a pressão ou invés do volume de ar. Compatível apenas com válvulas schrader.

– Cartuchos de CO2

São utilizados nas emergências em provas e competições. O cartucho de CO2 permite encher um pneu em pouco mais de 3 segundos.
As desvantagens desse tipo é o preço e a impossibilidade de reaproveitar o cartucho.

Algumas bombas que enchem pneus também servem para calibrar suspensões a ar. Mas é necessário um bico específico só para o encaixe na peça, que é diferente para as válvulas schrader e presta. Não tente calibrar sua suspensão com bombas sem essa função, correndo o risco de danificar a peça.

Ciclistas iniciantes cometem o erro de não ter uma bomba de ar pensando que sempre encontrará um posto de gasolina pelo caminho ou que terá um “ciclista amigo” para salvá-lo. Ter sempre uma bomba de ar à mão será a sua salvação

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada
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A importância do Bike Fit

Deixar a bicicleta ajustada para cada ciclista é essencial para ter um melhor desempenho, seja para ciclistas profissionais ou amadores.

Uma bicicleta bem ajustada é fundamental não só para atletas, mas para qualquer pessoa que goste de pedalar. Esse o conceito do Bike Fit.

Além de conseguir ter maior potência com mais eficiência, o Bike Fit vai trazer algo fundamental para os iniciantes: o conforto!
Se logo no início das atividades você sentir desconforto ao pedalar, o mais recomendado é fazer um Bike Fit para ajustar a bicicleta ao seu corpo e consequentemente, prevenir lesões que resultam de uma postura inadequada.

O corpo vai dar sinais que a bike não está regulada quando começarem a aparecer dores na parte da frente do joelho (tendão patelar), dores na lombar, formigamento nas mãos, assadura, formigamento ou sensibilidade no períneo, dor no tornozelo e dor na cervical.

Vantagens de se fazer um Bike Fit

– Maior conforto ao pedalar;
– Prevenção de lesões que acontecem por esforço repetitivo;
– Reduzir ou eliminar dores nas costas, joelhos, pescoço, pulsos, pés, dormência nas mãos e nos dedos;
– Reduzir fadiga.

Além dessas vantagens, os ajustes do Bike Fit também irá melhorar a potência do pedal, porque permite que o ciclista use vários grupos musculares de maneira mais eficaz e eficiente.

Como é feito o Bike Fit?

O técnico responsável pelo Bike Fit irá coletar as suas informações, considerando sua experiência no ciclismo, metas pretendidas, lesões que já teve e outras informações importantes para a avaliação.

O ajuste realizado inclui:
– Ajuste dos grampos do pedal;
– Definição da altura e posição do selim;
– Avaliação dos sapatos e palmilhas;
– Determinação do comprimento correto da haste, altura e largura do guidão.

Todo o procedimento demora em torno de uma a duas horas e envolve o ciclista, a bicicleta e um técnico avaliando cada detalhe. É importante que leve todos os equipamentos usados durante o pedal e esteja preparado para pedalar por pelo menos 10min para que a avaliação seja feita corretamente.

Quando procurar um profissional para fazer o Bike Fit?

Realizar um Bike Fit após trocar de bike trará ao seu corpo inúmeros benefícios em termos de rendimento e conforto, tornando os treinamentos e passeios mais agradáveis.

Ciclistas muito baixos ou muito altos se beneficiam do ajuste do Bike Fit onde os problemas causados pela postura são solucionados.
Pessoas que possuem lesões antigas que deixaram sequelas ou problemas biomecânicos conhecidos, como pernas de comprimento diferente, esse procedimento é mandatório!

Andar de bicicleta deve ser uma atividade prazerosa e confortável e, se isso não estiver acontecendo, os ajustes devem ser feitos o quanto antes. Dor, dormência ou formigamento nas mãos, nos pés ou nas nádegas são sinais de que algo na sua bicicleta não está ajustada para você.

