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Bicicletas diferentes para cada modalidade?

Escolher a bicicleta correta para a modalidade que mais se encaixa no seu tipo de perfil será essencial para que tenha um bom desempenho e evolua com facilidade no esporte.

O tipo de terreno e outras especificações também vão ser determinantes para a escolha da sua companheira de pedal.

Vamos falar um pouco sobre a bicicleta das principais modalidades:

Mountain Bike

Uma das modalidades mais conhecidas e praticadas no mundo todo, acontecendo em terrenos terra e com percursos que possuem vários obstáculos como buracos, subidas e descidas.

Os pneus desse tipo de bicicleta são mais largos, proporcionando mais estabilidade nos terrenos acidentados. Devido à largura, permitem maior aderência dando mais segurança e controle de tração.

As marchas das bicicletas de MTB, variam entre 18 e 27 (bikes para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais).

O tipo de terreno onde são utilizadas, fazem com que os quadros das mountain bikes sejam mais reforçados para suportarem os impactos, sendo fabricados em alumínio ou fibra de carbono.

Road Bikes

Totalmente oposto às mountain bikes, as bicicletas de estrada são mais leves e possuem menos marchas.
São resistentes mas sem a necessidade de terem quadros reforçados, também sendo fabricados em alumínio e carbono, por serem materiais mais leves e auxiliam na velocidade da bicicleta.

BMX

Esse tipo de bicicleta tem a característica de ser mais baixa, com quadro mais comprido e guidão móvel para as manobras.

O BMX se divide em duas modalidades, o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle (Manobras).

O Racing consiste em competições do esporte mais focado na parte de corrida, onde o competidor tem que fazer o percurso no menor tempo.
As baterias das provas são feitas em circuitos com rampas e curvas de alto nível de dificuldade.

O estilo livre, ou freestyle, é subdividido em outras cinco modalidades: Dirt Jump, Vert, Street, Park, e Flatland, sendo diferenciadas pelo local e a forma de como são executadas as manobras.
Assim como o MTB, cada modalidade do BMX requer pneus, peças e acessórios específicos para melhorar a performance.

Velódromo

São bicicletas com design mais arrojado e específico para o tipo de circuito em que são utilizadas. Para fins exclusivos de competição, as provas são realizadas em locais fechados e com pistas ovais.
Esse tipo de bicicleta não possui roda livre (pois não possui catraca), possuem apenas uma marcha e não possuem freios. Para parar, o atleta precisa deixar de pedalar para desacelerar.

Matéria originalmente publicada em Bike Registrada

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Algumas técnicas de MTB para usar na sua pedalada

O mountain bike requer algumas habilidades que são diferentes das que você utiliza para pedalar no asfalto.
Vamos ver algumas delas:

POSIÇÃO DO CORPO ENQUANTO PEDALA

Os percursos de MTB normalmente incluem muitos obstáculos como rochas, raízes, buracos, lama e outras adversidades. Essas variações fazem parte da diversão do mountain bike, para pode frustrar os ciclistas iniciantes.
A posição correta do corpo vai te ajudar a passar pelos obstáculos com tranquilidade.

– POSIÇÃO DE ATAQUE

Uma das técnicas básicas de MTB, a posição de ataque é quando pedalamos em pé na bicicleta nas partes técnicas do trajeto, com os pedais paralelos ao chão, sendo essencial para superar a inclinação do terreno e proporcionar o equilíbrio e a potência necessários para ultrapassar os obstáculos.

Essa posição demanda mais energia do corpo, pois exige mais das pernas e dos braços, sendo difícil mantê-la por muito tempo. Muito utilizada para encarar uma subida curta e muito íngreme ou para alcançar e ultrapassar os adversários em uma prova.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos curvados (curvatura de 90 graus);
– Costas retas e levemente paralelas ao chão;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio);
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

– POSIÇÃO NEUTRA

Já para os trajetos e partes que não são técnicas do percurso, é sempre melhor manter a posição neutra.
Essa é uma posição mais relaxada, sem contrair em excesso os músculos ou forçando as articulações.

Lembre-se de:
– Fazer força nos pedais uniformemente;
– Deixar os joelhos e cotovelos levemente curvados;
– Sempre deixar os dedos nas alavancas do freio em todo o percurso (se for um freio de aro, geralmente utilizamos 2 dedos – indicador e médio)
– Olhar para onde você quer ir. Visão sempre à frente, em torno de 5 a 10 metros.

