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Garfo Rígido ou Suspensão para MTB?

O garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com facilidade e a suspensão amortece os impactos durante as trilhas. Cada uma dessas peças possuem suas vantagens e saber qual escolher para ter mais desempenho é essencial para melhorar o seu pedal.

Orbea Alma M-LTD 17

Primeiro é necessário definir qual é o seu objetivo no pedal pois é possível ter melhor performance com um garfo ou suspensão específico, seja para treino, competição ou lazer.

GARFO RÍGIDO

Um garfo rígido vai te fazer encarar as subidas com mais facilidade devido à estabilidade da roda no solo. Também vai reduzir o peso da bicicleta e com isso, aumentar a velocidade, pois fica mais fácil arrancar com menos peso.
Os modelos de alumínio geralmente pesam um pouco mais de 1kg e os de fibra de carbono pesam muito menos.

A contra partida é que com o garfo rígido o cansaço dos membros superiores será maior, principalmente nos pedais longos.

Vantagens:
– Redução do peso da bicicleta
– Encarar subidas com mais facilidade
– Arrancadas mais ágeis
– Atingir e manter altas velocidades com facilidade
– Estabilidade maior

Desvantagens:
– Sem amortecimento dianteiro
– Cansaço mais rápido nos membros superiores em pedais longos
– Alguns modelos de garfos deixam a bicicleta mais baixa
– Custo elevado de alguns modelos de fibra de carbono

SUSPENSÃO

A suspensão é um componente da bicicleta que auxilia na superação de obstáculos e terrenos acidentados e também traz mais conforto ao pedal.
Embora seja fácil de confundir, suspensão é a peça que vai na parte dianteira da bicicleta, sendo que as peças que vão na traseira são os chamados amortecedores.
A maioria dos modelos pesam quase 2kg e esse peso em uma única peça irá demandar muito mais esforço nas subidas, arrancadas e para manter a velocidade.

Em trilhas de alta velocidade, as suspensões amortecem os buracos, pedras, raízes que a bike encontra, evitando possíveis acidentes que poderiam acontecer ao atingir esses obstáculos de frente.

Saiba mais sobre todo o sistema de suspensão da bike

Vantagens:
– Amortecimento contra impactos dianteiros
– Segurança em descidas para trilhas e terrenos acidentados
– Maior conforto para pedais longos
– Modelos com recursos variados (como travas) para melhorar o desempenho em subidas e descidas

Desvantagens:
– Maior peso
– Custo elevado nos modelos mais leves
– Mais esforço em subidas
– Necessidade de manutenção periódica

Mountain Bike Enduro?

Antes de falarmos sobre o Enduro temos que explicar um pouco do All Mountain, pois o Enduro é a versão competitiva do AM.
No Mountain Bike, podemos dizer que o Cross-Country (XC) e o Downhill (DH)/Freeride estão nos extremos da categoria e o All Mountain está entre eles.


As bikes dessa categoria surgiram para serem as melhores entre os dois extremos do XC e do Downhill. Elas têm que aguentar algumas descidas e saltos do DH/Freeride, não precisando descer e empurrar sempre que tiver uma subida.

Saiba a diferença entre Cross-Country, Downhill e All Mountain

All Mountain, Trail e Enduro

Aqui temos uma separação de termos usados para diferentes tipos de configurações das bicicletas dessa modalidade.
As bicicletas chamadas de Trail, nos EUA e Canadá, são as que tem curso de suspensão de até 140mm, com uma configuração leve que favorece as subidas. Já as All Mountain são as mais agressivas que possuem curso acima de 140mm. Entretanto, se formos para a Europa, as All Mountain são as bicicletas de uso mais leve, enquanto as de Enduro é usado para as agressivas.

Enduro

O termo Enduro vem de Endurance, que significa “resistência”.
Nas provas de MTB Enduro, se cronometra apenas os trechos de DH e um tempo limite para chegar na outra descida. Nesses circuitos também são comuns subidas longas e íngremes, muito familiares ao XC e descidas técnicas e longas, características do Downhill.

