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Usa Pedal de Encaixe? Conheça um pouco da história

Eles foram desenvolvidos inicialmente para as competições e ciclistas de alto rendimento, mas nos últimos anos se tornaram mais comuns entre os usuários de uso não profissional e recreativo.
Vamos mostrar um pouco de como essa tecnologia surgiu.

Um pouco da História dos Pedais de Encaixe

Os primeiros registros dessa tecnologia datam de 1895 e na década de 70 já era utilizada amplamente no ciclismo de estrada, mas somente no início dos anos 80 começou a se popularizar nas competições, chegando em peso nas trilhas do MTB nos anos 90.

Na década de 90, as marcas de pedais MTB tentavam emplacar cada uma o seu padrão, pois com muita concorrência, ainda não haviam adotado um padrão de tacos e pedais para competição de ciclismo.
Nessa época as pistas off-road do Mountain Bike foram importantes campos de testes para o desenvolvimento dos pedais de encaixe, onde as competições com lama, água, raízes, obstáculos e outras situações que não acontecem no ciclismo de estrada, obrigaram os engenheiros a pensar em pedais que fossem realmente fáceis de prender e soltar sem perder a leveza.
Devido ao melhor desempenho dos ciclistas que utilizavam pedais de encaixe, rapidamente eles se tornaram itens obrigatórios nas competições de bicicleta, especialmente nas fora de estrada como o MTB e  Ciclocross.

Tecnologia

O sistema desenvolvido pela Shimano aprimorou muito o conjunto de “Pedal-Sapatilha-Taco” e com isso a marca se tornou referência no ciclismo mundial. A marca buscou deixar à disposição de todos os ciclistas, as mesmas tecnologias desenvolvidas para os competidores, assim em pouco tempo o ciclista comum já tinha acesso a produtos de alta performance com um valor mais acessível.

Dessa maneira os pedais de encaixe ficaram mais acessíveis, ganhando primeiramente espaço nas academias com o modelo Spinning e logo em seguida foram para as ruas.

Podemos dizer que os pedais de encaixa são um caminho sem volta, pois depois que se aprende a pedalar com eles, dificilmente o ciclista voltará a pedalar com os pés “soltos”.
Essa popularização “urbana” fez com que a indústria começasse a desenvolver produtos com aparência mais casual e menos “esportiva”, existindo atualmente até sandálias com encaixe para tacos.

A Shimano, que foi responsável pela criação do “SPD”, sigla para Shimano Pedaling Dynamics, que são os pedais de encaixe MTB, também inovou quando desenvolveu um sistema pensando no usuário urbano chamado Click’R.

Esse sistema permite encaixe e desencaixe mais fáceis com uma plataforma de contato maior, se comparados aos do padrão SPD, permitindo um bom rendimento ao pedalar e uma caminhada mais confortável, tendo em vista que as sapatilhas do sistema SPD tradicional devem ter a entressola mais rígida para otimizar a transferência de energia e no sistema Click’R, a entressola do calçado é mais flexível. Outras marcas também seguiram essa tendência e continuam desenvolvendo cada vez mais sapatos para o usuário urbano que busca mais rendimento ao pedalar.

Dicas

Os diferentes tipos de pedais de encaixe que existem, oferecem um ajuste de tensão de mola, sendo possível controlar a força aplicada para encaixar e remover o pé do encaixe. Esse ajuste é feito com um pequeno parafuso no corpo do pedal, mas fique atento antes de fazer o ajuste pois o mesmo pode estar sujo após um pedal e isso pode fazer que o encaixe de uma ferramenta escape e danifique o parafuso.

O taco que é parafusado ao calçado também se desgasta com o tempo, podendo se desprender acidentalmente, sendo importante trocá-lo regularmente.