FREANDO

Apesar de parecer um movimento simples, de apenas apertar as alavancas para reduzir a velocidade da bicicleta, é necessário aprender sobre o funcionamento do freio para saber em qual momento frear e assim ficar mais confortável e seguro na bike.

– COMO FREAR

O uso do freio deve ser feito de forma controlada, Grande parte do poder de frenagem está no freio dianteiro e uma má utilização, ou uma frenagem brusca, jogará seu corpo para frente.
As alavancas devem ser apertadas levemente e de maneira uniforme nos freios frontais e traseiros, evitando derrapagens.
Enquanto freia, vá movendo seu quadril para trás, soltando seus calcanhares e mantendo uma leve curvatura em seus joelhos e cotovelos. Essa posição melhora seu controle e auxilia a não ficar muito longe da bicicleta.

– QUANDO FREAR

Ciclistas iniciantes tendem a reduzem bastante a velocidade quando estão próximos a obstáculos e curvas. Se começar a controlar o acionamento do freio e utilizar o impulso que a bicicleta já tem, a passagem de certas partes mais difíceis do caminho será muito mais fácil.

Quando estiver se aproximando de uma curva, freie antes que você chegue nela, deixando o seu impulso te levar para que você tenha mais tempo de focar a técnica para realizar a curva e ter uma saída com velocidade.

CAINDO

Ao andar em trilhas de MTB, provavelmente você irá cair em algum momento.
Cair faz parte do ciclismo e por mais que tenhamos cuidado, os tombos às vezes são inevitáveis.
E quando isso acontecer é melhor estar preparado.

Quando caímos, nosso instinto é tentar suportar a queda com os braços, mas isso pode resultar em um pulso ou uma clavícula quebrada, se os braços estiverem totalmente esticados e rígidos.
Utilize o braço para amortecer a queda, mas deixe-o levemente flexionado para que funcione como uma mola.
É muito importante tentar rolar com o corpo sobre o chão para dissipar o máximo de energia possível. Após o primeiro contato com o chão, tente rolar com o ombro e a cintura, usando a energia da queda para girar, evitando assim o impacto direto, que normalmente ocasiona fraturas.

Matéria originalmente publicada em Bike Dica

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De Biker pra Biker: 5 erros mais comuns em ciclistas iniciantes

Quando começamos a pedalar é muito comum que pequenos erros aconteçam, mas se não corrigirmos, eles que podem atrapalhar nosso desempenho e até desestimular a prática da atividade esportiva.

O importante é identificar os erros e começar a corrigi-los.
Pequenas mudanças na sua condução, ou na manutenção da sua companheira de pedal, irão fazer toda a diferença para que você tenha muito mais performance na sua pedalada!

Confira esse vídeo do ciclista Camboja, explicando um pouco mais sobre os erros de ciclistas iniciantes.

1º erro mais comum

Passar pelos obstáculos sentado na bike

O correto é ficar na posição neutra, em pé com o peso distribuído nos dois pés e os braços relaxados. Os pedais devem ficar alinhados horizontalmente para não atingir nenhum obstáculo.

2º erro mais comum

Ficar com os pés na vertical

Em trechos onde não estiver pedalando, o correto é manter os pés paralelos ao chão para que o peso fique distribuído no mesmo centro de gravidade.
Somente em curvas é que os pedais devem ficar na vertical para facilitar a realização da curva.

3º erro mais comum

Bater o pedal no chão

É um erro muito comum de acontecer, principalmente para quem está começando, e que quase sempre ocasiona quedas.

Ao fazer uma curva, sempre levante o pedal de dentro, nunca deixa o pedal embaixo, pois você vai bater ele no chão e certamente irá cair.

4º erro mais comum

Usar muito lubrificante

A utilização do lubrificante é muito importante, especialmente na relação, mas usar muito lubrificante vai acabar atraindo toda a sujeira.

Coloque uma gota por elo e nunca deixa a sua corrente seca.

5º erro mais comum

Não ajustar corretamente o capacete

Para quem está começando pode achar que é somente colocar o capacete e fechar a fivela que está tudo pronto.

Existem 3 regulagens que você deve ficar atento para que o capacete fique seguro.