Seja honesto com as suas informações

Pense no Bike Fit como um “exame médico”, pois os profissionais que irão realizar o procedimento, para fazer um ajuste preciso, devem saber seu nível, suas pretensões com o pedal (profissional, esportista ou iniciante), lesões que tenha sofrido, entre outros assuntos relacionados. Não tente impressionar ninguém ao realizar o teste e pedale naturalmente como faz no dia a dia ou nos treinamentos.

Após os ajustes serem realizados, o seu corpo precisará de tempo para se adaptar às mudanças de posição, especialmente se os ajustes tiverem mudado muito a bicicleta.
Pegue mais leve nas primeiras semanas após o Bike Fit e diminua a intensidade dos treinamentos para o seu corpo se ajustar gradualmente.

Matéria base originalmente publicada em Entre Trilhas
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Tipos de Guidão de Bicicleta

O guidão é um componente importante e possui muita influência na experiência que o ciclista terá com a bicicleta. Seus diversos modelos foram projetados para atender às necessidades do atleta, seja ele profissional ou amador.

Saber identificar o modelo correto, tamanho e material adequado vai melhorar a performance do ciclista, além de ajustar um posicionamento e postura ideal do seu corpo na bicicleta.

Cada modalidade vai exigir um tipo de guidão diferente e a escolha certa será decisiva para a melhoria do seu desempenho.

Principais tipos de Guidão

– Reto Flat

Por ter um formato simples (uma barra reta), oferece mais previsibilidade e precisão na direção, sendo uma boa escolha para quem procura agilidade em percursos mais estreitos e um preço mais em conta.

Já foi um dos mais utilizados no MTB, pois sua barra sem curvaturas era uma boa opção para subidas íngremes, além de ser estreito e leve para maiores velocidades. Atualmente, os atletas de MTB preferem modelos mais pesados que absorvam melhor o impacto das trilhas.

– Bullhorn Bars

Esse tipo de guidão possui um formato semelhante a um chifre de touro, permitindo que o ciclista permaneça em uma posição mais abaixada, facilitando a aerodinâmica do movimento. Ideal para quem deseja pedalar com mais intensidade e velocidade.

Muito utilizado nas bikes fixas, também é uma boa escolha para ciclistas que encaram muitas subidas pois possui leveza e aerodinâmica.

Não é indicado para ciclistas que usam a bicicleta como meio de transporte urbano pois o design desse guidão pode ocasionar esbarros inesperados em outros objetos e pessoas, além de possui uma certa instabilidade na direção para ciclistas inexperientes devido ao seu comprimento central menor.

– Riser Curvo

O Riser possui uma curvatura no centro, sendo atualmente o mais indicado para as modalidades extremas como o Downhill, pois possibilita que o atleta fique numa posição mais vertical e mais confortável durante as descidas em velocidade.

Esse tipo de guidão traz maior conforto aos punhos e maior controle da bicicleta, porém são maiores e mais pesados, podendo ser um incômodo nas subidas e trechos muito apertados.

– Drop Bars

Esse modelo de guidão é o mais popular no ciclismo de estrada. São muito versáteis pois oferecem diversas posições diferentes de pegada da mão, garantindo um maior conforto para os percursos mais longos.

O Drop Bars é perfeito para os atletas que desejam pedalar forte e com aerodinâmica. Por serem feitos para proporcionar velocidade, podem não ser uma boa posição para atletas amadores que preferem um exercício mais leve e tranquilo.

–  Cruiser Bars

Também conhecidos com guidão “caiçara”, os Cruiser Bars são aqueles que possuem formatos mais longos e altos, sendo perfeitos para locais planos, como no campo, na rua, na beira da praia, ou em ciclovias.
O formato desse modelo traz grande conforto e possibilita uma pedalada mais relaxada durante o trajeto.