Como são as provas

A prova tem de quatros ou mais estágios que são as tomadas de tempo nas descidas cronometradas. Um piloto de cada vez faz a descida e os trechos de ligação, que são os deslocamentos entre os estágios de descidas, devem ser percorridos dentro de um tempo limite e não contam para a somatória final de tempo.
O piloto deve carregar ferramentas e demais acessórios que possa utilizar no percurso pois não tem uma equipe de apoio durante a prova. Os eventos do Enduro World Series são realizados em dois dias de competição, porém é possível realizar os quatro estágios em um único dia. O piloto vencedor será o que tiver o menor tempo na somatória de todos os trechos cronometrados.

Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country

As bikes dessa modalidade precisam ser resistentes e seguras. Algumas de suas características são:

– Geometria mais aberta;
– Guidão mais largo e mesa mais curta para dar mais dirigibilidade à bike;
– Cassetes Maiores para ter maior força de aceleração inicial pois as bicicletas são mais pesadas;
– Coroa Única retira a necessidade de câmbio e passador dianteiro;
– Canotes ajustáveis tendo a possibilidade de subir e baixar o banco sem precisar desmontar da bike;
– Full Suspensions. Sendo que as suspensões dianteira e traseira são de cursos maiores;
– Pneus mais largos para ter muita aderência.

Fat Bike: a bicicleta que encara qualquer terreno

Já ouviu falar das FAT Bikes?

O nome tem origem nos tamanhos dos pneus que deixam as “bicicletas gordas”, pois a largura dos pneus é muito maior que os de uma bicicleta comum. Enquanto uma MTB normalmente tem pneus com 2 polegadas de largura, as Fat Bikes possuem entre 3,7 e 4,8 polegadas.

Elas surgiram na década de 80 inicialmente para os desertos, mas essa modalidade também ganhou adeptos nos climas frios, pois essas bikes se adaptaram muito bem à neve.
Com seus pneus enormes, qualquer obstáculo no trajeto é facilmente vencido.

Os pneus mais largos delas permitem que a bike supere terrenos mais instáveis, como pisos arenosos, onde as MTB tem dificuldades.
Esse tipo de bicicleta ganhou muitos adeptos no Brasil que possui uma costa litorânea com mais de 7 mil quilômetros de areia. As Fat Bikes encaram as dunas das praias brasileiras com facilidade, até mesmo as piores condições de lama, pois sua área de contato com o solo é maior, trazendo mais tração e não permitindo que o pneu afunde nesses terrenos.

Vantagens das Fat Bikes

– Encaram os mais variados terrenos: Com as Fat Bikes você poderá pedalar em praticamente todo tipo de terreno, dos arenosos aos lamacentos.

Supere os obstáculos: Os pneus largos desse tipo de bicicleta fará você superar qualquer obstáculo com facilidade, além de trazer maior segurança nos terrenos instáveis com muitas raízes e pedras ou em descidas íngremes.

Maior Aderência: Esse tipo de pneu trabalha com calibragem muito baixa (entre 5 a 10 psi), o que traz muito mais aderência ao solo. Devido aos pneus as bikes ficam mais pesadas em relação as mountain bikes de competição, o que pode ser uma desvantagem para alguns ciclistas.

Você sabe o que é uma Mountain Bike 27.5+? Confira a nossa matéria sobre essa versão “leve” das Fat bikes

As Fat Bikes são mais reconhecidas por serem aro 26, mas também existem pneus “Fat” para as aros 27.5 e 29. Os chamados pneus “PLUS” ou simplesmente usam o sinal de “+”, são os ideais para transforarem as 27,5 e 29 em Fat Bikes.

Vai encarar uma subida com a bike?

Saiba como superar esse desafio

Não importa se você é um ciclista amador ou profissional, uma hora ou outra terá que encarar uma subida durante a sua pedalada.
Superar esse desafio não é fácil mas você pode melhorar o seu desempenho com treinamentos e treinar nas subidas é excelente para ganho de força, resistência e controle da respiração.

– Controle a sua respiração

Para que você melhore a sua força e resistência enquanto pedala é indispensável que exercite o controle da sua respiração.
Durante as subidas, busque respirar de forma mais lenta, sempre expirando e inspirado no mesmo ritmo. Os treinos casuais são importantes nesse quesito pois com eles você poderá treinar o controle respiratório de maneira que o mesmo não seja alterado mesmo com o aumento da velocidade ou esforço.
Se você respirar de forma muito rápida, sua força acabará mais rápido e a fadiga aumentará no mesmo ritmo.