– A primeira são as travas laterais que devem ser posicionadas bem próxima a orelha.
– O ajuste da nuca, que é feito no disco de regulagem que existe na parte de trás, deve ficar justo para deixar mais firme o capacete.
– E por último o ajusto do pescoço deve ter uma folga para mais conforto.

Siga o Camboja no Instagram e tenha uma dose diária de inspiração para sair pedalando: @camboja_mtb

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Alguns mitos do MTB

Ao longo dos anos o ciclismo vem evoluindo constantemente e novas informações e tecnologias são agregadas ao esporte, causando muita confusão e gerando vários mitos.

Vamos ver alguns e porque eles não fazem tanto sentido assim:

1 – O aro 26” não serve mais

MITO

A discussões que mais ocorrem são sobre qual é o tamanho de aro é melhor, o que acaba sempre com a afirmação de que aro 26” não presta e que não serve mais para o ciclismo atual. Essa afirmação pode ser bastante equivocada.

O controle e a facilidade em realizar curvas mais técnicas fazem da aro 26” uma excelente opção para quem pedala em percursos mais técnicos como all mountain/enduro e o downhill (modalidade que muitos pilotos profissionais ainda usam a 26”)

Confira nosso matéria sobre as diferenças entre uma bicicleta 29” e uma 26”

2 – O aro 29” é só para pessoas altas

MITO

Há ciclistas mais baixos que preferem e se adaptam muito bem em uma aro 29”.
Tudo é uma questão de estilo, de procurar o modelo que tem mais a ver com você e qual tipo de terreno onde costuma pedalar.

Há menos de 20 anos não existiam as 29” e há menos de uma década era muito raro encontrar ciclistas com as 29” no dia a dia, o que mostra que o assunto é bem recente.
Quanto mais experimentarmos tamanhos diferentes, poderemos chegar na melhor opção para o seu tipo de pedalada. Antes de escolher a sua bike, procure pedalar com todos os tamanhos para ver qual se sente mais confortável.

3 – Para calibrar é só olhar na lateral do pneu para saber a pressão “ideal”

MITO

A informação que consta na lateral do pneu é apenas uma sugestão de pressão que deve ser utilizada.
A pressão máxima deve ser obedecida mas a pressão usada vai depender do tipo de terreno, do percurso, do peso do ciclista e outros fatores.

Temos uma matéria explicando “como calibrar os pneus da sua mountain bike

4 – Ao pedalar clipado tem que puxar o pedal pra cima

MITO

Desde a introdução e popularização dos pedais de clip, muito se discute sobre a necessidade de puxar o pedal para cima com a ajuda do pé clipado para produzir mais potência.

Há diversos estudos científicos mostrando que essa “puxada” não gera nenhum ganho ao ciclista.
Não conseguimos manter esse ritmo de raciocínio numa cadencia de 100 rotações por minuto ou em provas muito longas, onde algumas duram mais de 5 horas.

No site Road Cycling UK há um ótimo artigo detalhando os motivos que a “puxada” não deve ser feita.

Mas existem ciclistas que defendem essa técnica para treinamentos de preparação.

Explicamos nessa matéria como são os chamados Treinos de ‘Potenciamento’

5 – Quem tem pernas compridas precisam de um pedivela mais longo

MITO

Não existem estudos que comprovem que o comprimento da perna é o que dita o comprimento do pedivela.

E para a maioria dos ciclistas amadores de MTB, uma diferença de 5mm entre um pedivela de 175mm ou 170mm dificilmente será notada ou trará muitos ganhos de desempenho.
Somente nos mais altos níveis de performance, no caso das competições de alto nível, é que essa diferença se torna significativa.

8 – O tamanho do quadro depende da minha altura

MITO

O tamanho do quadro tem a ver com a altura, porém existem diversos outros fatores que influenciam como a altura do cavalo (distância entre o chão e sua virilha) e comprimento dos braços.

Separamos uma matéria onde tratamos do “tamanho do quadro ideal

Matéria originalmente publicada em Aventrilha

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Itens para lavar sua bike em casa

Depois daquela trilha pesada ou o pedal urbano debaixo de muita chuva, chega a hora dar aquela limpeza na sua companheira de pedal!

Preparamos algumas dicas para te ajudar a lavar a bike em casa!

Desengraxante

Tenha um bom desengraxante para realizar a limpeza com maior praticidade, evitando que o sistema de marchas tenha sujeira acumulada, o que prejudica a transmissão.