Esses são alguns dos modelos existentes de guidões de bicicleta e vale lembrar que a escolha do guidão adequado para o tipo de pedal que você irá praticar é essencial para que tenha uma melhor performance, evolução e conforto ao pedalar.

Avalie o tipo de material, comprimento, peso, forma de instalação, possibilidades de empunhadura e possíveis acessórios que possam ser acoplados ao guidão. Cada um desses fatores irá influenciar de alguma maneira no seu desempenho e todos devem ser avaliados antes de adquiri o próximo guidão da sua bicicleta.

Matéria base originalmente publicada em Entre Trilhas
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Jaqueline Mourão iguala recorde de participações olímpicas pelo Brasil em prova de ciclismo

A brasileira Jaqueline Mourão entrou no hall dos atletas com mais participações olímpicas do país ao completar a prova de ciclismo mountain bike em Tóquio, nesta terça-feira. Entre jogos de verão e inverno, são sete participações.

Assim, o recorde foi alcançado junto com outros dois atletas: o velejador Robert Scheidt e a jogadora de futebol Formiga. O cavaleiro Rodrigo Pessoa também deve igualar esse recorde nesta Olimpíada.

Jaqueline terminou a prova em 35º lugar, com duas voltas a menos do que a medalhista de ouro, a suíça Jolanda Neff.

A estreia da brasileira de 45 anos foi em Atenas, na Grécia, 2004, no ciclismo mountain bike. Depois, participou de Torino, na Itália, em 2006, no esqui cross-country. Em Pequim, na China, no ano de 2008, voltou a competir nos Jogos de verão, no ciclismo. Aí uma sequência de três Jogos de Inverno: Vancouver, no Canadá, 2010, Sochi, na Rússia, 2014, em que participou de duas modalidades: no biablo e no cross country, e em PyeongChang, na Coreia do Sul, em 2018.

Jaqueline Mourão, atleta do ciclismo brasileiro — Foto: COB/Divulgação

Suíça emplaca pódio triplo

As atletas da suíça emplacaram um pódio triplo, pegando o primeiro, segundo e terceiro lugar da prova. A medalha de ouro foi para Jolanda Neff, a prata para Sina Frei e o bronze para Linda Indegrand.
A vencedora da prova fez um tempo de 1:15:46

Matéria originalmente publicada em Globo Esporte

Avancini consegue melhor resultado do Brasil na história do mountain bike das Olimpíadas

Avancini lidera no início, mas fecha em 13º no mountain bike das Olimpíadas

Número 3 do mundo, brasileiro perde o fôlego depois de começo forte, mas ainda consegue melhor resultado do Brasil na história do mountain bike das Olimpíadas

Henrique Avancini nas Olimpíadas de Tóquio — Foto: REUTERS/Matthew Childs

Por uma volta, Henrique Avancini puxou o pelotão do mountain bike das Olimpíadas de Tóquio. Atual número 3 do mundo, o brasileiro buscava uma medalha inédita no ciclismo dos Jogos Olímpicos, mas perdeu fôlego e fechou a prova na 13ª colocação. Apesar de ter ficado longe do pódio, foi a melhor posição de um brasileiro no mountain bike das Olimpíadas, superando o 18º posto de Jaqueline Mourão, em Atenas 2004. Ainda assim, Avancini saiu frustrado.

– Não estou aqui para ser o melhor brasileiro em prova nenhuma. Trabalhei para alcançar os melhores do mundo. Estava aqui para buscar uma medalha inédita. Arrisquei muito para isso É muita frustração. A satisfação é pelo que trabalhei para estar aqui. Mas fico decepcionado, busquei defender o país da forma mais honrosa possível. Infelizmente não consegui transferir em performance na pista o que treinei. A prova foi bastante pesada. Comecei bem. Mas na segunda volta o Nino lançou um ataque e respondi. Ali eu comecei a me perder na prova. Me perdi bastante dentro da corrida e não consegui me achar – disse o ciclista.