– Concentre-se em manter a postura

Mudar a postura logo no começo da subida fará com que você aumente a força aplicada mas isso também fará você cansar na metade do tempo. Isso será agravado caso você também não tenha um controle respiratório adequado.
O ideal é que você tente manter a mesma postura durante toda a subida, sendo que o ideal é que faça o mínimo de força possível no inicio.

Se a subida for muito íngreme ou muito extensa, no final você poderá se levantar para alcançar o topo mais rápido, porém não faça isso durante toda a subida pois esse esforço durante muito tempo poderá ocasionar lesões.

Confira outras 7 dicas para melhorar o seu tempo nas subidas

– Ritmo

Manter o ritmo é outro ponto importantíssimo para melhorar o seu desempenho nas subidas. Você evita a fadiga ao manter o mesmo ritmo de força e velocidade que já está acostumado nos treinos.
Dependendo da ocasião e do terreno pode ser necessário alterar o ritmo, mas sempre tente manter a velocidade e força que já usa nos treinos.

– Treinamento

Treine em subidas pequenas e íngremes: O ideal é realizar sprints curtos para subir toda a ladeira e ter um momento de descanso após o esforço.

Treine em subidas extensas: Nessas o objetivo é treinar a manutenção do ritmo o maior tempo possível, podendo realizar um sprint curto para chegar ao topo da subida.
Evite se esforçar demais no início da subida e aproveite para treinar a respiração e postura também.

Conta pra gente como foi a sua experiência ao tentar encarar a sua primeira subida!
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Bicicletas diferentes para cada modalidade?

Escolher a bicicleta correta para a modalidade que mais se encaixa no seu tipo de perfil será essencial para que tenha um bom desempenho e evolua com facilidade no esporte.

O tipo de terreno e outras especificações também vão ser determinantes para a escolha da sua companheira de pedal.

Vamos falar um pouco sobre a bicicleta das principais modalidades:

Mountain Bike

Uma das modalidades mais conhecidas e praticadas no mundo todo, acontecendo em terrenos terra e com percursos que possuem vários obstáculos como buracos, subidas e descidas.

Os pneus desse tipo de bicicleta são mais largos, proporcionando mais estabilidade nos terrenos acidentados. Devido à largura, permitem maior aderência dando mais segurança e controle de tração.

As marchas das bicicletas de MTB, variam entre 18 e 27 (bikes para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais).

O tipo de terreno onde são utilizadas, fazem com que os quadros das mountain bikes sejam mais reforçados para suportarem os impactos, sendo fabricados em alumínio ou fibra de carbono.

Road Bikes

Totalmente oposto às mountain bikes, as bicicletas de estrada são mais leves e possuem menos marchas.
São resistentes mas sem a necessidade de terem quadros reforçados, também sendo fabricados em alumínio e carbono, por serem materiais mais leves e auxiliam na velocidade da bicicleta.

BMX

Esse tipo de bicicleta tem a característica de ser mais baixa, com quadro mais comprido e guidão móvel para as manobras.

O BMX se divide em duas modalidades, o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (Manobras).

O Racing consiste em competições do esporte mais focado na parte de corrida, onde o competidor tem que fazer o percurso no menor tempo.
As baterias das provas são feitas em circuitos com rampas e curvas de alto nível de dificuldade.

O estilo livre, ou freestyle, é subdividido em outras cinco modalidades: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.
Assim como o MTB, cada modalidade do BMX requer pneus, peças e acessórios específicos para melhorar a performance.

Velódromo

São bicicletas com design mais arrojado e específico para o tipo de circuito em que são utilizadas. Para fins exclusivos de competição, as provas são realizadas em locais fechados e com pistas ovais.
Esse tipo de bicicleta não possui roda livre (pois não possui catraca), possuem apenas uma marcha e não possuem freios. Para parar, o atleta precisa deixar de pedalar para desacelerar.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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De Biker pra Biker: 5 erros mais comuns em ciclistas iniciantes

Quando começamos a pedalar é muito comum que pequenos erros aconteçam, mas se não corrigirmos, eles que podem atrapalhar nosso desempenho e até desestimular a prática da atividade esportiva.