O desengraxante remove a sujeira que não sai com uma simples lavagem. A maioria dos produtos de qualidade possuem embalagem prática de usar, bastando borrifar o produto, deixar agir por alguns instantes e lavar.

Escovas

A bicicleta possui alguns conjuntos e componentes de difícil acesso para realização de uma limpeza adequada. Para facilitar esse procedimento, faça o uso de escovas na hora da lavagem da bike em casa.

Invista em kit de escovas com diversos tamanhos, pois elas são ótimas para a limpeza do das coroas e do cassete. Normalmente esses itens tem boa qualidade e duram por bastante tempo, porque são feitos com material resistente.

As escovas também são úteis para remover aquela sujeira pesada depois de uma trilha, quando a bike fica cheia de barro.

Panos

Após a lavagem, se faz necessário a utilização de panos na hora de secar a estrutura. Aquela velha história de deixar a bike no sol para secar não funciona. Para que ela fique completamente seca, somente com o pano.

Prefira tecidos com alta absorção, podendo ser um tecido de algodão comum ou até mesmo aquela roupa que você não usa mais. É importante também organizar os itens usados para lavar a bike em casa e ter sempre uns quatro panos para essa finalidade.

Essa etapa de secagem completa é importante para evitar que alguns componentes enferrujem, além de dar brilho à estrutura da bike e evitar que poeira grude enquanto ela ainda estiver molhada.

Proteja as mãos!

Para realizar a lavegam da bike em casa é importante pensar na proteção das mãos.
Se você está acostumado a realizar a lavagem sem luvas, provavelmente tenha se machucado, nem que seja de leve. Basta acertar as mãos sem querer nos dentes do pedivela, por exemplo, para conseguir um ferimento.

As luvas de borracha são as mais indicadas para proteger, além de serem maleáveis e bastante práticas de usar durante a limpeza da bike.

Lubrificação

Após a lavagem, não se esqueça de lubrificar a corrente. Use sempre produtos específicos e de qualidade, como óleos lubrificantes de marcas conhecidas.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

E você?
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Como funciona uma prova de e-bike?

No Cannondale MTB Festival,  realizado entre os dias 19 e 21 de julho de 2019, em Mairiporã-SP, aconteceu a prova do primeiro campeonato nacional de mountain bike elétrica da América Latina.

A modalidade, até então inédita, teve a responsabilidade de abrir o evento na sexta-feira (19), com a disputa em uma pista de 5,9 km e 178 m de altimetria acumulada por volta.

A competição de E-Mountain Bike no XCO (cross country olímpico) teve todas as chanceladas da CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) e da UCI (União Ciclística Internacional).

© Haibike

Mas como é uma disputa de E-MTB?

Conquistando cada vez mais adeptos nas ruas das cidades, as bikes assistidas por motor elétrico são fortes aliadas na mobilidade urbana nas cidades. As e-bikes também vem ganhando espaço nas trilhas pelo mundo e um campeonato de mountain bike é um marco no esporte brasileiro.

O 1º Campeonato Brasileiro de E-Mountain Bike (E-MTB), ou como já está sendo chamado de e-XCO (cross country olímpico com mountain bikes elétricas) foi realizado na cidade de Mairiporã, no estado de São Paulo.

O uso dos motores elétricos nas bicicletas de montanha sempre foi um assunto polêmico, mas é uma tendência que veio para ficar, tanto é que a UCI realizou o 1º Campeonato Mundial de e-Mountain Bike, no Canadá, entre os dias 28 de agosto e 01 de setembro.
O sul-africano Alan Hatherly levou o título no masculino e no feminino, a vencedora foi a suíça Nathalie Schneitter.

Para a regular o novo esporte, a UCI (União Ciclística Internacional) criou algumas regras para as novas provas de e-bike chanceladas oficialmente pela entidade, como é o caso do Brasileiro de E-MTB.

Brasileiro de e-XCO

A pista de 5,9 km em Mairiporã reuniu renomados ciclistas do mountain bike nacional de diferentes gerações. Os títulos ficaram com o fluminense Albert Morgen (multicampeão no cross country olímpico no Brasil no final dos anos 90 e 2000) e com a paulista Patrícia Loureiro (bicampeã mundial máster de Downhill).