Segundo brasileiro na prova, Luiz Henrique Cocuzzi terminou a prova na 27ª posição.

– Eu levo muita coisa dos Jogos Olímpicos. Nessa prova você aprende no que tem que melhorar. Com a pandemia, eu perdi muito no ranking e acabei largando um pouco atrás. O que eu levo desses Jogos é que por mais que você treine, trabalhe, sempre tem algo a melhorar, um detalhe para acertar. Quando você chegar num evento desse, que é uma chance só, não cometer erros e conseguir chegar no melhor resultado – disse Luiz.

Com a presença de público no Percurso de Mountain Bike Izu, cerca de 130km ao sul de Tóquio, o britânico Thomas Pidcock faturou o ouro logo em seu primeiro ano na categoria adulta, aos 21 anos. O suíço Mathias Flueckiger levou a prata. O espanhol David Valero Serrano completou o pódio crescendo muito na última volta.

Tomas Pidcock dominou o mountain bike das Olimpíadas — Foto: REUTERS/Christian

A Prova

Henrique Avancini saiu bem do bolo na parte inicial do percurso, figurando já na sexta posição. Logo no início da primeira volta, ele assumiu liderança e evitou a poeira e as brigas por posicionamento no meio do pelotão.

Um dos favoritos à medalha, o holandês Mathieu van der Poel deve uma queda na primeira volta.

No início da segunda volta, o suíço Nino Schurter, campeão na Rio 2016 e atual campeão mundial, puxou uma arrancada e foi seguido pelo compatriota Mathias Flueckiger. Henrique foi perdendo posições na volta, caindo para sexto lugar, mas ainda na cola dos líderes.

O brasileiro caiu de ritmo e foi perdendo um posto a cada volta. Na ponta, o britânico Tom Pidcock atacou e desgarrou, com Flueckiger na cola. Pidcock só aumentou a vantagem, e o suíço não tinha o segundo posto ameaçado.

A surpresa no final foi a briga pelo bronze. O espanhol David Valero Serrano arrancou na última volta, ganhou muitas posições e conseguiu chegar ao pódio. Avancini, por outro lado, perdeu mais posições e acabou na 13ª colocação.

Henrique Avancini nas Olimpíadas — Foto: REUTERS/Matthew Childs

Matéria originalmente publicada em Globo Esporte

MTB, BMX e Estrada! Saiba mais sobre essas modalidades

Mesmo sendo um dos esportes mais praticados no Brasil, muitos daqueles que possuem uma bicicleta não conhecem bem as principais modalidades do ciclismo.

Pensando nisso, vamos explicar um pouco sobre as 3 principais modalidades e suas características.

MTB (Mountain Bike)

O mountain bike, ou simplesmente MTB, é uma das modalidades mais emocionantes do ciclismo e nele você encontrará momentos de muita emoção.

O MTB é dividido em várias categorias, entre elas temos:

– Cross country
– Downhill
– Freeride
– Trip Trail

Sendo praticado em pistas e trilhas de terra batida com subidas e descidas, com ou sem obstáculos, esse tipo de modalidade garante momentos de emoção e belas imagens tanto para quem pratica quanto para quem assiste.

Existem inúmeras competições diferentes dentro do MTB e você encontrará provas em que os atletas fazem a largada juntos e o vencedor é aquele que cruzar em primeiro a linha de chegada, mas também teremos provas contra o relógio, onde o competidor corre sozinho e a vitória fica com o atleta que fizer o percurso em menor tempo.

Para praticar essa modalidade é necessário o uso de bicicletas resistentes e com penus mais largos devido a necessidade que a bicicleta tenha a maior estabilidade possível nos terrenos acidentados.

Saiba mais sobre o MTB Cross Country e a diferença entre XCO e XCM

BMX (Bicicross)

Essa sem dúvidas é a modalidade que mais exige habilidade e, por muitas vezes, a mais bonita de se assistir. As manobras são a alma dessa modalidade, garantindo sempre um espetáculo em cada competição.