Matéria originalmente publicada em Revista Bicicleta

Cuidados com as rodas e pneus das bikes speed

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Se você treina em rodovias, certamente já passou por essa experiência. Além de quebrar o ritmo do treino, isso pode se tornar uma dor de cabeça se você acabar sem remendos ou câmaras reserva. Nossas rodovias parecem cada vez mais sujas e as frequentes obras nas pistas aumentam as incidências de furos, já que deixam muitos resíduos nos acostamentos.

Pedaços de pneus também são grandes vilões: os caminhões acabam soltando a recapagem dos pneus e esses pedaços possuem fragmentos de aço que costumam furar os pneus com facilidade.

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Pneus

Ao treinar em rodovias nos deparamos com muita sujeira na estrada que pode ser fragmentos de vidro, aço, arames ou até pequenas pedras, dentre outros elementos que podem danificar os pneus. Muitas vezes não notamos a presença desses pequenos intrusos nos pneus até que eles levam ao furo da câmara.

Portanto, é muito prudente fazer uma checagem geral nos pneus da bicicleta antes de rodar. Com uma chave de fenda bem pequena ou um “espeto” é possível remover esses pequenos fragmentos do pneu. Mas durante o pedal, quando passamos por um trecho com vidros ou sujeira onde seja impossível desviar, uma dica interessante é: se você estiver utilizando uma boa luva, pode-se espalmar o pneu em movimento com a palma da luva. Claro que isso demanda uma habilidade extra, mas pode salvar seu treino. Portanto tente fazer devagar caso se sinta seguro e aplique na hora da necessidade. Mas atenção: este procedimento demanda extrema habilidade do ciclista!

Outra dica é: pneus cortados podem ser utilizados com um remendo até chegar ao destino, depois não é seguro mantê-los em uso, pois a pressão demandada é grande e remendos não permitem que a pressão devida seja aplicada.

Mas caso você tenha um pneu com um corte de cerca de 1 cm existem algumas dicas de emergência referente a materiais que podem ser usados para tapar o corte: Embalagem de Gel, barra energética ou até uma cédula de dinheiro são boas opções e que geralmente você carrega no treino.

Tenha sempre um kit com:

  • Bomba
  • Câmara reserva
  • Espátulas
  • Cilindro e aplicador C02
  • Remendo e cola
  • Canivete multifunções
  • Fita adesiva

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Freios

Em relação aos cuidados com os freios, as partes geralmente mais envolvidas são aro e sapatas.

Por exemplo, as sapatas podem apresentar pequenos fragmentos encravados em sua superfície de frenagem. Isso pode acontecer devido a alguma pequena pedra que fique alojada na sapata no momento da frenagem, fazendo com que penetre na borracha da pastilha e causando danos à superfície do aro.

Portanto, é muito importante que se verifique periodicamente a sapata para evitar que uma pedra ou fagulha de metal fique alojada, usinando a superfície de frenagem e causando sulcos que podem provocar a quebra da lateral de frenagem do aro. Então, da mesma maneira que com os pneus, deve-se verificar os resíduos alojados nas sapatas.

Com uma lixa fina também é possível limpar e plainar as sapatas para obter uma frenagem mais eficiente. Dessa maneira podemos ter mais tranquilidade nos treinos e ainda chegar mais cedo em casa.

Em relação aos aros, considere que o aro está para o freio de aro, assim como o disco está para os freios a disco: daí a grande importância de estarem sempre limpos e alinhados. Aros amassados também causam incômodo e até podem gerar folga na caixa de direção, desgaste irregular dos pneus e quedas, em casos extremos.

Limpeza

A limpeza dos aros pode ser feita com uma esponja de aço embebida em Tinner ou algum outro solvente, para que seja removida toda a sujeira e resíduos de borracha.

Uma lixa fina também pode auxiliar nesta limpeza, mas cuidado, pois o freio ficará bastante sensível e demandará um período curto de readaptação. Portanto, logo após a limpeza faça algumas freadas sem travar a roda, para transferir um pouco de material da sapata (que já deve estar limpa) para a superfície do aro.

E nunca se esqueça de verificar se existem rachaduras nos pneus e o seu desgaste. Em caso positivo, substitua o pneu antes do próximo treino!