Campeão brasileiro de E-MTB Albert Morgen – © Gustavo Epifanio

“Me senti com uma felicidade dobrada. Andar de mountain bike já é muito legal, ter uma bike com motor assistido é ainda mais bacana. Sou o primeiro campeão brasileiro de E-MTB e até agora em todas as provas que competi com a minha e-bike, desde 2017, fui campeão. Estou firme para disputar o Campeonato Mundial”, contou Albert Morgen.

Já a campeã Patrícia Loureiro comentou: “acredito que dê para pedalar de bike elétrica até uns 80 anos de idade. A maioria das pessoas ainda não conhece a bike elétrica, mas posso afirmar que não existe nada mais divertido. Iniciei no motocross com 5 anos de idade e fiquei até os 14. Em seguida fui para o downhill. E, posso falar, que bike elétrica é uma diversão maior do que o motocross e mais difícil do que o downhill, é incrível. Ela te impulsiona e na descida você desce normal, é como se você estivesse descendo também. Exige muito tecnicamente”.

Regras universais

Provas de E-MTB sob chancela da UCI – © Patrick Pichon
  • Somente são permitidas e-bike com motor elétrico que oferece assistência a pedalada, isto é, é necessário pedalar para receber o impulso do motor;
  • Competições de e-bike oficiais da UCI são abertas para atletas a partir dos 19 anos de idade, homens e mulheres;
  • A potência máxima permitida do motor elétrico é 250 watts;
  • Velocidade máxima disponibilizado pelo motor elétrico de 25km/h;
  • Quando não está pedalando sua e-bike, ou seja, empurrando, o ciclista poderá receber assistência do motor limitada a 6 km/h;
  • Os ciclistas devem competir até o final da prova com a mesma e-bike e a mesma bateria;
  • A e-bike não poderá receber assistência na área de apoio, como recarga da bateria ou bateria extra.

Matéria originalmente publicada em Red Bull

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Henrique Avancini e Letícia Cândido levam as provas XCO e XCM no Campeonato Brasileiro MTB 2019

O ciclista Henrique Avancini confirma o favoritismo e leva o Campeonato Brasileiro de MTB nas modalidades Cross Country Olímpico (XCO) e Maratona (XCM) realizado na região serrana de Mairiporã, em São Paulo.

A mineira Letícia Cândido comemorou os títulos inéditos na carreira, também levando ambas as provas.

Henrique Avancini © Rodrigo Barreto

XCO

O público pode acompanhar de perto a definição dos campeões brasileiros de cross country olímpico no último sábado (20/07)

Na Elite Masculina, Avancini manteve a liderança durante toda a prova e na terceira volta conseguiu abrir uma distância confortável para os demais competidores.
Foi o 14º título de Avancini em provas de XCO.

Henrique Avancini © Luis Claudio Antunes – CBC

“Corrida duríssima. Eu queria muito manter essa camisa no meu peito, é uma grande honra e um grande prazer. Essa era uma prova que todo mundo esperava que eu ganhasse, e fico feliz de não ter decepcionado a galera. E ter ajudado a fazer essa festa maravilhosa. É diferente de como se eu estivesse em uma prova internacional, porque eu estou em casa e a sensação é muito melhor. É especial ver esse carinho, ver como as pessoas vibram com o mountain bike, com um biker brasileiro, pra mim é sensacional viver isso, vivo um momento dos sonhos na minha carreira.” comentou Henrique.

© NG Fotos

Resultado Elite Masculina XCO

1 – Henrique Avancini
2 – Guilherme Muller
3 – Sherman Trezza
4 – Luiz Cocuzzi
5 – Rubinho Valeriano

Na Elite Feminina, a mineira Letícia Cândido confirmou que vive o melhor momento da carreira superando as últimas campeãs da prova, Raiza Goulão (tricampeã brasileira entre 2015 e 2017) e Jaqueline Mourão (vencedora em 2018).

“Foi um turbilhão de emoções, desde a largada sabia que não estava na minha melhor performance. Mas confiei no meu trabalho e contei um pouquinho com a sorte. Agradeço a toda minha equipe, que confiou no meu trabalho. Estou muito contente”, disse Letícia.

Letícia Cândido © Luis Claudio Antunes – CBC

A campeão de 2018, Jaqueline Mourão, liderava a prova e na metade final teve um furo no pneu traseiro, tendo que percorrer uma parte do circuito pedalando no aro da bike para chegar na área de apoio para realizar a troca.