Para essa modalidade é importante o uso de bicicletas que possuam pneus menores, normalmente com 20 polegadas de diâmetro (a famosa aro 20”) e é dividida em 2 outras categorias: o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (manobras).

No BMX Racing, os competidores disputam uma corrida em uma pista circular com diversos obstáculos e o vencedor é o competidor que concluir o percurso primeiro.

No BMX Freestyle, o objetivo é realizar manobras e o vencedor é o atleta que conseguir as notas mais altas na avaliação dos juízes.
Essa categoria é subdividida em outras cinco: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.

Confira nossa matéria onde falamos um pouco mais sobre as modalidades do BMX

CICLISMO DE ESTRADA

As competições mais famosas desse esporte em todo o planeta são dessa modalidade. Podemos dizer que talvez essa seja a modalidade desse esporte mais praticada em todo o mundo.

Os campeonatos geralmente são disputados de forma individual ou por equipe, podendo ser divididos em provas de resistência e de tempo.
Nas provas de resistência, os competidores largam juntos e o vencedor é aquele que concluir o percurso em primeiro lugar. Normalmente são provas longas que podem variar de 150 a 200km para as provas masculinas e entre 60 e 100km para as femininas.

Nas provas contra o tempo, os atletas largam em horários diferentes e o vencedor é o que concluir o percurso no menor tempo possível. Nessas competições os trajetos são em torno de 40km para os homens e 20km para as mulheres.

O ciclismo de estrada é praticado com as Road Bikes, as chamadas “Speed”, que são bicicletas que possuem pneus muito finos e são bem mais leves que uma bicicleta tradicional. Sua aerodinâmica favorece o ganho de velocidade e estabilidade nas estradas.

Não importa a modalidade que você pratique, é extremamente importante que se faça uma boa manutenção na bicicleta sempre que perceber alguma anormalidade e também de maneira preventiva.

Matéria base originalmente publicada em Bike Registrada

Vai sair pra pedalar hoje?
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Garfo Rígido ou Suspensão para MTB?

O garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com facilidade e a suspensão amortece os impactos durante as trilhas. Cada uma dessas peças possuem suas vantagens e saber qual escolher para ter mais desempenho é essencial para melhorar o seu pedal.

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Primeiro é necessário definir qual é o seu objetivo no pedal pois é possível ter melhor performance com um garfo ou suspensão específico, seja para treino, competição ou lazer.

GARFO RÍGIDO

Um garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com mais facilidade devido à estabilidade da roda no solo. Também vai reduzir o peso da bicicleta e com isso, aumentar a velocidade, pois fica mais fácil arrancar com menos peso.
Os modelos de alumínio geralmente pesam um pouco mais de 1kg e os de fibra de carbono pesam muito menos.

A contra partida é que com o garfo rígido o cansaço dos membros superiores será maior, principalmente nos pedais longos.

Vantagens:
– Redução do peso da bicicleta
– Encarar subidas com mais facilidade
– Arrancadas mais ágeis
– Atingir e manter altas velocidades com facilidade
– Estabilidade maior

Desvantagens:
– Sem amortecimento dianteiro
– Cansaço mais rápido nos membros superiores em pedais longos
– Alguns modelos de garfos deixam a bicicleta mais baixa
– Custo elevado de alguns modelos de fibra de carbono

SUSPENSÃO

A suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.
A maioria dos modelos pesam quase 2kg e esse peso em uma única peça irá demandar muito mais esforço nas subidas, arrancadas e para manter a velocidade.

Em trilhas de alta velocidade, as suspensões amortecem os buracos, pedras, raízes que a bike encontra, evitando possíveis acidentes que poderiam acontecer ao atingir esses obstáculos de frente.