O importante é identificar os erros e começar a corrigi-los.
Pequenas mudanças na sua condução, ou na manutenção da sua companheira de pedal, irão fazer toda a diferença para que você tenha muito mais performance na sua pedalada!

Confira esse vídeo do ciclista Camboja, explicando um pouco mais sobre os erros de ciclistas iniciantes.

1º erro mais comum

Passar pelos obstáculos sentado na bike

O correto é ficar na posição neutra, em pé com o peso distribuído nos dois pés e os braços relaxados. Os pedais devem ficar alinhados horizontalmente para não atingir nenhum obstáculo.

2º erro mais comum

Ficar com os pés na vertical

Em trechos onde não estiver pedalando, o correto é manter os pés paralelos ao chão para que o peso fique distribuído no mesmo centro de gravidade.
Somente em curvas é que os pedais devem ficar na vertical para facilitar a realização da curva.

3º erro mais comum

Bater o pedal no chão

É um erro muito comum de acontecer, principalmente para quem está começando, e que quase sempre ocasiona quedas.

Ao fazer uma curva, sempre levante o pedal de dentro, nunca deixa o pedal embaixo, pois você vai bater ele no chão e certamente irá cair.

4º erro mais comum

Usar muito lubrificante

A utilização do lubrificante é muito importante, especialmente na relação, mas usar muito lubrificante vai acabar atraindo toda a sujeira.

Coloque uma gota por elo e nunca deixa a sua corrente seca.

5º erro mais comum

Não ajustar corretamente o capacete

Para quem está começando pode achar que é somente colocar o capacete e fechar a fivela que está tudo pronto.

Existem 3 regulagens que você deve ficar atento para que o capacete fique seguro.

– A primeira são as travas laterais que devem ser posicionadas bem próxima a orelha.
– O ajuste da nuca, que é feito no disco de regulagem que existe na parte de trás, deve ficar justo para deixar mais firme o capacete.
– E por último o ajusto do pescoço deve ter uma folga para mais conforto.

Siga o Camboja no Instagram e tenha uma dose diária de inspiração para sair pedalando: @camboja_mtb

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Alguns mitos do MTB

Ao longo dos anos o ciclismo vem evoluindo constantemente e novas informações e tecnologias são agregadas ao esporte, causando muita confusão e gerando vários mitos.

Vamos ver alguns e porque eles não fazem tanto sentido assim:

1 – O aro 26” não serve mais

MITO

A discussões que mais ocorrem são sobre qual é o tamanho de aro é melhor, o que acaba sempre com a afirmação de que aro 26” não presta e que não serve mais para o ciclismo atual. Essa afirmação pode ser bastante equivocada.

O controle e a facilidade em realizar curvas mais técnicas fazem da aro 26” uma excelente opção para quem pedala em percursos mais técnicos como all mountain/enduro e o downhill (modalidade que muitos pilotos profissionais ainda usam a 26”)

Confira nosso matéria sobre as diferenças entre uma bicicleta 29” e uma 26”

2 – O aro 29” é só para pessoas altas

MITO

Há ciclistas mais baixos que preferem e se adaptam muito bem em uma aro 29”.
Tudo é uma questão de estilo, de procurar o modelo que tem mais a ver com você e qual tipo de terreno onde costuma pedalar.

Há menos de 20 anos não existiam as 29” e há menos de uma década era muito raro encontrar ciclistas com as 29” no dia a dia, o que mostra que o assunto é bem recente.
Quanto mais experimentarmos tamanhos diferentes, poderemos chegar na melhor opção para o seu tipo de pedalada. Antes de escolher a sua bike, procure pedalar com todos os tamanhos para ver qual se sente mais confortável.

3 – Para calibrar é só olhar na lateral do pneu para saber a pressão “ideal”

MITO

A informação que consta na lateral do pneu é apenas uma sugestão de pressão que deve ser utilizada.
A pressão máxima deve ser obedecida mas a pressão usada vai depender do tipo de terreno, do percurso, do peso do ciclista e outros fatores.