Jaqueline Mourão © Luis Claudio Antunes – CBC

“Faz parte do esporte. Furei o pneu e tive que correr muito pra chegar no apoio para poder fazer a troca. Mas é importante saber que estou muito forte e que fisicamente e tecnicamente estou muito bem. Problemas mecânicos acontecem, é a gente tem que saber que isso faz parte do esporte. Semana que vem tem Jogos Pan-Americanos no Peru e é uma honra muito grande representar o meu país”, destacou Jaqueline.

© Gustavo Epifanio

Resultado Elite Feminino XCO

1 – Letícia Cândido
2 – Raiza Goulão
3 – Jaqueline Mourão
4 – Hercília Najara
5 – Viviane Favery

XCM

A prova de Maratona do Cannondale MTB Festival contou com percursos de 82 km e 41 km que passava por estradas e trilhas da região serrana de Mairiporã, em São Paulo.

No Masculino, Henrique Avancini faturou pela primeira vez na carreira o título brasileiro de cross country maratona.
A prova foi bastante disputada do início ao fim, sendo definida somente nos últimos quilômetros, quando Avancini fez o ataque na última serra, cerca de 5 km para o final, conseguindo abrir uma vantagem de pouco mais de dois minutos para o segundo colocado.

Henrique Avancini © Luis Claudio Antunes – CBC

“Competi ontem, então estava bastante cansado e precisei usar uma tática cautelosa, estudando mais os adversários e procurando o momento certo para tentar definir a corrida. Após o começo da prova consegui me destacar com o Bruno e a menos de 10 km do final consegui fazer uma aceleração no último trecho de trilha e me destacar. Super especial conseguir dois títulos brasileiros em casa, perto da minha família, que é onde eu encontro forças para superar todas as dificuldades”, afirmou Avancini.

O atual campeão mundial da maratona e segundo colocado na Copa do Mundo de XCO 2019, Avancini vai representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em 28 de julho. Em seguida parte para a próxima etapa da Copa do Mundo em Val di Sole, na Itália, entre os dias 2 e 4 de agosto.

© Luis Claudio Antunes – CBC

Resultado Elite Masculina XCM

1 – Henrique Avancini
2 –  Bruno Lemos
3 – Sherman Trezza
4 – Gilberto Gois
5 – Edson Rezende

Na competição Feminina, Letícia Cândido entrou embalada pelo título de XCO, conquistado no sábado, e confirmou a incrível fase levando a medalha de ouro na prova.

Letícia Cândido © Luis Claudio Antunes – CBC

“Foi incrível finalizar minha participação com dois títulos nacionais. Eu estava muito preocupada por fazer as duas provas, mas meu treinador sempre me tranquilizou e disse que eu estava preparada. Apesar de tudo, Sofri bastante porque estava um pouco cansada da prova de XCO e tinha muita subida longa, subidas inclinadas e no final muitos tops, quase intermináveis, e acredito muito que tudo valeu a pena”, ressaltou Letícia.

© Luis Claudio Antunes – CBC

Resultado Elite Feminino XCM

1 – Letícia Cândido
2 – Viviane Favery
3 – Raiza Goulão
4 – Tania Clair
5 – Marcella Toldi

MTB Cross Country: diferença entre XCO e XCM?

O Cross-Country (XC) é a modalidade do MTB a mais praticada no Brasil, devido a facilidade de encontrar locais para praticar.
Assim como outras modalidades do MTB, o XC também é dividido em algumas categorias e as mais conhecidas são o Cross-Country Maratona (XCM) e o Cross-Country Olímpico (XCO).

Conheça os tipos de provas do MTB Cross-Country (XC)

Cross-Country Maratona (XCM)

É caracterizada por ser uma maratona de longos percursos, que variam de 60 a 120 quilômetros. Os trechos podem variar entre terra, trilhas e asfalto.
Uma de suas características é que o percurso não pode ter nenhum trecho em que os atletas passem duas vezes pelo mesmo local e as distâncias sobre o asfalto, ou rotas pavimentadas, não podem superar 15% do percurso total.

Por se tratar de uma prova longa e de ritmo forte, os atletas devem estar preparados com uma resistência física e com um bom controle psicológico.