Saiba mais sobre todo o sistema de suspensão da bike

Vantagens:
– Amortecimento contra impactos dianteiros
– Segurança em descidas para trilhas e terrenos acidentados
– Maior conforto para pedais longos
– Modelos com recursos variados (como travas) para melhorar o desempenho em subidas e descidas

Desvantagens:
– Maior peso
– Custo elevado nos modelos mais leves
– Mais esforço em subidas
– Necessidade de manutenção periódica

Mountain Bike Enduro?

Antes de falarmos sobre o Enduro temos que explicar um pouco do All Mountain, pois o Enduro é a versão competitiva do AM.
No Mountain Bike, podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.


As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos do XC e do Downhill. Elas têm que aguentar algumas descidas e saltos do DH/Freeride, não precisando descer e empurrar sempre que tiver uma subida.

Saiba a diferença entre Cross-Country, Downhill e All Mountain

All Mountain, Trail e Enduro

Aqui temos uma separação de termos usados para diferentes tipos de configurações das bicicletas dessa modalidade.
As bicicletas chamadas de Trail, nos EUA e Canadá, são as que tem curso de suspensão de até 140mm, com uma configuração leve que favorece as subidas. Já as All Mountain são as mais agressivas que possuem curso acima de 140mm. Entretanto, se formos para a Europa, as All Mountain são as bicicletas de uso mais leve, enquanto as de Enduro é usado para as agressivas.

Enduro

O termo Enduro vem de Endurance, que significa “resistência”.
Nas provas de MTB Enduro, se cronometra apenas os trechos de DH e um tempo limite para chegar na outra descida. Nesses circuitos também são comuns subidas longas e íngremes, muito familiares ao XC e descidas técnicas e longas, características do Downhill.

Como são as provas

A prova tem de quatros ou mais estágios que são as tomadas de tempo nas descidas cronometradas. Um piloto de cada vez faz a descida e os trechos de ligação, que são os deslocamentos entre os estágios de descidas, devem ser percorridos dentro de um tempo limite e não contam para a somatória final de tempo.
O piloto deve carregar ferramentas e demais acessórios que possa utilizar no percurso pois não tem uma equipe de apoio durante a prova. Os eventos do Enduro World Series são realizados em dois dias de competição, porém é possível realizar os quatro estágios em um único dia. O piloto vencedor será o que tiver o menor tempo na somatória de todos os trechos cronometrados.

Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country

As bikes dessa modalidade precisam ser resistentes e seguras. Algumas de suas características são:

– Geometria mais aberta;
– Guidão mais largo e mesa mais curta para dar mais dirigibilidade à bike;
– Cassetes Maiores para ter maior força de aceleração inicial pois as bicicletas são mais pesadas;
– Coroa Única retira a necessidade de câmbio e passador dianteiro;
– Canotes ajustáveis tendo a possibilidade de subir e baixar o banco sem precisar desmontar da bike;
– Full Suspensions. Sendo que as suspensões dianteira e traseira são de cursos maiores;
– Pneus mais largos para ter muita aderência.

Fat Bike: a bicicleta que encara qualquer terreno

Já ouviu falar das FAT Bikes?

O nome tem origem nos tamanhos dos pneus que deixam as “bicicletas gordas”, pois a largura dos pneus é muito maior que os de uma bicicleta comum. Enquanto uma MTB normalmente tem pneus com 2 polegadas de largura, as Fat Bikes possuem entre 3,7 e 4,8 polegadas.

Elas surgiram na década de 80 inicialmente para os desertos, mas essa modalidade também ganhou adeptos nos climas frios, pois essas bikes se adaptaram muito bem à neve.
Com seus pneus enormes, qualquer obstáculo no trajeto é facilmente vencido.

Os pneus mais largos delas permitem que a bike supere terrenos mais instáveis, como pisos arenosos, onde as MTB tem dificuldades.
Esse tipo de bicicleta ganhou muitos adeptos no Brasil que possui uma costa litorânea com mais de 7 mil quilômetros de areia. As Fat Bikes encaram as dunas das praias brasileiras com facilidade, até mesmo as piores condições de lama, pois sua área de contato com o solo é maior, trazendo mais tração e não permitindo que o pneu afunde nesses terrenos.