Temos uma matéria explicando “como calibrar os pneus da sua mountain bike

4 – Ao pedalar clipado tem que puxar o pedal pra cima

MITO

Desde a introdução e popularização dos pedais de clip, muito se discute sobre a necessidade de puxar o pedal para cima com a ajuda do pé clipado para produzir mais potência.

Há diversos estudos científicos mostrando que essa “puxada” não gera nenhum ganho ao ciclista.
Não conseguimos manter esse ritmo de raciocínio numa cadencia de 100 rotações por minuto ou em provas muito longas, onde algumas duram mais de 5 horas.

No site Road Cycling UK há um ótimo artigo detalhando os motivos que a “puxada” não deve ser feita.

Mas existem ciclistas que defendem essa técnica para treinamentos de preparação.

Explicamos nessa matéria como são os chamados Treinos de ‘Potenciamento’

5 – Quem tem pernas compridas precisam de um pedivela mais longo

MITO

Não existem estudos que comprovem que o comprimento da perna é o que dita o comprimento do pedivela.

E para a maioria dos ciclistas amadores de MTB, uma diferença de 5mm entre um pedivela de 175mm ou 170mm dificilmente será notada ou trará muitos ganhos de desempenho.
Somente nos mais altos níveis de performance, no caso das competições de alto nível, é que essa diferença se torna significativa.

8 – O tamanho do quadro depende da minha altura

MITO

O tamanho do quadro tem a ver com a altura, porém existem diversos outros fatores que influenciam como a altura do cavalo (distância entre o chão e sua virilha) e comprimento dos braços.

Separamos uma matéria onde tratamos do “tamanho do quadro ideal

Matéria originalmente publicada em Aventrilha

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Itens para lavar sua bike em casa

Depois daquela trilha pesada ou o pedal urbano debaixo de muita chuva, chega a hora dar aquela limpeza na sua companheira de pedal!

Preparamos algumas dicas para te ajudar a lavar a bike em casa!

Desengraxante

Tenha um bom desengraxante para realizar a limpeza com maior praticidade, evitando que o sistema de marchas tenha sujeira acumulada, o que prejudica a transmissão.

O desengraxante remove a sujeira que não sai com uma simples lavagem. A maioria dos produtos de qualidade possuem embalagem prática de usar, bastando borrifar o produto, deixar agir por alguns instantes e lavar.

Escovas

A bicicleta possui alguns conjuntos e componentes de difícil acesso para realização de uma limpeza adequada. Para facilitar esse procedimento, faça o uso de escovas na hora da lavagem da bike em casa.

Invista em kit de escovas com diversos tamanhos, pois elas são ótimas para a limpeza do das coroas e do cassete. Normalmente esses itens tem boa qualidade e duram por bastante tempo, porque são feitos com material resistente.

As escovas também são úteis para remover aquela sujeira pesada depois de uma trilha, quando a bike fica cheia de barro.

Panos

Após a lavagem, se faz necessário a utilização de panos na hora de secar a estrutura. Aquela velha história de deixar a bike no sol para secar não funciona. Para que ela fique completamente seca, somente com o pano.

Prefira tecidos com alta absorção, podendo ser um tecido de algodão comum ou até mesmo aquela roupa que você não usa mais. É importante também organizar os itens usados para lavar a bike em casa e ter sempre uns quatro panos para essa finalidade.

Essa etapa de secagem completa é importante para evitar que alguns componentes enferrujem, além de dar brilho à estrutura da bike e evitar que poeira grude enquanto ela ainda estiver molhada.

Proteja as mãos!

Para realizar a lavegam da bike em casa é importante pensar na proteção das mãos.
Se você está acostumado a realizar a lavagem sem luvas, provavelmente tenha se machucado, nem que seja de leve. Basta acertar as mãos sem querer nos dentes do pedivela, por exemplo, para conseguir um ferimento.

As luvas de borracha são as mais indicadas para proteger, além de serem maleáveis e bastante práticas de usar durante a limpeza da bike.