Os atletas também devem levar seu próprio suporte técnico, que inclui ferramentas, câmara de ar e bolsas de hidratação.

Cross-Country Olímpico (XCO)

No XCO, o trajeto já é menor e é disputado em circuitos fechados, alternando trechos mais técnicos de trilhas e estradas.
O trajeto pode variar de 30 e 40 quilômetros e a largada normalmente é realizada em grupo.

Por ter uma dificuldade técnica bem mais alta que no XCM, o cross-country olímpico exige mais experiência do ciclista e mais potência muscular para superar as partes mais técnicas e difíceis do trajeto.

Diferenças entre as duas categorias

Cada categoria demanda técnicas e experiências diferentes do ciclista.
No XCO, por ser em circuito, o atleta passa pelo mesmo ponto diversas vezes e tem a possibilidade de analisar o trecho e melhorar a cada volta.
Já no XCM, a dificuldade está na distância do trajeto que é percorrida uma única vez, fazendo com que o ciclista tenha mais atenção com o terreno desconhecido e exigindo muito mais rendimento da bicicleta e do atleta.

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BMX Dirt Jump

O Dirt Jump é uma das 5 modalidades do BMX Freestyle e é um dos estilos mais difíceis de praticar, mas também um dos mais bonitos de assistir, pois tem como sua característica principal, o radicalismo das manobras de alto risco.

Numa tradução livre, o “salto na terra” é praticado em rampas de terra, com alturas e distâncias variadas. As rampas podem ser únicas, double ou trails (sequência de rampas), quanto maior a inclinação da rampa, maior o voo e mais tempo entre um salto e outro para o ciclista.

A Origem

O Dirt Jump surgiu nos Estados Unidos, em meados da década de 1970. Os pilotos das provas de BMX Racing começaram a realizar manobras e saltos durante as provas para atrapalhar os demais competidores. Após as manobras serem proibidas nas competições, a modalidade Dirt Jump surgiu.

O objetivo dos praticantes do Dirt Jump é realizar as manobras da maneira mais perfeita possível. Nas competições, é considerada a altura alcançada pelo atleta, a dificuldade, o estilo, a criatividade e perfeição das manobras.
Devido ao alto risco das manobras, é essencial o uso de equipamentos de segurança na prática dessa modalidade.

A Bike para Dirt Jump

A modalidade é praticada com bicicletas BMX aro 20 ou MTB aro 26. Elas devem ser mais resistentes que as convencionais para aguentar o impacto das manobras.

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Big Biker Cup 2019 – Etapa #1 – Itanhandu

Uma das mais tradicionais competições de MTB do país, o Big Biker Cup, teve a sua primeira etapa de 2019 realizada no dia 17 de março em Itanhandu, sul de Minas Gerais.

A prova agora se chama Oggi Big Biker Cup e também conta com o patrocínio da tradicional marca de Pneus Kenda.

Foto: Big Biker – Divulgação

Para esta primeira etapa foi criada uma nova categoria, a Light, com um trajeto menor, de 24km, voltada para os iniciantes. As outras categorias são a Agile Pro com 93km e a Agile Sport com 66km de percurso.

A competição contou com cerca de 1400 inscritos em 39 categorias e mais de 200 crianças no Biguinho, a versão infantil do Big Biker. 

Foto: Seppia Geração de Conteúdo

Confira a classificação da Elite

Elite Masculina

1 – Hallyson Ferreira (Tropix Factory Racing) – 03:13:44
2 – Felipe Paixão (Taubate/ekoi) – 03:13:45
3 – Bruno Lemes (Squadra Oggi/ Bioflora Suplementos) – 03:13:45
4 – Hugo Prado Neto (Specialized Oce Powerhousebrasil) – 03:13:46
5 – Flavio Cardoso (Funvic Pindamonhangaba) – 03:16:37

Elite Feminina

1 – Luciene Ferreira da Silva (Funvic Pindamonhangaba) – 03:58:28
2 – Danilas Ferreira (Tropix Factory Racing Team Tamura Bike Shop) – 03:58:51
3 – Sofia Subtil (4fun) – 03:58:53
4 – Paula Gallan (Squadra Oggi) – 04:15:08
5 – Priscila Biazotti (Time Jundiai /first/bomix/newmillen/eqmax/fuel Suplementos/sportiv Cycle/sodbike/mariana Parra Nutri) – 04:16:45

 

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