Vantagens das Fat Bikes

– Encaram os mais variados terrenos: Com as Fat Bikes você poderá pedalar em praticamente todo tipo de terreno, dos arenosos aos lamacentos.

Supere os obstáculos: Os pneus largos desse tipo de bicicleta fará você superar qualquer obstáculo com facilidade, além de trazer maior segurança nos terrenos instáveis com muitas raízes e pedras ou em descidas íngremes.

Maior Aderência: Esse tipo de pneu trabalha com calibragem muito baixa (entre 5 a 10 psi), o que traz muito mais aderência ao solo. Devido aos pneus as bikes ficam mais pesadas em relação as mountain bikes de competição, o que pode ser uma desvantagem para alguns ciclistas.

Você sabe o que é uma Mountain Bike 27.5+? Confira a nossa matéria sobre essa versão “leve” das Fat bikes

As Fat Bikes são mais reconhecidas por serem aro 26, mas também existem pneus “Fat” para as aros 27.5 e 29. Os chamados pneus “PLUS” ou simplesmente usam o sinal de “+”, são os ideais para transforarem as 27,5 e 29 em Fat Bikes.

Vai encarar uma subida com a bike?

Saiba como superar esse desafio

Não importa se você é um ciclista amador ou profissional, uma hora ou outra terá que encarar uma subida durante a sua pedalada.
Superar esse desafio não é fácil mas você pode melhorar o seu desempenho com treinamentos e treinar nas subidas é excelente para ganho de força, resistência e controle da respiração.

– Controle a sua respiração

Para que você melhore a sua força e resistência enquanto pedala é indispensável que exercite o controle da sua respiração.
Durante as subidas, busque respirar de forma mais lenta, sempre expirando e inspirado no mesmo ritmo. Os treinos casuais são importantes nesse quesito pois com eles você poderá treinar o controle respiratório de maneira que o mesmo não seja alterado mesmo com o aumento da velocidade ou esforço.
Se você respirar de forma muito rápida, sua força acabará mais rápido e a fadiga aumentará no mesmo ritmo.

– Concentre-se em manter a postura

Mudar a postura logo no começo da subida fará com que você aumente a força aplicada mas isso também fará você cansar na metade do tempo. Isso será agravado caso você também não tenha um controle respiratório adequado.
O ideal é que você tente manter a mesma postura durante toda a subida, sendo que o ideal é que faça o mínimo de força possível no inicio.

Se a subida for muito íngreme ou muito extensa, no final você poderá se levantar para alcançar o topo mais rápido, porém não faça isso durante toda a subida pois esse esforço durante muito tempo poderá ocasionar lesões.

Confira outras 7 dicas para melhorar o seu tempo nas subidas

– Ritmo

Manter o ritmo é outro ponto importantíssimo para melhorar o seu desempenho nas subidas. Você evita a fadiga ao manter o mesmo ritmo de força e velocidade que já está acostumado nos treinos.
Dependendo da ocasião e do terreno pode ser necessário alterar o ritmo, mas sempre tente manter a velocidade e força que já usa nos treinos.

– Treinamento

Treine em subidas pequenas e íngremes: O ideal é realizar sprints curtos para subir toda a ladeira e ter um momento de descanso após o esforço.

Treine em subidas extensas: Nessas o objetivo é treinar a manutenção do ritmo o maior tempo possível, podendo realizar um sprint curto para chegar ao topo da subida.
Evite se esforçar demais no início da subida e aproveite para treinar a respiração e postura também.

Conta pra gente como foi a sua experiência ao tentar encarar a sua primeira subida!
Se precisar de peças e acessórios para a sua bike, você encontra aqui na Azupa