Lubrificação

Após a lavagem, não se esqueça de lubrificar a corrente. Use sempre produtos específicos e de qualidade, como óleos lubrificantes de marcas conhecidas.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

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Como funciona uma prova de e-bike?

No Cannondale MTB Festival,  realizado entre os dias 19 e 21 de julho de 2019, em Mairiporã-SP, aconteceu a prova do primeiro campeonato nacional de mountain bike elétrica da América Latina.

A modalidade, até então inédita, teve a responsabilidade de abrir o evento na sexta-feira (19), com a disputa em uma pista de 5,9 km e 178 m de altimetria acumulada por volta.

A competição de E-Mountain Bike no XCO (cross country olímpico) teve todas as chanceladas da CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) e da UCI (União Ciclística Internacional).

© Haibike

Mas como é uma disputa de E-MTB?

Conquistando cada vez mais adeptos nas ruas das cidades, as bikes assistidas por motor elétrico são fortes aliadas na mobilidade urbana nas cidades. As e-bikes também vem ganhando espaço nas trilhas pelo mundo e um campeonato de mountain bike é um marco no esporte brasileiro.

O 1º Campeonato Brasileiro de E-Mountain Bike (E-MTB), ou como já está sendo chamado de e-XCO (cross country olímpico com mountain bikes elétricas) foi realizado na cidade de Mairiporã, no estado de São Paulo.

O uso dos motores elétricos nas bicicletas de montanha sempre foi um assunto polêmico, mas é uma tendência que veio para ficar, tanto é que a UCI realizou o 1º Campeonato Mundial de e-Mountain Bike, no Canadá, entre os dias 28 de agosto e 01 de setembro.
O sul-africano Alan Hatherly levou o título no masculino e no feminino, a vencedora foi a suíça Nathalie Schneitter.

Para a regular o novo esporte, a UCI (União Ciclística Internacional) criou algumas regras para as novas provas de e-bike chanceladas oficialmente pela entidade, como é o caso do Brasileiro de E-MTB.

Brasileiro de e-XCO

A pista de 5,9 km em Mairiporã reuniu renomados ciclistas do mountain bike nacional de diferentes gerações. Os títulos ficaram com o fluminense Albert Morgen (multicampeão no cross country olímpico no Brasil no final dos anos 90 e 2000) e com a paulista Patrícia Loureiro (bicampeã mundial máster de Downhill).

Campeão brasileiro de E-MTB Albert Morgen – © Gustavo Epifanio

“Me senti com uma felicidade dobrada. Andar de mountain bike já é muito legal, ter uma bike com motor assistido é ainda mais bacana. Sou o primeiro campeão brasileiro de E-MTB e até agora em todas as provas que competi com a minha e-bike, desde 2017, fui campeão. Estou firme para disputar o Campeonato Mundial”, contou Albert Morgen.

Já a campeã Patrícia Loureiro comentou: “acredito que dê para pedalar de bike elétrica até uns 80 anos de idade. A maioria das pessoas ainda não conhece a bike elétrica, mas posso afirmar que não existe nada mais divertido. Iniciei no motocross com 5 anos de idade e fiquei até os 14. Em seguida fui para o downhill. E, posso falar, que bike elétrica é uma diversão maior do que o motocross e mais difícil do que o downhill, é incrível. Ela te impulsiona e na descida você desce normal, é como se você estivesse descendo também. Exige muito tecnicamente”.

Regras universais

Provas de E-MTB sob chancela da UCI – © Patrick Pichon
  • Somente são permitidas e-bike com motor elétrico que oferece assistência a pedalada, isto é, é necessário pedalar para receber o impulso do motor;
  • Competições de e-bike oficiais da UCI são abertas para atletas a partir dos 19 anos de idade, homens e mulheres;
  • A potência máxima permitida do motor elétrico é 250 watts;
  • Velocidade máxima disponibilizado pelo motor elétrico de 25km/h;
  • Quando não está pedalando sua e-bike, ou seja, empurrando, o ciclista poderá receber assistência do motor limitada a 6 km/h;
  • Os ciclistas devem competir até o final da prova com a mesma e-bike e a mesma bateria;
  • A e-bike não poderá receber assistência na área de apoio, como recarga da bateria ou bateria extra.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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