Texto originalmente publicado em: revistabicicleta

Gostou das dicas?

Temos tudo o que você precisa aqui na Azupa!

Qual seu estilo de Selim – escolha com cuidado!

Cada modalidade ou estilo de bike utiliza determinado tipo de selim, e dependendo do caso, sua troca descaracteriza o produto.

Para uma bike que anda nas praias, seja na areia ou na ciclofaixa e trafega por caminhos planos, por exemplo, um selim grande e pesado não faz muita diferença.

Já para uma bike de competição modelo de estrada ou mountain bike, cada grama conta, principalmente quando estamos subindo uma montanha. Agora se seu pedal é apenas urbano ou lazer, um selim mais confortável e macio deve ser seu foco.

Existem diversos tipos e modelos variados de selim.  post_tipos_selins

A escolha correta do selim é algo que deve ser feito cuidadosamente, sem levar em consideração somente a estética da peça.

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Selins largos – com molas, gel e espuma extremamente macio e confortável – normalmente equipam as bikes urbanas/lazer, mas podem ser um pesadelo em uma mountain bike. Devido a quantidade de pulos e trancos que a mountain bike encara nas trilhas, a escolha de um selim grande se tornaria muito desconfortável.

O selim ideal é algo muito pessoal, sendo que cada pessoa tem uma anatomia diferente. Para ser confortável, o selim precisa apoiar perfeitamente os ossos ísquios (ossos que constituem a zona inferior do quadril e apoiam o corpo quando estamos sentados) e este possui uma estrutura em sua construção que permite que o mesmo trabalhe conforme o movimento que a bike faz com seu peso sobre o selim.

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Mulheres possuem uma distância entre os ísquios maior que os homens, fazendo com que os selins femininos, na maior parte das vezes, sejam mais largos que os masculinos.

Os selins que possuem uma abertura no centro, são chamados de anti prostáticos, pois aliviam a pressão no períneo, evitando problemas futuros de saúde.

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Para encontrar o selim perfeito, vá a uma bike shop, converse com atletas e outros ciclistas da modalidade que você pratica, e o mais importante… faça um bike fit!

A importância do bike fit nessa hora é imensa. Você pode ter o selim mais caro do mundo ou o mais adequado para sua anatomia, mas se ele não estiver na altura correta para você, de nada vai adiantar. A altura errada poderá fazer com que você tenha que fazer movimentos desnecessários sobre o selim, causando contato e dores desnecessários.

E aí, qual seu estilo?

Nós temos todos os estilos de Selim aqui!

Qual a inclinação certa do selim?

Além da altura e da escolha do modelo certo, o selim também deve estar exatamente na horizontal em relação ao solo.

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Qualquer inclinação e seu corpo ficará tentando compensar a tendência a escorregar sem que você perceba, o que poderá lhe causar dores e comprometer sua estabilidade na bike em situações como subidas ou frenagens fortes.

Temos o selim certo pra você aqui na Azupa! Aproveite aqui!

Posição certa do pé no pedal

Pode parecer apenas um detalhe, mas o pedal é parte muito importante, especialmente para os mais aventureiros!

Por isso, além da altura certa do selim e cuidado com os joelhos, a posição o pé no pedal também é essencial para que o movimento da pedalada seja completo, sem impactos e com a força na região certa.

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Usar calçado específico, de sola rígida, o ajudará a transmitir melhor as forças. Colocar corretamente os taquinhos e encaixá-los no pedal leva a uma melhora substancial da técnica. Para tanto, é importante que o centro do taquinho esteja alinhado e centralizado com o osso da “bola do pé”. Mas atenção, quem tem joelhos valgos, as chamadas pernas para dentro, ou em X, ou varos (pernas arqueadas), pode ter de fazer alguma correção na sapatilha a fim de equilibrar o pé, assegurando que ele fique bem disposto sobre o pedal.

Pedale com o pedal certo para você. Nós temos o modelo ideal!
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